Em continuação dos textos publicados com os títulos XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais: PARTE 1 e XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais: PARTE 2, logo de seguida aproximei-me da mesa respeitante ao Licor de Ginja M.S.R., que é produzido em Alcobaça, de forma artesanal, exclusivamente a partir de ginjas frescas da variedade Folha-no-pé, colhidas manualmente na Região Oeste de Portugal, nomeadamente na área geográfica correspondente às antigas terras Cistercienses, onde se encontram as condições ideais, caracterizadas por um clima temperado e húmido devido à influência próxima do mar. E o mesmo surgiu na década de 20 do século XX, pelas mãos de Manuel de Sousa Ribeiro, (1894-1976), nascido em Cedofeita, Porto, no seio de uma família brasonada e abastada, tendo tido formação cultural e académica superior obtida em Inglaterra, para depois trabalhar nas duas mais importantes casas agrícolas de Alcobaça, no sector de produção de vinhos e aguardentes, tendo-se transformado num reputado especialista em vinhos, vinagres e aguardentes.
Acrescente-se também que a forma cónica original e única da embalagem utilizada, cujo modelo fora patenteado em 1930, remonta ao inicio do século XX, por sua vez desenhada por Carlos Campeão, farmacêutico em Alcobaça, e também proprietário da firma C. Campeão & Cª, fundada em 1915, produtora dos Licores de Cister que inicialmente utilizou este modelo nos seus licores, tendo posteriormente, cedido os seus direitos a Manuel de Sousa Ribeiro. E, curiosamente, a garrafa é ainda embrulhada em papel seda branco em homenagem aos Monges de Cister, também conhecidos por Monges Brancos.
Para terminar, sendo eu natural de Leiria, não podia deixar de passar pela bancada relativa às Pastelarias Pão Quente e Pão do Marquês localizadas nessa mesma cidade, sendo elas especialistas em doces conventuais, pastelaria e doçaria, tais como as intituladas “Brisas do Liz”!
Tudo começou há cerca de 37 anos, com a abertura do primeiro balcão na cidade de Leiria, seguindo-se, já no decorrer do ano de 1995, a exploração de outros dois espaços dentro do próprio Hospital de Santo André em Leiria, sendo todo este percurso o resultado de bastante trabalho, esforço e dedicação, por parte de uma equipa de profissionais sempre dispostos a colaborar e a evoluir.
Entretanto, com o surgimento da primeira Montra de Doces Conventuais em Alcobaça, a mesma equipa deu também início a uma busca ainda mais aprofundada acerca de determinados produtos com origem histórica na zona de Leiria, conseguindo, assim, adquirir vários prémios, logo uma maior vontade em continuar a apostar na inovação!
Em resumo, a riqueza de toda a doçaria portuguesa deve-se em grande parte a todo um conjunto de hábitos dos conventos e mosteiros portugueses a ver com a utilização das claras de ovos na confeção de hóstias ou quando era preciso engomar os hábitos, levando ao aperfeiçoamento de determinadas receitas por parte de freiras e frades, de forma a não desperdiçar as respetivas gemas.
Mais tarde, aperfeiçoaram-se as tais receitas ancestrais e familiares, (re)criando doces ricos em açúcar, gemas e/ou frutos secos ou da época, donde as melhores pastelarias, nomeadamente as existentes em Alcobaça, premiadas inúmeras vezes, oferecem durante todo o ano o resultado de todo este tipo de pesquisa e recolha de receitas esquecidas e adaptadas aos dias de hoje, assim como os variadíssimos licores que ao longo dos séculos foram rodeados de secretismo.
Desta forma, e considerando todas as potencialidades existentes nos mosteiros e em todo o legado cultural que deixaram, o Município de Alcobaça organiza, assim, em 1999, a sua primeira Mostra de Doces & Licores Conventuais!
“Nós somos o que comemos”, desde há muito tem sido a frase que me motiva a cada dia que passa, mas também a que me incentivou a criar este meu mais recente blogue, Cozinha Com Rosto, já há quase 1 ano!
Eu simplesmente acredito que o melhor caminho que devemos tomar é sempre no sentido de um estilo de vida mais saudável, onde, sem dúvida, os alimentos têm um papel preponderante!
A realidade muitas vezes é-nos bastante difícil de suportar, tenha ela a ver com níveis baixos de energia, falta de descanso, diminuição das horas de sono, aumento das horas de trabalho, deficiente gestão do stress, tensão alta, nervosismo, aborrecimentos com a família ou amigos, tristeza, depressão, distúrbios alimentares, alteração de fusos horários, etc.
E as plantas são igualmente importantes por diversos fatores: fornecem o oxigénio, ajudam a filtrar poluentes, servem como elementos decorativos nas nossas casas ou jardins, perfumam o ambiente, são capazes de transmitir paz e tranquilidade, contribuem para a perpetuação de outros seres vivos, contém certos elementos favoráveis ao combate de certas doenças, complementam as nossas refeições, etc.
Por tudo isto, “por que não voltar um pouco a nossa atenção para a mera atividade recolectora como faziam os antepassados em busca de subsistência de saúde e alimentação?”; frase esta, por sua vez patente no livro Plantas para curar e para comer, cujo autor é Miguel Boieiro, que ao ser formado em Contabilidade e Administração, já foi Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, da Assembleia Municipal de Alcochete e da Assembleia municipal do Seixal, mas que atualmente exerce o cargo de Diretor na Sociedade Portuguesa de Naturalogia, para além do facto de ser também autor de vários artigos sobre botânica, viagens e administração local, bem como do seu outro livro As plantas, nossas irmãs.
E assim começou a ser delineada uma entrevista para alguém que eu quero, desde já, agradecer toda a amabilidade e simpatia em responder a cada uma das questões abaixo indicadas:
1) De facto, tal com está patente logo ao início do seu livro Plantas para curar e para comer, “em 2012 pela primeira vez ocorreu, em maio, o Dia Internacional do Fascínio das Plantas, para que no mundo as pessoas despertem para esse fascínio”, mas afinal que data é esta e o que é que ela pretende assinalar?
Miguel Boieiro: Tal data, 18 de maio, pretende despertar curiosidades para o riquíssimo mundo da botânica e sensibilizar os cidadãos para a busca de conhecimentos sobre a flora. Eles são infindáveis e ninguém sabe tudo. Todos juntos é que sabemos quase tudo e o quase é uma palavra que tende para infinito. Isso é fascinante!
2) E que tipo de plantas silvestres comestíveis é que podemos, por exemplo, incorporar na nossa alimentação diária?
Miguel Boieiro: Há imensas raízes, tubérculos, frutos e folhas de plantas que crescem espontaneamente, beneficiando da diversidade de solos e de microclimas existentes no nosso País. É mister conhecê-las, dominar as suas características, colhê-las na altura própria em áreas suscetíveis não poluidas.
3) Importa-se, já agora, de fornecer algum tipo de receita a quem costuma seguir este blogue?
Miguel Boieiro: Na nossa cozinha, mal chega o tempo outonal, procuramos ter sempre espargos silvestres. Apesar do estio prolongado deste ano, logrei já colher quantidade suficiente para preparar, entre outras iguarias, um arrozinho de espargos para o Almoço de Natal da Sociedade Portuguesa de Naturalogia que se irá realizar no próximo dia 16 de dezembro. Habitualmente, ao pé de cada chaparro há sempre uma espargueira donde brotam os rebentos tenros. Convém ter uma boa acuidade visual para os colher pois eles são miméticos, isto é, adquirem as cores dos locais onde medram. A receita é muito fácil, basta cozê-los como qualquer legume. Outro modo, não menos apetecível é incorporá-los em deliciosas omeletes.
4) Por outro lado, muitas dessas plantas são tanto mais nutritivas e compostas por certos elementos benéficos para a nossa própria saúde, quanto mais se conseguirem desenvolver no seu meio natural, correto?
Miguel Boieiro: Corretíssimo! As plantas nascem e medram livremente e por isso estão muito mais equilibradas sob o ponto de vista bio-energético e radioestésico (magnetismo).
5) E que regras alimentares básicas serão então necessárias para se conseguir usufruir da melhor forma possível o que a Natureza nos dá?
Miguel Boieiro: Sou um acérrimo defensor de uma alimentação que preze os vegetais que a natureza colocou generosamente ao nosso dispor. Há que os aproveitar sabiamente não contrariando as leis naturais que regem todos os seres vivos. Se os cidadãos reduzissem drasticamente o consumo da carne e dos pseudo alimentos manufacturados com prejudiciais aditivos químicos, ganharíamos todos muito em termos de saúde e de economia.
6) No seu livro refere ainda que “o País importa cerca de 70% dos bens alimentares que consome”, logo, a agricultura biológica poderá ser também uma mais valia perante a necessidade premente no que toca à conservação do meio ambiente e à melhoria da produção sustentável de alimentos?
Miguel Boieiro: A agricultura biológica tem a ver com o futuro da Humanidade. No nosso País a agricultura tem sido muito desprezada e adulterada através da utilização, por vezes intensiva, de herbicidas, fungicidas e outros “sidas” que resultam em produtos agradáveis à vista desarmada proporcionando um bom “marketing” comercial. Simplesmente muitos desses géneros agrícolas retêm na sua composição final ingredientes químicos altamente nocivos. Cada vez mais, temos que procurar a utilidade das coisas em desfavor da rapidez dos lucros económicos. Na alimentação essa premissa é por demais fundamental.
7) Segundo o site relativo à intitulada Sociedade Portuguesa de Naturalogia, a mesma encontra-se definida como sendo uma “associação sem fins lucrativos, reconhecida como Instituição de utilidade pública, que tem por fim promover a cultura integral da vida humana, ou seja, o desenvolvimento físico, emocional, mental e espiritual, através do Naturismo”, mas qual a sua verdadeira história e que tipo de atividades costuma desenvolver?
Miguel Boieiro: Em breves palavras não podemos descrever o enorme papel da SPN na promoção da saúde física, mental e espiritual, bem como dos valores da natureza ao longo de um percurso que começou em 1912. A SPN é a mais antiga associação da península ibérica que defende esses valores. Creio que o livro “Recordações da Natureza”, do Dr. Jorge Branco, antigo presidente da SPN, recentemente publicado, responde, em parte, à questão formulada.
8) Contudo, estarão os portugueses efetivamente preparados para acolher este tipo de princípios?
Miguel Boieiro: O processo é gradual e tem que ser levado a cabo com muita persistência. A luta é contra o consumismo exacerbado que rege a nossa sociedade. É preciso exercer práticas pedagógicas que promovam o interesse dos cidadãos pelo conhecimento da natureza. Jamais se defende o que não se conhece. Pouco a pouco, as pessoas vão ficando preparadas para enfrentar os desafios ecológicos que crescentemente se colocam à Humanidade. Confio no sucesso, ainda que a prazo, desta nobre missão.
9) E tendo já laborado em múltiplos sectores, em especial no das autarquias locais, estarão as nossas entidades governamentais tentadas a apoiar mais este tipo de iniciativas?
Miguel Boieiro: Essa é uma questão chave. Falta ainda muita informação e formação adequada sobre estas iniciativas. Julgo que seria fundamental colocar os órgãos de comunicação neste processo. Em particular, os canais de televisão deveriam esclarecer devidamente sobre as vantagens da alimentação racional e sobre as leis da natureza. Veja-se, por exemplo, o caso das notícias sobre pessoas que ingerem cogumelos venenosos mas que não identificam esses cogumelos para prevenir futuros acidentes.
Por outro lado, temos excesso de publicidades aliciantes mas perfeitamente enganosas. Alguma vez as margarinas, quaisquer que sejam, fazem bem ao coração?
Isso é informação?
Para finalizar este texto, acabo com uma referência a propósito da localização da intitulada Sociedade Portuguesa de Naturalogia:
A Doçaria Conventual em Alcobaça é riquíssima e herdeira no que diz respeito a tradições gastronómicas dos Monges de Cister, senhores dos antigos Coutos de Alcobaça que, em mais de sete séculos de permanência na região, deixaram como marca de excelência a sua dedicação à terra, à arte, à agricultura, ao empreendedorismo e também à doçaria conventual. São famosas as cornucópias, o Pão-de-Ló de Alfeizerão, as trouxas de ovos, o licor de ginja de Alcobaça, entre muitas outras iguarias. Para poder apreciar e deliciar-se com estas e outras maravilhas, Alcobaça recebeu a XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais entre os dia 23 e 26 de novembro.
São quase 20 anos desta grande Mostra Internacional, organizada pela Câmara Municipal Alcobaça, que foi pioneira na abordagem turística da doçaria conventual, trazendo anualmente, sempre por volta desta altura, ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, dezenas de participantes e milhares de visitantes. Acrescente-se que este evento destaca-se entre os melhores eventos gastronómicos internacionais pela sua qualidade, originalidade e identidade, respeitando o legado da cultura cisterciense.
Por outras palavras: Alcobaça é hoje reconhecida internacionalmente pela excelência da sua Doçaria Conventual!
Já agora, quanto a novidades decorridas este ano: lançamento do Pão-de-Ló de Coz a 23 de novembro pelas 16h30m; presença das Ordens Religiosas de Cister, de Santa Clara e de São Bento; apresentação das obras bibliográficas “Doçaria Concentual de Lorvão” (1ª edição 2013 | 2ª edição 2017), de autoria do Professor Nelson Correia Borges no dia 23 de novembro às 18h30, “Cinco séculos à mesa – 50 receitas com história” (2016) de Guida da Silva Cândido no dia 24 de novembro, pelas 18h30 e “Pedro e Inês – uma história de amor” da autora alcobacense Vanda Furtado Marques com ilustrações de Ana Mateus no dia 25 de novembro às 18h30.
Em primeiro lugar, a doçaria conventual portuguesa tem origem nos seus conventos e mosteiros, uma tradição de muitos séculos de história que engrandece a nossa gastronomia ao nível internacional.
Se, por um lado, os doces conventuais, que tinham como ingredientes o açúcar, as gemas e as amêndoas, estiveram sempre presentes nas refeições servidas nos conventos, os licores igualmente tão bem apreciados, que eram destilados a partir de bagas e de várias plantas, inicialmente eram usados para fins medicinais.
E foi só a partir do século XV, com a expansão do comércio do açúcar, que os doces atingiram maior notoriedade, possibilitando obter vários pontos de calda, permitindo ao mesmo tempo a preservação dos doces durante vários dias.
Depois, entre os séculos XVIII e XIX, Portugal era o maior produtor de ovos da Europa, em que parte das claras dos ovos eram exportadas e usadas para, entre outros fins, engomar roupas elegantes da corte europeia. Mas com a chegada em larga escala de açúcar, das antigas colónias portuguesas, a inspiração dos monges e das monjas juntou o açúcar com as gemas iniciando aquilo que hoje se denomina de Doçaria Conventual.
Entretanto, os nomes dos doces conventuais derivavam da religião católica e da vida monástica: “barrigas de freira”, “papos de anjo”, “toucinho do céu”, etc.
Para terminar, a partir de 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, as receitas saíram dos conventos, passaram de mão em mão, de geração em geração e hoje, para nossa “devoção”, as deliciosas receitas de doces conventuais portugueses permanecem bem vivas e na nossa mesa!
Numa das primeiras salas em que eu entrei, por exemplo, dirigi-me logo para o que estava exposto na mesa assinada pelas Monjas Cistercienses de Rio Caldo, de São Bento da Porta Aberta, cuja tradição monástica tivera origem no século VI, com a decisão dos respetivos Padres Fundadores São Roberto, Santo Alberico e São Estêvão, em 1098, de quererem voltar à prática primitiva da Regra de São Bento, cujos pilares eram a oração, o trabalho manual e a leitura espiritual, num ambiente de silêncio mas com uma vida fraterna intensa, nascendo assim a Ordem de Cister em França.
Na verdade, as Monjas Cistercienses, com o seu trabalho, sobretudo do tipo manual,conseguem ter uma certa autonomia, dedicando-se a fazer compotas, biscoitos caseiros, xaropes, terços, casaquinhos de bébé, sabonetes artesanais, etc.
E sendo a única Irmandade de S. Bento da Porta Aberta residente em Portugal, voltaram a ser convidadas a participar na montra de doces e licores conventuais deste ano, mas já durante o ano passado, por exemplo, tinham conseguido adquirir o primeiro prémio na categoria de melhor compota conventual de Ameixa com Chocolate Preto, tendo desta vez trazido as seguintes novidades: laranja com vinho tinto, pêssego com menta fresca e morango com malagueta.
Mais tarde tive a oportunidade de colocar algumas questões na mesa respeitante à empresa Brisadoce, que se dedica desde 2007 à produção e comercialização de doces regionais, mas também de doces conventuais, localizando-se em Amarante.
No que diz respeito aos doces conventuais, a sua origem está intimamente ligada ao Convento de Santa Clara de Amarante, que fora fundado no século XIII por D. Mafalda, mediante uma carta de protecção dada por D. João I às clarissas em 1383, que depois de ser reconstruído e ampliado por volta de 1560, numa obra custeada pelo Conde de Redondo, albergando uma grande comunidade de religiosas, ficara bastante destruído com o incêndio que atingira a própria vila de Amarante em 1809 durante as invasões napoleónicas. Depois desta data, o espaço fora transformado em residência particular de um abastado proprietário da região emigrado no Brasil, que ao promover obras de reestruturação do edifício alterou substancialmente a sua traça primitiva, passando a designar-se de Casa da Cerca.
Do espaço conventual quinhentista subsiste ainda uma capela, onde se pode observar o portal de gosto classicista e a abóbada de berço dividida por caixotões decorados com rosetas esculpidas em relevo.
Nas últimas décadas do século XX, a Câmara Municipal de Amarante procedeu a escavações arqueológicas no espaço da Casa da Cerca, pondo a descoberto os contornos da planta do convento, onde se podem distinguir as quatro alas, o espaço do claustro onde se ergueu um chafariz e a igreja com torre sineira, tendo sido atualmente adaptado a biblioteca e arquivo municipal.
E as então freiras do ramo feminino da Ordem Mendicante Franciscana, devotas de Santa Clara (advogada da fala), foram as principais responsáveis pelo desenvolvimento e difusão da doçaria que constitui, hoje, uma das referências da cultura local. A oferenda à santa de aves de capoeira – metáfora da desenvoltura da fala rogada pelos fiéis com dificuldades – permitira a utilização dos seus ovos, principal matéria-prima que deu origem à tal doçaria conventual,designadamente: São Gonçalos, Foguetes, Papos de Anjo, Brisas do Tâmega, Lérias e Pingos de Tocha.
Já agora, quanto aos próprios biscoitos de São Gonçalo, diz a lenda que toda “a rapariga encalhada que vá às festas de São Gonçalo deve puxar três vezes o cinto que pende da imagem do santo“, tratando-se na verdade “de um diabo e não de um santo, pois o seu culto incorpora intensos atributos operativos de antigas e ignotas divindades pagãs”, na opinião de Aurélio Lopes em http://www.oribatejo.pt.
No passado sábado, dia 24 de novembro, eram cerca das 9h30 em Lisboa, quando peguei no carro rumo a Alcobaça, que é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, situada na província da Estremadura, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região do Oeste, com cerca de 7000 habitantes no seu núcleo central.
No entanto, a área urbana abrange cerca de 18000 habitantes distribuído pelas freguesias de Alcobaça e Vestiaria e por parte das freguesias de Aljubarrota, Maiorga, Évora de Alcobaça. Foi elevada ao estatuto de cidade em 1995, sendo célebre pela existência Real Abadia do Mosteiro de Alcobaça, da monumento de enorme atração turística!
Já agora, acrescente-se ainda que Alcobaça também é sede de um município com 408,14 km² de área e 56 693 habitantes (2011), o segundo mais populoso da Comunidade Intermunicipal do Oeste e do distrito de Leiria, subdividido em 13 freguesias: o município é limitado a norte pelo município da Marinha Grande, a leste por Leiria, Porto de Mós e Rio Maior, a sudoeste pelas Caldas da Rainha e a oeste pela Nazaré (que rodeia por três lados), tendo dois troços de costa atlântica, a noroeste e sudoeste. E sabendo que a cidade está localizada a 92 km a norte de Lisboa (124 km via A8, ou 110 km via IC2 / A1) e a 88 km a sudoeste de Coimbra (114 km via A8 / A17 / IC8 / A1, ou 105 km via IC2 / A1), decidi tomar a via A8, apesar de, infelizmente, o pavimento continuar a não se encontrar nas melhores condições em algumas zonas, ainda que existam portagens e a chuva ocorrida em alguns momentos tenha sido do tipo ligeira.
Atualmente, sabe-se que a cidade de Alcobaça crescera nos vales do rio Alcoa e do rio Baça, em que a área do actual concelho fora habitada pelos Romanos, mas a denominação ficou-lhe dos Árabes, cuja ocupação denota uma era de progresso a julgar pelos numerosos topónimos das terras adjacentes que os recordam, tais como Alcobaça, Alfeizerão, Aljubarrota ou Alpedriz! Na verdade, quando Alcobaça fora reconquistada, a localidade tivera acesso ao mar através da grande Lagoa da Pederneira que atingia Cós, permitindo assim que navegassem embarcações em direção ao resto do País, todas repletas dos frutos mais deliciosos e produzidos na região graças à técnica introduzida pelos monges de Cister.
Ou seja, a 8 de Abril de 1153,Afonso Henriquesdoou as Terras de Alcobaçaaos monges Cistercienses, mas com a obrigação de as arrotearem, tendo feito parte do vastíssimo território – Os Coutos de Alcobaça – que ia desde cerca de São Pedro de Moel a São Martinho do Porto e de Aljubarrota a Alvorninha, que por sua vez atingiu o seu máximo no reinado de D. Fernando I. Os monges de Cister chegaram então a ser senhores de 14 vilas das quais 4 eram portos de mar (Alfeizerão, São Martinho do Porto, Pederneira e Paredes da Vitória), pois para além da sua actividade religiosa e cultural, uma vez que conseguiram ter acesso a aulas públicas desde 1269 de Humanidades, Lógica e Teologia, ensinavam ao mesmo tempo técnicas agrícolas, desenvolvendo uma acção colonizadora notável e perdurável no tempo! Desta forma, foram colocadas em prática certas inovações agrícolas experimentadas noutros mosteiros, que graças às quais arroteavam as terras, secavam pauis, introduziam culturas adequadas a cada terreno e organizavam explorações ou quintas, a que chamavam granjas, criando praticamente a partir do nada uma região agrícola que se manteve até aos nossos dias como uma das mais produtivas de Portugal!
Entretanto, em 1514, a cidade de Alcobaça recebera foral de D. Manuel I e em 1567, o mosteiro de Alcobaça separou-se de Cister, a casa-mãe em França, para se tornar cabeça da Congregação Portuguesa, por bula do Papa Pio V. Em meados do século XVII, a maioria das terras já pertencia aos habitantes das vilas e dos seus concelhos e em 1755; por causa do grande terramoto, Alcobaça fora destruída, sofrendo uma enorme inundação, em que o próprio marquês de Pombal impulsionara o município após essa tragédia.
