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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Receita de Salada de Salmão com Couscous e Tzatziki

Tzatziki (em grego: τζατζίκι, do turco cacık) é um acepipe típico da culinária da Grécia e da Turquia, mas também difundido entre outros países da Europa Oriental, Oriente Médio e Índia, sob diferentes denominações e com inúmeras variações regionais: seja quanto à consistência, seja quanto às ervas e especiarias adicionadas à preparação básica, que se compõe de iogurte, pepino e alho. 
 
A palavra grega tzatziki é derivada da palavra turca cacık, que se refere à mesma receita, sendo porém mais diluída, assumindo a consistência de uma sopa fria, que designa uma espécie de chetnim.
Tzatziki à moda da Grécia e Chipre:
É preparado com iogurte, pepino, alho, sal, azeite, pimenta preta e endro, sendo por vezes também acrescentados sumo de limão, salsa, hortelã, dill ou coentro. Os pepinos são transformados em puré e espremidos ou cortados em cubos pequenos. Usam-se frequentemente azeite, azeitonas e outras ervas como complemento. É sempre servido frio.
Os gregos, os cipriotas e os habitantes do Médio Oriente em geral usam este prato como acompanhamento de pratos de carne. A acidez “corta” a gordura. O tzatziki é usado também como molho para souvlaki e gyros, sendo, nesse caso designado como molho de pepino (em especial nos EUA).
No Chipre, o prato é conhecido informalmente como ttalattouri, e as receitas locais geralmente não incluem alho e hortelã. No lado turco de Chipre, o cacık é mais diluído.
Em restaurantes turísticos e fora da Grécia e do Chipre, o tzatziki é frequentemente servido com pão, como parte do primeiro prato de uma refeição.

Tzatziki à moda da índia:
Na Índia, pachadi e raita são variações populares do tzatziki. No Iraque, o tzatziki é chamado jajeek.
Nos EUA, o tzatziki é, por vezes, preparado com natas em vez de iogurte.
 
Tzatziki à moda da Sérvia e Bulgária:
Na Sérvia e na Bulgária, o tzatziki é classificado como salada e se chama snezhanka (“Branca de Neve”).
Uma variação proveniente das montanhas do Cáucaso, típica do Azerbaijão, é chamada ovdukh e usa o iogurte diluído em água, criando assim uma bebida refrescante de verão. No Azerbaijão iraniano, a mesma bebida se chama dukh; em outras regiões do Irã, chama-se mast-o-khiar.
 
Tzatziki à moda da Turquia
É preparado com iogurte, pepino, endro, hortelã, água, vinagre e azeite, entre outros ingredientes possíveis, tais como o pimentão.
É servido frio, em pequenas tigelas. Apresenta, normalmente, uma consistência semelhante a uma sopa, sendo, no entanto, possível prepará-lo mais espesso, adicionando menos água.
Pode ser consumido como acompanhamento, como molho ou isoladamente, como uma sopa.
RECEITA 1: Molho Grego de Iogurtetzatziki
Ingredientes:
  • 1 pepino
  • 5 folhas de hortelã
  • 1 dentes de alho
  • azeite, sal, alecrim e vinagre q.b.
  • sumo de 1/2 limão
  • 1 iogurte natural

Confeção:

1) Preparar o pepino, tirando-lhe as sementes com uma colher de sobremesa, para além da pele; cortar depois o pepino aos pedaços pequenos.

2) Colocar, no processador, o preparado anterior, juntamente com os restantes ingredientes, deixando bater tudo muito bem; reservar no frigorífico até à hora de servir.

RECEITA 2: Salada de Salmão, Cuscus e Tzatziki

Ingredientes:

  • 2 postas de salmão (*)
  • 1 chávena de couscous
  • 100 gr de aipo
  • 1 beterraba
  • salada variada pronta a servir q. b.
  • azeite, sal e pimenta q.b.
  • 1 chávena de avelãs tostadas
  • tzatziki q. b. (ver receita 1)

Confeção:

1) Preparar o salmão: levar as postas de salmão ao forno a 180ºC durante cerca de 40 minutos, juntamente com sal, pimenta e azeite q. b.; depois deve tirar-lhes a pele e as espinhas, para depois ser todo desfiado e reservar.

2) Preparar o couscous: colocar o couscous numa taça, vertendo água a ferver até o cobrir, para além de o temperar com um pouco de azeite; durante algum tempo, deixar  o couscous tapado com película aderente; destapar o couscous, tentando separá-lo com a ajuda de um garfo e reservar.

3) picar as avelãs com a ajuda de uma máquina de cozinha; cortar os talos do aipo em pedaços pequenos; descascar a beterraba com cuidado, de preferência com luvas, porque tinge muito as mãos, para depois ser ralada; reservar tudo.

4) dispor a salada numa taça de vidro por camadas, pela seguinte ordem: tzatziki, beterraba, aipo, couscous, salmão, salada, avelãs; colocar a tampa na taça, mantendo-a no frigorífico até à hora de servir.

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E, já agora, pelas fotografias que eu tirei, pode entender-se que será uma ótima sugestão para levarem na vossa marmita para o trabalho, ou então, por que não preparar esta bendita receita para um bem-disposto piquenique com quem mais gostam, aprovam?

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Receita de Salmão Salteado com Massa Macarronete

Salmão é o nome vulgar de várias espécies de peixes da família Salmonidae, que também inclui as trutas, típicos das águas frias do norte da Eurásia e da América. 

Basicamente, é um peixe branco, cujo pigmento vermelho, chamado de astaxantina, é proveniente das algas e dos organismos unicelulares, que são ingeridos pelos camarões do mar; o pigmento é armazenado no músculo do camarão ou na casca. Quando os camarões são comidos pelo salmão, estes também acumulam o pigmento nos seus tecidos adiposos. Como a dieta do salmão é muito variada, o salmão natural toma uma enorme variedade de cores, desde branco ou um cor-de-rosa suave a um vermelho vivo.
O salmão do Oceano Pacífico volta do mar à água doce para se reproduzir, quase sempre ao mesmo rio em que nasceu. À medida que se aproxima a época da procriação, a cabeça do macho muda de forma, alongando e curvando a mandíbula inferior em forma de gancho e a carne ganha uma coloração esbranquiçada. E enquanto que este morre após a reprodução, o salmão do Oceano Atlântico reproduz- se mais do que uma vez.  

Permanece na água doce nos dois ou três primeiros anos de vida antes de ir para o mar; suporta temperaturas baixas em água doce ou salgada. O salmão adulto é alimento de focas, ursos, lobos, tubarões, baleias e seres humanos. A imensa maioria do Salmão do Atlântico disponível no mercado mundial é produzida em cativeiro (quase 99%), enquanto que a maioria do Salmão do Pacífico é capturada em estado selvagem (mais de 80%).
 
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salmão Salteado com Massa Macarronete
Ingredientes: 
  • 400 g de salmão (*)
  • 200 g de massa macarronete
  • 200 g de cogumelos laminados
  • 100 g de tomate cereja
  • 100 molho de espargos
  • 2 dentes de alho
  • azeite, sal, tomilho e pimenta q.b.
  • Sumo de 1/2 limão

Confeção:

1) Tirar a pele e as espinhas ao salmão, para depois ser cortado aos pedaços pequenos; temperar a gosto com sal e pimenta, para além do sumo de limão e dos alhos picados; reservar. 

2) Preparar os espargos, cortando-os aos pedaços, depois de lhes tirar a parte mais fibrosa; lavar os tomates e cortá-los ao meio. 

3) Levar ao lume um tacho com água e sal, para depois cozer a massa, os espargos e os cogumelos, deixando cozinhar tudo durante algum tempo; reservar.

