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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PURO, o conceito ideal para ser rápido, barato e saudável!

O restaurante PURO foi um projeto que abriu em Lisboa com a assinatura do conhecido Chef António Amorim, no passado dia 17 de outubro, mas que durou cerca de dois anos e meio até ser concretizado, tendo em conta as necessidades do mercado mais atual no que toca ao mais saudável e mais amigo do ambiente!
E assim temos um espaço apto a colocar à disposição de quem entra, de segunda a sábado, entre as 7h e as 20h, diversos tipos de opções, no que toca a pequenos-almoços, almoços ou lanches, para além de um simples sumo ou creme do dia, mas sempre baseados nos produtos mais frescos existentes no mercado, bem como à utilização mínima de açúcar do tipo refinado, produtos com glúten e ainda demasiado calóricos!

«Nós abrimos a 17 de outubro, é recente, mas durou 2 anos e meio a concretizar este projeto (…) fomo-nos então adaptando agora à atualidade, porque, há 2 ou 3 anos atrás, a realidade ao nível do saudável era uma e atualmente é outra (…) tivémos de aprofundar mais hoje em dia as necessidades do mercado e é isso que nós estamos a implementar aqui» (Chef António Amorim)

«Temos um vasto leque de opções de cafetaria e doces: entre bolachas, cookies, biscoitos, bolos de fatia; vamos diversificando diariamente. Temos 2 ou 3 produtos como base, temos o bestseller, uma procura intensiva pelo produto, e vamos criando coisas novas diariamente, também conforme nos aparece ao nível de produto fresco no mercado, caso consigamos transformar isso num mais doce de referência.
 
Depois temos um menu de sumos e smothies, com a escolha do cliente, mas com decomposições distintas, e que vamos experimentando sempre um deles (…) e que não levam açúcar (…) temos sempre o sumo do dia, um creme sem batata também diferente todos os dias» (Chef António Amorim) 
 «Depois temos uma área de “grab and go”, para quem está com mais pressa: está pronto e vamos pondo durante o dia, conforme as horas de maior procura, 3 variedades de sanduiches, 4 variedades de saladas, uma salada de fruta e outra de fruta tropical. Fruta fresca e iogurte, pode-se conjugar isso com um pequeno almoço, para um lanche ou um brunch, depende da opção de cada um, mas entre as compotas, as composições são apenas de 10% de açúcar, não sendo açúcar refinado, granolas, tudo isso é feito cá.
Temos a área de showcooking, que é mais à hora de almoço, em que podem escolher uma massa, uma quinoa ou um grão, um molho dentro do saudável, sempre a abóbora assada com tomilho, azeite extra-virgem com ervas frescas, ou cogumelos com soja, não há adição de natas, e outras coisas demasiado calóricas, depois escolhem 3 ingredientes que vai variando conforme também a oferta maior o mercado» (Chef António Amorim) 
Acrescente-se ainda que existe a possibilidade de se adquirirem bolos inteiros para efeitos de revenda, pois é algo que ainda não está muito disponível no mercado, mas que tem vindo a crescer.
 
E no que diz respeito ao pão que está à venda nas prateleiras, todo ele é cozido em forno de lenha, ou então surgido através da intitulada massa-mãe, de forma a evitar, lá está, a farinha de trigo! 
Por último, no projeto PURO existe igualmente uma vertente social e ecológica, relacionando-se sobretudo com a parte do papel e do tipo de embalagens que é utilizado, como o vidro ou o papel reciclado.
Já agora, no caso do cliente em questão não ter muito tempo para tomar a sua refeição no local, que engloba uma zona interior e uma zona exterior, com acesso a uma pequena esplanada, pode usufruir do serviço “take away“, apesar de lhe ser cobrada uma certa taxa no caso da aquisição das tais embalagens de vidro, obviamente devolvida aquando da sua devolução em loja. 
«Creio que numa fase mais à frente (…) vamos abrir à noite, num registo diferente no serviço ao cliente e num tipo de produtos e ofertas mais amplas (…) também há a previsão para o brunch, ao sábado: são coisas que vão aparecer gradualmente, para perceber também qual é que é o público. 
 
Agora, temos tido opiniões diversas, muita procura para estarmos noutros cantos da cidade, mas isso nós não conseguimos fazer atualmente (…) numa fase num outro registo, a nível empresarial (…) agora é focarmo-nos neste, solidificarmos a marca, não desvirtuar o conceito, e sermos cada vez mais eficientes» (Chef António Amorim) 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Restaurante El Bulo Social Club - Chef Chakall

Se eu já escrevi, neste blog, acerca do intitulado “Refeitório Senhor Abel”, assim como do “Heterónimo BAAR”, ambos situados nos antigos armazéns Abel Pereira da Fonseca, mais precisamente na intitulada Praça David Leandro da Silva em Marvila, desta vez vou dar-vos a conhecer o chamado “El Bulo Social Club” e quais as suas principais novidades para esta época de outono, também com a assinatura do próprio Chef Chakall!


Marvila foi, sem dúvida, uma das zonas que mais beneficiou com a realização da “Expo 98”, considerando-se atualmente como sendo a zona periférica de uma grande cidade europeia em franco crescimento!

Acrescente-se que esta simples freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, situada entre o Aeroporto e o rio Tejo, remonta à Idade Média, tendo estado muito tempo ligada à atividade rural, devido sobretudo à fertilidade das suas terras; mais tarde desenvolveu-se bastante a nível industrial, sendo deste período os tais armazéns de vinhos de Abel Pereira da Fonseca, onde o Chef Chakall viu um enorme potencial.

Para começar, ao passar-se pela porta principal do restaurante “El Bulo Social Club”, dá-se de imediato com o alto pé direito do edifício, bem como com a lindíssima pintura do lado direito carregada de simbolismo e cores fortes. 
 
Mas o espaço em si, no passado dia 18 de setembro, ainda se apresentava, numa das partes, em fase de remodelação, tendo em vista a definição de diferentes zonas:  

rés-do-chão: uma primeira zona, localizada logo à entrada, mais dedicada, por exemplo, a quem desejar comer umas tapas, por sua vez seguida de uma segunda zona, esta mais recolhida e mais dedicada a quem preferir comer refeições do tipo completas;

andar de cima: irá existir um lounge com sofás, juntamente com algumas mesas, estando, neste momento, a ser igualmente preparada uma outra sala para eventos mais restritos, em que se poderá, por exemplo, dançar, para além do facto de que, num futuro próximo, ainda se poderá reservar uma certa zona para um certo número de pessoas.

Por outro lado, ainda junto à entrada do rés-do-chão, deverá somar-se, dentro em breve, uma pastelaria do tipo biológico, logo uma nova zona dedicada a quem quiser degustar, por exemplo, café, sumos naturais, pães biológicos ou até mesmo saladas.

E se, com a entrada de um novo Sub-Chef, Roman Meier, houve a apresentação do reforço de equipa a todos os presentes, logo também houve a apresentação de uma nova carta, realizada em conjunto com o Chef Chakall!

Para mais informações, por favor visite o site oficial do Chef Chakall:

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O 1.º Aniversário do Areal Beach Bistrot by Chakall!

O Areal Beach Bistrot by Chakall, aberto desde julho de 2017, celebrou, no passado dia 25 de julho, o seu primeiro aniversário de existência, com um certo grupo de convidados, onde eu tive a oportunidade de estar presente, por isso não percam os próximos parágrafos, que eu vou contar-vos como foi e quais é que foram as surpresas!
Era mais um dia de pouco calor e com bastante nebulosidade, mas sem vento, logo até bastante agradável para estar sentada de frente para o mar, na praia do Areal Sul, mais precisamente na Lourinhã, sendo esta uma vila sede de concelho localizada no litoral da sub-região do Oeste.
Por curiosidade, segundo o site Wikipédia, a Lourinhã parece ter tido origem romana, numa zona denominada Laurinianum, Laurinius ou Louriana, logo, o seu próprio nome pode derivar de “laurus” ou “Laurius”, palavra latina que significa loureiro, árvore em tempos abundante na região.  
E o turismo é, sem dúvida, uma atração cada vez mais forte na região, com especial destaque para o Dino Parque, aberto desde fevereiro, atingindo recentemente as 200 mil visitas, segundo o Presidente da Câmara da Lourinhã, João Duarte de Carvalho, para além dos produtos hortícolas da região, que têm abastecido o mercado nacional/internacional com a saída diária de 250 camiões, e da prática do surf, sobretudo a ver com a zona da Nazaré.

Por outro lado, Pedro Garrido, Presidente da União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia, sublinhou o papel fundamental do Chef Chakall na região: “aqui toda a gente o conhece, ele é uma referência a nível local, nacional e internacional e o facto de demonstrar esta preocupação com a utilização dos produtos locais acaba por conferir uma maior visibilidade da região. Por todas estas razões e por ser também uma pessoa muito querida aqui, não podíamos estar mais satisfeitos por acolher este projeto e por poder celebrar juntos o sucesso deste primeiro ano.”

E já bem perto da hora em que o almoço iria ser servido, lá continuávamos nós, totalmente absorvidos por todo aquele ambiente de festa e a tomar algo que tinha sido gentilmente fornecido, ao som de boa música, é claro!
Entretanto, sendo que a fotografia é algo inevitável para mais tarde recordar, peguei na minha máquina fotográfica e fui registando, sob diferentes ângulos, as diferentes zonas ao meu redor, amplamente decoradas de uma forma muito simples, mas muito repleta de significado, tal como me transmitiu, mais tarde, a própria irmã mais nova do famoso Chef Chakall, Silvina Lopez, que é quem «comanda» na cozinha e faz acontecer o «casamento perfeito» entre a Argentinae a Lourinhã
Sabe-se que a Argentina é o país de origem para ambos, porém, no que diz respeito aos 20 anos já somados pelo Chef Chakall em Portugal, 12 desses foram passados no Seixal da Lourinhã, tendo-se tornado numa das fortes ligações familiares, em que Silvina Lopeztambém adotou para viver.
 
Desta forma, os produtos mais emblemáticos da zona Oeste de Portugal, tais como o polvo, a pêra rocha, a abóbora e a aguardente, foram decididamente os principais embaixadores deste lugar à beira mar, o que eu valorizo bastante!

Obviamente que, durante um ano, muita coisa aconteceu, até que Silvina Lopez resolver fazer algumas remodelações no espaço, tendo estado quase sempre fechado entre os meses de novembro e abril últimos, contando agora com uma esplanada, um bar e uma sala VIP onde são servidos almoços e jantares à carta. 
Na minha opinião, concordo com o facto de que, agora, o espaço consegue chamar à atenção de um público muito mais abrangente e que vem até à praia em busca de vários propósitos, desde a refeição mais simples e rápida, para depois desfrutar de um belo dia de sol e mar, até aos que preferem uma refeição mais completa e demorada, na companhia de um grupo de amigos ou familiares mais próximos. 
Passando agora à apresentação da nova carta assinada pelo Chef Chakall, esta conta com algumas propostas emblemáticas do seu país de origem, como por exemplo as Empanadas Argentinas (2,5€) e o Cao Cao de Gambas (8,5€), nas entradas, ou ainda o Ojo de Bife Argentino (18€), nas carnes. 
No que toca aos intitulados produtos portugueses, e sobretudo sublinhando os da zona Oeste, eles são o polvo (a intitulada “estrela” do prato, Polvo Nipo Tuga – 16€), ou a batata doce que, segundo Silvina Lopez, “é adquirida a um produtor local a 150 metros do restaurante onde as podemos apanhar diretamente da terra. Isto não tem preço!
Já na parte final do almoço, uma última surpresa foi dada a degustar a todos os convidados presentes: as novas bolas de Berlim com recheio, criado pelo Chef Chakall, de pêra rocha e de abóbora com aguardente da Lourinhã (uma das 3 regiões demarcadas a nível mundial), já disponíveis na praia do Areal Sul, tendo eu apreciado sobretudo as primeiras!
Para concluir, perante a pequena mas sentida apresentação que o chef argentino fez em homenagem à sua irmã, “a única rapariga em seis irmãos, a irmã mais nova que eu sempre protegi e que juntamente comigo partilha o ‘karma’ familiar da cozinha, já que somos a 4º geração de cozinheiros na família”, já que “é impossível estar em todo o lado e corresponder a todas as solicitações que tenho na minha vida profissional, quer em Portugal, quer fora do país”, está demonstrado que a sua família é o seu grande suporte na vida.   
E por tudo isto, e partilhando ambos os mesmos valores, os dois irmãos esperam continuar juntos a investir num espaço onde predomine uma alimentação cuidada e saudável, o respeito pelos produtos locais e a sustentabilidade, o que muito me apraz, parabéns!
Últimas informações:
 
AREAL BEACH BISTROT BY CHAKALL
Horário de funcionamento: Diariamente das 8h30-22h00
Endereço: Estrada do Areal, nº 70 I Praia do Areal Sul I 2530-065 Lourinhã
Contactos e reservas: +351 261 414 182
Facebook I Instagram I Tripadvisor I Zomato
E para saber mais sobre o Chef Chakall, sugiro clicar no título abaixo, em que numa das últimas questões em que eu lhe coloquei, é sugerida uma receita simples, prática e bastante saborosa, por isso não irá arrepender-se:
 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

GRRRRR... SEXTA FEIRA TREZE!!!

O número 13 tem sido mal interpretado desde há muito tempo, servindo de inspiração para uns, servindo de superstição para outros.
Relativamente ao dia de hoje ser sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro desde há igualmente muito tempo:

  • Na tradição judaica o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira
  • A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão
  • Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira

Já agora, no Tarô, a carta número 13 representa a morte, logo pode ainda significar simplesmente alteração forçada de planos ou início de um novo ciclo bem mais “positivo” na nossa vida!

Portanto, sigam as minhas dicas assinaladas abaixo e vamos todos festejar este dia 13 de abril de 2018, pois… “o tempo não pára”!

– DICA 1: Festival Internacional de Chocolate de Óbidos


sexta-feira, 9 de março de 2018

Ainda sobre o Dia Internacional da Mulher: quem cozinha melhor, o homem ou a mulher?

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de março, tendo sido uma ideia criada no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. 
Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.

As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, a depender do país. A primeira celebração deu-se a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes, usualmente durante a semana de comemorações da Comuna de Paris, no final de março. As manifestações uniam o movimento socialista, que lutava por igualdade de direitos económicos, sociais e trabalhistas, ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

Copenhaga, 1910. VIII Congresso da Internacional Socialista: na frente, Alexandra Kollontai e Clara Zetkin.

No início de 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917. A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), foi instituída como Dia Internacional da Mulher pelo movimento internacional socialista.

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas.

Pensando bem, na área profissional da cozinha, o homem é quase sempre visto como o “chef de cozinha” e a mulher como a “cozinheira”. 

Isto porque, nomeadamente devido a algumas questões culturais que ainda continuam a persistir, apesar de todo o progresso na sociedade atual, a mulher “cozinheira” parece que continua a estar mais relacionada às tarefas do dia a dia, enquanto que o homem considerado “chef” é aquela pessoa que revela mais sofisticação e personalidade, trabalhando mais em ocasiões especiais.  

Mas, na verdade, seja homem ou mulher, o “chef de cozinha” é alguém que gere toda uma equipa dentro da cozinha, criando o conceito da cozinha ao seu próprio estilo, através da criação de receitas.

O que é curioso é que, desde sempre, a cozinha fora associada mais às mulheres do que aos homens; contudo, ainda existe muita discriminação no que diz respeito às mulheres no mundo laboral de uma cozinha, especialmente ao nível da “alta cozinha” em que os homens dominam!

Por exemplo, de acordo com uma notícia datada de 24 de Fevereiro de 2018, nPÚBLICO publicasse que em França, das 57 novas estrelas Michelin atribuídas em 2018, apenas duas foram para chefs mulheres; em Portugal, nenhuma chef foi premiada.

Ou seja, num mundo onde aparenta ser só de homens, há que servir inspiração a outras mulheres, levando a própria sociedade a pensar que a cozinha profissional também pode ser afinal um mundo de mulheres, onde elas sabem tão bem ou melhor liderar e criar do que os homens, não concordam?

Termino então, este pequeno texto, com algumas sugestões minhas para vos ajudar a inspirar na cozinha, caras leitoras deste blogue, e assim alegrar mais as horas que muitas vezes são mais rotineiras ou cansativas, seja para o vosso marido ou namorado, filho ou neto, podendo e devendo convidá-los sempre para vos ajudarem a confecionar aquela receita mais apetecível para todos aí em casa, bem como a tratarem de arrumar depois todos juntos a cozinha e a gozarem também a seguir todos juntos o tempo livre que virá a seguir, não será mais justo?
Cozinha - O Coração da Casa - www.wook.pt

Dia a Dia Mafalda - www.wook.pt
MasterChef - www.wook.pt
Cozinhar é um modo de amar os outros.
Mia Couto 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vamos até ao Mercado do Livramento em Setúbal?

O tão aclamado Mercado do Livramento, por sua vez situado na Avenida Luísa Todi em Setúbal, já tem mais de 140 anos de histórias para nos contar, para além do facto de ficarmos desde logo rodeados de intensos sabores e sensações únicas capazes de nos fazerem direcionar através dos vários corredores existentes em busca dos paladares mais audazes…

Entretanto, podemos também distrair-nos com os vários painéis de azulejos expostos numa das suas paredes laterais, retratando pequenos pedaços da vida quotidiana setubalense, bem como com algumas obras de arte ao longo do corredor central, mais propriamente esculturas de Augusto Cid, desta vez alusivas a profissões ligadas aos mercados!

E assim têm ocorrido diversos tipos de remodelações ao longo dos anos, com o objetivo sério de modernizar todo o espaço, ao mesmo tempo que se procura inovar e melhorar as respetivas condições de trabalho e bem-estar dos que por lá vão passando.

A caminho de beneficiar de profundas obras que vão modernizar aquele espaço de acordo com as exigências dos tempos modernos, a importância do Mercado do Livramento remonta ao século XIX, quando população e comerciantes exigiram a melhoria das condições de venda.

O comércio era feito em barracas espalhadas pelas ruas da então vila de Setúbal, em particular das praças da Ribeira Velha e do Sapal (hoje, Praça de Bocage), o que gerava protestos contra o cheiro nauseabundo a peixe, a falta de higiene e as áreas exíguas de venda.

A 31 de Julho de 1876, o presidente da Câmara Municipal, António Rodrigues Manito, cortava a fita do novíssimo Mercado do Livramento, assim baptizado por ter sido construído sobre a ribeira com o mesmo nome.

O antigo edifício, de 80 metros de comprimento e 52 de largura, que albergou 44 mesas, das quais 24 em pedra, sucumbiu perante o ritmo da Revolução Industrial, tendo o espaço sido demolido em 1927 por se encontrar obsoleto e incapaz de satisfazer as necessidades da população.

Nova fita foi cortada três anos depois, a 10 de Julho de 1930, no mesmo local onde o antigo Mercado do Livramento já havia criado afinidades junto da população.
Renasce, então, o mercado, agora em Arte Deco, muito em voga na época, com três hangares, com colunas em ferro fundido, orientados de Norte para Sul.

No espaço interior, as paredes estão revestidas com vários painéis de azulejos com cenários alusivos a paisagens e a actividades económicas típicas do concelho.
De 1929 datam as obras “Descarga das Redes”, “Transporte de Sal”, “Reparação das Redes”, “Recolha do Sal”, “Descarga da Sardinha”, “Salga do Peixe”, “Setúbal – Vista Geral” e “Colheita da Azeitona”.
Os painéis “A Vindima”, “O Antigo Mercado”, “Lavra e Sementeira” e “Rega do Pomar” foram colocados em 1930, enquanto as restantes imagens da cidade, do campo e do Sado são de 1940.

E caminhe-se agora em direção aos melhores produtos regionais e arredores, entre terça a domingo, entre as 7h30 e as 14h00, e observe-se com a máxima atenção para a mais sublime variedade de peixes, moluscos e mariscos, para além dos habituais produtos hortícolas, ervas aromáticas, vinho, mel, pão, doçaria regional e até algum género de artesanato.

Aí se vêm abastecer alguns dos melhores restaurantes de Setúbal, Lisboa e Cascais e muitos conhecedores locais. Dizem os que o frequentam que há espécies de peixe que só podem ser encontradas aí. Mas a notoriedade nacional tornou-se mundial depois de os críticos gastronómicos do jornal americano USA Today, terem incluído o Mercado do Livramento, em Setúbal, entre os melhores do mundo, lado a lado com o de Tóquio ou o de Brooklyn.

Acrescente-se ainda que existem outros tipos de serviços à disposição do público dentro do mesmo edifício: floristas, ervanária, garrafeira, restauração e bebidas, cabeleireiro, imobiliária, artigos para pesca e artigos de plástico.

Já agora, se conseguir ir acompanhado de alguma criança, terá ainda a oportunidade de promover nela a simples curiosidade para experimentar novas frutas ou legumes, por exemplo, bem como de explicar-lhe a verdadeira origem dos mesmos com o auxílio dos próprios produtores ou seus representantes, logo uma ótima oportunidade para também ficar a conhecer ótimos frescos, apesar de correr o risco por vir a tornar-se no seu local preferido para ir às compras!

Vamos a isso?

 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A LOTA NO BAIRRO

Finalmente abriu ao público, em Odivelas, um estabelecimento comercial especializado na venda de peixes: a Lota no Bairro!

A sua localização exata fica na Rua Guilherme Gomes Fernandes, n.º 5 B, estando sempre aberto durante os dias úteis às 9:30 – 13:30 e 15:30 – 19:30, enquanto que aos sábados é só às 9:30 – 13:00.
 Também a partir da respetiva página do Facebook poderão ter acesso a diversos tipos de informações, tais como o tipo de peixe fresco à venda num determinado dia/hora, possíveis promoções ou até exemplos de receitas culinárias a adotar: 

Portugal é atualmente o país da União Europeia com o maior consumo anual por pessoa pescado, e o terceiro do mundo, só ultrapassado pela Islândia e pelo Japão.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAQ) e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de pescado é benéfico para a saúde devido aos lípidos, proteínas e outros nutrientes como os ácidos gordos polinsaturados ómega-3 presentes na sua composição.
(fonte: livro “As espécies mais populares do mar de Portugal: num restaurante perto de si”, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica)

Todo o peixe, fresco ou congelado, é oriundo da maior plataforma logística agroalimentar em Portugal, ou seja, do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, S.A. – MARL.

E para garantir a máxima satisfação a todos os seus clientes, ainda existe a hipótese de se fazerem encomendas, e de um dia para o outro, através também do telefone 21 933 9776.

Por outro lado, está igualmente disponível, em loja, esta por sua vez com cerca de 4 meses de existência, todo um conjunto devidamente selecionado de Produtos Gourmet, sempre na intenção de proporcionar, a quem a visita, produtos da melhor qualidade e a um preço bastante adequado!

Acrescente-se ainda que, ao longo de várias prateleiras, estão expostos, por exemplo, os seguintes produtos: vinhos, conservas Minerva, especiarias, sal de Rio Maior.

Resumindo e concluindo: Lota no Bairro define-se como sendo um espaço extremamente acolhedor, usufruindo de uma decoração que eu caracterizo como sendo moderna e muito convidativa a entrar, para além do facto do próprio atendimento transmitir desde logo bastante simpatia e gosto pelo trabalho que ali é realizado! 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

UNBOXING Top Selling X6

Seja para brincar com o seu filho, experimentar a captar imagens durante as férias, ou até para uso profissional, os drones trouxeram mesmo uma nova forma de olhar o mundo à nossa volta!

Por outro lado, os drones já foram utilizados por bombeiros, exércitos, empresas publicitárias, indústrias cinematográficas, etc, sendo possível encontrarem-se hoje bons equipamentos a um preço razoável, com a capacidade de garantirem um voo estável, para além de câmaras com uma boa captação de imagem, tal como o que eu sugiro no vídeo acima, acabadinho de ser publicado no meu canal YouTube Cozinha Com Rosto: UNBOXING Top Selling X6!

Estas aeronaves são muito leves, podendo ser equipadas com: módulos de GPS, sistemas de Bluetooth, monitores para acompanhar as filmagens em tempo real, protetores para as hélices, um gimbal para manter a câmara estável, torres ou donuts insufláveis para jogos.
Quanto melhores forem as suas próprias características, como mais alcance de voo ou maior autonomia, maior será o equipamento, logo também maior será o custo e mais complexa a sua utilização.
A oferta é muito variada, devendo escolher-se sempre de acordo com a utilidade que se vai dar ao mesmo e com o orçamento em causa. 
Mas atenção que, no início deste ano, Portugal ficou a conhecer um certo regulamento para a utilização de drones!
E mais recentemente, foi tornado público o projeto do decreto-lei que a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) está a desenvolver para regulamentar a atividade dos drones, embora esteja ainda em fase de consulta pública, não tendo sido ainda aprovado. 
Portanto, enquanto se aguarda por novidades, os voos continuam a reger-se pelo regulamento lançado em janeiro pela ANAC, ou seja: o registo e seguro obrigatório para drones NÃO é, por agora, uma obrigação legal!
Deve ainda fazer-se acompanhar das licenças necessárias para cada plano de voo: ANAC – Licença para operação de RPAS/Drone no espaço aéreo civil português;  AAN – Licença de execução de levantamentos aéreos em território nacional.
Para mais informações, por favor clique em:
Para qualquer situação, é necessário seguir as seguintes regras:
  • Não voar acima dos limites de altitude estipulados (120 metros para zonas não reguladas pela ANAC ou valores mais baixos para áreas de voo limitado)
  • Não voar à noite
  • Não sobrevoar concentrações de pessoas (mais de 12)
  • Não voar com drones com peso superior a 25 kg
  • Não sobrevoar áreas restritas, proibidas, perigosas, reservadas ou temporariamente reservadas
  • Não sobrevoar zona de sinistros onde se encontrem a decorrer operações de proteção e socorro
  • Não realizar voos fora da linha de vista (não pode ficar atrás de edifícios, vegetação ou estruturas) ou a mais de 500 metros de distância.
Para finalizar, é igualmente necessário ter algum cuidado com áreas da responsabilidade de outras entidades, como é o exemplo da parte costeira, das reservas naturais, monumentos, entre outros. 
Neste caso, é essencial contactar as entidades gestoras de cada espaço e inquirir se permitem a captação de imagens, podendo ser cobrada uma certa taxa pela emissão da declaração.