sábado, 31 de outubro de 2020

Receitas Subscritores #13: Hidromel Artesanal e Pão de Deus!

Na manhã do dia 1 de Novembro de 1755 a terra tremeu durante vários minutos, derrubando edifícios e espalhando os seus destroços por toda a parte.

Minutos depois o rio cresceu pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinha fugido para as margens do Tejo com o objectivo de escapar aos edifícios que ruíam foram apanhadas pelas águas.

Quando as ondas se retiraram ficaram os incêndios que queimaram o que restava.”

(fonte: https://ensina.rtp.pt/artigo/o-terramoto-de-lisboa-de-1755/)

Então temos que um dos dias mais negros da história de Portugal foi 1 de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, sendo grande parte do país também afetado.

E foi graças ao facto dos sobreviventes também pedirem o intitulado «Pão Por Deus», que grande parte das pessoas conseguiu não morrer à fome!

Na verdade, o «Pão por Deus» é uma tradição muito antiga com raízes semelhante às do dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (trick or treat), tal como já relatei aqui.

No dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos em Portugal, as crianças costumam então juntar-se para saírem à rua e pedirem o «Pão por Deus» de porta em porta.

Por outro lado, o peditório do «Pão por Deus» no nosso país está também associada à tradição de oferenda aos defuntos no Dia de Todos os Santos ou Dia dos Fieis Defuntos.

O Dia de Todos os Santos era já chamado o Dia do Pão por Deus no seculo XV e nesse dia repartiam-se alimentos pelos mais pobres, tendo este hábito ganho mais força um ano após o tal grande terramoto de 1755!

E fazer sacos do «Pão por Deus» também começou a ser uma tradição, sendo normalmente feitos de tecido, em que as crianças recitam versos, de forma a receberem em troca de pão, broas, bolos, romãs, frutos secos, tremoços, etc, tais como:

Ó tia, dá Pão-por-Deus?

Se o não tem Dê-lho Deus!.

Ou então:

Pão por Deus,

Fiel de Deus,

Bolinho no saco,

Andai com Deus.

Já agora, por curiosidade, aqui pode ler-se:

  • Em algumas povoações da Zona Centro e Estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’.
  • Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São chamados “Santorinhos” ou “Broas dos Santos”.
  • É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um Santorinho aos seus afilhados.
  • Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, levando normalmente canela, erva doce e frutos secos, como passas e nozes.
  • A tradição do peditório Pão por Deus em Portugal, com o passar do tempo, sofreu algumas alterações, e são hoje em dia são crianças que fazem os peditórios, batendo de porta em porta para receber bolinhos, guloseimas ou até dinheiro.
  • Em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de Novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”.
  • Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os “santórios”, recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.
  • “Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fíeis de Deus.”
  • Nos Açores, no dia de “ Pão-por-Deus”, todos os que podiam tinham nas suas casas uma boa panela de milho cozido e castanhas cozidas para dar e comer. Rebuçados e guloseimas surgiram mais tarde para alegria das crianças que ficavam felizes mesmo com os rebuçados feitos em casa, com calda de açúcar e um pouco de vinagre.
  • Na ilha Terceira, nos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira: claramente um manjar ritual do culto dos mortos.
  • Ainda hoje na ilha de São Miguel, neste dia os rapazes que distribuem diariamente os jornais vêm pedir “Pão por Deus”, uma ajuda em dinheiro pelo seu trabalho.
  • Na Ilha da Madeira o Pão por Deus também se celebra, davam-se castanhas, nozes, figos e frutas.

E por que não acompanhar o reconhecido bolo português «Pão de Deus», também conhecido como Estaladinho ou Arrufada, estando este  relacionado com o mesmo “Dia de Todos os Santos”, que noutra altura espero aprofundar mais sobre o assunto, com um copinho de Hidromel, ou “Vinho de mel“, a famosa bebida Viking, ou ainda a bebida que algumas das personagens da série “Game of Thrones” bebiam?

“Hidromel é uma bebida obtida a partir da fermentação do mel com água e, possivelmente, é a mais antiga do mundo. Existem indícios de que foi consumida desde a Grécia Antiga até a Índia, sendo encontrados ainda relatos de que os maias também a produziam e consumiam. Mas foi mesmo na Idade Média que seu consumo tornou-se popular no continente que hoje conhecemos como Europa.

O hidromel também está presente em algumas mitologias. Entre os gregos, o hidromel era parte da alimentação dos deuses do Olimpo. Zeus e os demais membros do panteão divino consumiam néctar e ambrosia. A ambrosia é justamente um dos outros nomes dados ao hidromel, que ainda pode ser chamado de mead, methus, hydromel, hidromiel, melomel e medovina.

Na mitologia nórdica, há uma história que liga a origem do hidromel ao pacto de paz selado entre os deuses Aesir e Vanir, que para simbolizarem a paz, jogaram gotas de seus sangues em recipiente que deu origem a Kvasir, o deus do conhecimento. Kvasir viajava pelo reino dos anões quando foi assassinado. Os anões adicionaram cerveja ao seu sangue, dando origem à bebida, que ficou conhecida também como o “néctar dos deuses”. A pessoa que bebesse do líquido poderia adquirir o conhecimento do deus que a originou. A bebida foi ainda roubada por Odin, após uma invasão ao reino dos anões, levando o hidromel para Asgard, onde passou a ter também funções proféticas.”

(fonte: https://www.preparaenem.com/historia/hidromel-bebida-popular-idade-media.htm)

Para finalizar, a receita abaixo indicada inclui mais um dos produtos endógenos oriundos do tal Cabaz cedido pela Câmara Municipal de Vila de Rei, que é o mel, a respeito da intitulada Revista Digital Trimestral Número 14 recentemente lançada aqui!

RECEITA NA CATEGORIA DE BEBIDA:

Hidromel Artesanal

Ingredientes:

  • 200 ml de mel
  • 600 ml de água
  • tâmaras (ou passas, maçãs, pêras, pêssegos, rosas, frutos vermelhos,café, etc) q. b.

 

Confeção:

1. Ferver a água, para depois colocar o mel, mexendo sempre até dissolver bem;

2. Verter o preparado anterior para uma garrafa e juntar as tâmaras;

 

3. Tapar a garrafa com um pano de algodão e deixar a repousar durante cerca de 1 semana;

4. Filtrar o hidromel e beber até 2 ou 3 dias.

(fonte: https://www.youtube.com/watch?v=5-GYMJt9NPo)

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Halloween 2020: o Menu mais Assustador do Ano!

É certo que o Halloween não é uma comemoração com origem em Portugal, mas também posso assegurar-vos de que a sua origem também não tem propriamente a ver com os Estados Unidos, sabiam?

Está quase a começar a noite mais assustadora de 2020!…

Bruxas, aranhas, esqueletos, vampiros, mortos-vivos, facas, fantasmas…

Hoje, 31 de outubro até pode ser sinónimo de véspera da comemoração católica do Dia de Todos-os-Santos e de pessoas mascaradas, principalmente crianças, nas ruas, cujo pão-por-Deus ainda é mais parecido com esta celebração do que imaginamos, já que a própria origem da expressão «doçura ou travessura» ainda tinha como objetivo ajudar os que estavam presos no Purgatório

E para que transformem a vossa festa Halloween deste ano, em algo verdadeiramente inesquecível aí em casa, ainda que voltemos ao tempo do confinamento, nada melhor do que preparar também um menu muito especial, vamos a isso, mais abaixo?

Origem do Halloween:

Halloween

Por exemplo, na Idade Média, o “souling” era um costume do Dia de Finados, em que os mais novos pediam um «bolo das almas», em troca de uma oração pelos familiares falecidos de quem lhes dava esse bolo. Mas a tradição foi evoluindo, até que simplesmente começou a oferecer-se um «doce», caso contrário, seria feita uma «travessura»!

Pensa-se que esta tradição terá iniciado na Inglaterra, devido à perseguição protestante contra os católicos que existia nos anos 1500-1700…

E atualmente, nas escolas, cada vez mais existe este tipo de comemoração, nomeadamente interligada com a lecionação da disciplina de Inglês, para além de que, em muitos locais, é costume as crianças andarem de porta em porta a dizer «doce ou travessura».

Quanto a vocês, meus caros leitores, por acaso lembram-se de comemorar este dia Halloween na escola? E será que também costumam bater-lhe à porta a pedir doces em época de Halloween?

Etimologia da palavra «Halloween»:

halloween

“O primeiro registro do termo “Halloween” é de cerca de 1745. Derivou da contracção do termo escocês “Allhallow-eve” (véspera do Dia de Todos os Santos) que era a noite das bruxas. No Cristianismo existe o costume de celebração das chamadas Vésperas. No último serviço religioso do dia, depois do anoitecer, se celebra o dia que está por vir. Na Antiga Religião celta existia o Samhain, a Festa dos Mortos(no Cristianismo é celebrado dia 2 de novembro).Com a Cristianização das Ilhas Britânicas,de maioria Celta,houve uma mistura dos costumes das 2 religiões.

Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening Hallowe’en Halloween. Rapidamente se conclui que o termo Dia das bruxas não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

Outra hipótese é que a Igreja Católica ao eliminar o dia de Martinho Lutero, que foi o fundador da igreja protestante, disse que a salvação é pela graça e não pela obra (indulgencias). Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como Day of Martin Luther.

Essa designação se perpetuou e a comemoração do Halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como “dia das bruxas”, uma lenda histórica.”

(fonte: https://aguasfrias.blogs.sapo.pt/aguas-frias-chaves-dia-das-bruxas-66400)

RECEITA DA CATEGORIA DE BEBIDAS:

Sangria Vampírica

Ingredientes:

  • 1 sangria de vinho tinto de compra
  • uma lata de líchias de compra
  • uma embalagem de mirtilos frescos
Confeção:
  1. Colocar um mirtilo dentro de cada uma das líchias e reservar.
  2. Verter a sangria para o jarro de servir.
  3. Adicionar a fruta reservada.
  4. Colocar o jarro no frigorífico até servir

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS:

Olhos de Dragão

Ingredientes:

  • folhas de acelga q. b.
  • 1 queijo mozzarela
  • azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho q. b.
  • tomates cherry q. b.
Confeção:
  1. Na travessa de servir, espalhar algumas folhas acelga.
  2. Por cima de cada uma das folhas de acelga anteriores, colocar metade de um tomate cherry, seguido de um pedaço pequeno de queijo mozzarela e ainda de uma rodela de azeitona verde recheada de pimento vermelho.
  3. Colocar a travessa no frigorífico até servir.

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS:

Dentaduras Amaldiçoadas

Ingredientes:

  • maçãs vermelhas q. b.
  • bagos de milho fritos em sal de compra q.b.
  • leite condensado cozido q. b.
  • tomates cherry q. b.
  • 1 tigela de água misturada com sumo de 1 limão
Confeção:
  1. Tirar o caroço e os quartos das maçãs, colocando-os, de seguida, na água com limão.
  2. Cortar uma seção de aproximadamente 90 graus do lado da pele, conforme mostrado nas imagens.
  3. Espetar alguns bagos de milho fritos em sal, no lado interior dos quartos das maçãs dessa tal seção recortada de 90 graus, tal como também indicam as imagens.
  4. Espalhar um pouco de leite condensado cozido nas zonas onde se encontram os bagos de milho fritos em sal.

RECEITA DA CATEGORIA DE SOPAS:

Sopa Halloween

Ingredientes:

  • 1 embalagem de creme de abóbora com noz-moscada de compra
  • sementes de abóbora e de papoila q. b.
Confeção:
  1. Confecionar o creme de abóbora com noz-moscada de compra conforme a descrição contida na própria embalagem.
  2. Servir a sopa com sementes de abóbora e de papoila a gosto por cima.

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS:

Cemitério Fantasma

Ingredientes:

  • 4 dentes de alho
  • 2 latas de 200g de grão de bico cozido de compra
  • 2 abacates maduros
  • 6 colheres de sopa de manteiga de amendoim
  • sumo de 1 limão
  • sal e pimenta q. b.
  • 6 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 de 1 massa folhada de compra
  • pretzels
  • ketchup q. b.
  • broccolini q. b.
  • salsichas pequenas de lata q. b.
  • confetis Olhos de Açúcar q. b.

Confeção:

  1. Bringir os broccolini e reservar.
  2. Num processador de alimentos, processar o alho juntamente com o grão de bico, os abacates, a manteiga de amendoim, o sumo de limão e o azeite até ficar homogéneo.
  3. Colocar o preparado anterior num recipiente, coberto diretamente na superfície com papel antiaderente, colocando-o depois no frigorífico até à hora de servir. 
  4. Cortar pequenas tiras de massa folhada, para depois enrolá-las em torno de cada uma das salsichas, como que formando pequenas «múmias», para em seguidas levá-las ao forno, juntamente com «lápides» de massa folhada, em número igual relativamente ao número das «múmias» já construídas, conforme mostram as imagens, sem esquecer de desenhar uma cruz com ketchup em cada uma dessas «lápides».
  5. Alguns minutos antes de retirar as «múmias» do forno, colocar, com cuidado, dois confetis de olhos de açúcar em cada uma das «múmias» com um pouco de ketchup.
  6. Retirar as «múmias» e as «lápides» do forno e deixar arrefecer.
  7. Na hora de servir, num tabuleiro retangular, espalhar primeiro o preparado de cor verde reservado no frigorífico, para depois distribuir as «múmias» e as «lápides», bem como os broccolini, tal como se pode verificar nas imagens.
  8. Terminar a construção do «cemitério» com a colocação de pretzels ao redor da borda do tabuleiro.

RECEITA DA CATEGORIA DE CARNES:

Homem-morto

Ingredientes:

  • 1 parte de entrecosto
  • massa em espiral q. b.
  • 200 g de carne picada de bovino
  • 1 cebola pequena
  • a alho
  • 1 colher de massa de pimentão
  • folhas de acelga, rodelas de enchidos a gosto, folhas de acelga, sal, pimenta, orégãos e azeite q. b.
  • 2 colheres de polpa de tomate
  • 1 folha de louro
  • 3 salsichas frescas
  • 1 dl de vinho branco
  • 4 salsichas pequenas de lata
  • 1 tempero de compra de “Suculento no Forno Entrecosto com Alho e Pimentão Doce”
  • 2 azeitonas pretas
  • 1 pimento amarelo pequeno

Confeção:

  1. Cozer a massa em espiral conforme a descrição contida na embalagem e escorrer e reservar.
  2. Fazer um refogado simples com o azeite, a cebola picada, a folha de louro e o alho picado, para depois juntar a carne picada de bovino temperada de sal, pimenta, orégãos, massa de pimentão e polpa de tomate.
  3. Depois de deixar cozinhar tudo um pouco, verter o vinho branco e deixar reduzir e reservar.
  4. levar a parte de entrecosto, juntamente com as salsichas frescas, as salsichas pequenas e o pimento amarelo pequeno, a assar no forno, mediante as instruções contidas na embalagem de “Suculento no Forno Entrecosto com Alho e Pimentão Doce” e reservar.
  5. No tabuleiro de servir, colocar primeiro uma camada de folhas de acelga, para depois dispor o resto dos elementos conforme se pode ver nas imagens, sem esquecer de colocar uma faca espetada no pimento amarelo assado, tendo este sido colocado por cima da parte do entrecosto assado, e as azeitonas por cima da carne picada, formando os «olhos».

RECEITA DA CATEGORIA DE ESPECIAIS:

Bolo Aracnídeo

Ingredientes:

Bolo de chocolate

  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó

  • 2 ovos

  • 1/2 xícara de café preto, sem açúcar e em temperatura ambiente

  • 1/3 de xícara de óleo

  • 1 xícara de chá de açúcar

  • 1/2 xícara de chá de chocolate em pó

  • 1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo sem fermento 

Bolo de cenoura

  • 2 ovos 
  • 1/3 de xícara de óleo 
  • 1 xícara de chá de açúcar 
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 xícara de chá de farinha de trigo sem fermento 
  • corante alimentar de cor laranja q. b.
  • 1 cenoura média 

Suspiro de fantasma

  • claras de 2 ovos
  • 1/3 de xícara de chá de açúcar em pó
  • sumo de 1/2 limão
  • Confetis de olhos de açúcar q.b.

Ganache de chocolate

  • 600g de chocolate preto
  • 200 g de natas

Efeito de teia de aranha colorida

  • Lápis de pasteleiro de vários sabores de compra a gosto

Confeção:

Massa de bolo de cenoura

  1. Colocar, no liquidificador, os ovos, o óleo, a cenoura cortada aos pedaços, o açúcar e o corante alimentar.
  2. Bater até ficar tudo bem misturado.
  3. Colocar a mistura anterior numa tigela e peneirar a farinha de trigo com o fermento em pó.
  4. Misturar com um fouet até ficar tudo homogéneo.
  5. Distribuir a massa por 3 taças e reservar. 

Massa de bolo de chocolate

  1. Colocar, no liquidificador, os ovos, o óleo, o café, o chocolate e o açúcar, deixando bater durante alguns minutos, até ficar tudo bem misturado.
  2. Colocar a mistura anterior numa tigela e peneirar a farinha de trigo com o fermento em pó.
  3. Misturar com um fouet até ficar tudo homogéneo.
  4. Distribuir a a massa por 3 taças e reservar. 

Montagem do bolo

  1. Untar uma forma com manteiga e polvilhar chocolate em pó.
  2. Despejar, na forma, uma das partes da massa de chocolate, para depois despejar uma das partes da massa do bolo de cenoura.
  3. Despejar a massa contida nas outras taças, intercalando a massa de chocolate com a massa de cenoura.
  4. Levar a forma ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 40 minutos.
  5. Tirar o bolo do forno e esperar algum tempo antes de o retirar da forma.

Suspiros de fantasma

  1. Bater as claras batidas em castelo, de forma a ir adicionando, aos poucos, o açúcar em pó, batendo sempre.
  2. Acrescente o sumo de limão e bater mais um pouco até misturar tudo muito bem.
  3. Colocar o preparado num saco de pasteleiro.
  4. Numa folha de papel vegetal, fazer pequenos suspiros, conforme se podem ver nas imagens, apertando o saco de pasteleiro com cuidado até perfazer 3 montinhos do preparado.
  5. Pré-aquecer o forno a 140c, para depois deixar assar um pouco os suspiros com a porta do fogão um pouco aberta, até ficarem aparentemente secos por fora.
  6. Não esquecer de entretanto colocar 2 confetis de olhos de açúcar em cada um dos suspiros, formando «olhos». 

Ganache de chocolate

  1. Colocar, numa tigela, o chocolate preto e as natas.
  2. Colocar essa tigela em banho maria e ir mexendo até o chocolate derreter por completo.
  3. Reservar a ganache.

Decoração do bolo

  1. Retirar o bolo da forma e colocá-lo no prato de servir.
  2. Espalhar a ganache de chocolate preto por cima, deixando-a como que cair pelas laterais, e colocar, durante algum tempo, o bolo no frigorífico antes de continuar.
  3. Com cuidado, construir uma «teia» colorida com os lápis de pasteleiro escolhidos.
  4. Colocar alguns suspiros de fantasma em cima do bolo e do lado para decorar, bem como um pouco de açúcar em pó e spray dourado alimentar a gosto.

(fonte: https://www.nanduandrade.com.br,

https://www.notquitenigella.com)

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Receitas Subscritores #12: Arroz de Camarão com Chouriço e Ervilhas na Cataplana

Arroz de Camarão é daquelas receitas que simplesmente todos adoram e ainda querem repetir!

E se outro dia experimentei a cozinhar com uma Patusca bastante antiga, desta vez fui buscar a minha amicíssima Cataplana, para simplesmente fazer brilhar a receita na mesa e sem muito esforço!

Acrescente-se que, desta vez, foi utilizado mais um produto endógeno que fazia parte do tal Cabaz cedido pela Câmara Municipal de Vila de Rei, o chouriço picante (*) aquando do lançamento da Revista Digital já sua conhecida, a Revista Trimestral “P´ra Mesa” Número 14!

História da Cataplana

“A Cataplana é um peculiar e singular utensílio culinário português, cujas origens ainda pouco se sabe, uma vez que não existem registos históricos oficiais do seu aparecimento e criação. Para encontrarmos as raízes da Cataplana, somos quase que obrigados a investigar neste caso a influência árabe do Norte de África, que durante mais de 500 anos (séc. VIII a séc. XIII) marcaram imenso os destinos da região Algarvia, encontrando-se ainda bem patentes no seu artesanato.

No Norte de Africa, encontramos um utensílio também muito antigo, cujo processo de cozedura se assemelha imenso ao utilizado na Cataplana. Trata-se pois da célebre “Tajine” marroquina, que embora tradicionalmente feita em barro, utiliza na confecção dos alimentos o mesmo tipo de cozedura hermética a vapor que se veio a usar posteriormente também na Cataplana, além de os pratos nela confeccionados serem cozinhados lentamente e a temperaturas baixas tal como na Cataplana.

A Cataplana tal como a conhecemos hoje, começou a ser produzida há muitas décadas na região Algarvia por antigos caldeireiros, mestres na arte de trabalhar o cobre, pelo qual esta região foi outrora muito conhecida.

A Cataplana trata-se basicamente de duas meias panelas côncavas, unidas por uma dobradiça e com dois fechos laterais, possibilitando assim uma cozedura hermética das iguarias, tornando-se no fundo, percursora da actual panela de pressão e fazendo desta de facto uma verdadeira panela de pressão primitiva.

Inicialmente produzidas em Zinco, começaram logo a ser produzidas em cobre (tal e qual as nossas actualmente), pelos artesãos caldeireiros mestres na arte de moldar o cobre segundo a velha tradição. O uso do cobre permitiu deste modo uma excelente condutividade do calor por toda a Cataplana, além de também dar um sabor especial único e incomparável às iguarias nela confeccionadas, propriedades naturais deste nobre metal, cujo uso já remonta a milhares de anos, tendo sido utilizado por antigas civilizações como os Sumérios, Egípcios, Babilónicos, Fenícios, Romanos e Árabes.

Inicialmente e durante ainda bastante tempo, a sua manufactura era toda feita à mão, de forma artesanal pelos antigos mestres artesãos, começando hoje já a ser produzida industrialmente. 

O processo de cozedura utilizado na Cataplana impede a perda dos aromas dos alimentos, garantindo um pleno e excelente sabor. Além disso, a cozedura na Cataplana é mais saudável, pois permite reduzir calorias e gordura na confecção das suas receitas. 

Trata-se portanto de um utensílio magnífico, verdadeiro símbolo do património gastronómico português.”

(fonte: https://www.cataplana.com/)

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE:

Arroz de Camarão com Chouriço e Ervilhas na Cataplana

Ingredientes:

  • 200 g de camarões congelados de tamanho médio
  • metade de 1 chouriço Picante (*)
  • 200 g de ervilhas cozidas
  • 1 pimento vermelho
  • 1 cebola roxa
  • 1 cubo de caldo de marisco
  • 1 medida de arroz agulha
  • sal e coentros q. b.

Confeção:

1. Colocar uma panela ao lume a aquecer com água e o cubo do caldo de marisco, para depois colocar os camarões a cozer e reservar.

2. Arranjar o pimento vermelho, retirando-lhe a parte branca e cortando-o às tiras e reservar.

3. Cortar o chouriço picante às rodelas e reservar.

4. Descascar e picar a cebola roxa  e reservar.

5. Colocar a cataplana ao lume e deixar aquecer.

6. Juntar o azeite e refogar a cebola com o pimento, até este ficar macio.

7. Juntar as rodelas do chouriço e deixá-lo libertar os sabores.

8. Adicionar o arroz agulha e deixar fritar levemente até ficar translúcido.

9. Ir vertendo a água de cozedura dos camarões e temperar com sal.

10. Colocar as ervilhas, os camarões descascados e deixe cozinhar tudo, fechando a cataplana.

11. Na altura de servir espalhar os coentros entretanto picados por cima.

(fonte: www.cocacola.pt/)