4) Num wok, verter um pouco de azeite, de forma a deixar saltear muito bem os pedaços do salmão e dos tomates; adicionar os espargos, a massa e os cogumelos, envolvendo tudo antes de retirar do lume; servir decorado com tomilho.

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

A História e a Receita Original de "Bacalhau à Gomes de Sá"!

Bacalhau à Gomes de Sá é um dos pratos tradicionais da culinária portuguesa que recebe o nome do seu próprio criador, da autoria de José Luís Gomes de Sá Júnior, que nasceu no Porto a 7 de Fevereiro de 1851 e que faleceu no ano de 1926. 
Negociante de bacalhau, sediou o seu negócio num armazém da Rua do Muro dos Bacalhoeiros, na Ribeira do Porto, tendo vendido a receita ao seu colega e amigo João, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, localizado na Travessa dos Congregados, na cidade do Porto

A receita original propõe que o bacalhau seja cortado em pequenas lascas amaciadas em leite durante cerca de uma hora e meia a duas horas e que seja cozinhado com azeite, alho, cebola, acompanhado com azeitonas pretas, salsa e ovos cozidos.
Já agora, sabiam que o bacalhau à Gomes de Sá foi um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa?

Este é então um prato originário e típico da cidade do Porto, normalmente acompanhado com Vinho verde tinto ou Vinho do Douro tinto, sendo ao mesmo tempo de preparação relativamente simples e rápida.
Por ser muito apreciado, é um prato que tem também impacto em todo o território português, bem como no Brasil, graças à imigração portuguesa pós-colonial, sobretudo depois dos meados do século XIX

Tais portugueses, vindos maioritariamente do norte daquele país, trouxeram consigo a sua rica gastronomia, de tal modo que este e outros pratos de bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) são consumidos no Brasil (em que o azeite também é um componente omnipresente nessas receitas gastronómicas), como herança cultural das povoações do Norte de Portugal

Por essa razão, o Consul do Brasil no Porto, em 1988, João Frank da Costa, decidiu homenagear o criador da receita, José Luís Gomes de Sá Júnior, mandando colocar uma placa na parede da casa onde nasceu, na Rua do Muro dos Bacalhoeiros. 
Em vários mercados do Brasil, o bacalhau é vendido como Bacalhau do Porto, devido a esta história relacionada com o Bacalhau à Gomes de Sá, o que, muitas vezes, confunde as pessoas, que acabam por pensar que o bacalhau é pescado no Porto.

 A receita original de José Luís Gomes de Sá

Gomes de Sá era um comerciante da cidade do Porto nos finais do século XIX. A ele, se deve esta receita de bacalhau que terá sido criada com os mesmos ingredientes (à exceção do leite) com que, semanalmente, fazia os bolinhos de bacalhau que deliciavam os amigos. 

Com efeito, os ingredientes são os mesmos, mas a receita resulta de uma confeção mais cuidada e de maior requinte, suprimindo a farinha, escalfando o bacalhau no leite, realçando o gosto com a cebola alourada às rodelas e passando o ovo a ser cozido. 
E a mistura dos vários elementos com azeite e a ida ao forno para homogeneizar os sabores concebeu um novo prato: o «Bacalhau à Gomes de Sá».

Alguns conselhos úteis:

  • Devem-se escolher alhos, batatas, cebolas, salsa e azeitonas de boa qualidade: caseiros ou de agricultura biológica, de crescimento lento. Bem como ovos de galinhas caseiras ou de agricultura biológica.
  • Deve-se também escolher leite magro e não leite meio-gordo ou leite gordo, para não ser enjoativo, no amaciamento das lascas de bacalhau.
  • O bacalhau tem de ser sempre bacalhau-do-atlântico, Gadus morhua, de postas grossas, de salga lenta e cura amarela.
  • O azeite deve ser de muito boa qualidade para se obter o sabor original da receita, que tem sido desvirtuada nas últimas décadas, pela maioria dos restaurantes, com receitas que se afastam da original e/ou que utilizam ingredientes com pouco qualidade orgânica, bem como são muitas vezes publicitadas nos «mass media» e nas redes sociais, levando o consumidor comum a confundir essas falsas receitas.

Ingredientes (segundo a receita original de José Luís Gomes de Dá Júnior):

  • postas de bacalhau demolhado
  • batata
  • dentes de alho
  • cebolas
  • ovos cozidos
  • azeite q.b.
  • salsa q.b.
  • azeitonas pretas a gosto
  • leite magro q.b.

Confeção (segundo a receita original de José Luís Gomes de Sá Júnior):

Pega-se no bacalhau demolhado e deita-se numa caçarola. 
Depois, cobre-se tudo com água a ferver, e, depois, tapa-se com uma baeta grossa ou um pedaço de cobertor e deixa-se, então, assim, sem ferver, durante 20 minutos.  

A seguir, ao bacalhau que está na caçarola e que devem ser 2 quilos pesados em cru, tiram-se-lhe todas as espinhas e faz-se em lascas e põe-se num prato fundo, cobrindo-se com leite quente, deixando-o, em infusão, durante uma hora e meia a duas horas. 
Depois, em uma travessa de ir ao forno, deita-se três decilitros de azeite fino do mais fino (isto é essencial), quatro dentes de alho e oito cebolas a alourar.  
Ter já dois quilos de batatas (cortadas, à parte, com casca) às quais se lhes tira a pele e se cortam às rodelas da grossura de um centímetro e bota-se as batatas mais as lascas do bacalhau, que se retiram do leite.  

Põe-se, então, na mesma travessa, no forno, deixando-se ferver tudo, por dez a quinze minutos. 
Serve-se, na mesma travessa, com azeitonas grandes pretas, muito boas, e mais um ramo de salsa muito picada e rodelas de ovo cozido. Deve-se servir bem quente, muito quente.”

A receita é retirada de um manuscrito, atribuído ao próprio José Luís Gomes de Sá, que teria vendido a receita a um seu colega e amigo, João, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, localizado na Travessa dos Congregados, na cidade do Porto, com a deliciosa nota: “João, se alterar qualquer coisa, já não fica capaz“. 
O aviso de que “Deve-se servir bem quente, muito quente” também tem de ser sempre, impreterivelmente, cumprido, para que o prato tenha qualidade!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Uma Receita de Bacalhau e sem Glúten!

Ai que o verão está a quase a chegar e as férias também!
Mas enquanto isso não acontece, que tal prepararmos uma saborosa e saudosa salada de bacalhau, quer seja para levar para o trabalho, quer seja para organizar um maravilhoso e divertido piquenique em família ao ar livre?

Entretanto, espero que aprovem esta minha decisão de escolher ao mesmo tempo uma receita sem glúten, de forma a tornar-se também mais saudável para todos, para além de ser bastante prática e fácil de preparar em casa!

Já agora, as refeições transportadas em frascos preservam todo o seu sabor, bastando transportar o respetivo molho num frasco à parte!

A saber:

A dieta sem glúten é uma dieta que exclui o glúten, uma mistura de proteínas que se encontram naturalmente no endosperma da semente de cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, a cevada, e o centeio, incluindo todas as suas espécies e híbridos (como a espelta, o trigo de Khorasan e o triticale). 
 
O glúten é capaz de causar problemas de saúde em portadores de doenças relacionadas ao glúten, que incluem a doença celíaca, a sensibilidade ao glúten não-celíaca, a ataxia por glúten, a dermatite herpetiforme e a alergia ao trigo. Nesses pacientes, a dieta sem glúten tem se demonstrado um tratamento efetivo. Além disso, pelo menos em alguns casos, a dieta sem glúten pode melhorar os sintomas gastrointestinais e/ou sistêmicos em outras doenças, como na síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, esclerose múltipla ou enteropatia do HIV.

Mas atenção:

As proteínas do glúten apresentam um baixo valor nutricional e biológico e os grãos que contêm glúten não são essenciais para os seres humanos. Porém, uma seleção desorganizada de alimentos e uma escolha incorreta de produtos sem glúten na alimentação, podem levar a certas deficiências nutricionais. A substituição de cereais contendo glúten por farinhas sem glúten em produtos comerciais tradicionalmente produzidos com trigo ou outros cereais contendo glúten, pode levar a uma menor ingestão de alguns nutrientes, como ferro e vitaminas do complexo B. Alguns produtos sem glúten vendidos no mercado não são enriquecidos/fortificados como os alimentos similares com glúten e, frequentemente, apresentam maior teor de lipídios e carboidratos.  

Apesar de serem altamente recomendadas para celíacos, as dietas sem glúten têm sido alvo de estudos. Uma recente pesquisa descobriu que pessoas que adotaram dieta glúten free possuíam níveis mais elevados de mercúrio e arsênico decorrente da contaminação dos campos de produção de arroz (principal substituto do glúten).
Em conclusão:

Uma dieta sem glúten deve ser baseada, naturalmente, em alimentos sem glúten com um bom equilíbrio de micro e macronutrientes. Carne, peixe, ovos, legumes, castanhas, frutas, vegetais, batatas, arroz e mandioca são todos apropriados. Se produtos sem glúten comercialmente preparados forem utilizados, é preferível que se escolham formas enriquecidas ou fortificadas com vitaminas e minerais. Além disso, uma alternativa saudável a esses produtos são os pseudocereais (como a quinoa, o amaranto e o trigo sarraceno), que têm um alto valor nutricional e biológico.
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salada de Bacalhau
Ingredientes:
  • 500 g bacalhau demolhado
  • 300 g favas congeladas pequenas
  • sal, azeite e pimenta q. b.
  • 1 ramo de salsa
  • 1 cenoura
  • 2 dentes de alho
  • 1 cebola
  • 10 tomates cherry
  • 40 g azeitonas pretas cortadas às rodelas

Confeção:

1) Cozer o bacalhau, as favas e as cenouras cortadas às rodelas finas, durante cerca de 15 minutos.

2) Retirar a pele e as espinhas ao bacalhau, para depois ser desfeito em lascas e reservar.

3) Retirar a pele às favas e reservar.

4) Reservar as cenouras. 

5) Laminar a cebola e descascar os alhos e reservar.

6) Fazer o molho: picar a salsa, juntamente com os alhos, o azeite e o sal e pimenta a gosto; reservar.

7) Servir no prato, ou então distribuir por vários frascos de vidro individuais, de forma a levar para o trabalho, em função das seguintes camadas: dispor primeiro as rodelas de cenoura, depois as favas descascadas, o bacalhau disposto em lascas, os tomates cherry cortados ao meio, as azeitonas às rodelas e a cebola laminada, de forma a regar tudo por cima com o molho reservado.

Local de compra do ingrediente principal, o bacalhau, do qual falarei em maior pormenor, num próximo texto aqui no blog:

sexta-feira, 11 de maio de 2018

As receitas que faltavam no texto anterior...

A batata-doce (Ipomoea batatas), com origem nos Andes, também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma que da batata, do tomate, etc). 

Existem diversas variedades capazes de serem cultivadas, podendo ser encontrada nas seguintes cores externas: amarela, branca e roxa. Para além disso, ela ainda pode ser classificada de acordo com o seu formato, tamanho, cor interna, doçura, precocidade, cor das folhas e até pela coloração das flores, entre outras:

  • é bastante apreciada pelos desportistas, mas não só, uma vez que é fonte de potássio, vitamina A, C e B1.
  • deve-se evitar o frigorífico na altura em que é preciso armazená-la, pois o frio tornará a sua polpa mais dura, para além de que deve mantê-la longe das cebolas, já que se estiverem juntas, ambas se deterioram mais facilmente.
  • por ser difícil descascá-la, devido ao seu formato irregular, é preferível cozê-la primeiro com a casca, ajudando ao mesmo tempo a preservar os seus nutrientes.
  • as folhas e brotos da batata-doce são igualmente comestíveis após uma breve cozedura 

No que diz respeito ao acompanhamento da “maionese de alho“, decidi escolher este tipo de receita sem qualquer ovo adicionado, já que habitualmente procura-se fazer uma certa emulsão de gordura com a lecitina dos ovos, no sentido de ser especialmente adaptada também para pessoas que excluem quaisquer alimentos de origem animal, como no caso de quem segue o veganismo, sendo ao mesmo tempo um movimento a respeito dos direitos animais que tem vindo a crescer gradualmente:

Em português, se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), excluindo o etari, na formação do termo vegano (substantivo masculino, significando “adepto do veganismo” – feminino, vegana).
 A definição oficial de veganismo é: “O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”.
Dean Ornish é um dos médicos que recomendam uma dieta vegana de poucas gorduras para prevenir e reverter certas doenças degenerativas.
Veganos evitam o uso de cosméticos, produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais.
 O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano (“World Vegan Day”, em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.
Veganos não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer “desporto” que envolva animais “não humanos”. 
Já agora, convido-vos a ler um texto na forma de entrevista já publicada há algum tempo por mim neste blog, mas sem dúvida bastante interessante, acerca de alguém que pratica o vegetarianismo/veganismo e qual a sua relação com a vida e o bem-estar comum:

E não se esqueçam de que o link abaixo ajuda a completar a referida… 

RECEITA 3 – Batata Doce no Forno 

Ingredientes:

  • batatas-doces q. b.
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de colorau
  • 1 colher de chá de orégãos
  • Uma pitada de sal e pimenta preta

Confeção:

1) Ligar o forno a 200ºC.

2) Cortar a batata-doce às rodelas, para logo a seguir misturar tudo muito bem juntamente com os restantes ingredientes.

3) Distribuir as rodelas de batata doce numa forma forrada com papel vegetal, levando depois ao forno durante cerca de 10 minutos.

4) Virar as rodelas de batata doce, para ainda ser levadas novamente ao forno durante mais 10 minutos, de forma a ficarem bem douradas e crocantes por fora e reservar. 

RECEITA 4 – Maionese de Alho (sem ovo) 

Ingredientes:

  • 60 g de pinhões
  • 1/2 colher de sopa de mostarda
  • 4 colheres de sopa de água
  • 1 colher de sopa de vinagre de fruta
  • Sumo de meio limão pequeno
  • 1 dente de alho
  • Uma pitada de sal e pimenta preta

Confeção:

1) Colocar todos os ingredientes no liquidificador e triturar até o molho ficar bem cremoso. 

2) Ajustar os temperos a gosto e, se necessário, adicionar mais água.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nova Receita de Peixe no Blog!

Polme é uma preparação culinária utilizada na fritura de determinados alimentos, sendo uma massa de consistência mole, com a qual se envolvem os alimentos antes de os fritar.
Normalmente, os seus ingredientes principais são: a farinha de trigo, ovo e/ou água
Mas a sua espessura pode variar, existindo polmes mais finos ou mais grossos, consoante a sua composição.

O seu nome deriva do vocábulo latino pulmentu, que significa polpa, podendo também designar os preparados usados para confecionar panquecas e crepes.

Por sua vez, tempura (em japonês てんぷら ou 天麩羅, tenpura) é um prato clássico da culinária portuguesa e exportada para o Japão que a popularizou, que consiste em pedaços fritos de vegetais ou mariscos envoltos num certo polme fino. Para esse mesmo resultado, a respetiva fritura é realizada em óleo bastante quente, durante apenas cerca de dois ou três minutos.

Mas, lá está, este tipo de receita fora introduzido no Japão por missionários portugueses ativos, particularmente na cidade de Nagasaki, fundada igualmente por portugueses, durante o século XVI. 
E a origem mais aceite atualmente para a palavra tempura baseia-se no facto de que os Jesuítas não comiam carne vermelha durante a Quaresma, em latim “ad tempora quadragesimae”, logo preferiam o consumo de vegetais e frutos do mar. Outras hipóteses da origem incluem a palavra tempero e o verbo temperar.

Hoje em dia ainda existe um prato em Portugal muito semelhante à tempura, denominado de peixinhos da horta, que por acaso já foi mencionado por mim neste blog no link abaixo, consistindo resumidamente em fritar pequenos pedaços de feijão-verde envoltos num certo polme mais espesso:

Vamos então passar agora à descrição de uma parte das receitas enumeradas acima, devendo só acrescentar-se o seguinte: mais uma vez, este conjunto de receitas teve o apoio da loja Lota no Bairro, com o respetivo fornecimento das referidas postas de dourada, devidamente limpas e cortadas em postas finas para o efeito pretendido.

E… bom apetite!

RECEITA 1 – Postas Finas de Dourada em Polme de Cerveja

Ingredientes:

  • postas finas de dourada
  • 1 l de óleo vegetal
  • 100 gr de farinha de trigo
  • 100 gr de amido de milho
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 ovo
  • 20 cl de cerveja
  • 1 colher de chá de sal
  • sal e pimenta a gosto

Confeção:

1) Colocar o óleo a aquecer numa panela funda, podendo utilizar-se um termómetro, de forma a ajudar a manter a temperatura pretendida.

2) Fazer o polme de cerveja: numa primeira tigela, misturar bem a farinha de trigo com o amido de milho, o sal e o fermento; numa segunda tigela, bater bem a cerveja com o ovo; misturar bem o conteúdo das duas tigelas.

3) Preparar o peixe: secar bem as postas com a ajuda de um papel absorvente. 

4) Fritar as postas: mergulhar cada uma das postas na tigela com o polme, para depois levar a fritar cuidadosamente no óleo quente; virar a meio do processo, devendo retirar já frito daí a uns 5 minutos, dependendo do tamanho, mais ou menos quando começar a ficar com a cor dourada; colocar numa travessa forrada com papel absorvente e reservar, temperando a gosto com sal e pimenta na altura de servir.

5) Atenção: não encher a panela de fritar com muito peixe, para evitar que a temperatura desça muito, para além de que a massa pode vir a ficar quase ou nada crocante!

RECEITA 2 – Molho de tomate com tomilho 

Ingredientes:

  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 40 gr de manteiga
  • 1 dl de azeite
  • 1 ramo de salsa
  • 2 folhas de louro
  • 500 gr de tomate
  • 1 dl de vinho branco
  • 1 colher de chá de açúcar amarelo
  • sal, pimenta e tomilho q. b.

Confeção: 

1) Descascar e picar as cebolas e os dentes de alho, para depois levar tudo ao lume com a manteiga e o azeite a refogar. 

2) Tirar a pele e as sementes aos tomates, para logo a seguir serem picados e misturados com a cebola e os alhos. 
3) Adicionar o ramo de salsa e as folhas de louro, deixando cozinhar tapado sobre lume brando durante cerca de 20 minutos.

4) Verter o vinho branco a pouco e pouco, para além de juntar o açúcar amarelo e de temperar com sal e pimenta a gosto, deixando ferver a seguir durante mais alguns minutos. 

5) Retirar o ramo de salsa e as folhas de louro, para logo a seguir reduzir tudo a puré com a ajuda de uma varinha mágica. 

6) Perfumar com o tomilho a gosto e reservar.