Durante as minhas últimas férias de verão, voltei a passar uns dias verdadeiramente relaxantes na zona de Vila de Rei, que fica mesmo no centro de Portugal, tal como podem verificar aqui!
E o que dizer acerca de um restaurante que é também uma loja?
A proprietária de Fifty-Fiftycontou-me como foi possível apostar neste tipo de negócio cruzado há três anos, em que toda a decoração exposta nesse mesmo espaço é relativa à cultura americana dos anos 50 e 60 e está à venda, desde móveis retro, brinquedos antigos, luzes neons, estátuas em fibra, quadros de metal, bombas de gasolina, jukeboxes, slotmachines, malas, latas, copos, ímans, etc, sendo quase tudo original dessa mesma época!
O seu marido já comprava e vendia muitos destes artigos há quase 40 anos, mas Lieve Burssens queria abrir um restaurante. Entretanto, também por viverem na zona circundante desde há 16 anos, decidiram fechar a loja que mantinham na cidade de Tomar, para abrir este novo espaço, aberto fundamentalmente durante a altura do verão, recebendo sobretudo pessoas fora do concelho ou então jovens à noite.
Simplesmente achei a ideia fantástica, cuja ementa é igualmente convidativa a entrar e a usufruir de uma experiência única e exclusiva, que nada choca com o meio envolvente, contendo receitas de todo o mundo, todas deliciosas e muito apetecíveis.
Em resumo:uma viagem no tempo, num local imprevisto, recheado de peças sensacionais e de muito bom gosto e à venda, que somado à simpatia no atendimento e à qualidade da comida a preços razoáveis, vale mesmo a pena visitar!
E se lhe apetecer ficar até ao dia seguinte, ainda pode hospedar-se num dos 4 apartamentos dispostos no mesmo edifício, ou então na intitulada Quinta do Eco, no caso de preferir ficar antes rodeado pela natureza per si, onde pode:
“Aproveitar uma boa refeição, beber um copo, conversar, ler um livro, descansar ao sol… no terraço. Acordar com o canto de pássaros ou mergulhar na piscina…
Fazer passeios pedestres ou ciclismo pelos vales em estradas de terra batida, atravessar as colinas com vistas magníficas…
Fazer visitas à praia fluvial ou castelos próximos, museus ou conventos…”
Vila de Rei é então sinónimo de descanso, mas também de artesanato e gastronomia local, praias fluviais e atividades ao ar livre, bem como de boa gente e bons costumes, aparecendo até no Top 20 dos Concelhos com maior Qualidade de Vida, mediante uma notícia publicada no siteda Câmara Municipal de Vila de Rei, datada de 22 de janeiro deste ano, apesar dos incêndios florestais que tanto assolaram o concelho durante o verão do ano passado!
Em continuação da nossa rota (PASSEIO TURÍSTICO – DIA 1: Vila de Rei, Amêndoa), rumemos ao nosso segundo dia de passeio turístico, 27 de agosto de 2017, que hoje a temperatura estará mais alta, perfazendo 35ºC ao sol, logo excelente para seguirmos viagem até à intitulada Praia Fluvial de Cardigos, caracterizando-se por ser constituída por uma piscina para miúdos e graúdos, em que a própria água do rio que a preenche está sempre a ser reaproveitada…
Podemos depois escolher entre uma zona relvada e uma zona de areia, esta por sua vez já preparada com alguns chapéus de sol, para além de churrasqueiras com acesso imediato a um parque de merendas coberto e de um bar de apoio com esplanada, casas de banho e chuveiros…
Descansemos agora um pouco deitados na toalha que trouxemos às costas, depois de efetivamente estarmos perdidos no tempo a saltar para a piscina e a dar mergulhos… Tomemos, ao mesmo tempo, algumas notas algures num pequeno caderno…
Vila de Rei encontra-se numa região rica em artesanato, ainda que este tenha pouca expressão económica. Neste âmbito há que destacar a cestaria e a tecelagem produzida pelas gentes da terra e apreciada por muitos visitantes. A gastronomia, elevada a Património Cultural, é um dos pontos fortes do concelho de Vila de Rei, pois traz em si uma herança histórica extremamente valiosa, uma arte que a comunidade herdou dos seus antepassados e se recupera de geração em geração. Cozinhar não é apenas seguir uma receita. É algo mais intrínseco. É uma arte.
Durante a parte da tarde iremos com certeza até à Sertã, para assinalar o fim de toda esta viagem repleta de emoções e sensações, podendo-se até aproveitar para almoçar a caminho no Restaurante Solar do Moinho, um espaço especialmente vocacionado para servir verdadeiros pratos regionais, situando-se bem perto da intitulada Capela do Espírito Santo… E assim se fica a conhecer um pouco mais também sobre a própria freguesia de Cardigos, que tal como acontece com a freguesia de Amêndoa, faz parte do concelho de Mação…
A Sertã é uma vila portuguesa, sede de município, com 14 freguesias, distrito de Castelo Branco, região Centro, sub-região do Pinhal Interior Sul. A vila tem cerca de 5 500 habitantes, sendo a principal vila do Pinhal Interior Sul. Ao todo, o município tem uma área de 453,13 km² e 16 720 habitantes. A Sertã localiza-se num vale xistoso, numa área florestal com predominância de pinheiro bravo, eucalipto e oliveira. É banhada por duas ribeiras, a Ribeira da Sertã (Ribeira Grande) e a Ribeira do Amioso (Ribeira Pequena). Todo o oeste do concelho é delimitado pelo Rio Zêzere.
E como é tão agradável dar um passeio pelo Jardim da Carvalha a caminho da Ponte Romana, que fica mesmo ao lado da Ribeira…
Mas ficando muita história por contar, prometo que noutra altura prosseguiremos viagem em direção a outros destinos e romarias… Até lá aconselho visitarem os seguintes sites em busca de mais informações e utilidades: