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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

It´s my 40th Birthay: Oreo Drip Cake!

Nem acredito que hoje faço… 40 anos!! Uffa, como a vida passa a correr: passam-se dias, passam-se semanas, passam-se meses, passam-se anos, até que, de repente, acordamos e pensamos… “mas que loucura é esta, já vivi quatro décadas, ou melhor, já vivi quase meio século?!”

Mas, digamos que, estou pronta para o que der e vier daqui para a frente, pois, ao olhar-me ao espelho hoje logo de manhã, deparei-me com alguém capaz de continuar a torcer pelos seus próprios sonhos e sempre de mãos dadas com quem lhe quer bem e por quem sente amor de verdade!

Eu acredito que esta vida é uma curta-metragem, um bilhete de ida para uma outra vida ainda melhor e mais demorada num tempo sem tempo, logo sem volta; portanto, não há que desanimar, que venham muitas mais décadas, pois estou predisposta a viver tudo quanto foi “reservado” para mim!

E é desta forma que vos presenteio com um bolo, o meu bolo de aniversário dos 40 anos, mas o meu primeiro… Oreo Drip Cake, parabéns a vocês também!

E um muito obrigada a todos os meus leitores, por continuarem a abraçar este meu projeto Cozinha Com Rosto, pois é algo em que eu consigo também realizar-me como “pessoa”, tendo-o começado a realizar durante a minha… 30.ª década! 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Oreo Drip Cake

Ingredientes:

Massa:

  • 400 gr de manteiga
  • 400 gr de açúcar
  • 8 ovos
  • 325 gr de farinha
  • 75 gr de cacau em pó
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 4 colheres de sopa de leite 

Recheio e cobertura (Oreo buttercream):

  • 300 gr de manteiga à temperatura ambiente
  • 650 gr de açúcar em pó
  • 1 embalagem de Oreos
  • 4 colheres de sopa de leite

Decoração:

  • 200 gr de chocolate
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • Oreos inteiros e esmagados q. b.

Confeção:

Massa:

  1. Aquecer o forno a 180 ºC e forrar três formas de bolo de 20 cm com papel manteiga no fundo.
  2. Numa batedeira, bater a manteiga e o açúcar até ficar leve e fofo, para depois adicionar, aos poucos, a farinha, o cacau em pó, os ovos batidos e o fermento em pó, batendo novamente a seguir; mais tarde, verter o leite e misturar tudo muito bem.
  3. Distribuir a mistura pelas três formas reservadas, para depois as levar ao forno cerca de 30 minutos, devendo esperar alguns minutos antes de mais tarde os retirar das ditas formas, de forma a deixá-los arrefecer numa grade virados para baixo

Recheio, cobertura e decoração:

  1. Numa batedeira, deixar bater a manteiga muito bem, durante vários minutos, porque só depois é que se deve adicionar o açúcar fino, aos poucos, continuando sempre a bater, até que esteja tudo muito bem misturado, com uma textura esponjosa e uma tonalidade esbranquiçada.
  2. Picar o pacote de Oreo até uma migalha fina, para em seguida acrescentar ao preparado anterior, deixando bater tudo mais uma vez até ficar um creme homogéneo antes de verter o leite, de forma a criar uma certa consistência.
  3. Colocar o primeiro bolo no prato de servir, e ainda virado para baixo, para depois espalhar um pouco do creme de manteiga anterior por cima; adicionar o segundo bolo por cima e, em seguida, cobrir novamente com um pouco do mesmo creme; fazer o mesmo com o terceiro bolo.
  4. Continuar a espalhar uma camada fina do creme de manteiga anterior em redor de todo o bolo agora composto pelas três camadas, para depois o levar ao frigorífico cerca de 10 minutos antes de colocar uma segunda camada.  
    5) Derreter o chocolate e adicione o óleo, batendo tudo muito bem até obter uma consistência drippy; quando arrefecer, com algum tipo de utensílio, verter delicadamente umas pequenas “gotículas” em volta da borda de todo o bolo, de forma a fazer o efeito nas fotografias ao longo deste texto.
  5. Preencher o topo do bolo com o resto do chocolate e levar ao frigorífico cerca de 10 minutos antes de fazer, a gosto, algumas pequenas rosetas ainda com o que sobrou do creme de manteiga no topo do bolo, para além de adicionar Oreos inteiro e ainda polvilhar tudo com alguns Oreos esmagados, conforme podem verificar nas imagens.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Um conto de Natal + uma receita de Bolachas de Gengibre e Canela

MARIA LUÍSA E O TRÁGICO ACIDENTE

Lá estava ela sentada no parapeito da janela do seu quarto, a olhar para longe, para muito longe…

O sol, esse, radiante como sempre, já ía alto, como que desejoso de atingir à pressa o cume da montanha mais alta do mundo. Mesmo assim, ainda se fazia sentir uma certa maresia no ar, com um forte sabor a doce e a azedo ao mesmo tempo, a passar pelos seus lábios carnudos pintados de um vermelho discreto, muito embora as papilas gustativas, as nomeadamente presentes no seu nariz esguio, apelassem à boa sardinha assada, gorda, pingando sobre o pão, de pele solta e carne firme: este era, sem dúvida, o grande almoço habitual às segundas feiras, ora o dia mais propenso à apanha certeira desse tipo de peixe por parte dos pescadores da praia da Nazaré, onde se incluiria, desde que se lembra, o seu querido avô paterno, bem para lá do fenómeno cada vez mais conhecido das ondas gigantes liderado pelo surfista havaiano Garrett McNamara aquando o ano de 2011!

E, de repente, o vento quebrara-lhe o silêncio e Maria Luísa quase cai para trás – “Ops! Tombei o cavalete com a minha tela pintada de fresco!”. Pois bem, Maria Luísa é de facto o seu nome, porém tem uma péssima relação com o passado, preferindo falar, de uma forma bastante insistente até, do amanhã e do dia depois do amanhã…

Em boa verdade vos digo: os avós paternos tomaram a decisão certa de a adotarem como filha, continuando a dar-lhe tudo o que podem e não podem, ainda que não tenham muitas posses, desde aquele dia trágico do acidente de viação, em que perdera, para sempre, ambos os seus pais. Maria Luísa também não tem quaisquer irmãos, sendo o seu maior sonho o de dar a volta ao mundo de barco à vela, em busca do tempo perdido, sendo unicamente guiada pelas estrelas e planetas durante a noite e pelas gaivotas e golfinhos durante o dia. Debaixo da sua cama esconderá, certamente, o seu mais pequeno diário, repleto de todas aquelas fotografias envelhecidas e a cheirar a mofo, em que ela própria procura isolar-se, interpretando esta vida presente unicamente como a passagem para uma vida melhor!

De facto, a praia da Nazaré passara a ser a sua nova morada desde aquele dia horrendo de regresso a Viseu, a sua terra natal, em que viajava no banco de trás do carro, sentada numa daquelas cadeirinhas adaptadas às suas recentes 6 primaveras. Já de seguida, apresenta-se o relato de toda esta vivência, retirado então do lugar mais íntimo para uma jovem adolescente de 16 anos, o seu diário: 

«Foi um dia horrível, aquele em que eu ficara para sempre sozinha, a partir do momento em que outro carro se aproximara violentamente… só sei que cerrei fortemente os olhos… não me lembro de mais nada, pois só acordei muito tempo depois, já deitada de barriga para cima, numa maca, nas urgências de um hospital qualquer, rodeada por várias pessoas vestidas de branco… sentia-me severamente perturbada, excessivamente perturbada… perguntei logo se por acaso alguém tinha visto o meu urso de peluche, que eu trazia agarrado ao meu pescoço… mas, infelizmente, só me deram a notícia mais inimaginável deste mundo: “Maria Luísa, é esse o teu nome, certo? Muito bem, vou dar-te uma notícia muito triste, mas tu és uma menina forte e os teus avós estão ali à espera que eu lhes dê a devida permissão para virem até cá rodearem-te de muitos beijinhos; e descansa que eles trouxeram o teu ursinho de peluche preferido! O que aconteceu foi que, infelizmente, os teus pais já não poderão estar mais contigo, mas em contrapartida irão estar à tua espera num lugar muito mais bonito, perfumado, quem sabe até pelas flores mais belas do teu jardim, onde a partir de hoje irás passar a viver, rodeada de sol e mar, podendo ir à praia todos os dias… olha que sorte!” Ou seja, o tal embate fora de tal maneira violento, que todos os vidros se partiram de imediato e todos os pneus rebentaram num estrondo só, para além do facto de que logo a seguir o carro fora exatamente lançado ao encontro de uma daquelas árvores à beira da estrada, não conseguindo, os meus pais, resistir mais… o meu pavor ultrapassara quase todos os limites…»

E foi assim que, quando lhe deram a tão ansiosa «alta», Maria Luísa desatou num ataque de choro inconsolável ao colo da sua avó Alice Medeiros, mãe do seu pai Joaquim Sousa, um homem bom e honesto, cuidador dos seus, bem como a sua mãe, Joana Sousa, uma mulher bastante simples, e muito bonita, por sinal, com os seus longos cabelos negros. 

E, no momento exato em que calhara a colocar os pés descalços sobre o chão frio de mármore do dito hospital, surtiu um efeito tão catastrófico dentro de si, que acabou por sucumbir de vez nos braços trémulos, agora os do seu avô, humedecidos pela acidez das próprias lágrimas que iam caindo entre os dois, deixando de conseguir exclamar qualquer palavra ou ditongo a partir dali, que desconsolo!

Mas o médico explicava-lhes que, por se tratar de uma situação deveras traumatizante para a idade dela, tinha-se de dar tempo ao tempo, havendo sempre uma esperança para a menina voltar a falar tal como antigamente: “Olá D. Ana, como vai a vizinha? E o Sonecas, esse gato matreiro, já fez maldades outra vez? Posso fazer-lhe uma festinha? Posso levá-lo comigo?

Entretanto, o sino da igreja começou a tocar, era meio-dia em ponto; ou seria antes alguém a bater à porta do lado de fora do quarto, já que se encontrava trancada à chave? Maria Luísa levantou-se, portanto, algo interrogada, dando um pequeno jeito às tradicionais «sete saias» que lhe apetecera vestir, pois aquele era o seu dia de aniversário, mas também dia de Natal. Depois apressou-se a rodar a chave e… “Parabéns Luisinha! Um beijo grande pelos teus 16 anos! Viva!”. E foi o abraço mais afetuoso que sentira até àquele dia, tratando-se do seu avô, e logo a seguir da sua avó, não sabendo muito bem o porquê de todas aquelas sensações novas.

Para finalizar esta pequena história, em resultado deste momento tão afetuoso entre estas três magníficas personagens, Maria Luísa exclama, “Obrigada, vocês são os melhores pais do mundo!

Termino então, desta forma surpresa, com todos a rirem-se às gargalhadas, como se o mundo não existisse mais, bem para além daquela esfera harmoniosa, em volta dos seus corpos unidos, para logo a seguir enfeitarem a árvore de Natal em conjunto e trocarem presentes entre si, nomeadamente as típicas Bolachas de Gengibre e Canela, tão absolutamente irresistíveis, sejam elas simples ou decoradas, para servir na mesa de Natal ou oferecer a quem mais amamos, uma tradição absolutamente natalícia tanto na América do Norte como na Europa, tendo surgido como prenda na Rússia, durante o século IX, mas também através da própria Rainha Isabel I, de Inglaterra, ao decidir mandar fazer, para uma festa de Natal, estes mesmos biscoitos com a cara dos convidados…

E assim viveram felizes para sempre!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O PROJETO “GRAMAS COM SABOR”

Eles são a Isa e o Tiago, fundadores do projeto “No Gramas com Sabor, tudo é feito com Amor”, onde acima de tudo sentem uma grande paixão pelo que fazem, desde o primeiro dia em que se sentaram e decidiram ir para a frente, não existindo qualquer lugar a arrependimentos! 

Eu posso comprovar que eles fazem um trabalho excelente, francamente digno de qualquer um saborear, transparecendo isso mesmo em todas as Bolachas ou Empadas que vendem, bem como nos próprios olhares de todos os seus clientes que, por exemplo, decidam vir até cá, tal como eu, à Praça da Fruta das Caldas da Rainha!

Tudo começou porque Tiago Ferreira sempre gostou muito de cozinhar e de estudar, para além de, entre outras coisas, assistir a programas de televisão, a partir dos quais tentava sempre retirar algumas ideias para mais tarde experimentar. E como ao mesmo tempo apreciava bastante tanto empadas como bolachas, então, “por que não…”, pensou ele, criar as suas próprias receitas, procurando juntar todos aqueles sabores que já conseguia fazer?!
Ou seja, nas próprias palavras de Isa Nobre, licenciada em Artes Gráficas, logo mais ligada às respetivas questões de comunicação/marketing com os clientes, “acima de tudo, o Tiago é um autodidata (…) eu também vou para a cozinha, mas ele é que é o mentor (…) ele é que coloca os recheios, os condimentos e tudo mais”, acrescentando logo a seguir que, “a nível da segurança alimentar, nós somos 100% rígidos e temos a certeza de que é por aqui que se deve seguir, porque só assim é que se faz a diferença (…) pois não é só ter os produtos diferenciados, mas também serem produtos bons e que estejam sempre com aquela qualidade ótima dirigida ao nosso consumidor final”.
De facto, todo aquele tipo de clientes que começa a aparecer regularmente numa determinada loja, de certa forma preocupar-se-á cada vez mais com a própria qualidade dos produtos que vai selecionando e, tal como a Isa depois referiu, “a maior parte da matéria prima é comprada aqui (…) o único mercado ao ar livre que funciona todos os dias em Portugal”.
 
Na verdade, continuava Isa, “o Gramas com Sabor já existe há sensivelmente 4 anos (…) 4 anos de muito trabalho, de muita dedicação (…) e vimos os nossos clientes voltarem, é muito gratificante (…) aqui na praça estamos há 2 anos”, mas normalmente só durante as sextas feiras, sábados e domingos. 
Entretanto, eu perguntava-lhes quais é que eram afinal os produtos mais vendidos, ao qual responderam prontamente que se, por um lado, eram as Bolachas Leonores, estas por sua vez criadas em honra da Rainha D. Leonor, compostas por maçã desidratada e canela, dizendo respeito a um produto lançado durante o ano passado aquando da Feira dos Frutos, que ocorre sempre no mês de agosto nas Caldas da Rainha, por outro lado, eram as Empadas de Carapau de Escabeche, que curiosamente tinham resultado a partir de uma fascinante receita pertencente à avó da própria Isa!
Ou seja, tal como depois o Tiago também explicou, um dos grandes objetivos dos dois é reeditar as receitas de antigamente, pois se Portugal possui centenas de anos de história, então importará trazer-se para o presente centenas de anos de tradições, com o único grande dever de integrar culturas e gerações, sendo “tudo feito de forma artesanal”. 
Depois temos outros sabores” – e lá continuava o Tiago a falar do tipo de bolachas que costumavam vender – “temos manteiga de amendoim com chocolate, temos de aveia com avelã, temos de gengibre com melaço e açúcar mascavado (…) também as de laranja com sementes de papoila”. 
Daqui importa realçar que ambos se preocupam ainda com a criação de produtos verdadeiramente alternativos e igualmente saudáveis, sublinhando depois a Isa que “nós gostamos de ser arrojados!”.

Para finalizar, o blogue www.gramascomsabor.com é onde Isa e Tiago partilham também certas dicas úteis, colocando o seu público a par de todas as novidades, para além de variados eBooksa ver com receitas culinárias e do facto de até existir a possibilidade de se fazerem encomendas, no caso concreto das Bolachas, através da loja online loja.gramascomsabor.com, de forma a que, cada pessoa, para não ter que telefonar, enviar email ou mensagem pelo Facebook, como terá de acontecer necessariamente no caso das Empadas, por este se tratar de um tipo de produto perecível, logo só entregue pessoalmente pelos próprios, apenas escolha, compre, pague e receba a encomenda em sua casa, no prazo entre 3 a 5 dias, através de uma empresa transportadora.