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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Receita de Salmão Salteado com Massa Macarronete

Salmão é o nome vulgar de várias espécies de peixes da família Salmonidae, que também inclui as trutas, típicos das águas frias do norte da Eurásia e da América. 

Basicamente, é um peixe branco, cujo pigmento vermelho, chamado de astaxantina, é proveniente das algas e dos organismos unicelulares, que são ingeridos pelos camarões do mar; o pigmento é armazenado no músculo do camarão ou na casca. Quando os camarões são comidos pelo salmão, estes também acumulam o pigmento nos seus tecidos adiposos. Como a dieta do salmão é muito variada, o salmão natural toma uma enorme variedade de cores, desde branco ou um cor-de-rosa suave a um vermelho vivo.
O salmão do Oceano Pacífico volta do mar à água doce para se reproduzir, quase sempre ao mesmo rio em que nasceu. À medida que se aproxima a época da procriação, a cabeça do macho muda de forma, alongando e curvando a mandíbula inferior em forma de gancho e a carne ganha uma coloração esbranquiçada. E enquanto que este morre após a reprodução, o salmão do Oceano Atlântico reproduz- se mais do que uma vez.  

Permanece na água doce nos dois ou três primeiros anos de vida antes de ir para o mar; suporta temperaturas baixas em água doce ou salgada. O salmão adulto é alimento de focas, ursos, lobos, tubarões, baleias e seres humanos. A imensa maioria do Salmão do Atlântico disponível no mercado mundial é produzida em cativeiro (quase 99%), enquanto que a maioria do Salmão do Pacífico é capturada em estado selvagem (mais de 80%).
 
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salmão Salteado com Massa Macarronete
Ingredientes: 
  • 400 g de salmão (*)
  • 200 g de massa macarronete
  • 200 g de cogumelos laminados
  • 100 g de tomate cereja
  • 100 molho de espargos
  • 2 dentes de alho
  • azeite, sal, tomilho e pimenta q.b.
  • Sumo de 1/2 limão

Confeção:

1) Tirar a pele e as espinhas ao salmão, para depois ser cortado aos pedaços pequenos; temperar a gosto com sal e pimenta, para além do sumo de limão e dos alhos picados; reservar. 

2) Preparar os espargos, cortando-os aos pedaços, depois de lhes tirar a parte mais fibrosa; lavar os tomates e cortá-los ao meio. 

3) Levar ao lume um tacho com água e sal, para depois cozer a massa, os espargos e os cogumelos, deixando cozinhar tudo durante algum tempo; reservar.

4) Num wok, verter um pouco de azeite, de forma a deixar saltear muito bem os pedaços do salmão e dos tomates; adicionar os espargos, a massa e os cogumelos, envolvendo tudo antes de retirar do lume; servir decorado com tomilho.

(*) Encontra este produto à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas, 
com 5% de desconto, 
bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

Agora, é só dirigir-se à loja e… bom apetite!
Depois… conte-me tudo!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 10 - Alfarrobeira (by Miguel Boieiro)

Adoro jardins botânicos e visito-os, sempre que possível, em vários recantos do mundo. É uma mania como outra qualquer, mas que me incentiva o desejo de conhecer, cada vez melhor, o reino fascinante da flora. Em 2002, estive em Washington e logo que pude, fui visitar o “The U.S. National Botanic Garden”. Quase todo com estufas climatizado e relativamente pequeno, comparado com outros congéneres, o atraente espaço estava dotado de pormenorizadas descrições científicas. Uma, das que me sensibilizaram, referia a alfarrobeira, “planta exótica e quase sobrenatural, face às suas múltiplas virtudes”. E lá estava a árvore, ainda pequena, numa estufa envidraçada, objeto de grande admiração dos curiosos visitantes. Lembrei-me então de que, quando miúdo, muito gostava eu de roer as vagens de alfarroba que o meu avô comprava para dar ao cavalo. Planta exótica, qual quê? Basta ir à nossa Arrábida e, nas cercanias do Portinho, divisar alfarrobeiras por todo o lado…
Contudo, a raridade da alfarrobeira à escala planetária, tem a ver com as exigências climatéricas desta árvore da bacia mediterrânica, conhecida desde remotas eras. Ela gosta de climas secos e suaves e não aguenta geadas. No que concerne ao nosso País e para além da vertente sul da serra da Arrábida, as alfarrobeiras concentram-se, sobretudo, no barrocal algarvio, onde assumem razoável expressão económica.

A Ceratonia siliqua L. é uma leguminosa de folha perene que logra atingir 10 metros de altura e durar cerca de 500 anos.

Possui tronco irregular, cinzento, com ramagens largas e pendentes. As folhas são elípticas, alternas, coriáceas, compostas, de verde-escuro brilhante e agrupam-se de três a cinco pares de folíolos.
As flores, muito pequenas, aparecem reunidas em cachos axilares cilíndricos, verde-arroxeados.
Os frutos
(alfarrobas) são vagens de 10 a 30 cm de comprido por 1,5 a 3 cm de largura. Apresentam-se coriáceas, espessas e indeiscentes. Inicialmente são verdes, passando a castanho-escuras quando atingem a plena maturidade.

As sementes de alfarroba são duríssimas. Têm forma ovóide, biconvexa e cor castanha.

A espécie é, salvo raras excepções, dióica, ou seja, os indivíduos femininos encontram-se separados dos masculinos. Para uma frutificação eficaz, é necessário uma árvore “macho” para 25 “fêmeas” (um verdadeiro harém!). Geralmente, os frutos só aparecem (nas fêmeas, obviamente) a partir dos 15 anos.

Da alfarroba aproveita-se, sobretudo, a farinha que é a parte obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Ela contém cerca de 50% de vários açúcares, para além de fibra (celulose), proteína, cálcio, fósforo, magnésio, silício, ferro, taninos, pró vitamina A e vitamina B1. 
O produto é amplamente utilizado na indústria alimentar, como sucedâneo do cacau, em pastelaria, alimentos dietéticos e papas para bebés. Podemos dizer que o consumo de alfarroba é mais saudável porque praticamente não possui gordura (o cacau tem cerca de 23% de gordura), nem glúten, nem cafeína, ou outro alcalóide. Em compensação, tem muito mais açúcares do que o cacau.
Da semente, que representa apenas 10% da vagem, extrai-se a goma, constituída por hidratos de carbono complexos com elevada qualidade como espessante, emulsionante e estabilizante, utilizando-se na indústria alimentar, farmacêutica, cosmética e têxtil.

Cada vagem costuma ter entre 10 e 16 sementes, chamadas quilates, de aspecto uniforme e peso quase invariável. Tal facto determinou o antiquíssimo uso dessas sementes para avaliar diamantes e ouro. Ainda hoje se utilizam os termos internacionais “kilat” e “karat”, provenientes da designação dos grãos de alfarroba.

Em fitoterapia e atendendo às propriedades medicinais da alfarrobeira que é hipertensora, laxante, antidiarreica e sedativa, ela está indicada para desinteria, prisão do ventre, enfermidades de brônquios, hiper acidez gástrica e sistema nervoso. Note-se que as vagens, quando verdes, são laxantes, mas quando castanhas, produzem o efeito inverso, isto é, prendem os intestinos.

Para terminar, não devemos esquecer que a alfarroba é excelente para elaborar rações para animais (com excepção das galinhas, devido ao alto teor de tanino) e que as alfarrobeiras, quer pela sombra que proporcionam, quer pela bela folhagem persistente, constituem apreciadas árvores ornamentais.

Miguel Boieiro

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Força Portugal!

A Copa do Mundo FIFA, mais conhecida no Brasil pelo antigo nome Copa do Mundo e também conhecida em Portugal como Campeonato do Mundo de Futebol, Campeonato Mundial de Futebol ou mais recentemente Campeonato Mundial FIFA, é uma competição internacional de futebol que ocorre a cada quatro anos. Essa competição, criada em 1928 na França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado, em francês: Fédération Internacional de Football Association). A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção saiu vencedora.

Com exceção da Copa do Mundo de 1930, o torneio sempre foi realizado em duas fases. Organizada pelas confederações continentais, as eliminatórias da Copa permitem que as melhores seleções de cada continente participem da competição, que ocorre em um ou mais países-sede. O formato atual do Mundial é com trinta e duas equipes nacionais por um período de cerca de um mês.

