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segunda-feira, 2 de março de 2020

A História e Receita de... Toucinho do Céu!

O toucinho do céu é um doce tipicamente português, de origem conventual, cujo nome se deve ao fato de a receita original ter sido mesmo confecionada com banha de porco, em vez da manteiga que proponho mais abaixo na descrição da receita.

E apesar de existirem algumas variações do tradicional, pensa-se, tendo em conta algumas pesquisas que eu fiz, que a receita original foi criada pelas freiras que se encontravam isoladas no mosteiro em Murça, uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, à Região Norte de Portugal, sendo sempre feita à base de açúcar, amêndoas e gemas.

Toucinho do céu é uma sobremesa tradicional de Portugal e Espanha, de cor amarela intensa. À base de ovos e açúcar, originou-se nos conventos, razão da denominação coletiva de doçaria conventual desta categoria de doces.

Consiste numa espécie de bolo feito com açúcar em ponto pérola ao qual se adicionam amêndoas moídas, por vezes, doce de gila e, finalmente, uma grande porção de gemas de ovos. O nome Toucinho do Céu deve-se ao facto de a versão original ter banha de porco como ingrediente. Faz-se em todo o país, com diferenças de região para região, sendo os toucinhos do céu mais afamados os de Guimarães, Murça e Trás-os-Montes.”

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Toucinho do Céu

Ingredientes:

  • 500 g de açúcar
  • 3 claras
  • 9 gemas
  • 250 g de farinha de amêndoa
  • 60 g de farinha de trigo
  • 2,5 dl de água
  • 50 g de manteiga
  • açúcar em pó q.b.

Confeção:

  1. Colocar, ao lume, a água com o açúcar, até atingir o ponto pérola, ou seja, os 108ºC, recorrendo a um termómetro.
  2. Misturar as claras com as gemas, para depois adicionar a calda anterior entretanto já um pouco arrefecida, lentamente e mexendo sempre, para não cozer os ovos.
  3. Devolver o preparado anterior ao tacho, mantendo-o em lume brando e sem nunca parar de mexer.
  4. Acrescentar a manteiga e deixar derreter.
  5. Misturar a farinha de trigo com a farinha de amêndoa antes de adicionar ao tacho.
  6. Deixar arrefecer ligeiramente, antes de colocar a massa numa forma forrada com manteiga e papel vegetal.
  7. Levar a forma ao forno cerca de 30 minutos a 180ºC.
  8. Deixar arrefecer e só depois desenformar, devendo-se polvilhar com açúcar em pó a gosto no momento de servir.

(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Toucinho_do_c%C3%A9u,

https://www.mulherportuguesa.com/receita/pudim-toucinho-do-ceu-delicia-conventual/,

https://www.24kitchen.pt/receita/toucinho-ceu)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O Pão de Ló da minha Infância!

É com imenso carinho que recordo parte da minha infância, juntamente com a minha mãe, na cozinha da antiga casa de Leiria…

E era com todo o gosto que, por exemplo, a ajudava a preparar a massa dos bolos para os dias de festa, ou simplesmente para o almoço de domingo…

Depois, como ainda não havia computadores, consolas ou quaisquer telemóveis, gostava de ir para a rua brincar com as minhas bonecas, ou então de andar de baloiço com as minhas amigas, bem como de jogar com elas ao “elástico” ou ao “lencinho”…

Só sei que é sempre uma grande alegria, sobretudo na altura em que o bolo vai para o forno, pois é nessa altura exata que, cá em casa, se pega na tigela de bater a massa e existe a grande oportunidade de, recordando os tempos de outrora, digamos que, «provar» a massa crua, bem como aquela que ainda resta na espátula intitulada de Salazar:

«Em Portugal, termo sábio que vem mais uma vez demonstrar a enorme capacidade criativa do Zé Povinho, sabendo fazer a analogia perfeita entre um utensílio que tem por finalidade evitar o desperdício, limpando ou rapando tudo e não deixando nada, e o homem que, à altura, tinha sido Ministro das Finanças (Fazenda) e depois Presidente do Conselho de Ministros que liderou durante 40 anos, e … outras histórias que agora não são para aqui chamadas.” (Neves, AJ)»

Pois bem: agora contem-me lá, meus caros leitores deste Blog, qual é que é, afinal, o bolo tradicional que só leva ovos, farinha e açúcar?

É o… Pão de Ló:

«Pensa-se que surgiu como doce conventual em Ovar e que a sua confecção é anterior ao século XVIII. “ló” significa escumilha, isto é um tecido fino e transparente, mas também, e isto é que é interessante, significa o lado onde sopra o vento, ou seja o barlavento. Pensa-se que de início, o pão-de-ló era apelidado de “bolo de castela” e que só depois foi nomeado de “ló”. Seja como for nos dois casos o nome evoca a sua característica de leveza. Quando os portugueses chegaram ao Japão em 1541, tendo sido os primeiros europeus a embarcarem nessa ilha, os nipônicos adoptaram esse bolo de “castela” e chamaram-no de Kasutera ou Kastera (correspondendo estas formas a dificuldades de dicção). Em França este tipo de bolo é chamado de genovês ou “genoise” e pensa-se que a sua origem vem do Gênova, no norte da Itália. Já na Itália, chama-se “Pan di spagna”, ou seja pão de Espanha. No Reino Unido tem o nome de “sponge cake”.»

É que nem é preciso adicionar-se qualquer tipo de fermento, bastando bater-se a respetiva massa cerca de 30 minutos!

