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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O Pão de Ló da minha Infância!

É com imenso carinho que recordo parte da minha infância, juntamente com a minha mãe, na cozinha da antiga casa de Leiria…

E era com todo o gosto que, por exemplo, a ajudava a preparar a massa dos bolos para os dias de festa, ou simplesmente para o almoço de domingo…

Depois, como ainda não havia computadores, consolas ou quaisquer telemóveis, gostava de ir para a rua brincar com as minhas bonecas, ou então de andar de baloiço com as minhas amigas, bem como de jogar com elas ao “elástico” ou ao “lencinho”…

Só sei que é sempre uma grande alegria, sobretudo na altura em que o bolo vai para o forno, pois é nessa altura exata que, cá em casa, se pega na tigela de bater a massa e existe a grande oportunidade de, recordando os tempos de outrora, digamos que, «provar» a massa crua, bem como aquela que ainda resta na espátula intitulada de Salazar:

«Em Portugal, termo sábio que vem mais uma vez demonstrar a enorme capacidade criativa do Zé Povinho, sabendo fazer a analogia perfeita entre um utensílio que tem por finalidade evitar o desperdício, limpando ou rapando tudo e não deixando nada, e o homem que, à altura, tinha sido Ministro das Finanças (Fazenda) e depois Presidente do Conselho de Ministros que liderou durante 40 anos, e … outras histórias que agora não são para aqui chamadas.” (Neves, AJ)»

Pois bem: agora contem-me lá, meus caros leitores deste Blog, qual é que é, afinal, o bolo tradicional que só leva ovos, farinha e açúcar?

É o… Pão de Ló:

«Pensa-se que surgiu como doce conventual em Ovar e que a sua confecção é anterior ao século XVIII. “ló” significa escumilha, isto é um tecido fino e transparente, mas também, e isto é que é interessante, significa o lado onde sopra o vento, ou seja o barlavento. Pensa-se que de início, o pão-de-ló era apelidado de “bolo de castela” e que só depois foi nomeado de “ló”. Seja como for nos dois casos o nome evoca a sua característica de leveza. Quando os portugueses chegaram ao Japão em 1541, tendo sido os primeiros europeus a embarcarem nessa ilha, os nipônicos adoptaram esse bolo de “castela” e chamaram-no de Kasutera ou Kastera (correspondendo estas formas a dificuldades de dicção). Em França este tipo de bolo é chamado de genovês ou “genoise” e pensa-se que a sua origem vem do Gênova, no norte da Itália. Já na Itália, chama-se “Pan di spagna”, ou seja pão de Espanha. No Reino Unido tem o nome de “sponge cake”.»

É que nem é preciso adicionar-se qualquer tipo de fermento, bastando bater-se a respetiva massa cerca de 30 minutos!

E se, por acaso, tiverem, na vossa casa, as formas de barro, tanto melhor, porque o resultado será ainda mais próximo do original, bem como a possibilidade de utilizarem um forno a lenha, tal como podem ver aqui!

Então não percamos mais tempo e vamos já para a cozinha preparar este belíssimo bolo, pode ser?

Só uma pequena nota antes: dependendo do gosto de cada um, e naturalmente da receita que é utilizada por cada região do nosso lindo país (Pão de Ló de Ovar, de Margaride, de Alfeizeirão, etc), para além do facto de também servir de base para outros doces (fofos de Belas, sopa dourada, etc), aconselho-vos vivamente a deixarem a massa cozer no forno só até entre 15 a 20 minutos, de forma a ficar ainda húmido por dentro.

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Pão de Ló

Ingredientes:

  • 4 gemas de ovo
  • 4 ovos inteiros
  • 1/2 de colher de café de sal
  • 220 g de açúcar
  • açúcar em pó q. b.
  • 155 g de farinha de trigo

Confeção:

  1. Aquecer o fogo a 180º C;
  2. Preparar a forma do bolo, forrando-a com folhas de papel vegetal, para criar o formato tradicional do Pão de Ló e reservar;
  3. Bater as gemas e os ovos com o sal por 30 minutos, com uma batedeira elétrica em velocidade alta;
  4. Juntar o açúcar e bater por mais dez minutos;
  5. Polvilhar a farinha por cima da massa e misturar com uma espátula, fazendo movimentos circulares do fundo para cima até a farinha ser absorvida;
  6. Verter a massa na forma, com cuidado, para depois a colocar no forno cerca de 20 minutos, tapando-a ainda, com algum jeito, com uma folha de papel de alumínio;
  7. Retirar o bolo do forno e servir com um pouco de açúcar em pó por cima, devendo-se, por tradição, partir-se à mão em vez de se cortar com a faca.

(fontes: https://www.cozinhadamarcia.com.br/receitas/pes/pao-de-lo-portugues,

http://etimoteca.blogspot.com/2011/12/pao-do-lo.html,

https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/salazar/595/)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Gelado de Morango coberto de Chocolate e Pistachos Picados

E se terminámos o mês de janeiro com grande instabilidade, chuva e vento forte, parece que começámos o mês de fevereiro numa espécie de… “verão no inverno”, tal como se pode demonstrar pelas altas temperaturas registadas, por agora, em Portugal e grande parte da Europa!

Mas qual é que é, afinal, o motivo para tamanha anomalia, ao nível da subida de temperatura nesta altura do ano?

Pode ler-se aqui que:

“Segundo os meteorologistas, tal situação dever-se-ia ao chamado jet stream, ou corrente de jato que caso se desenvolva poderá apresentar ondulações muito pronunciadas. Com isto, o cenário é de altas pressões atmosféricas, que bloqueia a passagem de correntes de ar mais frio.”

Portanto, nada melhor do que aproveitarmos a época e… deliciarmo-nos com um bom gelado de morango coberto de chocolate e pistachos picados, não é verdade?

Vamos então passar já à receita, sendo bastante simples, apesar de ter de ser planeada algumas horas antes de servir, nomeadamente devido ao tempo necessário para os ditos gelados permanecerem no congelador até solidificarem?

RECEITA DA CATEGORIA DE ESPECIAIS: Gelado de Morango coberto de Chocolate e Pistachos Picados

Ingredientes:

  • 500 g morangos
  • 10 colheres de sopa de água
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 300 g de chocolate culinária
  • 3 colheres de sopa de óleo de amendoim
  • pistachos picados q. b.

Confeção:

  1. Lavar, arranjar e triturar os morangos;
  2. Aquecer a água com o açúcar, deixando ferver 2 a 3 minutos, para depois adicionar esta calda ao puré de morango;
  3. Verter o preparado anterior nas formas de gelado, fechando-as bem com o pau de gelado;
  4. Deixar solidificar, no mínimo, 5 horas no congelador;
  5. Próximo da altura de servir, derreter o chocolate em banho-maria, juntamente com o óleo de amendoim, deixando-o depois arrefecer um pouco;
  6. Desenformar os gelados, envolvendo-os logo de seguida no chocolate derretido, bem como nos pistachos picados, de forma a levá-los novamente ao congelador, dispostos sobre papel vegetal, durante alguns minutos.

(fonte: https://www.pingodoce.pt/receitas/gelado-de-morango-com-chocolate/,

https://anamargaridapalmeiraebomeeugosto.blogs.sapo.pt/gelados-de-natas-e-chocolate-branco-32122)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Ano Novo, Blog Novo!

Ainda me lembro do dia em que publiquei pela primeira vez no Blog Cozinha Com Rosto!

É certo que a plataforma mudou e o logotipo também, mas o conceito continua igual e com a mesma garra e a mesma vontade de vencer que antes, num mundo em que está sempre tudo a regenerar-se e a pedir mais e mais!

Eu sinto-me mais conhecedora do mundo da culinária e da nossa gastronomia portuguesa, devido às minhas pesquisas constantes, mas também graças ao meu envolvimento com várias pessoas com quem tive o prazer de compartilhar o desejo de ir mais longe e de aprender «coisas novas».

Por outro lado, fui tendo a felicidade de travar algumas conversas, e ao mesmo tempo conhecer alguns projetos a ver com lojas ou restaurantes, que são o «rosto» de pessoas genuinamente empreendedoras e capazes de fazer o país andar para a frente!

Entretanto, tenho a dizer-vos, meus caros leitores, que espero estabelecer mais parcerias em breve, só tendo como objetivo principal, para já, fornecer-vos mais e melhores textos, contendo: receitas variadas, histórias e conversas, notícias e passatempos, lojas e restaurantes, produtos e equipamentos, entrevistas e projetos, lugares a visitar, dicas e utilidades para uma vida mais saudável.

Acrescente-se, ainda, que tenho igualmente o prazer de anunciar que, a partir deste exato mês de janeiro de 2019, quem subscrever a Newsletter por email, terá a oportunidade única de receber, e de uma forma totalmente gratuita, uma Revista Digital Mensal Cozinha Com Rosto, recheada de mais textos sobre tudo um pouco do que já foi referido no parágrafo anterior!

Portanto, esta será uma ótima forma para terem ao vosso dispor, e em qualquer lugar, uma certa seleção de temas, de forma a irem lendo tudo ao vosso próprio ritmo, depois de descarregarem a vossa Revista em formato PDF para o vosso telemóvel, tablet ou computador, para além do facto de não terem necessidade de se ligarem à Internet!

Isto porque, “nós somos o que comemos”, tal como dizia Hipócrates, o pai da medicina há mais de 2500 anos!

Cada um de nós é feito de hábitos e de tomadas de decisão ao longo da vida, bastando fazer por caminhar na direção certa e ao lado de quem mais gostamos e nos aprecia, porque todos juntos representamos um passado, uma história, mas também um futuro que é preciso ser construído no presente, logo não esqueçamos nunca de que: a alimentação é a base da nossa própria sobrevivência!

É que, o conceito da Dieta Mediterrânea aliada à intitulada Pirâmide Alimentar Mediterrânica, assunto que eu desenvolverei mais aprofundadamente noutra altura, é “um conjunto de competências, conhecimentos, práticas e tradições relacionadas com a alimentação humana, que vão da terra à mesa, abarcando as culturas, as colheitas e a pesca, assim como a conservação, transformação e preparação dos alimentos e, em particular, o seu consumo”.

Fonte: UNESCO)

Já agora, para quem ainda não sabia, a referida Dieta Mediterrânica foi classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) no dia 4 de dezembro de 2013, tendo até a própria ministra da Agricultura da altura, Assunção Cristas, considerado esse mesmo facto como sendo um “selo de qualidade acrescido” para os produtos portugueses, bem como um “reconhecimento da forma [portuguesa] de comer“.

(Fonte: https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/dieta-mediterranica-classificada-patrimonio-imaterial-da-humanidade).

E porque, afinal de contas, está na hora de festejar mais um aniversário do Blog, não percam o próximo texto, dentro de pouquíssimo tempo, uma vez que as surpresas ainda agora começaram, ou seja, o Blog Cozinha Com Rosto decidiu oferecer-vos presentes pelos 2 anos que já passaram, mas também pelo facto de que está a iniciar- se agora uma nova fase!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

It´s my 40th Birthay: Oreo Drip Cake!

Nem acredito que hoje faço… 40 anos!! Uffa, como a vida passa a correr: passam-se dias, passam-se semanas, passam-se meses, passam-se anos, até que, de repente, acordamos e pensamos… “mas que loucura é esta, já vivi quatro décadas, ou melhor, já vivi quase meio século?!”

Mas, digamos que, estou pronta para o que der e vier daqui para a frente, pois, ao olhar-me ao espelho hoje logo de manhã, deparei-me com alguém capaz de continuar a torcer pelos seus próprios sonhos e sempre de mãos dadas com quem lhe quer bem e por quem sente amor de verdade!

Eu acredito que esta vida é uma curta-metragem, um bilhete de ida para uma outra vida ainda melhor e mais demorada num tempo sem tempo, logo sem volta; portanto, não há que desanimar, que venham muitas mais décadas, pois estou predisposta a viver tudo quanto foi “reservado” para mim!

E é desta forma que vos presenteio com um bolo, o meu bolo de aniversário dos 40 anos, mas o meu primeiro… Oreo Drip Cake, parabéns a vocês também!

E um muito obrigada a todos os meus leitores, por continuarem a abraçar este meu projeto Cozinha Com Rosto, pois é algo em que eu consigo também realizar-me como “pessoa”, tendo-o começado a realizar durante a minha… 30.ª década! 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Oreo Drip Cake

Ingredientes:

Massa:

  • 400 gr de manteiga
  • 400 gr de açúcar
  • 8 ovos
  • 325 gr de farinha
  • 75 gr de cacau em pó
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 4 colheres de sopa de leite 

Recheio e cobertura (Oreo buttercream):

  • 300 gr de manteiga à temperatura ambiente
  • 650 gr de açúcar em pó
  • 1 embalagem de Oreos
  • 4 colheres de sopa de leite

Decoração:

  • 200 gr de chocolate
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • Oreos inteiros e esmagados q. b.

Confeção:

Massa:

  1. Aquecer o forno a 180 ºC e forrar três formas de bolo de 20 cm com papel manteiga no fundo.
  2. Numa batedeira, bater a manteiga e o açúcar até ficar leve e fofo, para depois adicionar, aos poucos, a farinha, o cacau em pó, os ovos batidos e o fermento em pó, batendo novamente a seguir; mais tarde, verter o leite e misturar tudo muito bem.
  3. Distribuir a mistura pelas três formas reservadas, para depois as levar ao forno cerca de 30 minutos, devendo esperar alguns minutos antes de mais tarde os retirar das ditas formas, de forma a deixá-los arrefecer numa grade virados para baixo

Recheio, cobertura e decoração:

  1. Numa batedeira, deixar bater a manteiga muito bem, durante vários minutos, porque só depois é que se deve adicionar o açúcar fino, aos poucos, continuando sempre a bater, até que esteja tudo muito bem misturado, com uma textura esponjosa e uma tonalidade esbranquiçada.
  2. Picar o pacote de Oreo até uma migalha fina, para em seguida acrescentar ao preparado anterior, deixando bater tudo mais uma vez até ficar um creme homogéneo antes de verter o leite, de forma a criar uma certa consistência.
  3. Colocar o primeiro bolo no prato de servir, e ainda virado para baixo, para depois espalhar um pouco do creme de manteiga anterior por cima; adicionar o segundo bolo por cima e, em seguida, cobrir novamente com um pouco do mesmo creme; fazer o mesmo com o terceiro bolo.
  4. Continuar a espalhar uma camada fina do creme de manteiga anterior em redor de todo o bolo agora composto pelas três camadas, para depois o levar ao frigorífico cerca de 10 minutos antes de colocar uma segunda camada.  
    5) Derreter o chocolate e adicione o óleo, batendo tudo muito bem até obter uma consistência drippy; quando arrefecer, com algum tipo de utensílio, verter delicadamente umas pequenas “gotículas” em volta da borda de todo o bolo, de forma a fazer o efeito nas fotografias ao longo deste texto.
  5. Preencher o topo do bolo com o resto do chocolate e levar ao frigorífico cerca de 10 minutos antes de fazer, a gosto, algumas pequenas rosetas ainda com o que sobrou do creme de manteiga no topo do bolo, para além de adicionar Oreos inteiro e ainda polvilhar tudo com alguns Oreos esmagados, conforme podem verificar nas imagens.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Origem e Duas Receitas de Cavacas de Resende!

Ò freguesinho, não vai meio arrátele? Olhe que são de Resende!”, era desta forma que as doceiras do concelho apregoavam, no século XIX, um dos doces regionais mais deliciosos e apreciados nesta região duriense: as Cavacas de Resende
Este relato é referido num Jornal da época, que ainda salienta o seguinte: “Logo de manhã as doceiras estendiam sobre a toalha, toda franjada de rendas, vários doces muito cobertos de açúcar que despertavam a gulodice dos romeiros”.

Cavaca é um doce de origem portuguesa. Este doce nasceu nos velhos conventos de Portugal. A sua receita contém ovos, açúcar, farinha, óleo de girassol e baunilha.

Um dos exemplares mais conhecidos são então as Cavacas de Resende, oriundas do concelho de Resende, tendo encontrado algumas variações, a partir das quais selecionei duas, para mais tarde ainda ser selecionada só uma, de forma a voltar inscrever-me na 7.ª Edição do Concurso de “A Mesa dos Portugueses, ou seja, deste ano, na categoria da «doçaria» a ver com a zona da «Beira Interior»!

Uma lenda sobre a sua possível origem:

“Na Idade Média, uma senhora que residia em Vinhós preparava a boda de casamento da sua filha e confeccionou o bolo de noiva, entretanto, o casamento teve de ser adiado devido a uma peste que estava a assolar o concelho e, dadas as parcas possibilidades económicas, a senhora viu-se obrigada a conservar o bolo até á data do casamento, pelo que retirou a parte de cima daquele e molhou a parte restante numa calda de açúcar que lhe restituiu a frescura e fez as delícias de todos os convidados.”

Já agora, qual a vossa opinião a ver com cada uma das receitas imediatamente abaixo descritas?
Por acaso já alguém experimentou a fazer alguma delas?
E será que preferiam igualmente a RECEITA 2, tal como eu, talvez por ser, na minha mais modesta opinião, a mais próxima da receita original?

RECEITAS NA CATEGORIA DE SOBREMESA:
  • Cavacas de Resende 1

Ingredientes:
 
Para a massa:
  • 280 g de farinha
  • 250 g de açúcar
  • 7 gemas + 6 ovos
  • Margarina para untar
  • Farinha para polvilhar
Para a calda:
  • 150 g de açúcar
  • 1,5 dl de água
  • 2 colheres (sopa) de Vinho do Porto
Para o glacé:
  • 2 claras
  • 4 colheres (sopa) de açúcar em pó
Confeção:
 
  1. Ligar o forno a 180°C e barrar um tabuleiro com margarina para depois ser polvilhado com farinha.
  2. Deitar os ovos para uma tigela, juntar as gemas e o açúcar, batendo durante 20 minutos.
  3. Adicionar a farinha peneirada e misturar tudo muito delicadamente.
  4. Deitar a mistura anterior para o tabuleiro reservado e levar ao forno durante 35 minutos, devendo verificar a cozedura com um palito, para depois retirar, desenformar e deixar arrefecer.
  5. Preparar a calda: deitar a água e o açúcar para um tacho, levando ao lume para deixar ferver.
  6. Desligar o lume, juntar o Vinho do Porto e deixar arrefecer.
  7. Fazer o glacé: bater as claras em castelo, juntar o açúcar em pó e misturar bem.
  8. Cortar o bolo em fatias retangulares, devendo ser regadas com a calda e ainda barrar por cima com o glacé, deixando depois secar antes de servir.

Esta delícia da doçaria tradicional, conhecida desde tempos imemoriais, ainda é feita, por regra, à moda antiga, mexida à mão e cozida nos fornos alimentados a lenha, tal como faziam no tempo dos nossos avós.
 
Segundo o método artesanal, a massa bate-se num aparelho movido à mão denominado “banco” (utensílio constituído por um alguidar dentro de um banco, ladeado por umas correias que batem a massa), devem utilizar-se ovos muito frescos e caseiros.
  • Cavacas Resende 2
Ingredientes:
  • 320 gr de farinha 
  • 750 gr de açúcar
  • 15 ovos   
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 200 ml de água 
 Confeção:
  1. Ligar o forno a 180°C e deixar já preparado um tabuleiro retangular, de bordos altos, bem untado com a manteiga e polvilhado com farinha q. b..
  2. Misturar 8 ovos inteiros com 7 gemas numa tigela, para depois adicionar 250 gr de açúcar e bater tudo muito bem cerca de 20 minutos.
  3. Juntar 280 gr de farinha peneirada e misturar delicadamente ao preparado anterior, até a massa ficar bem ligada e homogénea.
  4. Deitar a massa no tal tabuleiro reservado, para logo a seguir levá-la a cozer ao forno durante cerca de 30 minutos.
  5. Quando verificar que a massa já está cozida com a ajuda de um palito, deve ser retirada do forno e virada sobre um guardanapo, deixando-a assim a arrefecer.
  6. Entretanto, preparar uma calda de açúcar em ponto de espadana com 500 gr açúcar e a água, podendo recorrer-se a um termómetro, cuja temperatura a atingir deverá ser de 117º.
  7. Após cortar o bolo em fatias retangulares com cerca de 5 cm de largura, molhar os lados de cada fatia na tal calda de açúcar, com cuidado, para além de pincelar a superfície com a mesma, seguida imediatamente de um pouco de farinha com a ajuda de uma colher, de forma a ficar esbranquiçada ao endurecer.
  8. Deixar as cavacas secarem sobre uma grade, sendo ótimas para serem servidas mais tarde com Vinho do Porto.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Bolinhos de Abóbora do Convento de Odivelas!

O Mosteiro de São Dinis de Odivelas, ou Mosteiro de Odivelasclassificado, desde 1910, como Monumento Nacional, localiza-se no largo de D. Dinis, freguesia de Odivelas, Portugal. Acrescente- se ainda que este mosteiro, da Ordem de Cister, foi fundado, em 1295, por D. Dinis, o Lavrador, ou Poeta, ou seja, pelo Rei de Portugal e do Algarve de 1279 até a sua morte. 


Reza a lenda que D. Dinis tomou esta iniciativa como forma de pagamento de uma promessa feita a São Luís, quando, numa caçada no Alentejo, foi surpreendido por um urso. Perante a aparição do santo, o rei recobrou forças e conseguiu neutralizar o enorme animal.

A escolha do local para D. Dinis cumprir a sua promessa incidiu numa propriedade do Rei no termo de Lisboa, Odivelas, onde se situava a “Quinta das Flores”. Esta zona gozava de ótimos recursos naturais, nomeadamente: solos férteis, um curso de água, e ainda uma morfologia que formava um abrigo natural para as culturas. O mosteiro destinava-se a receber uma comunidade feminina cisterciense, e a escolha do local pretendia assegurar a subsistência das monjas e garantir o recato das mesmas, sendo criados campos de cultivo junto ao mosteiro. 

Em 1325 morre D. Dinis e, conforme sua vontade, é sepultado no mosteiro que representa talvez a obra arquitetónica mais emblemática do seu reinado; entre 1900 e 2015 funcionou no mosteiro o Instituto de Odivelas; em 2017 o Exército cedeu o mosteiro à Câmara de Odivelas.

Por outro lado, também se sabe que o chamado Pinhal de Leiria foi inicialmente mandado plantar pelo rei D. Afonso III (1248-1279), no século XIII, com o intuito de travar o avanço e degradação das dunas, bem como proteger a cidade de Leiria e o seu Castelo e os terrenos agrícolas da sua degradação devido às areias transportadas pelo vento. 
Mas, mais tarde, entre 1279 e 1325, foi aumentado substancialmente pelo mesmo rei D. Dinis I, para as dimensões atuais. 

E este mesmo pinhal foi muito importante para os Descobrimentos Marítimos, pois a madeira dos pinheiros era usada para a construção de embarcações e o pez (alcatrão vegetal extraído dos pinheiros) foi ainda usado para proteger as caravelas. 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolinhos de Abóbora do Convento de Odivelas

Estes bolinhos, de origem conventual, são portanto típicos de Odivelas, logo da região de Lisboa, de onde provêm outras receitas igualmente deliciosas, tais como a Marmelada Branca de Odivelas, que eu por acaso também já experimentei a fazer!

Os bolinhos de Abóbora são feitos à base de abóbora, açúcar, coco e ovos, mas também fáceis de preparar e ótimos para saborear a qualquer hora, bom proveito!

Ingredientes:

  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 200 gr de açúcar
  • 4 ovos
  • 400 gr de abóbora
  • 60 gr de coco ralado
  • 70 gr de farinha de trigo
  • açúcar em pó p/ polvilhar












 Confeção do modo Tradicional:

  1. Cozer a abóbora em água a ferver;
  2. Coar a água e reservar a abóbora;
  3. Retirar 130 ml da água da cozedura, juntar o açúcar e levar ao lume até levantar fervura;
  4. Adicionar a abóbora e deixar apurar um pouco;
  5. Passar o preparado com a varinha mágica e acrescentar o coco;
  6. Manter alguns minutos ao lume, a temperatura moderada;
  7. Retirar do calor e deixar arrefecer um pouco;
  8. Ligar o forno a 180º C;
  9. Adicionar os ovos ao preparado e misturar;
  10. Juntar a farinha e o fermento, envolvendo bem, até obter uma massa homogénea;
  11. Colocar formas de papel nas formas dos queques e deitar nelas a massa;
  12. Levar ao forno cerca de 20/25 minutos;
  13. Deixar arrefecer os bolinhos e polvilhá-los com açúcar em pó.


Confeção na Bimby:

  1. Colocar no copo a água e o cesto com a abóbora e programar 20 min/ Varoma/ vel 2.
  2. Retirar e reservar a água da cozedura.
  3. Colocar no copo 130 g da água reservada, o açúcar e programe 20 min/ Varoma/ vel 1.
  4. Adicionar a abóbora, programar 30 segundos e triturar, progressivamente, até à velocidade 7.
  5. Acrescentar o coco e programar 5 min/ 100º C/ vel 2.
  6. Retirar o copo da base da Bimby e deixar arrefecer até aos 60º C.
  7. Ligar o forno a 180º C.
  8. Adicionar os ovos e misturar 1 min/ vel 2.
  9. Juntar a farinha e o fermento e programar 20 seg/ vel 3.
  10. Colocar formas de papel nas formas dos queques e deitar nelas a massa.
  11. Levar ao forno cerca de 20/25 minutos.
  12. Deixar arrefecer os bolinhos de abóbora e polvilhá-los com açúcar em pó.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Receita Saudável de Halloween!

A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma da batata, do tomate, das pimentas etc.). Originária dos Andes, espalhou-se por todo o mundo, sendo uma referência ao gosto doce do seu tubérculo comestível.

Já agora, possuindo diversas variedades cultiváveis, para além de poder ser encontrada nas cores externas amarela, branca e roxa, é quarta hortaliça mais cultivada no Brasil e a que possui o maior índice de produtividade de quilocalorias por hectare por dia.

Em Portugal, este mesmo ingrediente é atualmente cultivado um pouco por todo o país, tendo vindo a conquistar cada vez mais apreciadores, logo define-se como sendo um produto de excelência ao mesmo tempo que ajuda a revitalizar e a dinamizar a nossa própria economia!

A batata doce é, por outro lado, um ingrediente perfeito para receitas energéticas e reconfortantes, em que para além de ser bastante deliciosa e energética, tem inúmeros benefícios para a saúde: é uma fonte importante de potássio e vitaminas A, C e B1.

Depois de as comprar, para as acondicionar em casa, deve guardá-las num local fresco e seco, evitando o frigorífico para não se deteriorarem tão depressa.
Para as preparar, o mais prático será, sem dúvida, cozê-las ou assá-las no forno, mas sempre com a peledepois de serem bem lavadas, pois assim também ajudará a preservar os seus nutrientes!

Por tudo isto, por que não festejar o seu Halloween de uma forma bem mais saudável este ano, reservando uma boa dose da energia acumulada para brincar às “travessuras e diabruras” com as crianças?

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Batata Doce com Recheio e Cobertura de Coco e Chocolate

Ingredientes:

Massa do bolo:
– 2 chávenas de batata doce cozida, descascada e amassada
– 2 ovos
– 1/2 chávena de mel 
– 2 colheres de sopa de óleo de coco
– 1 chávena de farinha de aveia 
– 4 colheres de sopa de farinha de arroz
– 1/2 chávena de farinha de mandioca
– água e sal q. b.
– 1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura e recheio do bolo:
– 150 gr de chocolate negro (70% de cacau)
– 200ml de leite de coco
– Coco ralado q. b.

Confeção:

  1. Ligar o forno a 180 graus;
  2. Num liquidificador, triturar muito bem a batata doce, juntamente com os ovos, o mel e o óleo de coco, até se tornar num creme;
  3. Numa tigela, misturar muito bem as farinhas com o sal;
  4. Acrescentar a mistura dos líquidos à mistura das farinhas, mexendo tudo muito bem com a ajuda de um pouco de água;
  5. Adicionar o fermento ao preparado anterior e misturar tudo muito bem;
  6. Colocar a massa numa forma untada e enfarinhada, com recurso ao óleo de coco e à farinha de arroz, para depois levar ao forno cerca de 30 minutos;
  7. Depois de desenformar, deixar arrefecer um pouco antes de cortar o bolo em dois discos;
  8. Preparar o recheio e a cobertura: levar o leite de coco a aquecer bem, para depois ser vertido sobre o chocolate já partido em pedaços pequenos; deixar repousar algum tempo antes de mexer tudo, até o chocolate estar todo derretido e envolvido no leite de coco.
  9. Montar o bolo: espalhar um pouco do preparado anterior num dos discos no prato de servir, para depois distribuir uma camada de coco ralado por cima; colocar o segundo disco, para a seguir distribuir por cima o resto do mesmo preparado anterior, bem como algum coco ralado a gosto.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

As Cavacas de Caldas da Rainha!

A cidade das Caldas da Rainha e a Rainha D. Leonor

Caldas da Rainha, sendo sede de um município com 255,69 km² de área, ao qual pertencem 12 freguesias, é uma cidade portuguesa, com certeza, somando 30 343 habitantes no seu perímetro urbano (2012), a segunda maior do Distrito de Leiria, pertencente à sub-região do Oeste, região Centro, e por sua vez integrada na Região de Turismo do Oeste.

Na Praça da República, conhecida popularmente como “Praça da Fruta“, realiza-se todos os dias, durante a parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário hortofrutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.
Quanto à sua história, acha-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, terão passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas com um odor bastante intenso, que ao indagar-lhes por que razão o faziam, ter-lhe-ão respondido que eram doentes e que aquelas águas possuíam poderes curativos. 

A rainha quis então por isso comprovar a veracidade dessa informação, banhando-se também ali de cada vez que ficava doente. De qualquer modo, e de acordo com a lenda, a soberana curou-se, tendo determinado, logo no ano seguinte, erguer naquele preciso lugar um hospital termal para atender todos quanto se quisessem tratar!

E foi durante o século XIX, que Caldas da Rainha, depois de ter atingido o seu estatuto de vila em 1511, conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que buscavam águas sulfurosas para tratamentos.

Ao mesmo tempo, a abundância de argila na região permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, convertendo-se, igualmente, num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

A origem das Cavacas de Caldas da Rainha

Comece-se por assinalar que as cavacas são doces regionais que se encontram sob diversas formas e sabores em várias regiões de Portugal, que apesar das suas diferenças, a designação mantém-se, pois todas as receitas têm algo em comum: a cobertura merengada e a textura própria da massa!

As Cavacas das Caldas fazem assim parte da gastronomia típica da região de Caldas da Rainha, que ao constituir-se num ponto forte de atração à cidade, a história da sua confeção estará para sempre ligada à freguesia de S. Gregório, mais precisamente à aldeia da Fanadia, local onde nasceram as irmãs Rosalina e Gertrudes Carlota.

Estas duas senhoras, segundo reza a história, ficaram célebres por exercerem a atividade de doceiras, em Lisboa, na corte do Rei D. Carlos. Porém, com a crise e a queda da Monarquia, em resultado do Regicídio de 1908 e da implantação da República a 5 de outubro de 1910, as mesmas senhoras voltaram à sua terra natal, tendo-se dedicado, junto ao Hospital Termal, à venda de cavacas e beijinhos, tornando-se na própria imagem da cidade!

Uma Receita das Cavacas de Caldas da Rainha


Ingredientes:

Cavacas: 

  • 400 g de farinha
  • 30 g de margarina derretida
  • 6 ovos grandes
  • 1 colher (café) de sal fino
  • Azeite para untar
  • Farinha para passar

Cobertura:

  • 150 g de açúcar em pó
  • 1 clara
  • Sumo de limão q.b.

Confeção:

1) Deitar primeiro os ovos numa tigela e depois o sal e a farinha peneirada, aos poucos, batendo muito bem com uma colher de pau, para depois adicionar a margarina derretida e bater novamente até ficar uma massa «elástica».

2) Untar algumas formas de queques com azeite, dividindo a massa de modo a não ultrapassar os 3/4 de altura, sem esquecer de passar o dedo polegar em farinha para pressionar no meio da massa até ela começar a subir as margens.

3) Colocar as formas no forno pré-aquecido a 220°C, durante cerca 20 minutos, para logo a seguir baixar para 180°C, durante mais 20 minutos; desenformar tudo e reservar.

4) Fazer a cobertura, deitando primeiro a clara para uma tigela, depois o açúcar em pó e umas gotas de sumo de limão, a gosto, misturando tudo muito bem até ficar um creme mais seco; deitar o preparado obtido sobre as cavacas, deixando-as secar antes de serem servidas.

(fontes: https://www.teleculinaria.pt

https://pt.wikipedia.org,

sexta-feira, 6 de julho de 2018

A origem da Mousse de Chocolate e uma Receita para... chamar o verão!

A mousse no chocolate é uma sobremesa com uma composição tradicional que inclui, pelo menos, o chocolate e a clara de ovo batida em castelo. Por vezes, pode ser enriquecida com gema de ovo, açúcar, gelatina, leite ou nata, ou ainda especiarias (canela, baunilha, chá, gengibre, etc), bem como raspas de citrinos. Para ser considerada uma receita vegana pode substituir-se a clara de ovo, ora pela água de cozer o grão de bico (aquafaba), ora pelo tofu sedoso.

A mousse de chocolate, de origem francesa, portanto, fora então descrita em 1755, por Menon, sob o nome “Mousse de Chocolate”, termo também aplicado à espuma na bebida de chocolate. Em 1820, Viard dá uma receita no Royal Cook, mas foi criado por Charles Fazi (Suíça), servo de Luís XVI.

Aquafaba (/ ˌɑːkwəfɑːbə /) é o nome de uma água na qual leguminosas, como grão-de-bico, são cozidas. Esta água tem uma aparência viscosa e o aquafaba tem a capacidade de imitar as propriedades das claras de ovos na cozinha, podendo ser usado para substituir as claras em algumas receitas, sendo particularmente apreciada por pessoas que não consomem ovos.

Em dezembro de 2014, o francês Joël Roessel descobriu que a água de latas de feijão e outros vegetais podia ser usada para formar espumas. Roessel compartilhou as suas experiências num blog, Révolution Végétale, onde ele publicou receitas de ilha flutuantemousse de chocolate e fez um merengue  com água do grão-de-bico, açúcar, amido de milho e goma de guar.

A palavra “aquafaba” fora assim inventada a 13 de março de 2015, pela Goose Wohlt para fornecer um nome comum para este líquido de cozimento. É uma concatenação da palavra latina para água, aqua e a palavra latina para feijão, fava . Após a adoção internacional dessa palavra, esse neologismo foi oficialmente submetido ao Oxford English Dictionary um ano depois.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Mousse de Chocolate com Avelãs e Natas

Ingredientes:

  • 200 g de chocolate
  • 50 gr de açúcar em pó
  • 4 colheres de sopa de açúcar amarelo
  • 3 colheres de sopa de margarina
  • 6 ovos
  • 2 colheres de sopa de Vinho do Porto
  • licor de amêndoa amarga q. b.
  • uma embalagem de granulado de chocolate
  • 1 pacote de natas
  • 1 chávena de avelãs picadas

Confeção:

  1. Fazer uma mousse de chocolate: bater as gemas com o açúcar e juntar o chocolate já derretido, em banho-maria, com a manteiga e o vinho; envolver tudo, com cuidado, nas claras em castelo e levar ao frigorífico.
  2. Bater as natas com o açúcar em pó.
  3. Picar as avelãs, que no caso de as comprar inteiras e com pele, fazer primeiro o seguinte processo: tostar as avelãs por breves minutos no forno a cerca de 180ºC, para depois as colocar num pano e esfregar até a película sair.
  4. Construir o doce em taças pela seguinte ordem de camadas: espalhar, no fundo de cada taça, um pouco de avelãs picadas, ao qual se juntam umas gotas de licor de amêndoas amargas, pressionando um pouco com uma colher de café; distribuir de seguida a mousse de chocolate; colocar ao centro um pouco do chantilyenfeitar por cima com as restantes avelãs picadas e granulado de chocolate a gosto

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Olá Mãe!...

O Dia da Mãe aproxima-se, sendo normalmente comemorado no primeiro domingo do mês de maio, em homenagem à Virgem Maria, mãe de Cristo, apesar de até uma certa altura, em Portugal, ter sido antes a 8 de dezembro.

Contudo, esta mesma data é uma homenagem a todas as mães, ainda que remonte às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, por exemplo, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses Romanos, tendo começado por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Já ao nível dos Estados Unidos, por exemplo, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data específica para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, contudo fora uma americana moradora no Estado da Virgínia Ocidental, Anna Jarvis, que iniciara a campanha para instituir esse mesmo dia! 

E sabiam que os cravos são mundialmente considerados como sendo os símbolos da pureza, força e resistência das mães?

“Em 1905, Anna, filha de pastores, perdeu a sua mãe, tendo entrado numa enorme depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas das suas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da sua mãe com uma festa. Mas Anna Jarvis queria que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou já falecidas, e assim as pessoas, crianças, jovens e adultos, se lembrassem de homenagear as suas mães. A ideia era então fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães e a primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração e finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), oficializou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães fosse comemorado sempre no segundo Domingo de Maio. 
A sugestão fora da própria Anna Jarvis, para o qual, em muito pouco tempo, mais de 40 países adotaram a data.O sonho fora realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães transformou-se numa data triste, pois a popularidade do feriado fez com que se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simbolizava a maternidade. “Não criei o dia as mães para ter lucro”, disse ela furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, mas sem sucesso.
 Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães e, na maioria das ocasiões, utilizava até o próprio dinheiro para levar a causa para a frente. Dizia que as pessoas não agradeciam frequentemente o amor que recebiam das suas mães. “O amor de uma mãe é diariamente novo”, afirmava ela. 
Anna morreu em 1948, aos 84 anos, mas recebeu cartões comemorativos vindos de todo o mundo, por vários anos seguidos, apesar de nunca ter sido mãe.
Durante a primeira missa das mães, Anna tinha enviado 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Num telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante diversos anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.” 

Quanto à minha proposta de confraternização para então o Dia da Mãe, a registar-se já de seguida no próximo dia 6 de maio, digamos que o suspiro é um doce bastante leve e sofisticado ao mesmo tempo, feito à custa de claras de ovos e açúcar, que são assadas num tabuleiro em forno brando.

E de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o seu primeiro registo data de 1881, sendo uma palavra sinónima de merengue.

“O merengue terá sido criado na Suíça, na cidade de Meiringen (daí o nome), pelo chefe-pasteleiro Gasparini. O chefe, para não desperdiçar claras de ovos, decidiu batê-las em castelo com açúcar. Depois, dividiu-as em pequenas e cremosas pirâmides, levando-as ao forno até ficarem estaladiças. E assim nasceu o merengue, doce que os portugueses carinhosamente chamam de suspiros (ou beijinhos, quando são mais pequenos).
Mais tarde, numa visita oficial de Napoleão à cidade suiça, Gasparini serviu-lhe os suspiros, juntamente com um pouco de natas batidas. O auto-proclamado imperador francês terá adorado, decidindo baptizar os bolinhos com o nome da cidade: Meiringen. Em francês e inglês escreve-se meringue, uma derivação do nome original.
Durante quase dois séculos, a tradição culinária defendia que as claras em castelo para o merengue deveriam ser batidas apenas em taças de cobre. Só assim ficariam perfeitas, já que o cobre ajudava a que as claras atingissem de forma rápida e sem qualquer defeito o ponto de absoluta leveza, contrastando com os resultados de taças de outros materiais. 
Gradualmente, os utensílios de cobre foram sendo substituídos por outros materiais, como plástico, vidro e, finalmente, aço inoxidável. Hoje, apenas os livros de culinária mais sofisticados defendem o uso da taça de cobre para fazer merengue.”
Já agora, existem três tipos de merengue: o francês, que precisa de ir ao forno; o suíço, em que se cozinha as claras em banho-maria; o italiano, cuja técnica passa por juntar às claras, um xarope quente de açúcar. 
Por isso, aqui vos deixo também uma dica bastante útil: o merengue italiano será porventura o mais estável e ideal para cobrir tartes e bolos.

Para finalizar, acrescentem-se ainda as seguintes notas a propósito da confeção dos ditos suspiros:

  • pode considerar-se que as claras de ovos são uma mistura de água com proteínas, que quando são batidas em castelo, é-lhes introduzido ar.
  • nessa altura, as proteínas que estão contidas na clara, como a albumina, executam uma certa ligação entre o ar e a água, de forma a cercar as bolhas de ar, tal como acontece numa emulsão de maionese, entre a água e o óleo.
  • logo, ao bater as claras, as bolhas de ar são grandes, que com a ajuda da gravidade, as mesmas sobem se pararmos, tendendo a ficar depois menores, portanto a tensão aumenta e então cria-se uma estabilidade no seu todo cada vez maior.
  • depois, ao adicionar-se o açúcar, as proteínas são dissolvidas.
  • obviamente que a presença de gema pode dificultar muito a formação de espuma, levando a que as bolhas de ar sejam expelidas, formando grânulos na superfície, para além de que a gema contém colesterol, molécula esta que tende a ligar-se aos grupos hidrofóbicos da albumina desnaturada, o que impede que esses grupos participem da formação da espuma, precisando de muito mais tempo para obter o mesmo efeito, ao mesmo tempo que exige uma velocidade de agitação muito maior a fim de se evitar a viscosidade.
  • quando o preparado anterior é por fim colocado no forno, o calor expande as bolhas de ar e evapora a água; ao mesmo tempo, as proteínas coagulam, dando rigidez ao exterior.
  • se por acaso abrirmos a porta antes do tempo ideal de cozedura das claras então batidas com o açúcar, a diferença de calor pode fazer com que as bolhas de ar dilatadas pelo calor se esvaziem, dando origem a que, quando a porta foi fechada novamente, as proteínas se solidifiquem de forma incapaz.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Merengue de Morango com Suspiro

Ingredientes:

  • 1 embalagem de chantilly de compra
  • 1 caixa de morangos
  • folhas de hortelã
  • 1 embalagem de suspiros pequenos

Confeção:

  1. Cortar alguns morangos em fatias finas, enquanto que outros em pedaços pequenos e reservar;
  2. Partir alguns suspiros em pedaços pequenos e reservar;
  3. Em cada uma das taças escolhidas para servir, distribuir alguns dos morangos cortados em fatias finas, tal como se pode ver na figura acima, ao mesmo tempo que se faz a seguinte montagem: uma camada de chantilly, uma camada de morangos cortados aos pedaços, uma camada de suspiros partidos aos pedaços;
  4. Terminar com a camada de chantilly, logo seguida de um suspiro inteiro por cima, juntamente com um morango no qual se fizeram uns pequenos golpes, bem como umas folhas de hortelã;
  5. Levar ao frigorífico até à hora de ir para a mesa.

(fonte: https://www.mulherportuguesa.com/lazer/festas-tradicoes/verdadeira-historia-do-dia-da-mae/,

http://professortadeupatricio.blogspot.pt/2012/05/origem-da-comemoracao-do-dia-das-maes.html,

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/tecnicas/como-fazer-merengue/,

http://www.superlopes.com.br/blog/receitas/merengue-de-morango-com-suspiro/)