segunda-feira, 29 de junho de 2020

CHAKALL RUMA AO ALGARVE

CHEF ARGENTINO ASSUME OS DESTINOS DAS COZINHAS DO HOTEL THE PR1ME ENERGIZE EM MONTE GORDO

O início do verão 2020 traz boas novidades! O The Pr1me Energize, hotel localizado em Monte Gordo, no Algarve, acaba de anunciar o Chef Chakall como novo chef executivo dos seus espaços de restauração: Fuel Restaurant by Chakall, Fuel Rooftop e o The Pr1me Beach Club. A partir de 1 de julho todas as cartas têm o toque inconfundível e criativo do chef argentino e pretendem ser uma celebração dos produtos típicos do Algarve numa fusão com sabores do mundo.  

Esta é a proposta do The Pr1me Energize que recebe Chakall como o novo chef executivo dos diversos espaços de restauração a partir de 1 de julho. Uma carta renovada que trará para a mesa os produtos do mar, mas também da serra algarvia. Dos produtos agrícolas à carne passando ainda pelas influências da cozinha da sua mãe, onde cresceu, ou ainda das inúmeras viagens que tem feito ao longo da vida e que moldaram a sua forma de estar na vida e, claro, na cozinha.





Sopa de cenoura, gengibre e laranja do Algarve, Picanha maturada, Ramen de camarão, Bowl de salmão, Tataki de atum com cuscuz de laranja ou Bacalhau com xarém de figos são algumas das propostas já disponíveis na carta do Fuel Restaurant by Chakall.

A entrada do Chef Chakall nos comandos das cozinhas no The Pr1me Energize é uma aposta de continuidade no foco de uma cozinha saudável, mediterrânica, equilibrada e rica do ponto de vista nutricional, mas com o twist de criatividade característico do chef argentino. Este desafio é também nos doces e sobremesas que refletem um baixo teor de açúcar como é o caso do Brownie de batata doce e alfarroba com gelado de nata, o Bolo de Xarém, amêndoa e pera ou ainda os Alfajores com creme de Alfarroba.

Esta parceria estende-se também a partir de 1 de julho ao The Pr1me Beach Club e ao Fuel Rooftop, espaços privilegiados para desfrutar da praia de Monte Gordo ou do por do sol junto à piscina do hotel.

Segundo Frederico Mira, Diretor do Grupo Prime Hotels, “o convite ao Chef Chakall acontece no ano do terceiro aniversário do Restaurante Fuel. O nosso posicionamento de ‘Eat Good’ foi muito consistente desde o início e faltava alguém que fosse ao encontro deste conceito de uma forma orgânica. O Chef Chakall assina hoje a carta Fuel mas para além da excelência de produtos, técnicas e know how, vemos nele o lifestyle do Fuel: comida saborosa, de qualidade e para ser experienciada com família e amigos num espaço moderno e convidativo, que já ganhou destaque no Algarve!”.

Chakall destaca nesta nova aventura a Sul “os pilares do The Prime Energize ‘sleep well, eat good, be active, experience more’ que me cativaram e desafiaram a criar pratos e experiências que se enquadrassem num estilo de vida coerente com as propostas do hotel. A altura particularmente desafiante que vivemos parece-me adequada a reiterar não só estes princípios, mas também uma cozinha mais sustentável e uma procura pelos produtos locais e genuinamente algarvios que darão um cunho muito particular aos pratos. E depois…. depois temos a praia de Monte Gordo que é um cenário incrível para abraçar este novo projeto!”

Hotel The Prime Energize

Rua de Ceuta, 4

8900 – 435 Monte Gordo

Tel: + 281 001 300 | WhatsApp: +351 918 267 705

E-Mail: rsv.mg@theprimehotels.com I Site: https://www.theprimehotels.com/

Facebook: https://www.facebook.com/PrimeEnergizeMonteGordo/

Instagram: https://www.instagram.com/primeenergizehotels

Restaurante FUEL by Chakall

Diariamente das 12h às 15h e das 18h às 22h

(funcionamento do bar: 7h30 às 00h)

Tel: +351 281 001 306

(fonte: sururu – comunicação e eventos;

(fotos: direitos reservados)

segunda-feira, 22 de junho de 2020

O CAFÉ “CORAÇÃO” KAFFA E A RECEITA DO “BOLO DE BOLACHA”!

Em continuação do texto publicado anteriormente aqui, venho então apresentar a si, meu caro leitor deste Blog, a minha receita escolhida para o “Bolo de Bolacha”!

Mas antes gostaria só de referir alguns aspetos acerca da sua história!

Para começar, o Bolo de Bolacha é um bolo que não vai ao forno, consistindo apenas em Bolachas Maria dispostas em camadas, que, entretanto, foram embebidas em café, intercalando-se tudo com creme de manteiga.

Em segundo lugar, já todos nós sabemos o quanto é que este bolo é popular nas mesas dos lares e restaurantes portugueses, tendo até sido chamado, pelos estrangeiros, de portuguese biscuit cake.

E voltando à questão acerca da origem das tais Bolachas Maria, sabe-se que o chocolate biscuit cake é o bolo preferido da Rainha Isabel II de Inglaterra, bem como do seu caro neto William, que chegou mesmo a escolhê-lo como o seu bolo de noivo (a noiva tinha outro), na verdade muito semelhante ao nosso “salame de chocolate”, tal como se pode ler aqui.

Já agora, também se pode ler aqui que, as intituladas Bolachas Maria foram, por exemplo, muito populares em Espanha, durante o final da Segunda Guerra Mundial. Isto porque, perante o enorme esforço em produzir pão suficiente para a nação espanhola, tendo o trigo sido cultivado intensivamente, deu-se por sua vez origem à produção dessas famosas bolachas, que hoje representam cerca de 40% dos biscoitos mais vendidos na Espanha!

E ainda de acordo com o mesmo link, enumerem-se agora alguns dos bolos similares ao tradicional Bolo de Bolacha português:

  • Na França, as pessoas desfrutam de um bolo que alterna camadas de manteiga mergulhada em ganache de café e chocolate. Este bolo não tem nome oficial, mas muitos de nós ainda nos lembramos, acompanhado por um copo de leite como um presente para depois da escola.
  • Na Itália, o tiramisu consiste em camadas alternadas de joaninhas embebidas em café expresso e creme de mascarpone.
  • Na Islândia, Vínarterta é um bolo de camadas preparado com camadas de biscoitos recheados com ganache de chocolate. Sua particularidade é que ele contém aveia em sua massa.
  • Na Áustria e Hungria, você pode encontrar Esterházy torta! Este bolo foi criado no final do século XIX pelos chefs de pastelaria de Budapeste como uma homenagem ao príncipe Paulo III Anton Esterhazy de Galanthe (1786-1866), diplomata do Império Austro-Húngaro. No entanto, existem variantes diferentes! Na Áustria, este bolo é um bolo de camadas que consiste em camadas de macarons de amêndoa e creme de manteiga com sabor de licor de café ou amaretto. Na Hungria, as amêndoas são substituídas por nozes no macaron. O creme de manteiga também tem sabor, geralmente com licor Kahlua, um licor com sabor de café.
  • Na Rússia, o bolo medovik é obrigatório! Suas camadas ultra finas de bolo contêm mel, geleia de leite alternada ( sgouchonka ) e creme de leite russo rico ( smetana ) entre as camadas. Como no bolo de bolacha, os biscoitos triturados são espalhados no topo do bolo como decoração.
  • Na Baviera, o bolo de camada local é chamado Prinzregententorte. É composto por camadas de biscoitos e creme de manteiga de chocolate. Sua particularidade: geléia de damasco entre as duas últimas camadas e uma cobertura de chocolate espelhada. O Prinzregententorte originalmente apresentava 8 camadas, e cada camada representava um dos 8 distritos da Baviera. Após a Segunda Guerra Mundial, o Estado da Renânia Palatinado foi excluído da Baviera pelo governo militar dos EUA. Desde então, o bolo incluiu 7 camadas de biscoitos.
  • Nos Estados Unidos, esses bolos sem cobertura são muito populares e alguns são conhecidos como bolos de geladeira. Eles vêm em todas as variedades: bolo de caixa de gelo com especiarias de abóbora, bolo de geladeira s’mores, etc.
  • Na Malásia, você pode saborear o bolo batik ( kek batik ), um bolo de biscoitos que não alterna entre camadas de biscoitos e creme de manteiga de chocolate. Este bolo é muito popular durante o Natal e o Eid el Ftair ( Ramadã ).

Para finalizar esta introdução histórica de hoje, e voltando ao artigo escrito aqui, apresentem-se abaixo mais alguns aspetos curiosos, envolvendo digamos que a «evolução» da própria receita do Bolo de Bolacha ao longo do tempo:

A popular revista Tele Culinária e Doçaria, com direção do famoso chefe Silva, que veio a lume em outubro de 1976, apresentou a sua primeira versão de bolo de bolacha no número 298, a 21 de fevereiro de 1983, numa receita enviada por uma leitora de Ponta Delgada, Açores, embora não figure café na sua elaboração, mas chocolate. A segunda entrada far-se-á em 1986, no número Especial de São Martinho, embora uma vez mais difira do bolo de bolacha que melhor conhecemos, na medida em que incorpora as bolachas trituradas ao creme de manteiga, açúcar e café. Seria apenas no número 707, já na década de noventa (número Especial setembro 92), que finalmente apareceria a receita já famosa à época e há muito amplamente utilizada em vários lares.

Numa outra revista de culinária, a igualmente famosa mas mais antiga Banquete (1960-1974), sob a chancela do Gás Cidla e com direção de Maria Emília Cancella de Abreu, poderia estar então a chave da origem do nosso bolo.

Efetivamente, no número 76 (junho de 1966), deparamo-nos com um certame especial: o 1.º Concurso de Doçaria da Casa do Pessoal da Cidla. E – surpresa das surpresas! – a concorrente número sete consegue o terceiro lugar ao nível de sabor (também havia a categoria “aspeto”) com o seu bolo de bolacha, em tudo igual à receita clássica, digamos, deste doce. A receita de bolo de bolacha ainda haveria de surgir uma vez mais na mesma revista, embora com uma variante (acrescentando uma calda de chocolate em detrimento das amêndoas laminadas, no número 87). Teria sido então Maria Adelaide Bernardo a criadora do nosso singular bolo? Ainda por cima, tratando-se de um concurso culinário, a que a premissa “invenção” poderia não ser naturalmente alheia?

A resposta é não. A senhora acima referida limitara-se a seguir uma receita já existente. Com efeito, pouco tempo depois de O Livro de Pantagruel ter sido editado em 1945 pela Editorial O Século – fruto da hercúlea recolha de receitas por Bertha Rosa Limpo –, a Editorial Lavores (criada por Laura Santos no mesmo ano do famoso livro), iniciou a extremamente bem-sucedida publicação de fascículos dedicados à culinária, com a coleção “O Mestre Cozinheiro”. Estes seriam coligidos mais tarde, ainda durante a década de cinquenta, em sucessivas edições de um volumoso livro com o mesmo título e que se prolongariam nas décadas seguintes.”

RECEITA DA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Bolacha

Ingredientes:

  • 250g de manteiga à temperatura ambiente
  • 250g de açúcar em pó
  • Bolachas “Maria” q. b. (ver receita caseira aqui)
  • 2 gemas
  • 2 cápsulas de café “Coração” KAFFA açucarado (ver loja online aqui)

Confeção:

  1. Preparar o café, deixando-o arrefecer.
  2. Bater a manteiga até obter uma textura macia.
  3. Adicionar o açúcar, pouco a pouco, nunca deixando de bater.
  4. Envolver tudo muito bem e acrescentar uma gema de cada vez.
  5. Bater até obter um creme fofo.
  6. Passar a bolacha pelo café, já arrefecido, e intercalar o creme de manteiga com as bolachas, até que os ingredientes acabem.
  7. Finalizar com a camada de creme, polvilhada com bolacha ralada.
  8. Levar ao frigorífico durante algumas horas e servir bem fresco junta-me com café “Coração” KAFFA.

(fonte: https://ncultura.pt/bolo-com-bolacha-maria-3-receitas/)

segunda-feira, 15 de junho de 2020

O Café “Coração” KAFFA e a Receita Caseira das Bolachas “Maria”!

É apaixonado por café? Então, este artigo, e também o próximo que irei publicar assim que for possível, é para si!

E foi por si que eu pensei em confecionar mais uma sobremesa tradicional portuguesa, mas desta vez com o objetivo principal de acompanhar cada gole do seu blend de café “Coração” da marca KAFFA, tendo este um sabor particularmente equilibrado e suave, já que, tal como pode ler aqui, “é produzido através de um sistema agrícola que limita o uso de pesticidas e fertilizantes químicos”.

Portanto, por favor continue a ler este texto e… inspire-se!

Em plena crise do coronavírus, preferencialmente há que fazer a compra de bens essenciais através das plataformas online, evitando, assim, saídas desnecessárias à rua, bem como perder demasiado tempo à espera de entrar num dado supermercado, ainda que seja à porta da nossa loja preferida!

E reafirmo que o café é apenas e só uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, donde se incluem os portugueses!

E foi com grande entusiasmo que recebi, na minha casa, uma embalagem muito especial: 3 tipos de blends de café, denominados de “Namorados”, “Coração” e “Azulejo”, oriundos diretamente das instalações da fábrica da KAFFA, uma empresa portuguesa produtora de café encapsulado, tal como pode reler aqui.

Entretanto, pensei logo em preparar algo igualmente especial, de forma a acompanhar, por exemplo, o tal blend de café “Coração” referido acima, mas que ao mesmo tempo também contivesse café, por que não?

E qual é o doce tipicamente português, qual é ele, que todos nós já certamente experimentámos num restaurante, ou pelo menos durante a nossa infância?

Desde muito pequena que me lembro de ver sempre, nos armários da cozinha situada na casa dos meus pais em Leiria, um ou dois pacotes das enigmáticas “Bolachas Maria”, tendo-me habituado a saboreá-las, por exemplo, com manteiga, ao lanche. Mas havia quem as servisse, às suas crianças mais novas, na forma de papa, para além de que são ótimas para serem degustadas com café ou leite…

E muito embora comecem hoje a considerar que a “Bolacha Maria” é, afinal de contas, um tipo de bolacha menos saudável do que se pensava antes, indiscutivelmente é uma das mais populares e consumidas no mundo inteiro, contemplando a sua própria história!

A bolacha Maria é um tipo muito popular de doce feito com farinha de trigo, açúcar, óleo e essência de baunilha. O nome “Maria” (ou “Marie” em outras línguas) está gravado na superfície, com desenhos intrincados na orla.

A bolacha Maria foi criada em 1874 por um padeiro inglês para comemorar o casamento da grã-duquesa Maria Alexandrovna da Rússia com o Duque de Edimburgo.

Foi muito popular na Guerra Civil Espanhola, durante a qual foi considerada símbolo da prosperidade da economia ao ser produzida com os excedentes de trigo.”

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_(bolacha) )

O padrão intrincado das bolachas Maria é também recorrente em quase todas as bolachas produzidas nos diversos países e é um padrão russo popular na altura do casamento da princesa Maria e ainda pode ser encontrado em vários edifícios.”

(http://www.cognoscomm.com/arquivo/346/maria-bolacha-real/ )

Na minha opinião, com o aumento do consumo de produtos industrializados, é claro que também a “Bolacha Maria” sofreu as suas próprias «adaptações» ao nível de um ou outro ingrediente utilizado, bem como ao nível da receita propriamente dita, variando naturalmente de fabricante para fabricante, ou de região para região.

Por isso mesmo, fiquei decidida em ir para a cozinha e experimentar a fazer “Bolachas Maria Caseiras”!

Por outro lado, sabendo-se que existem variadíssimas receitas de sobremesas portuguesas que têm como base a mesma “Bolacha Maria”, com certeza que já provou o tradicional “Bolo de Bolacha”, mesmo que tenham igualmente decorrido, ao longo do tempo, diversas variações a partir da sua receita original, estou certa?

Desta forma, passo a apresentar a receita das “Bolachas Maria Caseiras”, para, no próximo texto a publicar brevemente, partilhar consigo, meu caro leitor deste Blog, a receita tradicional do “Bolo de Bolacha”, vamos a isso?

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS: Bolacha Maria (receita confecionada na Bimby)

Ingredientes:

  • 250 g de manteiga
  • 250 g de açúcar
  • 2 ovos
  • 750 g de farinha
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • Leite q. b.

Confeção:

  1. Colocar todos os ingredientes no copo da Bimby, exceto o leite, e marcar 1 min, na velocidade espiga, de forma a adicionar, aos poucos, o leite, cerca de 50 g, até a massa ficar feita.
  2. Depois de retirar a massa do copo da Bimby, com as mãos untadas em óleo, formar uma bola, deixando-a repousar, durante algum tempo envolvida em película antiaderente, no frigorífico.
  3. Polvilhar a mesa de trabalho com farinha e estender a massa até ficar mais ou menos fina, para de seguida começar a cortar as bolachas em formato redondo, sugerindo introduzir, ao centro, a palavra “MARIA”.
  4. Colocar as bolachas num tabuleiro de ir de forno coberto com papel vegetal, deixando-as cozer até ficarem ligeiramente douradas a cerca de 180ºC.

(fonte: https://www.petiscos.com/receita.php?recid=15492&catid=33)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

História e Receita da Tarte Tatin de Maçã!

“Reza a história que as irmãs Stephanie e Caroline Tatin assumiram o negócio da família, o Hotel Tatin, após a morte de seu pai. Local famoso na região, já na altura, devido à sua perfeita torta de maçã que se caracterizava por uma cobertura crocante, composta por maçãs macias e caramelizadas!

Um belo dia em que havia muito movimento, Stephanie, uma das irmãs, colocou as maçãs no forno, esquecendo-se da massa!

Quando percebeu o seu erro, tentou recuperar o prato cobrindo as maçãs com massa… E, quando tirou a torta do forno e viu o resultado ficou satisfeita e serviu a torta ainda quente! Um sucesso imediato!”

E tal como se pode ler mais aqui, foi assim que tudo começou, no Vale do Loire, Lamotte-Beuvron, ainda que acidentalmente, a história da tarte mais famosa da França, em 1889: a Tarte Tatin!

Vamos então recriar juntos um dos mais importantes símbolos culturais franceses, sendo ao mesmo tempo uma sobremesa repleta de histórias, texturas e sabores?

Só mais uma pequena nota: sabiam que o Hotel Tatin existe mesmo?? Por favor cliquem aqui!!

A receita da torta de Tatin é muito simples. É preparado com maçãs que são viradas de cabeça para baixo e depois caramelizadas com açúcar e manteiga antes de cozinhar .”

RECEITA DA CATEGORIA DE SOBREMESA: Tarte Tatin de Maçã

Ingredientes:

  • caramelo de compra q. b.

Massa

  • 350 g de farinha
  • sal q. b.
  • 135 g de manteiga amolecida
  • 100 g de açúcar em pó
  • 50 g de farinha de amêndoa
  • 1 ovo

Recheio

  • 1 L de água
  • 250 g de manteiga
  • 6 maçãs
  • 500 g de açúcar

Confeção:

  1. Pré-aquecer o forno a 180° C.
  2. Preparação da massa: colocar, numa batedeira elétrica, a farinha, o sal, a manteiga, o açúcar e a farinha de amêndoa; misturar até obter uma textura de areia; adicionar o ovo e voltar a misturar até formar uma bola de massa; embrulhar em papel vegetal e levar ao frigorífico durante 1 h.
  3. Preparação do recheio: colocar a água num tacho e deixar ferver; adicionar a manteiga e misturar; juntar as maçãs descascadas e cortadas em gomos gordos, bem como o açúcar; deixar cozinhar em lume baixo durante 20 minutos; escorrer cuidadosamente para que as maçãs não se partam e reservar.
  4. Verter o caramelo para uma forma de tarte com 30 cm.
  5. Colocar, por cima do caramelo, os gomos de maçã com a parte mais larga virada para baixo.
  6. Retirar a massa do frigorífico e esticá-la entre duas folhas de papel vegetal, e em seguida cortar um disco um pouco maior do que a forma.
  7. Colocar o disco da massa por cima da forma, empurrando as laterais para dentro.
  8. Levar a tarte ao forno durante cerca de 30 minutos.
  9. Servir a tarte ainda morna.

(fonte: https://www.pingodoce.pt/receitas/tarte-tatin-de-maca/)

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Biscoitos de Aguardente (Alentejo)

Aqui pode ler-se que:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que o consumo diário ideal é cerca de 30g de álcool (etanol), o que corresponde à praticamente duas doses de cachaça.

E, realmente, de acordo com a pesquisa que eu fiz, o consumo regular baixo e moderado de álcool pode trazer alguns benefícios para o nosso organismo:

O consumo moderado reduz consideravelmente o risco de doenças cardiovasculares através da diminuição da formação de placas de gordura nas artérias do coração e melhora do perfil de colesterol (especificamente elevação do HDL, o chamado colesterol bom). Além disso, o consumo de álcool pode ajudar no controle de diabetes melitus tipo 2, aumentar a felicidade, reduzir estresse, melhorar a memória de curto prazo, prevenir doenças cardíacas, aumentar a capacidade de resolver problemas e reduzir riscos de Alzheimer.

As cachaças envelhecidas em barris de madeira também apresentam compostos que possuem propriedades antioxidantes e anticoagulantes. A madeira amendoim, por exemplo, é rica em miricetina, um polifenol capaz de ajudar a reduzir as taxas de câncer de próstata. Já o bálsamo, outra madeira brasileira com propriedades medicinais, é rico em eugenol, composto com propriedades anti-inflamatórias também presente no cravo, canela e noz-moscada.

O consumo responsável da cachaça e de outras bebidas alcóolicas de maneira moderada também possui influência positiva em fatores psicológicos e cognitivos. Estudos indicam maior otimismo, maior expectativa de vida, menos quadros de depressão e vida social mais intensa naqueles que apreciam moderadamente. Já existe também consideráveis evidências de que o consumo moderado melhoram alguns aspectos cognitivos, incluindo memória e a capacidade de fazer contas, como argumenta o estudo científico publicado em 2017 na revista Adaptive Human Behavior and Physiology (para ler a pesquisa na integra)

Entretanto, também descobri aqui, que existe um certo documento da parte do Governo Imperial do Brasil, datado de dezembro de 1865, onde estão mencionadas as regras para a imposição do valor da intitulada «ração de aguardente» destinada às Praças do Exército, incluindo até uma pequena partitura relativa ao toque de corneta aquando da sua distribuição!

Mas atenção que, todas as aguardentes, tais como a vodca, a tequila, o rum, a grappa, o gim ou a cachaça, são bebidas fortemente alcoólicas, obtidas pela fermentação e posterior destilação de mostos açucarados, oriundos do caldo, e/ou de macerados vegetais, dando origem a: aguardentes de frutas (laranja, uva, banana, medronho); aguardente de cereais (cevada, milho, arroz); aguardente de raízes e tubérculos (beterraba, mandioca, batata); aguardente de colmos (cana-de-açúcar e bambu).

E, ainda de acordo com o site Wikipédia, posso acrescentar que:

Em Portugal, há a aguardente bagaceira, vulgo bagaço por ser feita a partir do bagaço de uva, a aguardente de cana de açúcar ou rum agrícola produzido uma vez por ano diretamente do sumo da cana de açúcar na ilha da Madeira e a aguardente vínica, obtida a partir de vinho, esta última usando um processo semelhante ao do conhaque francês, é muitas vezes envelhecida em pipas de carvalho, tomando então uma coloração amarelada e um sabor e aroma característico, passando a designar-se aguardente velha. O rum agrícola da Madeira também muitas vezes é envelhecido em pipas de vinho Madeira ou de Carvalho Francês.

Alguns relatos contam que os antigos egípcios foram os primeiros povos a utilizar vapores de líquidos fermentados e aromatizados para cura de diversos tipos de moléstias. Os gregos registam o processo da ácqua ardens. A água que pega fogo, ou seja, pressupõe, ter vindo daí a denominação aguardente utilizada até hoje. Nos registos do Tratado de Ciências escrito por Plínio, o velho, que viveu entre os anos de 23 e 79 depois de Cristo, ele conta que apanha o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira, com um pedaço de lã.

Embora os Egípcios tivessem sido os primeiros a construir alambiques, cujos desenhos adornam um velho templo de Mênfis, foi da língua Árabe que nasceram os termos alambique (al ambic) e álcool (al cóhol), significando, o primeiro, vaso destilatório, e, o segundo, exprime a ideia de ténue e subtil, significando vapores de destilação. Com a expansão do Império romano a aguardente chega a Europa e ao Oriente Médio. Sendo assim, os árabes desenvolveram os primeiros equipamentos para destilação, os famosos alambiques, semelhantes aos utilizados até hoje. A partir daí a aguardente vai parar às mãos dos alquimistas que lhe atribuem propriedades místico-medicinais (Água da longevidade, elixir da longevidade).

Mas foi na Idade Média, em 1250, que Arnaut de Villeneuve estudou a destilação do vinho e descobriu o espírito («l’esprit») que ele contém, seguindo-se um seu contemporâneo, Raymond Lulle, que preparou a aguardente (l’eau ardente), obtendo-a após 3 a 4 estilações consecutivas, em fogo muito lento; o espírito do vinho foi designado «quintessence», sendo as quatro primeiras essências a Terra, a Água, o Ar e o Fogo.

Consequentemente, a aguardente também tem sido utilizada, ao longo dos tempos, para diversos fins culinários, chamando-vos hoje à atenção para o caso da doçaria tradicional portuguesa, dando como exemplo a receita dos chamados “Biscoitos de azeite“, bastante típica da zona do Alto Alentejo!

Vamos aprender como se fazem?

E uma vez que hoje é o Dia Mundial da Criança, 1 de junho, tal como se pode ler aqui e acolá, por que não pegarem nas vossas crianças e levá-las hoje para a cozinha?

De certeza que vão adorar!

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Biscoitos de Aguardente (Alentejo)

Ingredientes:

  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 125 g de açúcar
  • 125 ml de azeite morno
  • 4 ovos 
  • 5 colheres de sopa de aguardente
  • 600 g de farinha de trigo
  • raspas de 1 limão

Confeção:

  1. Bater os ovos com o açúcar, até obter um creme fofo;
  2. Juntar o azeite morno, a aguardente e as rapas do limão;
  3. Acrescentar, aos poucos, ao preparado anterior, a farinha de trigo já previamente misturada com o fermento, e mexer tudo muito bem;
  4. Ligue o forno a 180º C.
  5. Untar as mão com um pouco de azeite, só para ser mais fácil moldar os biscoitos, em forma de argola com as pontas sobrepostas.
  6. Levar os biscoitos a cozer no forno, num tabuleiro forrado com papel vegetal, até estarem dourados.

(fonte: http://www.docesregionais.com/biscoitos-de-aguardente-alentejo/)