Por toda esta história, graças à administração feita por parte dos monges cistercienses durante quase 700 anos, subsiste, ainda hoje, todo um conjunto de elementos arquitetónicos, sobretudo manuelinos, alguns pelourinhos e muitas casas rurais e anexos agrícolas, destinados a lagares de varas que depois nos séculos XVII e XIX foram amplamente utilizados para a extracção do azeite a partir dos olivais da Serra dos Candeeiros.
Alcobaça é, tal como todos os caríssimos leitores deste blogue devem saber, conhecida pelo seu mosteiro cisterciense, em torno do qual se desenvolveu a povoação, após o século XV. O mosteiro fora fundado por D. Afonso Henriques em 1148 e concluído em 1222 em estilo gótico. Durante a Idade Média, chegou mesmo a rivalizar com outras grandes abadias cistercienses da Europa; os coutos de Alcobaça constituíram um dos maiores domínios privados dentro do reino de Portugal, abarcando um dos concelhos vizinhos de Alcobaça, a Nazaré, e parte do de Caldas da Rainha, para além de possuir inúmeras terras adquiridas por escambo, emprazamento, aforamento ou arrendamento um pouco por todo o país.
Nos braços sul e norte do transepto da igreja do mosteiro, por exemplo, acham-se duas obras-primas da escultura gótica em Portugal: os túmulos dos eternos apaixonados, o rei D. Pedro (1357-1367) e D.Inês de Castro, sendo as melhores realizações escultórias da tumularia medieval portuguesa.
Sublinhe-se o facto do mosteiro de Alcobaça ser classificado pela UNESCO, em 1989, como sendo Património Mundial! No que diz respeito às actividades de maior destaque económico no concelho são: fruticultura, com destaque para a Maçã de Alcobaça e para a Pêra-rocha do Oeste; suinicultura; cerâmica de barro vermelho, faiança e cristalaria; indústria de moldes para plásticos; fabrico de cimento; turismo.
O prato típico da região de Alcobaça é o frango na púcara: um frango guisado aos pedaços com bastante molho de receita secreta, mas que inclui cebolinho, acompanhado de arroz branco e batatas fritas. No campo da doçaria destaquem-se: trouxas de ovos; delícias de Frei João; Pudim de ovos do mosteiro de Alcobaça; pão-de-ló de Alfeizerão. Portanto, mais uma vez decorreu,entre os passados dias 23 e 26 do presente mês,a denominada Mostra de Doçaria Conventual e Tradicionalque, para além de Alcobaça, costuma contar com representações de todo o país e do estrangeiro, nomeadamente de Braga, Arouca, Louriçal, Alentejo, Galiza, Espanha e França.
O licor de ginja de Alcobaça é, sem dúvida, também muito apreciado pelos visitantes da cidade, tendo vindo a ser produzido desde 1930, tal como poderão verificar no meu próximo texto a publicar brevemente: XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais: PARTE 2. Agora, no que respeita ao património museológico deste mesmo concelho, temos: Casa-Museu Vieira Natividade, Museu do Vinho de Alcobaça, Museu Agrícola, Museu dos Coutos de Alcobaça, Museu da fábrica de cristal Atlantis, Museu Raul Bernarda, Museu Monográfico do Bárrio. Para complementar, existe ainda a Rádio Cister (emissão em frequência modulada 95.5 MHz e online em www.cister.fm) e a Rádio Benedita FM (emissão em frequência modulada 88.1 MHz e online em www.beneditafm.pt), bem como o Projecto Cultural do Bazar das Monjas de Coz na freguesia de Cós, a Casa das Artes e o Cine – Teatro de Alcobaça – João d’Oliva Monteiro.
Em conclusão, tal como o próprio slogan do Portal do Munícipe de Alcobaça enuncia, “dê lugar ao Amor“, ou seja, Alcobaça, em primeiro lugar, é um romance vivo, tal como a própria Lusitana Paixão entre D. Pedro e D.Inês de Castro, sendo importante, na minha opinião, continuar a perpetuar esse seu testemunho vivo e permanente do grande amor que é o de cantar a uma só voz, ao mesmo tempo que se empreendem novas ideias e reúnem novas políticas, rumo a um desenvolvimento mais duradouro entre toda a Região do Oeste, logo tendo em vista um melhor envolvimento associativo capaz de enfrentar as mais diversas vicissitudes do dia a dia!
Para terminar e vos inspirar mais um pouco, apresento-vos, já de seguida, os seguintes alcobacenses famosos: Fernando dos Santos, matador de toiros; Frei António Brandão (1584-1637), historiador; Frei Fortunato de São Boaventura (1777-1844), polígrafo; Manuel Vieira de Natividade (1860-1918), arqueólogo; Virgínia Vitorino (1895 – 1967), poetisa e dramaturga; João d’Oliva Monteiro (1903-1949), industrial, fundador da Crisal e do cine-teatro; Joaquim Vieira Natividade, engenheiro agrónomo e historiador local; Humberto Delgado (1906-1965), general e combatente contra o Salazarismo, viveu na Cela Velha; Tarcísio Trindade, o único presidente de câmara do tempo da ditadura que não foi eleito pelas listas da União Nacional; deposto após a Revolução dos Cravos; The Gift e Loto, grupos de música electrónica; Sidewalkers, Black Leather, The two times twisted, Stone Dead, Plastic People, Fuzzil e Geek Daddies, bandas de Rock.
A alimentação portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências atlânticas e também mediterrânicas (incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”), como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas.
A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso de especiairias, do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adotados como produtos essenciais.
Estudos diversos parecem indicar que Portugal é o país “mediterrânico” que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais!
Por sua vez, a presença portuguesa no mundo ao longo da história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos territórios do império português, influenciou em ambos os sentidos, com os Portugueses a importarem técnicas e novos ingredientes e a deixar também a sua marca em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão.
Já agora, em 2015 foi aprovado pela Assembleia da República, por unanimidade, a instituição do Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa (Projeto de Resolução n.º 1453/XII). Este dia ocorre em cada último domingo de maio, reconhecendo-se, assim, a importância da gastronomia enquanto elemento económico, cultural e social!
RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK: Peixinhos da Horta
Ingredientes:
400 g de feijão verde
2 ovos
2 dl vinho branco
100 g farinha
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta q. b.
óleo para fritar
Confeção:
Lavar o feijão verde, para depois cortar as pontas e retirar os fios;
Cozer o feijão em água a ferver com sal, durante cerca de 10 minutos, devendo escorrê-los muito bem a seguir;
Preparar um polme leve e cremoso para fritar os feijões verdes reservados anteriormente, devendo misturar-se bem os seguintes ingredientes: os ovos inteiros, a farinha, o vinho branco e o azeite, temperando tudo a gosto com sal e pimenta;
Num recipiente fundo, aquecer óleo suficiente para fritar os feijões verdes;
Mergulhar os feijões verdes no polme, para depois os colocar a fritar, mas poucos de cada vez;
Quando ficarem dourados de ambos os lados, retirar os “peixinhos da horta”, deixando-os escorrer em papel absorvente;
Para servir, basta distribuí-los numa pequena travessa, podendo ser quando ainda estão quentes ou frios.
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Bacalhau à Brás
Ingredientes:
400 g de bacalhau demolhado e congelado
400g de batatas
2 cebolas
3 dentes de alho
4 colheres de sopa de azeite
6 ovos
Sal, pimenta, salsa picada e azeitonas pretas q. b.
Óleo para fritar
Confeção:
Escaldar o bacalhau durante cerca de 10 minutos numa panela com água a ferver, devendo depois retirá-lo da água e deixar arrefecer, para ainda retirar a pele e as espinhas e desfiar o bacalhau;
Entretanto, descascar as batatas e lavá-las bem, devendo até colocá-las sobre um pano para as secar também bem;
Cortar as batatas às rodelas finas, para logo a seguir colocar algumas, umas por cima das outras, de forma a cortá-las também na vertical o mais fino possível, tornando-as, assim, em “batatas palha”;
Fritar as “batatas palha” numa frigideira com óleo bem quente, deixando-as alourar um pouco, de ambos os lados;
Depois de serem retiradas para um prato com papel absorvente e esperar algum tempo, colocar um pouco de sal fino por cima a gosto;
Logo a seguir, tratar de refogar as cebolas e os alhos no azeite, juntar o bacalhau já desfiado, deixando-o absorver o próprio azeite;
Adicionar depois a “batata palha”, mexendo tudo muito bem;
Algum tempo depois, verter os ovos previamente batidos, estes, por sua vez, temperados com sal e pimenta;
Manter o lume baixo para envolver bem, mexendo sempre até os ovos ficarem na consistência certa;
Para servir, polvilhar com salsa picada, enfeitando o prato com azeitonas pretas.
Pois bem, outro dia, estava eu tão satisfeita por ter entrado pela primeira vez no Mercado do Livramento, tal como podem ler em Vamos até ao Mercado do Livramento de Setúbal?, Setúbal, definitivamente, não é só sinónimo de “praia”, pois há todo um tesouro por descobrir entre a terra e o mar, para além de todo um conjunto de características que lhe são próprias, que a tornam numa cidade muito especial e em desenvolvimento contínuo paralelamente à realidade global a que assistimos hoje!
Em primeiro lugar, Setúbal é uma cidade portuguesa, capital do distrito de Setúbal (desde 1926) e sede de diocese (desde 1975), situada na sub-região de Área Metropolitana de Lisboa. É ainda sede de um município com 230,33 km² de área e 131 000 habitantes (2011), subdividido em 5 freguesias, limitado a oeste pelo município de Sesimbra, a noroeste pelo Barreiro, a norte e leste por Palmela e, a sul, o estuário do Sado separa-o dos municípios de Alcácer do Sal e Grândola.
Obviamente que a época dos descobrimentos e conquistas em África trouxera a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo-se ao longo do século XV, na vila de então, desenvolvido desde logo diversas actividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo.
Por exemplo, é no reinado de D. João II que se inicia a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I. Porém, tudo isto fora injustamente interrompido aquando do terramoto de 1755, donde, só no Século XIX, é que se começara de facto a laborar nas primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite, bem como ganharam também fama as laranjas e o glorioso moscatel de Setúbal!
Em segundo lugar, em Setúbal nasceram alguns dos maiores nomes do campo artístico português, como a cantora lírica Luísa Todi ou o poeta Bocage!
E também devido ao envolvimento histórico com o estuário do rio Sado e à proximidade dos portos de Setúbal e de Sesimbra ao oceano Atlântico, a gastronomia da região em causa fez um forte aproveitamento de pratos ao longo dos tempos à base de peixe e de produtos que se desenvolvem favoravelmente na região, para além do facto da migração de população das regiões doAlentejo e Algarve introduzir todo um conjunto novo de pratos de carnes, aves e açordas que se adaptaram muito bem aos mariscos e aos peixes. Já agora, é muito comum entrar num restaurante da região e servirem, por exemplo, sardinhas assadas, normalmente acompanhadas de batata cozida e salada de alface temperada com azeite e vinagre, ou então o Choco frito que normalmente é servido acompanhado de batatas fritas e salada.
No meu caso, por exemplo, depois de andar um pouco a pé pelas ruas e vielas mais marcantes de Setúbal sem ser capaz de largar a minha bela máquina fotográfica Nikon L840 durante toda a manhã, decidi entrar por volta das 12h no Restaurante Retiro da Algodeia para almoçar,situado, por sua vez, numa antiga fábrica junto ao Estádio do Bonfim, para experimentar o sabor eloquente do salmonete fresco grelhado na hora, tendo ido para a mesa acompanhado de batatas cozidas e salada verde com pimentos assados. E o que mais me agradou fora, sem dúvida, o facto de se ter o peixe à vista, todo fresco, assim que entramos no espaço, podendo ser escolhido à nossa vontade antes de se pedir propriamente a ementa, para além de existir a possibilidade de se fazer a marcação de mesa para grandes grupos, logo sugiro chegarem relativamente cedo, ou então correrão o terrível risco de esperar muito tempo até serem devidamente atendidos, tal como aconteceu a outras pessoas que entraram algum tempo mais tarde!
De qualquer forma, também reparei que existiam variadíssimas opções noutras zonas da cidade, desde as tascas aos restaurantes do tipo mais moderno, com uma apresentação para todos os gostos e valores!
Por último, ainda há a referir-se o grande repertório a ver com as bebidas espirituosas (vinho moscatel e licores), os queijos e a doçaria tradicional (queijadas, as tortas, e os “esses de Azeitão”, os barquilhos de “casca” de laranja).
É também na União das Freguesias de Setúbal, decorrente da fusão das antigas freguesias de Santa Maria da Graça, São Julião e de Nossa Senhora da Anunciada, aquando das eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, que se encontram os Paços do Concelho, que coloca qualquer um à prova dos seus conhecimentos sobre algumas das personalidades mais marcantes da história de Setúbal ao nível artístico e religioso. Isto porque aí estão retratados nada mais nada menos do que sete séculos de história local através dos intitulados “ilustres setubalenses” que figuram no célebre “Tríptico” de Luciano dos Santos, desde 1957, no intitulado Salão Nobre.
Outros lugares a terem-se igualmente em conta: o Fórum Municipal Luísa Todi, a Casa da Cultura, a Casa da Baía, a Igreja de Santa Maria (também conhecida por Sé de Setúbal), o Parque Urbano de Albarquel, a Casa Bocage, o Parque do Bonfim e a Casa do Corpo Santo. Por sua vez, o concelho está rodeado pelo Parque Natural da Arrábida, a Reserva Natural do Estuário do Sado e a correspondente baía.
O movimento associativo de Setúbal é muito rico e dinâmico, existindo uma enorme listagem de contactos de algumas das coletividades existentes em todo o Concelho no site indicado abaixo, o que será de certeza muito benéfico para toda a região e arredores, no sentido de mostrar ser capaz atrair um maior número de públicos nas mais variadas áreas profissionais/recreativas, unindo tudo e todos perante uma vontade única de interligar horizontes: