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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Arroz de Pato, quem é que não conhece?

Em primeiro lugar, o Arroz de Pato é uma receita tradicional portuguesa que tem a sua origem no seminário mais antigo de Portugal: o seminário de Braga!

INTRODUÇÃO HISTÓRICA

Pelo que se sabe, a receita original costumava fazer-se com pato selvagem. Contudo, nunca deixou de ser um prato bastante saboroso e verdadeiramente típico da gastronomia portuguesa, sendo até mundialmente conhecido também por “Arroz à Portuguesa” ou  “Arroz de Braga”:

«As fontes sobre a origem deste prato não são claras, no entanto acredita-se que a sua origem esteja na culinária popular e na necessidade de aproveitar os restos do cozido do dia anterior.
Pratos parecidos são preparados na Espanha – principalmente nas regiões nortenhas – e há algum relato também na gastronomia Peruana onde o Arroz de Pato é conhecido como “ñuñuma” sendo que nesse caso o prato é confecionado com cerveja.

Diz a lenda que esta receita foi introduzida pela mulheres espanholas que a teriam utilizado para “encantar” os seus homens e fazer com que eles caíssem aos seus pés.
O segredo – segundo o que conta a historia – estava no coração da ave que, escondido no meio do arroz, uma vez comido pelos conquistadores teria feito apaixonar os homens pelas suas donzelas.»

(fonte: https://www.facebook.com/artesaosdacomida)

como fazer arroz de pato

Obviamente que este prato pode ser encontrado em diversos restaurantes espalhados por todo o país de Portugal, mas quase sempre fiel à sua receita original, em que o arroz é cozido com o caldo que serviu para cozinhar o pato lado a lado com o presunto e o chouriço, ganhando ainda mais sabor e vontade de o replicar nas nossas casas!

Em resumo: primeiro desfia-se a carne do pato e depois coloca-se tudo num tabuleiro, de preferência de barro, entre duas camadas de arroz, reservando o chouriço e o presunto para a sua cobertura final. Portanto, basta que tudo vá ao forno durante alguns minutos, só para ganhar aquele tom tostadinho… mmm!!!…

Vamos então à minha proposta de receita caseira do… Arroz de Pato?

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Arroz de Pato

o que é arroz de pato

Ingredientes:

  • 1 Folha de Louro
  • 1/2 Pato cortado aos bocados
  • 1 Chouriço de Carne
  • 200 g Presunto
  • 1 Cebola
  • 2 dl de Azeite
  • Sal e Pimenta q. b.
  • 2 chávenas Arroz Carolino
  • 4 chávenas da Água da Cozedura do Pato

Confeção:

  1. Levar 1/2 pato cortado aos bocados a cozer numa panela com água a ferver e juntar o chouriço e o presunto;
  2. Retirar o pato do lume para logo a seguir ser desfiado, sem esquecer de reservar o chouriço, o presunto e a água da cozedura;
  3. Confecionar o arroz, mas fazendo primeiro um ligeiro refogado com a cebola e o azeite num tacho;
  4. Colocar o arroz carolino no tacho, contudo deixá-lo fritar um pouco antes de verter a água da cozedura do pato a ferver;
  5. Não esquecer de deixar cozer o arroz em lume brando;
  6. Entretanto, cortar o chouriço em rodelas e o presunto em pequenas lascas e reservar;
  7. Ligar o forno a 180ºC e, ao mesmo tempo, escolher um tabuleiro de ir ao forno; 
  8. No tabuleiro: fazer uma camada de arroz, colocar por cima o pato desfiado, voltar a tapar com arroz e, por fim, espalhar o chouriço cortado às rodelas e o presunto às lascas;
  9. Por último, levar o tabuleiro ao forno até a parte de cima começar a tostar e servir.

(fonte: https://www.24kitchen.pt/receita/arroz-de-pato-a-antiga,

http://iberismos.com/arroz-de-pato)

segunda-feira, 2 de março de 2020

A História e Receita de... Toucinho do Céu!

O toucinho do céu é um doce tipicamente português, de origem conventual, cujo nome se deve ao fato de a receita original ter sido mesmo confecionada com banha de porco, em vez da manteiga que proponho mais abaixo na descrição da receita.

E apesar de existirem algumas variações do tradicional, pensa-se, tendo em conta algumas pesquisas que eu fiz, que a receita original foi criada pelas freiras que se encontravam isoladas no mosteiro em Murça, uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, à Região Norte de Portugal, sendo sempre feita à base de açúcar, amêndoas e gemas.

Toucinho do céu é uma sobremesa tradicional de Portugal e Espanha, de cor amarela intensa. À base de ovos e açúcar, originou-se nos conventos, razão da denominação coletiva de doçaria conventual desta categoria de doces.

Consiste numa espécie de bolo feito com açúcar em ponto pérola ao qual se adicionam amêndoas moídas, por vezes, doce de gila e, finalmente, uma grande porção de gemas de ovos. O nome Toucinho do Céu deve-se ao facto de a versão original ter banha de porco como ingrediente. Faz-se em todo o país, com diferenças de região para região, sendo os toucinhos do céu mais afamados os de Guimarães, Murça e Trás-os-Montes.”

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Toucinho do Céu

Ingredientes:

  • 500 g de açúcar
  • 3 claras
  • 9 gemas
  • 250 g de farinha de amêndoa
  • 60 g de farinha de trigo
  • 2,5 dl de água
  • 50 g de manteiga
  • açúcar em pó q.b.

Confeção:

  1. Colocar, ao lume, a água com o açúcar, até atingir o ponto pérola, ou seja, os 108ºC, recorrendo a um termómetro.
  2. Misturar as claras com as gemas, para depois adicionar a calda anterior entretanto já um pouco arrefecida, lentamente e mexendo sempre, para não cozer os ovos.
  3. Devolver o preparado anterior ao tacho, mantendo-o em lume brando e sem nunca parar de mexer.
  4. Acrescentar a manteiga e deixar derreter.
  5. Misturar a farinha de trigo com a farinha de amêndoa antes de adicionar ao tacho.
  6. Deixar arrefecer ligeiramente, antes de colocar a massa numa forma forrada com manteiga e papel vegetal.
  7. Levar a forma ao forno cerca de 30 minutos a 180ºC.
  8. Deixar arrefecer e só depois desenformar, devendo-se polvilhar com açúcar em pó a gosto no momento de servir.

(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Toucinho_do_c%C3%A9u,

https://www.mulherportuguesa.com/receita/pudim-toucinho-do-ceu-delicia-conventual/,

https://www.24kitchen.pt/receita/toucinho-ceu)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O Pão de Ló da minha Infância!

É com imenso carinho que recordo parte da minha infância, juntamente com a minha mãe, na cozinha da antiga casa de Leiria…

E era com todo o gosto que, por exemplo, a ajudava a preparar a massa dos bolos para os dias de festa, ou simplesmente para o almoço de domingo…

Depois, como ainda não havia computadores, consolas ou quaisquer telemóveis, gostava de ir para a rua brincar com as minhas bonecas, ou então de andar de baloiço com as minhas amigas, bem como de jogar com elas ao “elástico” ou ao “lencinho”…

Só sei que é sempre uma grande alegria, sobretudo na altura em que o bolo vai para o forno, pois é nessa altura exata que, cá em casa, se pega na tigela de bater a massa e existe a grande oportunidade de, recordando os tempos de outrora, digamos que, «provar» a massa crua, bem como aquela que ainda resta na espátula intitulada de Salazar:

«Em Portugal, termo sábio que vem mais uma vez demonstrar a enorme capacidade criativa do Zé Povinho, sabendo fazer a analogia perfeita entre um utensílio que tem por finalidade evitar o desperdício, limpando ou rapando tudo e não deixando nada, e o homem que, à altura, tinha sido Ministro das Finanças (Fazenda) e depois Presidente do Conselho de Ministros que liderou durante 40 anos, e … outras histórias que agora não são para aqui chamadas.” (Neves, AJ)»

Pois bem: agora contem-me lá, meus caros leitores deste Blog, qual é que é, afinal, o bolo tradicional que só leva ovos, farinha e açúcar?

É o… Pão de Ló:

«Pensa-se que surgiu como doce conventual em Ovar e que a sua confecção é anterior ao século XVIII. “ló” significa escumilha, isto é um tecido fino e transparente, mas também, e isto é que é interessante, significa o lado onde sopra o vento, ou seja o barlavento. Pensa-se que de início, o pão-de-ló era apelidado de “bolo de castela” e que só depois foi nomeado de “ló”. Seja como for nos dois casos o nome evoca a sua característica de leveza. Quando os portugueses chegaram ao Japão em 1541, tendo sido os primeiros europeus a embarcarem nessa ilha, os nipônicos adoptaram esse bolo de “castela” e chamaram-no de Kasutera ou Kastera (correspondendo estas formas a dificuldades de dicção). Em França este tipo de bolo é chamado de genovês ou “genoise” e pensa-se que a sua origem vem do Gênova, no norte da Itália. Já na Itália, chama-se “Pan di spagna”, ou seja pão de Espanha. No Reino Unido tem o nome de “sponge cake”.»

É que nem é preciso adicionar-se qualquer tipo de fermento, bastando bater-se a respetiva massa cerca de 30 minutos!

E se, por acaso, tiverem, na vossa casa, as formas de barro, tanto melhor, porque o resultado será ainda mais próximo do original, bem como a possibilidade de utilizarem um forno a lenha, tal como podem ver aqui!

Então não percamos mais tempo e vamos já para a cozinha preparar este belíssimo bolo, pode ser?

Só uma pequena nota antes: dependendo do gosto de cada um, e naturalmente da receita que é utilizada por cada região do nosso lindo país (Pão de Ló de Ovar, de Margaride, de Alfeizeirão, etc), para além do facto de também servir de base para outros doces (fofos de Belas, sopa dourada, etc), aconselho-vos vivamente a deixarem a massa cozer no forno só até entre 15 a 20 minutos, de forma a ficar ainda húmido por dentro.

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Pão de Ló

Ingredientes:

  • 4 gemas de ovo
  • 4 ovos inteiros
  • 1/2 de colher de café de sal
  • 220 g de açúcar
  • açúcar em pó q. b.
  • 155 g de farinha de trigo

Confeção:

  1. Aquecer o fogo a 180º C;
  2. Preparar a forma do bolo, forrando-a com folhas de papel vegetal, para criar o formato tradicional do Pão de Ló e reservar;
  3. Bater as gemas e os ovos com o sal por 30 minutos, com uma batedeira elétrica em velocidade alta;
  4. Juntar o açúcar e bater por mais dez minutos;
  5. Polvilhar a farinha por cima da massa e misturar com uma espátula, fazendo movimentos circulares do fundo para cima até a farinha ser absorvida;
  6. Verter a massa na forma, com cuidado, para depois a colocar no forno cerca de 20 minutos, tapando-a ainda, com algum jeito, com uma folha de papel de alumínio;
  7. Retirar o bolo do forno e servir com um pouco de açúcar em pó por cima, devendo-se, por tradição, partir-se à mão em vez de se cortar com a faca.

(fontes: https://www.cozinhadamarcia.com.br/receitas/pes/pao-de-lo-portugues,

http://etimoteca.blogspot.com/2011/12/pao-do-lo.html,

https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/salazar/595/)

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Crumble de Ameixa: um prato doce de origem britânica!

Para a maioria de todos nós, a sobremesa é de certeza a melhor parte de qualquer ementa e a que se aprecia com maior sentimento de culpa, verdade? E se, por um lado, alguns especialistas consideram-na totalmente dispensável, por outro lado, parece que nós guardamos sempre um espacinho dentro do nosso estômago para ela, certo?

Pois bem, fiquem descansados que eu prometo dar-vos agora uma excelente notícia: a fruta é a melhor sobremesa! Que tal?

Ou seja: consumir fruta é bom e deve acontecer de forma regular, apostando-se na diversidade, de forma a tirar partido dos melhores benefícios presentes em cada uma!

E para terminar uma qualquer refeição principal, devo acrescentar que, no caso das ameixas, a fruta que, desta vez, me serviu de mote para mais uma receita no blog:

Médicos afirmam que a ameixa fresca é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite, etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol.

A ameixa fresca é indicada contra as hemorroidas e a hipocondria.

Sendo diurética, recomenda-se contra as afecções de caráter inflamatório das vias urinárias. É, ainda “desobstruente” do fígado, “depurativa” do sangue e “desintoxicante” do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino. Também costuma ser empregada no tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.).

Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendada contra a prisão de ventre obstinada.

Então temos que, a ameixa é o fruto comestível da ameixeira, cuja ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, que variam de acordo com o local onde ela é cultivada; todavia, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional: a ameixa-vermelha é rica em provitamina A; a ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, contendo um pouco mais de proteína; a ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções urinárias.

Agora, no seguimento das minhas propostas, no blog, de alguns pratos tipicamente britânicos, Crumble é um prato doce de origem britânica, feito de compota de frutas picadas cobertas com uma mistura de gordura, farinha e açúcar, assado até a cobertura ficar crocante. Muitas vezes, soma-se ainda uma bela bola de gelado por cima, sendo, o de baunilha, o mais comum!

E uma das frutas mais utilizadas neste tipo de receita é, precisamente, a ameixa! Neste caso, a cobertura pode também conter aveia, amêndoas ou nozes, mas, às vezes, adiciona-se-lhe leite azedo para dar um gosto mais exótico, para depois se espalhar açúcar mascavado por cima, de modo a formar um pouco de caramelo na altura em que vai ao forno.

Os crumbles surgiram na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial. Devido ao racionamento, não havia ingredientes para as tortas tradicionais, que exigiam muita farinha, gordura e açúcar para a massa. Usavam uma simples mistura de farinha, margarina e açúcar para cobrir a torta. O prato também tornou-se popular devido à sua simplicidade, uma vez que deixava às mulheres mais tempo para fazer outras tarefas.

Em algumas partes dos Estados Unidos existe um prato bastante semelhante, chamado crisp. Também parece um bolo de frutas (popular nos EUA), porém com cobertura mais fina.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Crumble de Ameixa

Ingredientes:

  • 1 kg de ameixas (pesadas com caroço)
  • 1/2 copo de miolo de amêndoa moído e/ou granulado
  • 1/2 copo de farinha de trigo
  • 100 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
  • 1/2 copo de açúcar
  • Sal e amêndoas laminadas q.b.
  • Gelado de baunilha

Confeção:

  1. Untar um pirex com manteiga e reservar; pré-aquecer o forno a 180°C.
  2. Lavar as ameixas, para depois tirar-lhes a pele e os caroços, bem como cortá-las todas aos pedaços e espalhá-las no pirex.
  3. Misturar, muito bem, o miolo de amêndoas moído e/ou granulado juntamente com a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal.
  4. Espalhar o preparado anterior sobre as ameixas, terminando com as amêndoas laminadas.
  5. Levar o tabuleiro ao forno por cerca de 45 minutos.
  6. Servir ainda morno com uma bola de gelado de baunilha.

(fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ameixeira,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crumble,

http://www.simplesmentedelicia.com/?p=1109)

segunda-feira, 24 de junho de 2019

O poder das Cerejas e a receita Clafoutis de Cereja!

Por acaso sabiam que “com os caroços das cerejas fazem-se almofadas com poder terapêutico para aliviar stress, ansiedade, cólicas, insónias ou dores musculares“? Por favor leiam o artigo completo que eu encontrei aqui. E até encontrei aqui um modo de fazer essas mesmas almofadas de caroços de cerejas passo-a-passo!

Já agora, fiquem também a saber, que o chá de pés de cereja pode ainda ser um bom suplemento diário, podendo ler aqui como o preparar. Ou seja, por alguma razão, “cerejeira, originária do sudoeste da Ásia, é uma das árvores mais adoradas no Japão por causa da sua beleza e efemeridade”, existindo até “festivais dedicados inteiramente a esta árvore e pessoas que viajam de muitos lugares para as ver florescer”. O que acham?

Por último, mas não menos importante, de acordo com o site wikipédia, as cerejas são um tipo de fruto bastante nutritivo, contendo proteínas, cálcio, ferro e até vitaminas A, B, e C, que quando consumidas ao natural, ainda têm propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas, para além de conterem altas concentrações de antocianina, sendo consideradas como que um anti-inflamatório natural, logo são capazes de prevenir inflamações e de acalmar as dores no corpo.

Por tudo isto, e como até nos encontramos na época das cerejas, vamos então aprender a fazer uma receita francesa, a dos clafoutis, que ainda de acordo com o site wikipédia, temos que:

Clafoutis é um doce da culinária da França, que consiste numa fruta, originalmente cerejas inteiras, cozida no forno, num creme de farinha, ovos, leite e açúcar. A receita indica que as cerejas devem ser marinadas por 2 horas com açúcar e Kirsch (licor de cerejas alemão). Entretanto, faz-se uma mistura de farinha, uma pitada de sal, ovos, açúcar, baunilha e raspa de limão; junta-se leite, nata, manteiga derretida e as cerejas, e deita-se num prato que possa ir ao forno e à mesa, untado de manteiga e polvilhado de açúcar; coze em forno quente 30-40 minutos e serve-se morno.”

Mas esta receita pode ser feita com qualquer outro tipo de fruta, bem como com alimentos salgados, sendo que, neste caso, não lhe deve ser adicionado açúcar, para além de ficar a chamar-se antes de flaugnarde.

Para finalizar, acrescente-se, agora, uma certa curiosidade acerca do próprio nome da receita que eu descobri aqui:

O nome clafoutis deriva de l’occitan clafotís, do verbo clafir, que significa “encher” (a massa com cerejas). De origem incerta, aparentemente a receita surgiu e se espalhou por toda a França durante o século IX.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Clafoutis de Cereja

Ingredientes:

  • 500 g de cerejas
  • aguardente, manteiga e açúcar amarelo q. b.
  • 100 g de farinha
  • 1 colher de chá de fermento
  • 5 ovos
  • 500 ml de leite

Confeção:

  1. Tirar os caroços às cerejas, para depois as deixar a marinar no frigorífico com um pouco de aguardente e algumas colheres de açúcar amarelo, durante cerca de duas horas.
  2. Passar as cerejas descaroçadas da marinada anterior para uma tarteira, espalhando-as, que entretanto foi untada de manteiga e polvilhada com açúcar amarelo, levando tudo ao forno, a 180ºC, durante cerca de 10 minutos.
  3. Bater a mistura de todos os restantes ingredientes até criar uma pasta homogénea, de forma a vertê-la em seguida sob as cerejas.
  4. Voltar a colocar a mistura no forno até a consistência da massa ser semelhante à de um pudim, devendo-se estar com atenção a partir dos 30 minutos com recurso ao teste do palito.
  5. Espalhar açúcar em pó por cima e servir ainda morno.

(fonte: https://rfm.sapo.pt/content/4979/chef-kiko-resolve-no-cafe-da-manha)

segunda-feira, 20 de maio de 2019

História e Receita de "Coelho à Caçador"!

Raramente se come coelho cá em casa, mas ao passar pelo Talho “Sucesso Carnes” na semana anterior à Páscoa deste ano, localizado em Odivelas (Ramada), onde, aliás, costumo ir regularmente, lembrei-me de pedir para adicionarem um exemplar do mesmo cortado aos pedaços à minha lista de compras desse dia!

Afinal de contas, sou eu quem, nos últimos anos, prepara sempre o intitulado almoço do Domingo de Páscoa em família, bem como as refeições referentes às alturas do Natal e Ano Novo, ou até mesmo de alguns Aniversários!

E como sabe sempre tão bem colocar a conversa em dia com quem mais gostamos e nos quer bem, não é verdade?

Na correria do dia a dia, já basta não termos tempo para estar com a nossa família e amigos mais próximos, por isso precisamos cultivar o amor e o afeto pelos outros, e também há momentos que valem por toda uma vida…

E sabem que mais? Eu não me arrependi nada de o ter feito e quem provou, simplesmente… repetiu!

Por isso, convido-vos a lerem os próximos parágrafos, porque se, por um lado, vou desde já passar à descrição da receita “Coelho à Caçador“, por outro lado, achei por bem contar-vos um pouco acerca das possíveis origens desta mesma receita, depois de ter feito uma certa pesquisa, acham bem?

Vamos para a cozinha?

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE CARNE: Coelho à Caçador

Ingredientes:

  • 1 coelho cortado aos pedaços
  • 4 dentes de alho
  • 2 folhas de louro
  • 2 dl de azeite
  • 400 g de cogumelos frescos cortados aos quartos
  • 150 g de bacon cortado às tiras
  • 1 cebola grande
  • 150 g de azeitonas verdes descaroçadas
  • 400 g de batatas
  • 400 g de cenouras
  • Sal, pimenta e sumo de limão q.b.
  • 1 ramo de Salsa
  • 1 colher de sopa de Massa de Pimentão
  • 1 colher de sobremesa de Pimentão Doce
  • 1/2  garrafa de Vinho Tinto
  • Alecrim, Sal e Pimenta q. b.
  • 2 colheres de sopa de Banha de Porco
  • 2 Tomates maduros
  • 1/4 de Pimento Vermelho
  • 1 cubo de Caldo de Carne

Confeção:

  1. Preparar a marinada para o coelho, picando os dentes de alho, para depois juntar o alecrim, as folhas de louro, o pimentão doce e uma parte do azeite, para além de temperar com pimenta e sal, e ainda misturar tudo muito bem com as mãos.
  2. Esfregar cada pedaço do coelho com o tempero anterior, regando depois tudo com o vinho tinto.
  3. Tapar com película aderente e reservar no frigorífico durante algumas horas.
  4. Colocar o restante azeite no fundo de um tacho largo, para depois juntar a banha de porco e mais tarde a cebola e o pimento vermelho, já tudo picado.
  5. De seguida, tirar a pele e as sementes aos tomates, para serem cortados aos pedaços e adicionados ao refogado anterior, antes dos pedaços do coelho entretanto retirados do frigorífico, de forma a deixar fritá-los um pouco juntamente com o bacon.
  6. Verter depois a marinada e adicionar o caldo de carne, os cogumelos, o sumo de limão e as azeitonas,bem como o ramo de salsa, deixando estufar durante cerca de 45 minutos.
  7. Cozer as batatas e as cenouras, tudo descascado e cortado aos pedaços, em água a ferver e um pouco de sal.
  8. Servir os pedaços de coelho juntamente com as batatas e as cenouras cozidas, tal como o molho que se criou.

E são várias as receitas de “Coelho à Caçador“, pois caçadores em Portugal não faltam, sejam eles com raíz transmontana, alentejana, ribatejana, algarvia, minhota, etc.

Ainda me lembro de, em criança, estar sentada a olhar para o meu pai a esfolar um coelho, ainda que doméstico, depois de o ter pendurado pelas patas nalgum tronco, em que lhe puxava a pele a partir da parte superior do tronco, para logo a seguir separar a cabeça, já que a minha mãe não gostava de a aproveitar.

Mas a essência desta receita é imaginarmos, em tempos longínquos, quando é que os caçadores traziam a caça, o que era também uma forma de protegerem as suas colheitas, temperando-a mais tarde com as ervas e o vinho da região e ainda cozinhavam a peça em fogo brando nos potes de barro ou de ferro. Acrescente-se que era costume este prato ser servido com batatas cozidas e/ou com pão.

Bom proveito!

(fonte: https://asenhoradomonte.com/2012/09/21/feijoada-a-transmontana/,

https://www.teleculinaria.pt/receitas/carnes/feijoada-a-transmontana/)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Receita Saudável de Halloween!

A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma da batata, do tomate, das pimentas etc.). Originária dos Andes, espalhou-se por todo o mundo, sendo uma referência ao gosto doce do seu tubérculo comestível.

Já agora, possuindo diversas variedades cultiváveis, para além de poder ser encontrada nas cores externas amarela, branca e roxa, é quarta hortaliça mais cultivada no Brasil e a que possui o maior índice de produtividade de quilocalorias por hectare por dia.

Em Portugal, este mesmo ingrediente é atualmente cultivado um pouco por todo o país, tendo vindo a conquistar cada vez mais apreciadores, logo define-se como sendo um produto de excelência ao mesmo tempo que ajuda a revitalizar e a dinamizar a nossa própria economia!

A batata doce é, por outro lado, um ingrediente perfeito para receitas energéticas e reconfortantes, em que para além de ser bastante deliciosa e energética, tem inúmeros benefícios para a saúde: é uma fonte importante de potássio e vitaminas A, C e B1.

Depois de as comprar, para as acondicionar em casa, deve guardá-las num local fresco e seco, evitando o frigorífico para não se deteriorarem tão depressa.
Para as preparar, o mais prático será, sem dúvida, cozê-las ou assá-las no forno, mas sempre com a peledepois de serem bem lavadas, pois assim também ajudará a preservar os seus nutrientes!

Por tudo isto, por que não festejar o seu Halloween de uma forma bem mais saudável este ano, reservando uma boa dose da energia acumulada para brincar às “travessuras e diabruras” com as crianças?

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Batata Doce com Recheio e Cobertura de Coco e Chocolate

Ingredientes:

Massa do bolo:
– 2 chávenas de batata doce cozida, descascada e amassada
– 2 ovos
– 1/2 chávena de mel 
– 2 colheres de sopa de óleo de coco
– 1 chávena de farinha de aveia 
– 4 colheres de sopa de farinha de arroz
– 1/2 chávena de farinha de mandioca
– água e sal q. b.
– 1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura e recheio do bolo:
– 150 gr de chocolate negro (70% de cacau)
– 200ml de leite de coco
– Coco ralado q. b.

Confeção:

  1. Ligar o forno a 180 graus;
  2. Num liquidificador, triturar muito bem a batata doce, juntamente com os ovos, o mel e o óleo de coco, até se tornar num creme;
  3. Numa tigela, misturar muito bem as farinhas com o sal;
  4. Acrescentar a mistura dos líquidos à mistura das farinhas, mexendo tudo muito bem com a ajuda de um pouco de água;
  5. Adicionar o fermento ao preparado anterior e misturar tudo muito bem;
  6. Colocar a massa numa forma untada e enfarinhada, com recurso ao óleo de coco e à farinha de arroz, para depois levar ao forno cerca de 30 minutos;
  7. Depois de desenformar, deixar arrefecer um pouco antes de cortar o bolo em dois discos;
  8. Preparar o recheio e a cobertura: levar o leite de coco a aquecer bem, para depois ser vertido sobre o chocolate já partido em pedaços pequenos; deixar repousar algum tempo antes de mexer tudo, até o chocolate estar todo derretido e envolvido no leite de coco.
  9. Montar o bolo: espalhar um pouco do preparado anterior num dos discos no prato de servir, para depois distribuir uma camada de coco ralado por cima; colocar o segundo disco, para a seguir distribuir por cima o resto do mesmo preparado anterior, bem como algum coco ralado a gosto.