Apenas oito países foram campeões mundiais até hoje, sendo, o Brasil, a única seleção a jogar em todas as competições e o maior campeão com cinco títulos. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo país que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na competição em 1970, com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK: Requeijão com Chouriço e Espargos 

Ingredientes:

  • 200 gr de requeijão
  • 1 ramo pequeno de salsa
  • sal, pimenta e gotas de limão q. b.
  • 1 baguete
  • 6 espargos
  • 1/2 chouriço caseiro

Confeção:

  1. esmagar o requeijão, com a ajuda de um garfo, para logo a seguir misturar muito bem com a salsa picada e algumas gotas de limão, temperando a gosto com o sal e a pimenta
  2. cortar a baguete em fatias, para depois distribuir o preparado anterior por cima das mesmas
  3. bringir os espargos, depois de lhes retirar a parte mais fibrosa, e assim serem distribuídos conforme as fotos, bem como algumas fatias finas do chouriço
RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE: Coxa de Perú com Batatas no Forno e Salada

Ingredientes:

  • 1 coxa de perú
  • 1 cubo de caldo de carne
  • sumo de 1 limão
  • 1 cálice de vinho branco
  • sal, azeite, vinagre, piripiri, orégãos, tomilho, sementes de sésamo e alecrim a gosto
  • 1 colher de chá de pimentão doce
  • batatas pequenas q. b.
  • 1 cebola grande
  • 50 gr de requeijão
  • 6 tomates cherry
  • 1 cenoura
  • 1 embalagem pequena de compra de salada verde variada

Confeção:

1) colocar a marinar, durante algum tempo no frigorífico, a coxa de perú com a seguinte mistura: sal, piripiri, pimentão doce, cubo caldo de carne desfeito, sumo de limão, vinho branco, tomilho e alecrim

2) lavar bem as batatas para irem ao forno com a pele e misturadas com: azeite, cebola, orégãos e sal

3) colocar ambos os preparados anteriores no forno, a 180ºC durante cerca de 1h, tendo o cuidado de ir virando ou colocando o molho que se vai formando por cima dos mesmos

4) preparar a salada verde com: tomates cherry cortados ao meio, requeijão esmagado, sal, azeite, vinagre, cenoura ralada, sementes de sésamo e cebola cortada às meias luas

sexta-feira, 22 de junho de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 9 - Nogueira (by Miguel Boieiro)

Não sei se já repararam que os seres vegetais são, de diversas maneiras, o nosso amparo, o nosso sustento e constituem os elementos primordiais do nosso equilíbrio físico, psíquico, emocional e espiritual, enquanto vamos esperneando neste vale de lágrimas desde o berço ao caixão. Acham que exagero? Ora pensem bem no que a humanidade retira para seu proveito das ervas, arbustos e árvores sem nada lhes dar em troca. Se proliferam associações de amigos dos animais, por que não as de amigos dos vegetais para os compreender, proteger e estimar? 

Esta reflexão surgiu-me de supetão quando, em julho de 1997, andei a pé nas montanhas do Atlas até chegar ao cume do Tubkal. Foram 140 quilómetros caminhando e fruindo paisagens inesquecíveis. Só que, em determinada altura, fui-me abaixo. Uma dor persistente na perna direita tolhia-me a passada. Pensei em desistir, todavia ao atravessar uma floresta de nogueiras, colhi um ramo e com ele amanhei um cajado. Como por milagre, restabeleci-me e retomei a marcha devido àquele bordão improvisado ao qual devotei mil agradecimentos.

Eis pois o introito para discorrer sobre a nogueira, árvore de madeira dura e flexível, que dá pelo nome científico de Juglans regia e pertence à família das Juglandaceae. Sendo nativa da região balcânica, tem hoje um vasto habitat desde a China à Califórnia. É caducifólia e de crescimento rápido, podendo atingir 35 metros de altura. O seu robusto tronco pode superar 2 metros de diâmetro. As folhas são alternas, imparipinuladas (folíolos articulados lateralmente) e estipuladas (apêndices da base do pecíolo), começando por ser bronzeadas no início e depois, verde-escuras. Os ramos são grossos e a copa ampla e arredondada. 

Sendo uma espécie monóica as flores, dispostas em amentilhos, apresentam os dois sexos. As masculinas, pendentes nas axilas nos ramos do ano anterior, são em maior número como aliás, acontece geralmente com todos os seres vivos (existe um só óvulo e numerosos espermatozoides). As femininas, mais escassas, surgem nos ramos formados no próprio ano. Toda a gente conhece o fruto que é uma drupa subglobosa de cor verde que enegrece quando cai. No interior da noz, o miolo está dividido em quatro lóbulos de forma cerebroide.

As nogueiras detestam a poda e as suas raízes contêm uma substância abundante (juglona) que produz alelopatia, ou seja, inibem o desenvolvimento de outras plantas para reduzir a concorrência dos restantes vegetais. Tal fenómeno ocorre também com os eucaliptos.

As nozes são muito nutritivas contendo cerca de 60% de gordura composta por ácidos gordos insaturados, 15% de proteínas, vitaminas do complexo B, C e P, caroteno, cálcio, fósforo, zinco e cobre. As folhas integram tanino, ácidos gálico e elágico (propriedades antioxidantes) e juglona (princípio activo). Também o pericarpo da casca das nozes verdes (nogalina) é importante em fitoterapia, dado a sua riqueza em taninos de boa qualidade.

São imensas as propriedades curativas da nogueira: adstringente, antisséptica, cicatrizante, depurativa, tónica, diurética, vermífuga, hipoglicemiante (reduz o açúcar no sangue), etc.

O infuso das folhas e das cascas verdes é aconselhável para diabetes, fígado, reumatismo, raquitismo, obesidade e parasitas intestinais (10 a 20 g por litro de água). Externamente, em decocção (100 g por litro de água), para problemas cutâneos, queda do cabelo, caspa, conjuntivite, hemorroidal, uretrite, cistite. Em gargarejos, para irritações da boca, garganta e faringite.

A ingestão do miolo das nozes, para além de constituir um alimento saboroso utilizado desde há 9 mil anos, pode vantajosamente substituir a carne pelo seu conteúdo proteico. Favorece a memória e é útil para combater o esgotamento, os transtornos do sistema nervoso e o colesterol LDL.

Na gastronomia, as nozes são um ingrediente de luxo, quer para entradas, sopas, pratos principais ou sobremesas. Quando passo por Coimbra nunca me esqueço de entrar num estabelecimento na rua da Sofia que vende, ao peso, um delicioso bolo de nozes (passe a publicidade).

Convém que as nozes sejam guardadas ao abrigo do calor e da luz porque a sua gordura rança facilmente. Quando ingeridas devem ser bem mastigadas e ensalivadas. De notar, no entanto, a incompatibilidade que podem ter face aos remédios que contenham sais de ferro e determinados alcaloides.

Finalmente, há que referir a excelência da madeira com agradáveis tons avermelhados, brilho natural e textura homogénea, tenaz e resistente. Ela é utilizada em marcenaria de alto valor e muito adequada para polimentos. A este propósito, lembro a recente visita efetuada à catedral nova de Salamanca, cujo riquíssimo cadeiral está todo manufaturado em madeira de nogueira. Lindo!

Miguel Boieiro

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Jardim do Príncipe Real e o Mercado Biológico mais antigo de Lisboa!

O Jardim do Príncipe Real, situado perto do Bairro Alto, em Lisboa, fora construído em meados do séc. XIX, cujo Mercado Semanal de Produtos de Agricultura Biológica é um dos muitos eventos que continua a realizar-se aos sábados, entre as 8h e as 14h, sobre o qual tratarei de desenvolver num próximo texto deste blogue!
Desta forma, existe à disposição de qualquer um de nós, uma imensa variedade de produtos hortofrutícolas, bem como de cereais, azeite, pão, vinho, etc. Esta mesma iniciativa resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Agrobio, tendo-se assim a garantia de que tudo é produzido de acordo com os devidos critérios da agricultura biológica!

Por outro lado, ao último sábado de cada mês e a segunda feira seguinte, entre as 9h e as 18h, junta-se, na mesma zona, a intitulada Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato, organizada pela Junta de Freguesia da Misericórdia. 

E ainda existe o Reservatório de Água da Patriarcal, podendo ser visitado aos sábados e domingos, entre as 10h e as 17h30, tal como a Galeria do Loreto, que por sua vez é capaz de nos fazer transportar até aos Jardins de São Pedro de Alcântara, através de um caminho subterrâneo, sendo até possível marcar, neste caso, visitas guiadas, de acordo com as informações existentes no seguinte site:

Por tudo isto, eu convido-vos então a passarem por lá, sugerindo irem de metro até ao Largo do Rato, para depois caminharem ao longo da rua da Escola Politécnica, rumo em primeiro lugar à esplanada do Quiosque que se encontra logo à entrada do mesmo jardim, para aí tomarem um saboroso café acompanhado de um saudoso Pastel de Nata, imediatamente antes de desfrutarem do monumental e secular Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica), com mais de 20 metros de diâmetro! 

Já agora, quanto ao próprio nome “Jardim do Príncipe Real”, ainda de acordo com o site da wikipédia, por acaso sabiam que, oficialmente, o mesmo espaço fora designado, em 1915, por “Jardim França Borges”, quando ali colocavam um busto dedicado a este jornalista republicano em sua homenagem? 

E não se esqueçam de apreciar também os envolventes palacetes, testemunhos da então Lisboa romântica!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

NA COZINHA DAS AVÓS: 11+1 FORMAS DE REAPROVEITAMENTO DA CASCA DE UMA LARANJA

Nutricionalmente, uma laranja é bastante rica em vitamina C, ácido fólico, vitamina B6, fibra alimentar, antioxidantes e até alguns mineraisajudando a combater vários tipos de doenças, tais como: hipertensão arterial, endurecimento das artérias, prisão de ventre, doenças do coração e úlcera estomacal

E pela forma como a conhecemos, ela normalmente é para ser consumida ao natural, ou então por meio do seu sumo ou reutilizando a sua casca, para fazer doces, sobremesas ou simplesmente chá; muito embora, para o caso de se querer utilizar a casca, se tenha de ter o especial cuidado por adquirir laranjas somente cultivadas sem quaisquer pesticidas, pois lavá-las bem pode não bastar para as tornar suficientemente seguras para o seu consumo.
 O Brasil é o maior produtor de laranjas no mundo, seguido por EUA e China“, abrangendo “26% da produção mundial“, para além de ser “o maior produtor de suco de laranja, representando um percentual de 53% do total mundial, e o maior exportador de suco de laranja no mundo, com a marca de 85% do comércio internacional.” 
De qualquer forma, paralelamente a isto, sobretudo ao nível do (re)aproveitamento da casca de uma laranja, existe toda uma série de maneiras criativas para o fazer na cozinha, mas também para efeitos de limpeza ou decoração de uma casapor ainda ser igualmente rica em óleo essencial e ácido cítrico:

1. O lado branco da casca pode ser usado para polir e lustrar móveis de madeira maciça.
2.Misturar algumas cascas de laranja com vinagre branco até as cobrir, deixando repousar no frigorífico durante 4 semanas, para depois transferir o preparado para um frasco de spray, dá para limpar superfícies, pisos ou janelas.
3. Ao aquecer, durante 5 minutos, no micro-ondas, na potência mais alta, a casca de quatro laranjas numa tigela com água, o vapor da água e o ácido cítrico fazem com que a sujidade se solte e seja dissolvida, facilitando também a limpeza do forno.
4. Mergulhar objetos de vidro por 5 minutos em água quente com algumas casca de laranja, para depois os lavar normalmente, ficarão a brilhar.
5. Espalhando vários saquinhos pela casa (gavetas, armários e sapatos) recheados de cascas de laranja secas trituradas, absorve os odores, perfuma o ar e ainda evita a formação de mofo.
6. Cascas de laranja podem servir como uma esponja natural, por exemplo no banho, bastando envolver algumas cascas de laranja numa gaze e passar pelo nosso corpo, ou em alternativa, depois de trituradas, usando-as na própria água do banho tal e qual sais de banho.
7. Misturando casca de laranja com 1 chávena de azeite, dará sabor ao azeite, reservando a mistura por 1 hora para a coar depois.
8. Colocar um pouco de casca em certas zonas da casa e jardim, ajuda a repelir lesmas, formigas ou mosquitos.
9. Utilizar cascas de laranjas secas para fazer acendalhas secas.
10. Cascas de laranja espalhadas pelos vasos, ajuda a manter os cães ou os gatos longe dos mesmos.
11. Colocar um pedaço de casca de laranja na embalagem do açúcar evita que ele empedre. 
Para terminar, uma última dica para utilizar num possível jantar romântico:

sexta-feira, 23 de junho de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017: LISTA DE COMPRAS E CONTAS DO MÊS DE JUNHO - BIBÓ S. JOÃO!

Está quase a chegar um dos eventos mais esperados ao norte de Portugal: a noite de São João no Porto!

E a festa maior será, portanto, hoje à noite, dia 23 de junho, sendo ao mesmo tempo ligada à celebração do solstício de verão, por isso brindemos todos com bastante luz, cor, dança, fogo-de-artifício e petiscos, para além dos já célebres alhos-porros, balões de ar quente, fogueiras e manjericos!

“O São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Verão e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.

Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspecto fálico. Nos anos 70, nas Fontaínhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I. O fogo de artifício chega a durar mais de 15 minutos e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espectáculo multimédia.

Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das FontainhasMiragaiaMassarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.


Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos registos do Séc XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.


É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.


Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à actual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.”

Para ter acesso ao programa respetivo, por favor clique em:

http://www.portolazer.pt/assets/misc/img/noticias/S%C3%A3o%20Jo%C3%A3o/2017/programa-sao-joao-2017.pdf

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O SOLSTÍCIO DE VERÃO E A TRAGÉDIA EM PEDRÓGÃO GRANDE!

Hoje assinala-se o solstício de verão de 2017, o que marca oficialmente o início da estação do verão, das praias, do calor, dos gelados, das férias escolares, mas também dos incêndios, que sendo eu natural da cidade de Leiria, não podia deixar de escrever sobre o inigualável incêndio na zona de Pedrógão Grande, que depois de tanta tragédia e de tantos operacionais envolvidos, ainda não nos deixou em paz!

O combate continua em curso”, disse à agência Lusa fonte do CDOS de Leiria, sublinhando que o incêndio “ainda não está dominado”.
Segundo a mesma fonte, ocorreram “várias reativações em vários setores, umas mais fortes do que outras”, sendo que “os meios estão a combater consoante as reativações que vão aparecendo.
Em Pedrógão Grande, encontravam-se, pelas 07:30 de hoje, 1.187 operacionais e 406 veículos, de acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). 
O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço provisório. 
O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria. 
Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco e de Coimbra.

Realmente, é lamentável saber, como de facto começou tudo: trovoada seca!
Ora bem, de acordo com o site da Wikipédia, “uma trovoada seca é uma tempestade que produz relâmpagos, mas em que a maioria ou toda a precipitação evapora antes de atingir o solo (…) as trovoadas secas ocorrem essencialmente em condições secas, e os relâmpagos são uma importante causa de incêndios. Por este motivo, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, e outras agências em todo o mundo, emitem previsões da probabilidade de ocorrerem em determinadas áreas.” 
Então, muitos hoje se interrogam sobre o que é que afinal correu menos bem no que toca, por exemplo, à troca de informações entre as entidades competentes a ver com a Meteorologia e a Proteção Civil!
E no portal de notícias da Globo, do passado dia 18 de junho, anunciava-se que “mais da metade das vítimas (30) morreu carbonizada dentro de seus carros na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra”; mas como é que foi acontecer tudo isto desta forma, sabendo que “o fogo começou por volta das 15h de sábado”?
E se, um pouco por todo o mundo, até há bem pouco tempo, felicitava-se Portugal pelo facto do vencedor do Festival da Eurovisão da Canção 2017 ser Salvador Sobral, apesar de, entretanto, a própria União Europeia oferecer a sua preciosa ajuda a Pedrógão Grande, neste momento, encontra-se este mesmo país, caracterizado todo ele por um profundo luto nacional, em grande destaque por todo o mundo, muito embora pelas piores razões, em que, por exemplo, o jornal espanhol El Mundo aponta o dedo para a “inoperância de Portugal na luta contra os incêndios“, sendo “a tragédia com mais mortos num único fogo em quase um quarto de século em todo o mundo“; por outro lado, esse mesmo jornal afirma que “a tragédia de Pedrogão Grande deve desencadear a tomada de decisões ao nível europeu para fazer da luta contra os incêndios uma prioridade em todo o sul da Europa”, isto de acordo com um artigo que eu também li no site da Sábado, do passado dia 19 de junho.
Já por volta do ano de 2005, se escrevia pela Internet, o seguinte título, bastante atual, por sinal: “Floresta portuguesa: o desespero de hoje e a esperança no amanhã”; para além de que:

O fogo é um elemento presente nas paisagens dos países do Sul da Europa, tendo acompanhado o pastoreio e os desbastes da floresta, através do tempo, e condicionado o desenvolvimento ou regressão dos ecossistemas florestais (Alves et al., 2006). As mudanças socioeconómicas em curso nos países do Sul da Europa, na segunda metade do seculo XX, refletiram-se no uso tradicional da terra e estilo de vida das populações e traduziram-se no aumento de grandes áreas de terras agrícolas abandonadas, muitas das quais se tornaram paisagens propensas à ocorrência de incêndios de grande intensidade, devido aos elevados níveis de biomassa, acumulados ao longo dos anos e prontos para alimentar fogos catastróficos durante o Verão. Com os grandes incêndios a aumentar em frequência e extensão, tomando, por vezes, dimensões catastróficas, perdeu-se o seu importante papel de renovadores dos ecossistemas (Noss et al., 2006).”

Não esqueçamos que, se por acaso 2008 foi o ano em que a área ardida foi menor desde 1980, o pior ano continua a ser o de 2003, tudo de acordo com dados retirados do site da Wikipédia, donde já também se pode ter acesso a um pequeno texto sobre o “Incêndio florestal de Pedrógão Grande em 2017.

De facto, ao longo dos anos, tem-se assistido à saída de pessoas das zonas que compõem o interior para essencialmente as grandes cidades do litoral, dando origem a uma emigração demasiadamente ampla e desorganizada, sendo que, já em 2015, a Área Metropolitana de Lisboa somava cerca de:
2,8 milhões de habitantes, o que representa 27% da população portuguesa, enquanto a Área Metropolitana do Porto tem cerca de 18% da população total”!

Obviamente que a busca por melhores condições de vida a ver com a existência de desemprego repentino na família, bem como a procura por melhores serviços, a ver com o fecho ininterrupto de escolas ou unidades de saúde em certas localidades, serão algumas das grandes causas para todo este efeito catastrófico, cujas consequências mais diretas poderão ser: aumento de problemas de cariz social no litoral, como a pobreza ou a criminalidade, criando-se empregos cada vez mais precários para fazer face a todo um conjunto de necessidades, se calhar até inultrapassáveis, na minha opinião, ao mesmo tempo que acontece a desertificação de aldeias e o posterior envelhecimento da população, logo o aumento de impostos torna-se quase como que obrigatório, diminuindo-se ainda mais os recursos naturais, campos agrícolas e todo um vasto conjunto de costumes e valores humanos, perdendo-se também o posicionamento estratégico conseguido até então.

E ainda temos depois a profunda alteração das nossas paisagens, dos nossos solos e das nossas florestas, que apesar de existir no presente uma grande chamada de atenção em torno de temas tais como o turismo em Portugal, a Gastronomia Portuguesa, a agricultura biológica, etc, assistindo-se atualmente, aos poucos, e ainda bem, a um deslocamento de pessoas no sentido contrário, ou seja, começam a surgir os intitulados “novos-rurais” com vontade de contribuírem para o desenvolvimento dessas mesmas áreas isoladas, por que não serem criados ainda mais incentivos ao nível do poder local e instituições governamentais?
Termino este texto, apenas dizendo o seguinte: é tempo de mudar mentalidades, é tempo de unir forças, é tempo de lutar pelas nossas crianças, pois no campo da educação e da formação, sendo eu também professora ao nível do ensino público, esta será outra área onde é preciso fazer muitíssimo!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A GINJINHA DO COMBRO - CASA DE GINJA DE LISBOA

A cidade de Lisboa é deveras apaixonante, com imensas ruas e vielas por descobrir, debaixo de um clima otimamente temperado através das margens do rio Tejo, atraindo-nos, a cada minuto que passa, com o seu ar boémio e contemporâneo ao mesmo tempo.

Esta cidade das sete colinas, sobretudo este mês, tresanda a fado, a sardinha assada, a bailarico, a pastel de nata, etc, sendo idealmente perfeita para se tirar uma boa fotografia a pedido de algum estrangeiro que passe por nós, por uma qualquer calçada portuguesa, ou não fôssemos nós marcantemente gentis e hospitaleiros!

Outra coisa que cada vez está mais em voga, é a Gastronomia Portuguesa, cabendo a cada um de nós lisonjear cada um dos seus pratos típicos, existindo para todos os gostos e preços.

 

E a cerca de 500 m da Praça de Luís de Camões, recomendo, antes de mais, degustar uma autêntica e deliciosa Ginjinha, pois nesse mesmo espaço, apesar de pequeno, ela mesma existe com um toque mais natural e cremoso, podendo até levar-se uma garrafa para casa, sendo também uma verdadeira relíquia para quem mais gostamos, sem dúvida!

O seu ambiente é deveras acolhedor e descontraído, com uma decoração única, com imagens de alguns feitos marcantes, lembrando a “Lisboa antiga”, para além de algumas molduras preenchidas com rótulos de outrora.
O seu objetivo maior será o de oferecer, cada vez mais, aos seus clientes, nomeadamente estrangeiros, o melhor de Portugal e 100% natural!

 
A Ginjinha do Combro, tal como é carinhosamente conhecida, está aberta de segunda a sábado, entre as 11h00 e as 19h30, sendo a mais aclamada Casa de Ginja de Lisboa, situada na Calçada do Combro, nº 79, tal como podem verificar no mapa abaixo:  

Quanto ao tipo de atendimento a que eu tive acesso logo da primeira vez em que entrei, foi bastante convidativo, demonstrando, desde logo, um profundo conhecimento pelos diversos produtos aí expostos, tais como: postais, gravuras, cerveja artesanal de ginja, vinhos, licores, doces, compotas, algum tipo de artesanato e o famoso refresco de Capilé.

Também há o “Livro dos Elogios”, donde eu não consegui deixar de escrever uma terna mensagem de agradecimento por de me terem recebido tão bem e pela exclusividade dos seus próprios produtos, fortemente capazes de despertarem o interesse, além-fronteiras, para conhecer mais e melhor Portugal!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ALIMENTAÇÃO MAIS ENRIQUECIDA EM ALTURA DE EXAMES ESCOLARES

Em altura de exames escolares, existe, naturalmente, um grande desgaste físico e psicológico acrescido, causando uma quebra quase constante quanto às necessidades energéticas nos nossos estudantes.

Por isso, a nossa atenção deve virar-se sobretudo para uma alimentação ainda mais saudável, ponderada e enriquecida de componentes capazes de garantirem tanto ou mais um suporte adicional adequado a períodos de fadiga extrema e baixa produtividade.

Algumas dicas que eu acho extremamente importantes:

  1. Comer de 3 em 3 horas
  2. Tomar um bom pequeno-almoço
  3. Hidratação constante
  4. Alimentos ricos em ómega 3
  5. Sono reparador
Também Maria Paes de Vasconcelos, nutricionista, sugere aos respetivos pais que:
– Na véspera do exame: “Usando uma mesa redonda, imagine o que o seu filho comeu no dia anterior a um teste. Metade daquilo que ingeriu era legumes e fruta, como na Roda dos Alimentos?”
– No dia do exame: “Não podem ir em jejum. Devem fazer o pequeno-almoço normal de todos os dias. E, tal como no período do que antecede as provas de atividade física, antes dos exames deve-se comer hidratos de carbono.”
Não existe, portanto, uma receita mágica que faça com que se melhore o rendimento intelectual num determinado instante; todavia, é nosso dever, enquanto educadores, incutir, desde cedo, nas nossas crianças, uma alimentação saudável, equilibrada e variada, de modo a que elas se sintam sempre capacitadas e confortáveis para resolverem qualquer teste no dia-a-dia da escola!
Também Pedro Graça, director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direcção-Geral da Saúde, afirma: “O nosso cérebro utiliza a glicose como fonte de energia, sendo que a sua falta pode diminuir a performance cognitiva, devendo ingerir-se principalmente alimentos ricos em hidratos de carbono complexos”, estando presentes, por exemplo, no pão, no arroz, nas massas alimentícias, nas leguminosas e nas batatas.
Por outro lado, tendo agora em conta a monografia Alimentação e Desempenho Escolar, da autoria de Helga Teixeira, da Universidade do Porto, lê-se que “alguns estudos encontraram um aumento da aprendizagem, da saúde mental e da concentração no período imediatamente seguinte à actividade física”, podendo servir, na minha opinião, de ótimos momentos de lazer, que, segundo outros especialistas, estes mesmos devem ser feitos entre cada 2 horas de estudo, uma vez que ao mesmo tempo se conseguirá uma, sem dúvida, melhor oxigenação no nosso cérebro!
Já agora, paralelamente ao facto de já terem ocorrido as Provas de Aferição nos 2º, 5º e 8º anos de escolaridade entre os dias 2 de maio e 2 de junho, no que diz respeito à 1.ª fase das Provas Nacionais do 9º ano e dos Exames Nacionais dos 11º e 12 anos, esta mesma irá decorrer entre os dias 19 a 27 de junho, donde mais tarde se seguirá a intitulada 2.ª Fase, mais propriamente entre os dias 19 e 24 de julho.
E, se por acaso, estão convencidos, de que basta tomar um comprimido para enriquecer a memória, cuidado, pois, até os cafés, as pastilhas elásticas ou as sardinhas podem dar origem a um melhor resultado!
Na verdade, muitos alunos pensam que estes mesmos produtos fármacos permitem desencadear um conjunto repleto de “boas notas”, mas atenção que há vários tipos de suplementos com várias finalidades, mas na realidade não fazem nada”, exclama Nuno Borges, professor na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Ou seja, resumindo e concluindo, uma alimentação correta é a melhor maneira de garantir que a função cognitiva é maximizada.

Por outro lado, optar por determinados petiscos enquanto se estuda, como as bolachas ou as batatas fritas, são de evitar, sendo muitas vezes só ricos em açúcar, sal e gordura; em contrapartida, por que não optar por umas apetitosas pipocas caseiras, uns tremoços ou umas nozes?

Para mais informações acerca das Provas Finais e Exames do ano letivo 2016/2017, por favor consulte: