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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Fábrica Pastel de Feijão by Chef António Amorim!

De acordo com o que o próprio Chef António Amorim me explicou na sua loja da Fábrica do Pastel de Feijão, por sua vez instalada num dos bairros mais característicos de Lisboa, Alfama, a ideia inicial de recriar o intitulado Pastel de Feijão tradicional de Torres Vedras surgiu em 2008, através de um jantar que fez para amigos, como uma forma de criar uma sobremesa que agradasse a todos!

Mais tarde, também houve a oportunidade de abrir um espaço de restauração em Torres Vedras, tendo sido o local perfeito para recriar então essa mesma receita secular, de forma a torná-la, digamos que, mais apelativa e exigente, não só a nível estético, mas sobretudo pela imagem de que uma certa pessoa ao degustá-la pela primeira vez, iria com certeza memorizar e querer voltar a ter a mesma experiência!

Portanto, em 2009, o Chef António Amorim conseguiu finalizar todo um processo que tinha durado cerca de 4 anos a chegar ao resultado praticamente atual, para além do facto de ter conseguido abrir a já referida Fábrica do Pastel de Feijão, porém sem tornar o próprio Pastel de Feijão num produto industrializado, ou seja, em que fosse possível confecioná-lo de uma forma totalmente manual e artesanal, logo a sua textura e o sabor continuariam, sem dúvida, a marcar pela diferença!

E, de facto, pela minha própria experiência, quem trinca o primeiro pedaço, sente logo toda a sua cremosidade no interior, mas também a sua textura otimamente crocante por fora…

Acrescente-se ainda que o local onde a mesma loja se encontra, contém, por si só, uma envolvência histórica natural, que é também o registo da doçaria tradicional, logo tende a criar-se uma certa dinâmica com o público que entra e sai com uma caixa cheia de Pastéis de Feijão para oferecer a alguém em especial ou então como recordação do nosso Portugal!

Por isso, o facto deste Pastel de Feijão ter sido implementado inicialmente no tal Restaurante A de Torres Vedras em 2014, só veio chamar à atenção de que o Pastel em questão “era bom demais para estar fechado ali entre quatro paredes e devia de ter outra dimensão”, permitindo-lhe «crescer» e ganhar notoriedade.

E obviamente que, na receita, vão continuar a existir «segredos» por desvendar, sendo que “o cheiro específico do crocante caramelizado é o que atrai muitas vezes as pessoas que desconhecem este produto”, tendo até já sido incluído em guias turísticos da Coreia!

A morada exata é Rua dos Remédios, nº33, ficando nas proximidades do Museu do Fado em Lisboa, cujo horário de atendimento é todos os dias entre as 8h e as 20h, mesmo durante o fim de semana.

No que diz respeito à decoração do espaço da Fábrica do Pastel de Feijão, “foi pensada ao pormenor juntamente com o arquiteto e o designer (…) também para além do Pastel queria que se criasse um ícone que fosse a referência da casa (…) e, sendo o tacho de cobre, a ligação com a doçaria tradicional, estava sujeito a criar uma peça que fosse única e que caracterizasse e realçasse o espaço, daí eu ter idealizado este candeeiro que tenho cá e que tem 72 peças de tachos de cobre de vários tamanhos e 110 kilos de peso (…) e está suspenso (…) foram adquiridos todos em França (…) e de facto é uma das coisas que as pessoas às quais tiram fotografia (…) depois temos um mural em que cada um pode deixar a sua dedicatória ou um comentário, temos todos os tipos de línguas (…) estamos no TripAdvisor, que é uma aplicação válida para quem nos procura e que tem os comentários mais reais possíveis”.

Já agora, fique-se ainda a saber que se “podem fazer encomendas em tamanho XL, é o que se considera um bolo de aniversário (…) para um conjunto de pessoas de família que queiram ter uma experiência diferente”, podendo “encomendar o simples ou com frutos vermelhos, que equivale a 12 unidades do nosso tamanho normal, e isto numa mesa dá um destaque diferente”.

Para além disso, existem outras diversidades para quem acompanha e quer tomar o seu pequeno almoço ou lanche, mas só o Pastel de Feijão é que é o ex-libris da casa!

E «Leve connosco o sabor de Portugal», é aquela frase que “funciona quase como um slogan, porque embora seja uma invenção ou reinvenção do Pastel de Feijão de Torres Vedras tradicional, existem vários, não existe só um, tem cá o cunho da nossa doçaria, ao provar, aquela quantidade do açúcar com o ovo, a amêndoa, tudo isso reúne sabores nossos”, e quem está habituado a outro tipo de doçaria, é quem vai aperceber-se das diferenças e caracterizar isso mesmo como sendo a nossa doçaria e levar consigo, ou seja, “poderá comer e levar, em caixas individuais, ou de 4 ou de 6, que fica mais acessível”.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PURO, o conceito ideal para ser rápido, barato e saudável!

O restaurante PURO foi um projeto que abriu em Lisboa com a assinatura do conhecido Chef António Amorim, no passado dia 17 de outubro, mas que durou cerca de dois anos e meio até ser concretizado, tendo em conta as necessidades do mercado mais atual no que toca ao mais saudável e mais amigo do ambiente!
E assim temos um espaço apto a colocar à disposição de quem entra, de segunda a sábado, entre as 7h e as 20h, diversos tipos de opções, no que toca a pequenos-almoços, almoços ou lanches, para além de um simples sumo ou creme do dia, mas sempre baseados nos produtos mais frescos existentes no mercado, bem como à utilização mínima de açúcar do tipo refinado, produtos com glúten e ainda demasiado calóricos!

«Nós abrimos a 17 de outubro, é recente, mas durou 2 anos e meio a concretizar este projeto (…) fomo-nos então adaptando agora à atualidade, porque, há 2 ou 3 anos atrás, a realidade ao nível do saudável era uma e atualmente é outra (…) tivémos de aprofundar mais hoje em dia as necessidades do mercado e é isso que nós estamos a implementar aqui» (Chef António Amorim)

«Temos um vasto leque de opções de cafetaria e doces: entre bolachas, cookies, biscoitos, bolos de fatia; vamos diversificando diariamente. Temos 2 ou 3 produtos como base, temos o bestseller, uma procura intensiva pelo produto, e vamos criando coisas novas diariamente, também conforme nos aparece ao nível de produto fresco no mercado, caso consigamos transformar isso num mais doce de referência.
 
Depois temos um menu de sumos e smothies, com a escolha do cliente, mas com decomposições distintas, e que vamos experimentando sempre um deles (…) e que não levam açúcar (…) temos sempre o sumo do dia, um creme sem batata também diferente todos os dias» (Chef António Amorim) 
 «Depois temos uma área de “grab and go”, para quem está com mais pressa: está pronto e vamos pondo durante o dia, conforme as horas de maior procura, 3 variedades de sanduiches, 4 variedades de saladas, uma salada de fruta e outra de fruta tropical. Fruta fresca e iogurte, pode-se conjugar isso com um pequeno almoço, para um lanche ou um brunch, depende da opção de cada um, mas entre as compotas, as composições são apenas de 10% de açúcar, não sendo açúcar refinado, granolas, tudo isso é feito cá.
Temos a área de showcooking, que é mais à hora de almoço, em que podem escolher uma massa, uma quinoa ou um grão, um molho dentro do saudável, sempre a abóbora assada com tomilho, azeite extra-virgem com ervas frescas, ou cogumelos com soja, não há adição de natas, e outras coisas demasiado calóricas, depois escolhem 3 ingredientes que vai variando conforme também a oferta maior o mercado» (Chef António Amorim) 
Acrescente-se ainda que existe a possibilidade de se adquirirem bolos inteiros para efeitos de revenda, pois é algo que ainda não está muito disponível no mercado, mas que tem vindo a crescer.
 
E no que diz respeito ao pão que está à venda nas prateleiras, todo ele é cozido em forno de lenha, ou então surgido através da intitulada massa-mãe, de forma a evitar, lá está, a farinha de trigo! 
Por último, no projeto PURO existe igualmente uma vertente social e ecológica, relacionando-se sobretudo com a parte do papel e do tipo de embalagens que é utilizado, como o vidro ou o papel reciclado.
Já agora, no caso do cliente em questão não ter muito tempo para tomar a sua refeição no local, que engloba uma zona interior e uma zona exterior, com acesso a uma pequena esplanada, pode usufruir do serviço “take away“, apesar de lhe ser cobrada uma certa taxa no caso da aquisição das tais embalagens de vidro, obviamente devolvida aquando da sua devolução em loja. 
«Creio que numa fase mais à frente (…) vamos abrir à noite, num registo diferente no serviço ao cliente e num tipo de produtos e ofertas mais amplas (…) também há a previsão para o brunch, ao sábado: são coisas que vão aparecer gradualmente, para perceber também qual é que é o público. 
 
Agora, temos tido opiniões diversas, muita procura para estarmos noutros cantos da cidade, mas isso nós não conseguimos fazer atualmente (…) numa fase num outro registo, a nível empresarial (…) agora é focarmo-nos neste, solidificarmos a marca, não desvirtuar o conceito, e sermos cada vez mais eficientes» (Chef António Amorim) 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O novo espaço Ayalla Sparkling Cakes fica em Odivelas!

Já abriu o novo espaço Ayalla Sparkling Cakes em Odivelas, mais precisamente na Urbanização Colinas do Cruzeiro, tendo a Cozinha Com Rosto passado por lá, para vos contar agora como é que tudo começou e o que é que afinal coloca à disposição dos seus clientes, para os fazer voltar!


Mas ainda antes de passar à entrevista formulada por mim ao próprio mentor do projeto, a quem eu agradeço, desde já, todo o tempo despendido, só para vos fazer uma breve introdução, meus caros leitores deste blog, adianto já que, Chef Pedro Ayalla e Costa, formado em Pastelaria e com um excelente percurso profissional iniciado na indústria hoteleira, optou por, há cerca de dois anos, criar o seu próprio negócio, na área da confeção e venda de bolos e sobremesas do tipo mais arrojado, mas tudo caseiro e igualmente fresco, sem quaisquer corantes ou conservantes.

E, tal como podem verificar abaixo, sem dúvida que o seu trabalho é deveras minucioso, logo imprescindível para se manter o padrão de qualidade que é pretendido, de sabor único e exclusivo!

1.      Afinal de contas, como é que surgiu toda esta ideia de negócio e qual pensa ser o seu verdadeiro contributo aqui para as Colinas do Cruzeiro, em Odivelas? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: A ideia surgiu de uma oportunidade de negócio que, para mim, fazia todo o sentido, o de ir a um Restaurante e ser presenteado com uma Sobremesa de Assinatura e caseira, em vez de muitas congeladas e carregadas de Conservantes e Corantes.
O facto de eu residir aqui, será o meu principal objectivo de ter instalado o meu Atelier aqui… quanto ao resto, serão os moradores da Urbanização que poderão responder!


2.      Qual a origem do nome Ayalla Sparkling Cakes? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: É o meu Nome de Família, o Ayalla… o restante é como eu gosto de olhar para o meu trabalho e adjectivar desta Forma.


3.      E o que é que o inspira mais? Qual é que é o seu maior ídolo pasteleiro?

Chef Pedro Ayalla e Costa: A conjugação de sabores e texturas devidamente. Tenho alguns, mas o Pierre Hermé será como um exemplo a seguir, para além de ídolo.

4.      Durante a sua infância, por acaso, quem é que ajudava mais lá em casa a fazer as sobremesas? Ainda se recorda do seu bolo preferido?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Não era eu decididamente, pois era mais fã de salgados… Adorava os Sonhos e o Bolo Inglês da minha Avó! 


5.      Sendo eu também Professora de Matemática, a sua área requer igualmente muita Aritmética, estou certa?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Certíssima, pois quando a encomenda envolve um grande número de convidados, temos que acertar tudo ao pormenor.


6.      Já agora, complete a frase: “para se ser um bom pasteleiro, o ingrediente principal é…”

Chef Pedro Ayalla e Costa: Colocar muito amor naquilo que fazemos… penso que em tudo o que se faz na Vida, deve ou deveria ser assim!

7.      Tal como refere no seu site, sendo formado em Pastelaria, numa das melhores escolas nacionais, CFPSA, o Chef Pedro Ayalla e Costa realizou também várias especializações em Portugal, em chocolate e em açúcar estirado, mas também em França, com o MasterChef Michalak e com Chef MOF Jean Michel Perruchon, por isso eu pergunto-lhe: o que pensa acerca da Pastelaria em Portugal, comparativamente com a de outros países, nomeadamente com a de França?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Gosto bastante da nossa Pastelaria, contudo acho que é um pouco à volta do Conventual, enquanto que a Francesa nos permite voar e ir mais longe.
Contente fico quando consigo misturar as duas.


8.      No que diz respeito ao seu percurso profissional na Indústria Hoteleira, como é que foi trabalhar, por exemplo, no Hotel Marriot ou no Sana Myriad? O que é que aprendeu aí efetivamente?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Aprende-se a trabalhar em grandes quantidades e com uma grande dinâmica, pois a Cozinha de Hotel não pára. Quanto à responsabilidade do bem servir e ser muito consistente, já era algo que trazia comigo, por isso não tive que aprender. 


9.      Quanto à comercialização das suas sobremesas e bolos frescos e caseiros, notei que não são adicionados quaisquer corantes ou conservantes, querendo isto dizer que se preocupa bastante com a qualidade do que seleciona para fazer as suas receitas, e consequentemente do próprio sabor e textura que se apresenta em cada um dos produtos que coloca à disposição de quem o procura, correto? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: Certíssimo, jamais deixarei de respeitar os produtos que utilizo e, acima de tudo, os meus clientes que nos procuram, pois sabem o tipo de Pastelaria que fazemos e oferecemos.

10.   Pode dizer-nos quais é que têm sido os produtos com maior aceitação por parte do público ao longo do tempo?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Cada vez mais vai existindo a procura de Sobremesas e Bolos que fogem ao standard do pão de ló e doce de ovos, então já existe uma grande procura pelos Frutos Vermelhos e, no nosso caso, o Redvelvet é um dos que mais procura tem.


11.   Por outro lado, também tem conseguido diversos tipos de parceiros, de forma a fazer crescer o seu número de pontos de venda, certo? E onde é que podemos então encontrá-los?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Todos os anos temos criado novas parcerias com Restaurantes que nos garantem também um serviço de excelência, nomeadamente: 

  • Restaurante Dom Feijão
  • Restaurante Marisqueira Queda D´Água
  • Restaurante Alecrim no Prato
  • Restaurante Kasa Mia 
  • Restaurante Flower Power
  • Restaurante Barracão de Alfama

São alguns dos nossos parceiros.


12.   Para finalizar: quais é que são então os seus contactos e qual o tipo de serviços que disponibiliza aos seus clientes?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Os nossos Contactos são: 

telemóvel – 93 6451733

Disponibilizamos um serviço completo de encomendas de Sobremesas e Bolos para Restauração, Eventos, Aniversários e Catering.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Restaurante Fifty-Fifty em Vila de Rei!

Durante as minhas últimas férias de verão, voltei a passar uns dias verdadeiramente relaxantes na zona de Vila de Rei, que fica mesmo no centro de Portugal, tal como podem verificar aqui!
E o que dizer acerca de um restaurante que é também uma loja?
A proprietária de Fifty-Fiftycontou-me como foi possível apostar neste tipo de negócio cruzado há três anos, em que toda a decoração exposta nesse mesmo espaço é relativa à cultura americana dos anos 50 e 60 e está à venda, desde móveis retro, brinquedos antigos, luzes neons, estátuas em fibra, quadros de metal, bombas de gasolina, jukeboxes, slotmachines, malas, latas, copos, ímans, etc, sendo quase tudo original dessa mesma época!
O seu marido já comprava e vendia muitos destes artigos há quase 40 anos, mas Lieve Burssens queria abrir um restaurante. Entretanto, também por viverem na zona circundante desde há 16 anos, decidiram fechar a loja que mantinham na cidade de Tomar, para abrir este novo espaço, aberto fundamentalmente durante a altura do verão, recebendo sobretudo pessoas fora do concelho ou então jovens à noite.
Simplesmente achei a ideia fantástica, cuja ementa é igualmente convidativa a entrar e a usufruir de uma experiência única e exclusiva, que nada choca com o meio envolvente, contendo receitas de todo o mundo, todas deliciosas e muito apetecíveis.
Em resumo: uma viagem no tempo, num local imprevisto, recheado de peças sensacionais e de muito bom gosto e à venda, que somado à simpatia no atendimento e à qualidade da comida a preços razoáveis, vale mesmo a pena visitar!
E se lhe apetecer ficar até ao dia seguinte, ainda pode hospedar-se num dos 4 apartamentos dispostos no mesmo edifício, ou então na intitulada Quinta do Eco, no caso de preferir ficar antes rodeado pela natureza per si, onde pode:

“Aproveitar uma boa refeição, beber um copo, conversar, ler um livro, descansar ao sol… no terraço. Acordar com o canto de pássaros ou mergulhar na piscina…

Fazer passeios pedestres ou ciclismo pelos vales em estradas de terra batida, atravessar as colinas com vistas magníficas…

Fazer visitas à praia fluvial ou castelos próximos, museus ou conventos…

Vila de Rei é então sinónimo de descanso, mas também de artesanato e gastronomia local, praias fluviais e atividades ao ar livre, bem como de boa gente e bons costumes, aparecendo até no Top 20 dos Concelhos com maior Qualidade de Vida, mediante uma notícia publicada no siteda Câmara Municipal de Vila de Rei, datada de 22 de janeiro deste ano, apesar dos incêndios florestais que tanto assolaram o concelho durante o verão do ano passado!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Já abriu o Mercado Biológico Alfazema na Urbanização Colinas do Cruzeiro em Odivelas!

De acordo com o site oficial da Câmara Municipal de Odivelas, conta-se que:
 
«D. Dinis tinha o hábito de deslocar-se à noite a Odivelas ao Mosteiro de S. Dinis e certa noite, sabendo a rainha do que se passava resolveu esperá-lo e quando o rei fazia o seu percurso para o encontro, a rainha interpelou-o e eis que proferiu as seguintes palavras: “- Ide vê-las senhor.” Pelo que, segundo a lenda, a expressão “Ide vê-las”, por evolução, terá dado o nome a Odivelas. Zona essencialmente residencial, Odivelas tornou-se, a partir de meados dos anos 60 do século XX, numa das freguesias mais populosas ao nível de todo o país e até da Europa, cobrindo cerca de 18 km² de área, com uma população perto de 80 mil habitantes.»
E realmente, Odivelas cresceu muito e está ligada à capital por metro, tendo cada vez mais comércio diferenciador no mercado, cujo bairro em questão, Colinas do Cruzeiro, continua a ser bastante requisitado, sendo a urbanização muito moderna e de arquitetura e design de interiores bastante apelativa, para além de se situar muito perto de Lisboa e de ter tudo ao alcance da porta para quem lá vive. 

O novo supermercado biológico, que abrira há cerca de dois meses, na Urbanização Colinas do Cruzeiro, em Odivelas, é também um café com esplanada, sendo, ao mesmo tempo, o segundo espaço da marca Mercado Biológico Alfazema, em que o primeiro já tinha sido aberto durante o ano de 2014, na zona da Estrela, em Lisboa.

E claro que, ao usufruirmos de um conjunto cada vez mais vasto de informações, temas como a agricultura biológica levam a que se partilhe um grande número de experiências e avaliações de certos produtos ou marcas, o que amplia o poder na tomada de decisão de compra por parte dos consumidores!
Atualmente, começa a notar-se que se valorizam mais as características dos alimentos, tais como o sabor e a qualidade nutricional, esperando-se que, com o tempo, se consiga influenciar a própria intensidade de produção dos mesmos, dando origem a novos movimentos de ordem económica, social, cultural e política, por isso concordo com o facto de se continuarem a promover determinadas práticas saudáveis e sustentáveis no nosso quotidiano!

Segundo Mário Rosário, o proprietário, a abertura desta loja em Odivelas surgira como uma grande oportunidade de expansão para a sua marca, partindo-se do pressuposto de que se vai gerindo a ideia de acordo com o bairro onde está instalado, e não a pensar numa localização industrial, ou seja, normalmente, estes tipos de negócios surgem integrados em comunidades, onde o mais importante é a tal ligação que se cria com as pessoas mais próximas. 
Por outro lado, praticamente só existirão supermercados biológicos na linha de Lisboa e de Cascais, querendo isto dizer que, numa linha como a de Odivelas, Loures e Amadora, a prioridade máxima será a de tentar dar resposta às pessoas que nela habitam, no sentido de se tornar numa boa solução em termos de uma alternativa mais próxima e sem grandes preocupações! 
No que diz respeito ao tipo de produtos expostos:
 
«O mercado cá, ainda está bastante incipiente, está no princípio, isto não é uma moda, é uma tendência, portanto irá crescer naturalmente; mas tem de crescer ainda significativamente, para puder responder à oferta e à procura que existe. 
Eu, por exemplo, no princípio do ano até à Páscoa, ainda trabalho com maçãs e pêras nacionais, mas a partir daí, já não há, temos de esperar outra vez pelo verão (…) os produtos hortícolas podem sair durante todo o ano, mas a fruta, como ainda não é suficiente para a procura, ainda não está a fazer o ano, porque ela é apanhada, nós começamos por comercializá-la próximo das colheitas, e depois, toda aquela que não é consumida no imediato é conservada no frio e vamos continuando a consumir, o facto é que a quantidade que existe ainda não cobre o ano todo e portanto, neste momento, tudo quanto é pêras, maçãs (…) já não há, temos que importar (…) são coisas que fazem parte de um cabaz de alimentos e que é difícil não ter.» 
Desta forma, neste estabelecimento, poderá encontrar-se uma grande variedade de  frutas, legumes, carne e peixe frescos, tudo biológico, entre outros artigos de mercearia ou ainda cosméticos e produtos de limpeza, com uma forte aposta no que é nacional! 
Porém, quando há necessidade de se diversificar a oferta existente, acrescenta Mário Rosário que «não se deixa de ir buscar lá fora aquilo que não há cá dentro».
Informo também que o seu horário de funcionamento é entre as 9h e as 20h, de segunda-feira a sábado.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Receita de Salada de Salmão com Couscous e Tzatziki

Tzatziki (em grego: τζατζίκι, do turco cacık) é um acepipe típico da culinária da Grécia e da Turquia, mas também difundido entre outros países da Europa Oriental, Oriente Médio e Índia, sob diferentes denominações e com inúmeras variações regionais: seja quanto à consistência, seja quanto às ervas e especiarias adicionadas à preparação básica, que se compõe de iogurte, pepino e alho. 
 
A palavra grega tzatziki é derivada da palavra turca cacık, que se refere à mesma receita, sendo porém mais diluída, assumindo a consistência de uma sopa fria, que designa uma espécie de chetnim.
Tzatziki à moda da Grécia e Chipre:
É preparado com iogurte, pepino, alho, sal, azeite, pimenta preta e endro, sendo por vezes também acrescentados sumo de limão, salsa, hortelã, dill ou coentro. Os pepinos são transformados em puré e espremidos ou cortados em cubos pequenos. Usam-se frequentemente azeite, azeitonas e outras ervas como complemento. É sempre servido frio.
Os gregos, os cipriotas e os habitantes do Médio Oriente em geral usam este prato como acompanhamento de pratos de carne. A acidez “corta” a gordura. O tzatziki é usado também como molho para souvlaki e gyros, sendo, nesse caso designado como molho de pepino (em especial nos EUA).
No Chipre, o prato é conhecido informalmente como ttalattouri, e as receitas locais geralmente não incluem alho e hortelã. No lado turco de Chipre, o cacık é mais diluído.
Em restaurantes turísticos e fora da Grécia e do Chipre, o tzatziki é frequentemente servido com pão, como parte do primeiro prato de uma refeição.

Tzatziki à moda da índia:
Na Índia, pachadi e raita são variações populares do tzatziki. No Iraque, o tzatziki é chamado jajeek.
Nos EUA, o tzatziki é, por vezes, preparado com natas em vez de iogurte.
 
Tzatziki à moda da Sérvia e Bulgária:
Na Sérvia e na Bulgária, o tzatziki é classificado como salada e se chama snezhanka (“Branca de Neve”).
Uma variação proveniente das montanhas do Cáucaso, típica do Azerbaijão, é chamada ovdukh e usa o iogurte diluído em água, criando assim uma bebida refrescante de verão. No Azerbaijão iraniano, a mesma bebida se chama dukh; em outras regiões do Irã, chama-se mast-o-khiar.
 
Tzatziki à moda da Turquia
É preparado com iogurte, pepino, endro, hortelã, água, vinagre e azeite, entre outros ingredientes possíveis, tais como o pimentão.
É servido frio, em pequenas tigelas. Apresenta, normalmente, uma consistência semelhante a uma sopa, sendo, no entanto, possível prepará-lo mais espesso, adicionando menos água.
Pode ser consumido como acompanhamento, como molho ou isoladamente, como uma sopa.
RECEITA 1: Molho Grego de Iogurtetzatziki
Ingredientes:
  • 1 pepino
  • 5 folhas de hortelã
  • 1 dentes de alho
  • azeite, sal, alecrim e vinagre q.b.
  • sumo de 1/2 limão
  • 1 iogurte natural

Confeção:

1) Preparar o pepino, tirando-lhe as sementes com uma colher de sobremesa, para além da pele; cortar depois o pepino aos pedaços pequenos.

2) Colocar, no processador, o preparado anterior, juntamente com os restantes ingredientes, deixando bater tudo muito bem; reservar no frigorífico até à hora de servir.

RECEITA 2: Salada de Salmão, Cuscus e Tzatziki

Ingredientes:

  • 2 postas de salmão (*)
  • 1 chávena de couscous
  • 100 gr de aipo
  • 1 beterraba
  • salada variada pronta a servir q. b.
  • azeite, sal e pimenta q.b.
  • 1 chávena de avelãs tostadas
  • tzatziki q. b. (ver receita 1)

Confeção:

1) Preparar o salmão: levar as postas de salmão ao forno a 180ºC durante cerca de 40 minutos, juntamente com sal, pimenta e azeite q. b.; depois deve tirar-lhes a pele e as espinhas, para depois ser todo desfiado e reservar.

2) Preparar o couscous: colocar o couscous numa taça, vertendo água a ferver até o cobrir, para além de o temperar com um pouco de azeite; durante algum tempo, deixar  o couscous tapado com película aderente; destapar o couscous, tentando separá-lo com a ajuda de um garfo e reservar.

3) picar as avelãs com a ajuda de uma máquina de cozinha; cortar os talos do aipo em pedaços pequenos; descascar a beterraba com cuidado, de preferência com luvas, porque tinge muito as mãos, para depois ser ralada; reservar tudo.

4) dispor a salada numa taça de vidro por camadas, pela seguinte ordem: tzatziki, beterraba, aipo, couscous, salmão, salada, avelãs; colocar a tampa na taça, mantendo-a no frigorífico até à hora de servir.

(*) Encontra este produto à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas, 
com 5% de desconto, 
bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

Agora, é só dirigir-se à loja e… bom apetite!
Depois… conte-me tudo!

E, já agora, pelas fotografias que eu tirei, pode entender-se que será uma ótima sugestão para levarem na vossa marmita para o trabalho, ou então, por que não preparar esta bendita receita para um bem-disposto piquenique com quem mais gostam, aprovam?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Receita de Salmão Salteado com Massa Macarronete

Salmão é o nome vulgar de várias espécies de peixes da família Salmonidae, que também inclui as trutas, típicos das águas frias do norte da Eurásia e da América. 

Basicamente, é um peixe branco, cujo pigmento vermelho, chamado de astaxantina, é proveniente das algas e dos organismos unicelulares, que são ingeridos pelos camarões do mar; o pigmento é armazenado no músculo do camarão ou na casca. Quando os camarões são comidos pelo salmão, estes também acumulam o pigmento nos seus tecidos adiposos. Como a dieta do salmão é muito variada, o salmão natural toma uma enorme variedade de cores, desde branco ou um cor-de-rosa suave a um vermelho vivo.
O salmão do Oceano Pacífico volta do mar à água doce para se reproduzir, quase sempre ao mesmo rio em que nasceu. À medida que se aproxima a época da procriação, a cabeça do macho muda de forma, alongando e curvando a mandíbula inferior em forma de gancho e a carne ganha uma coloração esbranquiçada. E enquanto que este morre após a reprodução, o salmão do Oceano Atlântico reproduz- se mais do que uma vez.  

Permanece na água doce nos dois ou três primeiros anos de vida antes de ir para o mar; suporta temperaturas baixas em água doce ou salgada. O salmão adulto é alimento de focas, ursos, lobos, tubarões, baleias e seres humanos. A imensa maioria do Salmão do Atlântico disponível no mercado mundial é produzida em cativeiro (quase 99%), enquanto que a maioria do Salmão do Pacífico é capturada em estado selvagem (mais de 80%).
 
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salmão Salteado com Massa Macarronete
Ingredientes: 
  • 400 g de salmão (*)
  • 200 g de massa macarronete
  • 200 g de cogumelos laminados
  • 100 g de tomate cereja
  • 100 molho de espargos
  • 2 dentes de alho
  • azeite, sal, tomilho e pimenta q.b.
  • Sumo de 1/2 limão

Confeção:

1) Tirar a pele e as espinhas ao salmão, para depois ser cortado aos pedaços pequenos; temperar a gosto com sal e pimenta, para além do sumo de limão e dos alhos picados; reservar. 

2) Preparar os espargos, cortando-os aos pedaços, depois de lhes tirar a parte mais fibrosa; lavar os tomates e cortá-los ao meio. 

3) Levar ao lume um tacho com água e sal, para depois cozer a massa, os espargos e os cogumelos, deixando cozinhar tudo durante algum tempo; reservar.

4) Num wok, verter um pouco de azeite, de forma a deixar saltear muito bem os pedaços do salmão e dos tomates; adicionar os espargos, a massa e os cogumelos, envolvendo tudo antes de retirar do lume; servir decorado com tomilho.

(*) Encontra este produto à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas, 
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Depois… conte-me tudo!