E se, por acaso, tiverem, na vossa casa, as formas de barro, tanto melhor, porque o resultado será ainda mais próximo do original, bem como a possibilidade de utilizarem um forno a lenha, tal como podem ver aqui!

Então não percamos mais tempo e vamos já para a cozinha preparar este belíssimo bolo, pode ser?

Só uma pequena nota antes: dependendo do gosto de cada um, e naturalmente da receita que é utilizada por cada região do nosso lindo país (Pão de Ló de Ovar, de Margaride, de Alfeizeirão, etc), para além do facto de também servir de base para outros doces (fofos de Belas, sopa dourada, etc), aconselho-vos vivamente a deixarem a massa cozer no forno só até entre 15 a 20 minutos, de forma a ficar ainda húmido por dentro.

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Pão de Ló

Ingredientes:

  • 4 gemas de ovo
  • 4 ovos inteiros
  • 1/2 de colher de café de sal
  • 220 g de açúcar
  • açúcar em pó q. b.
  • 155 g de farinha de trigo

Confeção:

  1. Aquecer o fogo a 180º C;
  2. Preparar a forma do bolo, forrando-a com folhas de papel vegetal, para criar o formato tradicional do Pão de Ló e reservar;
  3. Bater as gemas e os ovos com o sal por 30 minutos, com uma batedeira elétrica em velocidade alta;
  4. Juntar o açúcar e bater por mais dez minutos;
  5. Polvilhar a farinha por cima da massa e misturar com uma espátula, fazendo movimentos circulares do fundo para cima até a farinha ser absorvida;
  6. Verter a massa na forma, com cuidado, para depois a colocar no forno cerca de 20 minutos, tapando-a ainda, com algum jeito, com uma folha de papel de alumínio;
  7. Retirar o bolo do forno e servir com um pouco de açúcar em pó por cima, devendo-se, por tradição, partir-se à mão em vez de se cortar com a faca.

(fontes: https://www.cozinhadamarcia.com.br/receitas/pes/pao-de-lo-portugues,

http://etimoteca.blogspot.com/2011/12/pao-do-lo.html,

https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/salazar/595/)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Receita Saudável de Halloween!

A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma da batata, do tomate, das pimentas etc.). Originária dos Andes, espalhou-se por todo o mundo, sendo uma referência ao gosto doce do seu tubérculo comestível.

Já agora, possuindo diversas variedades cultiváveis, para além de poder ser encontrada nas cores externas amarela, branca e roxa, é quarta hortaliça mais cultivada no Brasil e a que possui o maior índice de produtividade de quilocalorias por hectare por dia.

Em Portugal, este mesmo ingrediente é atualmente cultivado um pouco por todo o país, tendo vindo a conquistar cada vez mais apreciadores, logo define-se como sendo um produto de excelência ao mesmo tempo que ajuda a revitalizar e a dinamizar a nossa própria economia!

A batata doce é, por outro lado, um ingrediente perfeito para receitas energéticas e reconfortantes, em que para além de ser bastante deliciosa e energética, tem inúmeros benefícios para a saúde: é uma fonte importante de potássio e vitaminas A, C e B1.

Depois de as comprar, para as acondicionar em casa, deve guardá-las num local fresco e seco, evitando o frigorífico para não se deteriorarem tão depressa.
Para as preparar, o mais prático será, sem dúvida, cozê-las ou assá-las no forno, mas sempre com a peledepois de serem bem lavadas, pois assim também ajudará a preservar os seus nutrientes!

Por tudo isto, por que não festejar o seu Halloween de uma forma bem mais saudável este ano, reservando uma boa dose da energia acumulada para brincar às “travessuras e diabruras” com as crianças?

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Batata Doce com Recheio e Cobertura de Coco e Chocolate

Ingredientes:

Massa do bolo:
– 2 chávenas de batata doce cozida, descascada e amassada
– 2 ovos
– 1/2 chávena de mel 
– 2 colheres de sopa de óleo de coco
– 1 chávena de farinha de aveia 
– 4 colheres de sopa de farinha de arroz
– 1/2 chávena de farinha de mandioca
– água e sal q. b.
– 1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura e recheio do bolo:
– 150 gr de chocolate negro (70% de cacau)
– 200ml de leite de coco
– Coco ralado q. b.

Confeção:

  1. Ligar o forno a 180 graus;
  2. Num liquidificador, triturar muito bem a batata doce, juntamente com os ovos, o mel e o óleo de coco, até se tornar num creme;
  3. Numa tigela, misturar muito bem as farinhas com o sal;
  4. Acrescentar a mistura dos líquidos à mistura das farinhas, mexendo tudo muito bem com a ajuda de um pouco de água;
  5. Adicionar o fermento ao preparado anterior e misturar tudo muito bem;
  6. Colocar a massa numa forma untada e enfarinhada, com recurso ao óleo de coco e à farinha de arroz, para depois levar ao forno cerca de 30 minutos;
  7. Depois de desenformar, deixar arrefecer um pouco antes de cortar o bolo em dois discos;
  8. Preparar o recheio e a cobertura: levar o leite de coco a aquecer bem, para depois ser vertido sobre o chocolate já partido em pedaços pequenos; deixar repousar algum tempo antes de mexer tudo, até o chocolate estar todo derretido e envolvido no leite de coco.
  9. Montar o bolo: espalhar um pouco do preparado anterior num dos discos no prato de servir, para depois distribuir uma camada de coco ralado por cima; colocar o segundo disco, para a seguir distribuir por cima o resto do mesmo preparado anterior, bem como algum coco ralado a gosto.