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sexta-feira, 11 de maio de 2018

As receitas que faltavam no texto anterior...

A batata-doce (Ipomoea batatas), com origem nos Andes, também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma que da batata, do tomate, etc). 

Existem diversas variedades capazes de serem cultivadas, podendo ser encontrada nas seguintes cores externas: amarela, branca e roxa. Para além disso, ela ainda pode ser classificada de acordo com o seu formato, tamanho, cor interna, doçura, precocidade, cor das folhas e até pela coloração das flores, entre outras:

  • é bastante apreciada pelos desportistas, mas não só, uma vez que é fonte de potássio, vitamina A, C e B1.
  • deve-se evitar o frigorífico na altura em que é preciso armazená-la, pois o frio tornará a sua polpa mais dura, para além de que deve mantê-la longe das cebolas, já que se estiverem juntas, ambas se deterioram mais facilmente.
  • por ser difícil descascá-la, devido ao seu formato irregular, é preferível cozê-la primeiro com a casca, ajudando ao mesmo tempo a preservar os seus nutrientes.
  • as folhas e brotos da batata-doce são igualmente comestíveis após uma breve cozedura 

No que diz respeito ao acompanhamento da “maionese de alho“, decidi escolher este tipo de receita sem qualquer ovo adicionado, já que habitualmente procura-se fazer uma certa emulsão de gordura com a lecitina dos ovos, no sentido de ser especialmente adaptada também para pessoas que excluem quaisquer alimentos de origem animal, como no caso de quem segue o veganismo, sendo ao mesmo tempo um movimento a respeito dos direitos animais que tem vindo a crescer gradualmente:

Em português, se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), excluindo o etari, na formação do termo vegano (substantivo masculino, significando “adepto do veganismo” – feminino, vegana).
 A definição oficial de veganismo é: “O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”.
Dean Ornish é um dos médicos que recomendam uma dieta vegana de poucas gorduras para prevenir e reverter certas doenças degenerativas.
Veganos evitam o uso de cosméticos, produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais.
 O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano (“World Vegan Day”, em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.
Veganos não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer “desporto” que envolva animais “não humanos”. 
Já agora, convido-vos a ler um texto na forma de entrevista já publicada há algum tempo por mim neste blog, mas sem dúvida bastante interessante, acerca de alguém que pratica o vegetarianismo/veganismo e qual a sua relação com a vida e o bem-estar comum:

E não se esqueçam de que o link abaixo ajuda a completar a referida… 

RECEITA 3 – Batata Doce no Forno 

Ingredientes:

  • batatas-doces q. b.
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de colorau
  • 1 colher de chá de orégãos
  • Uma pitada de sal e pimenta preta

Confeção:

1) Ligar o forno a 200ºC.

2) Cortar a batata-doce às rodelas, para logo a seguir misturar tudo muito bem juntamente com os restantes ingredientes.

3) Distribuir as rodelas de batata doce numa forma forrada com papel vegetal, levando depois ao forno durante cerca de 10 minutos.

4) Virar as rodelas de batata doce, para ainda ser levadas novamente ao forno durante mais 10 minutos, de forma a ficarem bem douradas e crocantes por fora e reservar. 

RECEITA 4 – Maionese de Alho (sem ovo) 

Ingredientes:

  • 60 g de pinhões
  • 1/2 colher de sopa de mostarda
  • 4 colheres de sopa de água
  • 1 colher de sopa de vinagre de fruta
  • Sumo de meio limão pequeno
  • 1 dente de alho
  • Uma pitada de sal e pimenta preta

Confeção:

1) Colocar todos os ingredientes no liquidificador e triturar até o molho ficar bem cremoso. 

2) Ajustar os temperos a gosto e, se necessário, adicionar mais água.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nova Receita de Peixe no Blog!

Polme é uma preparação culinária utilizada na fritura de determinados alimentos, sendo uma massa de consistência mole, com a qual se envolvem os alimentos antes de os fritar.
Normalmente, os seus ingredientes principais são: a farinha de trigo, ovo e/ou água
Mas a sua espessura pode variar, existindo polmes mais finos ou mais grossos, consoante a sua composição.

O seu nome deriva do vocábulo latino pulmentu, que significa polpa, podendo também designar os preparados usados para confecionar panquecas e crepes.

Por sua vez, tempura (em japonês てんぷら ou 天麩羅, tenpura) é um prato clássico da culinária portuguesa e exportada para o Japão que a popularizou, que consiste em pedaços fritos de vegetais ou mariscos envoltos num certo polme fino. Para esse mesmo resultado, a respetiva fritura é realizada em óleo bastante quente, durante apenas cerca de dois ou três minutos.

Mas, lá está, este tipo de receita fora introduzido no Japão por missionários portugueses ativos, particularmente na cidade de Nagasaki, fundada igualmente por portugueses, durante o século XVI. 
E a origem mais aceite atualmente para a palavra tempura baseia-se no facto de que os Jesuítas não comiam carne vermelha durante a Quaresma, em latim “ad tempora quadragesimae”, logo preferiam o consumo de vegetais e frutos do mar. Outras hipóteses da origem incluem a palavra tempero e o verbo temperar.

Hoje em dia ainda existe um prato em Portugal muito semelhante à tempura, denominado de peixinhos da horta, que por acaso já foi mencionado por mim neste blog no link abaixo, consistindo resumidamente em fritar pequenos pedaços de feijão-verde envoltos num certo polme mais espesso:

Vamos então passar agora à descrição de uma parte das receitas enumeradas acima, devendo só acrescentar-se o seguinte: mais uma vez, este conjunto de receitas teve o apoio da loja Lota no Bairro, com o respetivo fornecimento das referidas postas de dourada, devidamente limpas e cortadas em postas finas para o efeito pretendido.

E… bom apetite!

RECEITA 1 – Postas Finas de Dourada em Polme de Cerveja

Ingredientes:

  • postas finas de dourada
  • 1 l de óleo vegetal
  • 100 gr de farinha de trigo
  • 100 gr de amido de milho
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 ovo
  • 20 cl de cerveja
  • 1 colher de chá de sal
  • sal e pimenta a gosto

Confeção:

1) Colocar o óleo a aquecer numa panela funda, podendo utilizar-se um termómetro, de forma a ajudar a manter a temperatura pretendida.

2) Fazer o polme de cerveja: numa primeira tigela, misturar bem a farinha de trigo com o amido de milho, o sal e o fermento; numa segunda tigela, bater bem a cerveja com o ovo; misturar bem o conteúdo das duas tigelas.

3) Preparar o peixe: secar bem as postas com a ajuda de um papel absorvente. 

4) Fritar as postas: mergulhar cada uma das postas na tigela com o polme, para depois levar a fritar cuidadosamente no óleo quente; virar a meio do processo, devendo retirar já frito daí a uns 5 minutos, dependendo do tamanho, mais ou menos quando começar a ficar com a cor dourada; colocar numa travessa forrada com papel absorvente e reservar, temperando a gosto com sal e pimenta na altura de servir.

5) Atenção: não encher a panela de fritar com muito peixe, para evitar que a temperatura desça muito, para além de que a massa pode vir a ficar quase ou nada crocante!

RECEITA 2 – Molho de tomate com tomilho 

Ingredientes:

  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 40 gr de manteiga
  • 1 dl de azeite
  • 1 ramo de salsa
  • 2 folhas de louro
  • 500 gr de tomate
  • 1 dl de vinho branco
  • 1 colher de chá de açúcar amarelo
  • sal, pimenta e tomilho q. b.

Confeção: 

1) Descascar e picar as cebolas e os dentes de alho, para depois levar tudo ao lume com a manteiga e o azeite a refogar. 

2) Tirar a pele e as sementes aos tomates, para logo a seguir serem picados e misturados com a cebola e os alhos. 
3) Adicionar o ramo de salsa e as folhas de louro, deixando cozinhar tapado sobre lume brando durante cerca de 20 minutos.

4) Verter o vinho branco a pouco e pouco, para além de juntar o açúcar amarelo e de temperar com sal e pimenta a gosto, deixando ferver a seguir durante mais alguns minutos. 

5) Retirar o ramo de salsa e as folhas de louro, para logo a seguir reduzir tudo a puré com a ajuda de uma varinha mágica. 

6) Perfumar com o tomilho a gosto e reservar.