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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O REGRESSO ÀS AULAS E O REEQUILÍBRIO ALIMENTAR DAS CRIANÇAS!

Durante as férias escolares, nomeadamente as que são relativas à época do verão, as crianças deitam-se mais tarde, jogam no computador durante mais tempo, comem mais gelados e bebem mais sumos gaseificados, ou seja, perde-se todo um conjunto de pequenas rotinas diárias, bem como um sem número de hábitos alimentares salutares.

Mas, se as aulas já iniciaram este ano letivo, entre os dias 8 e 13 do presente mês, está na hora de reequilibrar a sua alimentação e de tomar bem conta da ingestão de nutrientes que influenciem o seu bem-estar, devolvendo-lhes a atenção necessária aquando da altura de estudar para os testes!

É claro que a escola terá sempre um papel preponderante nesta matéria, a ver com, por exemplo, o que está exposto no bar ou é escolhido como ementa para o almoço no refeitório; porém, os pais e encarregados de educação deverão ser os verdadeiros mentores de toda esta situação, fazendo cumprir certas «regras», tornando-as igualmente passíveis de serem cumpridas quando os seus filhos ou educandos estão fora dos seus olhares.

Acrescente-se ainda que, e de acordo com a Associação Portuguesa de Dietistas, “as doenças sazonais na idade pediátrica podem ser prevenidas com uma boa alimentação“, devido obviamente ao maior contacto com outras crianças, logo existe uma maior exposição a certos vírus e bactérias, levando-os a adoecerem mais durante este período de tempo.


Desta forma, o peixe é considerado uma das maiores fontes dietéticas de Selénio, que é o mineral que contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário!

E retenha-se que o peixe, até para efeitos de “economias” aí em casa, é bastante mais aconselhado adquirir-se congelado, pois é certamente mais barato, para além de conservar um maior número de constituintes diretamente conectados com a nossa saúde e eficiência do nosso organismo!

Todos nós sabemos o quanto que por vezes é difícil alimentarem-se os mais novos, nomeadamente à hora do jantar, a única altura do dia em que, na maior parte dos casos, se reúne a família toda à mesa. 
Para se evitarem “birras”, volta-se a cair no erro de evitar alimentos que eles não apreciem de todo, muito embora se deva procurar inovar no menu, tornando-o mais apetecível, pois a Associação Portuguesa de Dietistas também defende “os pais devem insistir pelo menos 10 vezes num determinado alimento a fim da criança se adaptar ao paladar“.Os acompanhamentos devem ser igualmente apelativos, não devendo ser sempre arroz, esparguete ou vegetais simplesmente cozidos; contrariamente podemos experimentar a colocar na mesa tomates cherry, cenouras baby ou massinhas de várias cores!

Agora, de acordo com a nutricionista Cristiana Costa, assinalem-se algumas recomendações importantes:

– não sair de casa sem tomar o pequeno-almoço
– tomar um pequeno lanche a meio da manhã, bem como um ou dois lanches durante a parte da tarde
– incluir, nos vários lanches indicados acima, alimentos nutricionalmente ricos, tais como pão de mistura/centeio/integral/trigo, cereais não açurados ou aveia, leite e derivados (iogurte magro e queijo magro), fruta fresca e frutos secos
– excluir alimentos de compra com alto teor em gordura ou açúcar, tais como o leite com chocolate, bolachas, barras de cereais, batatas fritas, rebuçados, gomas ou refrigerantes

Vários estudos já demonstraram que as crianças melhor alimentadas cumprem mais tarefas e com menor percentagem de erros, ao conseguir adquirir melhor nível de concentração, tornando-se ainda em alunos menos indisciplinados e as aulas menos aborrecidas!

Para terminar, não se esqueçam de que será tão ou mais útil até, aliar todo este esforço a algum tipo de desporto de que as crianças gostassem de praticar, para além de que se deve ingerir pelo menos 1,5 litro de água por dia!

Bons estudos!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ALIMENTAÇÃO MAIS ENRIQUECIDA EM ALTURA DE EXAMES ESCOLARES

Em altura de exames escolares, existe, naturalmente, um grande desgaste físico e psicológico acrescido, causando uma quebra quase constante quanto às necessidades energéticas nos nossos estudantes.

Por isso, a nossa atenção deve virar-se sobretudo para uma alimentação ainda mais saudável, ponderada e enriquecida de componentes capazes de garantirem tanto ou mais um suporte adicional adequado a períodos de fadiga extrema e baixa produtividade.

Algumas dicas que eu acho extremamente importantes:

  1. Comer de 3 em 3 horas
  2. Tomar um bom pequeno-almoço
  3. Hidratação constante
  4. Alimentos ricos em ómega 3
  5. Sono reparador
Também Maria Paes de Vasconcelos, nutricionista, sugere aos respetivos pais que:
– Na véspera do exame: “Usando uma mesa redonda, imagine o que o seu filho comeu no dia anterior a um teste. Metade daquilo que ingeriu era legumes e fruta, como na Roda dos Alimentos?”
– No dia do exame: “Não podem ir em jejum. Devem fazer o pequeno-almoço normal de todos os dias. E, tal como no período do que antecede as provas de atividade física, antes dos exames deve-se comer hidratos de carbono.”
Não existe, portanto, uma receita mágica que faça com que se melhore o rendimento intelectual num determinado instante; todavia, é nosso dever, enquanto educadores, incutir, desde cedo, nas nossas crianças, uma alimentação saudável, equilibrada e variada, de modo a que elas se sintam sempre capacitadas e confortáveis para resolverem qualquer teste no dia-a-dia da escola!
Também Pedro Graça, director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direcção-Geral da Saúde, afirma: “O nosso cérebro utiliza a glicose como fonte de energia, sendo que a sua falta pode diminuir a performance cognitiva, devendo ingerir-se principalmente alimentos ricos em hidratos de carbono complexos”, estando presentes, por exemplo, no pão, no arroz, nas massas alimentícias, nas leguminosas e nas batatas.
Por outro lado, tendo agora em conta a monografia Alimentação e Desempenho Escolar, da autoria de Helga Teixeira, da Universidade do Porto, lê-se que “alguns estudos encontraram um aumento da aprendizagem, da saúde mental e da concentração no período imediatamente seguinte à actividade física”, podendo servir, na minha opinião, de ótimos momentos de lazer, que, segundo outros especialistas, estes mesmos devem ser feitos entre cada 2 horas de estudo, uma vez que ao mesmo tempo se conseguirá uma, sem dúvida, melhor oxigenação no nosso cérebro!
Já agora, paralelamente ao facto de já terem ocorrido as Provas de Aferição nos 2º, 5º e 8º anos de escolaridade entre os dias 2 de maio e 2 de junho, no que diz respeito à 1.ª fase das Provas Nacionais do 9º ano e dos Exames Nacionais dos 11º e 12 anos, esta mesma irá decorrer entre os dias 19 a 27 de junho, donde mais tarde se seguirá a intitulada 2.ª Fase, mais propriamente entre os dias 19 e 24 de julho.
E, se por acaso, estão convencidos, de que basta tomar um comprimido para enriquecer a memória, cuidado, pois, até os cafés, as pastilhas elásticas ou as sardinhas podem dar origem a um melhor resultado!
Na verdade, muitos alunos pensam que estes mesmos produtos fármacos permitem desencadear um conjunto repleto de “boas notas”, mas atenção que há vários tipos de suplementos com várias finalidades, mas na realidade não fazem nada”, exclama Nuno Borges, professor na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Ou seja, resumindo e concluindo, uma alimentação correta é a melhor maneira de garantir que a função cognitiva é maximizada.

Por outro lado, optar por determinados petiscos enquanto se estuda, como as bolachas ou as batatas fritas, são de evitar, sendo muitas vezes só ricos em açúcar, sal e gordura; em contrapartida, por que não optar por umas apetitosas pipocas caseiras, uns tremoços ou umas nozes?

Para mais informações acerca das Provas Finais e Exames do ano letivo 2016/2017, por favor consulte: