segunda-feira, 3 de junho de 2019

"Fish and Chips with Mushy Peas"

Fish and Chips” é nitidamente um prato clássico britânico, que consiste em peixe frito envolvido num polme, acompanhado por batatas fritas. Inicialmente, e de acordo com o que eu pesquisei pela Internet, o mesmo era vendido embrulhado em folhas de jornal, como ainda acontece em algumas regiões do país e rapidamente começou a dominar um certo sector de comidas por várias zonas do mundo:

  • Na Inglaterra, o peixe frito e as batatas fritas surgiram separados nos menus há muitos anos, apesar das batatas só terem chegado à Europa no século XVII; tendo sido originalmente um prato judaico, o peixe frito foi levado para a Holanda e para a Inglaterra por judeus portugueses e espanhóis sefarditas, nos séculos XVII e XVIII, na sequência da sua fuga às perseguições movidas pela inquisição; este prato também foi introduzido pelos portugueses no Japão, onde hoje é conhecido como tempura.
  • Com o desenvolvimento rápido da pesca com rede de arrasto no mar do norte, na segunda metade do século XIX, sabe-se que o prato foi transformado num tipo de alimentação barata e rápida entre os membros da classe operária britânica.
  • Tornou-se popular num âmbito mais alargado em Londres e no sudeste da Inglaterra em meados do século XIX; Charles Dickens menciona um “armazém de peixe frito” no seu romance “Oliver Twist”, publicado em 1838; ao mesmo tempo, desenvolveu-se no norte da Inglaterra o comércio das batatas fritas; afirma-se, de forma discutível, que a primeira loja de batata frita foi fundada num mercado de Oldham; existe igualmente incerteza quanto ao local e à data em que os dois produtos foram combinados para se tornarem a indústria de peixe com batatas fritas que existe hoje no Reino Unido; oprimeiro registo de uma loja de peixe com batatas fritas em Londres indica que foi aberta em 1860 ou 1865, por Joseph Malin, apesar de se indicar ter sido antes criada outra loja por um “Sr. Lees” em 1863 no norte da Inglaterra, em Mossley, no Lancashire.

E tendo em conta o facto de que houve várias pessoas a pedirem-me para experimentar a fazer este prato, tentei fazer uma breve seleção no que toca aos vários passos da sua confeção (escolha do peixe, preparação do peixe, tipo de cobertura do peixe, fritura das batatas fritas, escolha do acompanhamento), uma vez que, tal como poderão tirar as vossas próprias conclusões a partir da leitura dos próximos parágrafos, existem diferentes versões para diferentes regiões, tendo surgido então assim surgido a receita que se encontrará mais abaixo!

Relativamente ao tipo de peixe escolhido, temos que:

  • Na Inglaterra, a arinca e o bacalhau são os mais utilizados; mas, as lojas usam muitos outros tipos de peixes de carne branca, tais como o escamudo ou a raia. Em algumas áreas do norte da Inglaterra e da Escócia, predomina a arinca; na Irlanda do Norte, o bacalhau e a solha são os peixes mais comuns.
  • Na República da Irlanda, o bacalhau e a solha são também os peixes mais comuns; Dublim possui uma tradição antiga de consumo de asas de raia fresca com batatas fritas; em Galway, é comum as lojas de peixe frito oferecerem uma selecção mais vasta de peixe, incluindo tamboril, pescada, escamudo e arinca.
  • Na Austrália, usam-se alguns tipos de tubarões pequenos, bem como lulas e outros tipos de peixe indisponíveis no Reino Unido.
  • No Canadá, é usada uma vasta gama de peixes como o bacalhau, a arinca, o alabote e o escamudo; as lojas permitem normalmente ao cliente escolher o peixe que pretende.
  • Nos Estados Unidos, os peixes brancos são também os mais comuns, mas, por vezes, o salmão também é utilizado.

Agora, no que diz respeito à preparação do peixe antes de o envolver no polme, existem variações regionais no Reino Unido,:

  • Algumas lojas, em especial no sul da Inglaterra, deixam a pele em ambos os lados do peixe, enquanto outros, sobretudo no norte da Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte, fritam filetes sem pele.

Depois segue-se a cobertura do peixe, podendo esta também variar, com a utilização de pão ralado ou pão ázimo, para além da farinha tradicional:

  • Na Austrália, no norte de Nova Gales do Sul, o “fish and chips” é feito normalmente com pão ralado, sendo possível pedir o polme só com farinha como pedido especial.
  • No Reino Unido, a cobertura com pão ralado não está disponível em grande parte das lojas, tendo vindo a tornar-se popular o polme feito com cerveja, de tom alaranjado e textura mais suave.

As lojas de “fish and chips” do Reino Unido e da Irlanda incluem frequentemente pedaços de polme, que caem na gordura e acabam por ser fritos, podendo ser oferecidos gratuitamente e ou então pedidos explicitamente.

No que diz respeito às batatas fritas de estilo americano, estas têm tipicamente uma forma mais fina que as britânicas:

  • Nos menus americanos, aparecem por vezes raspaduras mais grossas sob a designação de “steak fries” (batatas fritas para bifes). Contudo, estas também não são tão grossas como as britânicas, que medem tipicamente entre 1 a 1,5 cm em corte transversal.
  • A maioria das lojas tradicionais de “fish and chips” no Reino Unido faz as suas batatas fritas a partir de batata fresca.
  • Na Austrália, as batatas são pré-fritas e congeladas, antes da fritura final.

Quanto à fritura tradicional, é utilizada banha de bovino ou de suíno. Porém, os óleos vegetais, devido a libertarem fumo apenas a temperatura muito elevada, predominam nos dias de hoje. Uma minoria de vendedores no norte do Reino Unido ainda usa banha, por oferecer um sabor diferente ao prato, mas isto tem o efeito secundário de tornar as batatas fritas impróprias para vegetarianos e para crentes de certas religiões, tais como hindus, judeus e muçulmanos.

No que toca aos temperos, tem-se:

  • no Reino Unido é normalmente temperado com sal e vinagre, podendo este ser de tipo mais claro (como o usado nos picles, no caso dos escoceses ) ou de malte, mais escuro.
  • Na Irlanda do Norte, é comum usar-se molho castanho ou de tomate sobre a comida.
  • Nos EUA, oferecem molho tártaro ou vinagre.
  • No Canadá, usa-se o vinagre sobre as batatas e limão espremido sobre o peixe.

Para terminar, nos pubs britânicos, é ainda comum encontrar-se como acompanhento, as ervilhas cozidas. Outros acompanhamentos populares são os feijões com molho de tomate (baked beans), o pão com manteiga, a salada coleslaw, o puré de ervilhas (mushy peas) e os picles de cebola.

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE PEIXE: Fish and Chips with Mushy Peas

Ingredientes:

  • 1 l de Óleo para fritar
  • 6 Batatas médias
  • 4 Filetes de Bacalhau Fresco (*)
  • 1 chávena de Farinha de Trigo
  • 2 colheres de chá de Fermento
  • 1 colher de chá de Paprika
  • 1 colher de chá de Sal
  • 200 ml de Cerveja gelada
  • Sal e Pimenta q. b.
  • 1 lata de compra de 400gr de Ervilhas
  • 1 colher de sopa de Manteiga
  • 2 folhas de Hortelã picadas
  • 1 limão

Confeção:

  1. Descascar  e cortar as batatas em palitos, para depois serem fritas no óleo e reservar.
  2. Colocar as ervilhas, a manteiga, as folhas de hortelã e um pouco de sal numa panela em lume médio, até as ervilhas aquecerem.
  3. Adicionar 2 colheres de sopa de água e, com um garfo, amassar as ervilhas grosseiramente e reservar.
  4. Numa tigela, misturar a farinha, o fermento, a paprika, o sal e a cerveja, mexendo tudo muito bem.
  5. Depois de retirar a pele ao filetes de bacalhau fresco, pode optar-se por cortá-los em mais pequenos, para depois mergulhar cada um deles no preparado anterior e logo a seguir fritar no mesmo óleo das batatas até ficarem dourados.
  6. Retirar os filetes e tratar de os colocar num prato forrado com papel absorvente para absorver o óleo excedente.
  7. Servir o peixe e as batatas, juntamente com as ervilhas amassadas e ainda pedaços de limão cortado.

(*) Este produto encontra-se à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas, com 5% de desconto, bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

(fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peixe_e_fritas

https://inglesgourmet.com/2011/09/21/fish-chips-um-icone-britanico/

https://inglesgourmet.com/2018/09/28/receita-de-fish-and-chips/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Perca_(peixe))

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Guacamole servido com Tortillas de Queijo

Digamos que o abacate é um dos “frutos da moda”, mas também uma das minhas mais recentes aquisições na dieta alimentar, porque simplesmente é muito especial: é um fruto bastante versátil, podendo ser consumido durante todo o ano e de diversas formas, e ainda tanto salgado como doce, para além de conter muitos nutrientes!

Sublinhe-se, por exemplo, o facto de ser rico em gordura monoinsaturada, sendo, por isso mesmo, uma opção saudável para o nosso coração!

E se, por um lado, pode ser utilizado para limpar e nutrir a pele como máscara de beleza, por outro lado, temos que o guacamole, típico da culinária mexicana, é porventura o uso mais corrente do abacate, sabiam?

Originalmente, este é uma espécie de puré de abacate bem condimentado. Contudo, para além da pimenta, presente em vários pratos mexicanos, ele leva ainda cebola e sumo de lima ou de limão, sendo por exemplo servido com nachos (tortilhas crocantes de milho).

Vamos para a cozinha?

Mas antes, posso dizer-vos que “Abacate” originou-se do náuatle, língua falada por grupos indígenas que habitavam o México e El Salvador, em que o vocábulo āhuacatl, naquele idioma, significa “testículo” e foi utilizado para nomear o fruto.

Anatomicamente, o abacate é um fruto arredondado ou piriforme, de peso médio de 500 a 1 500g, em que a sua casca varia, em colorido, do verde ao vermelho-escuro, passando pelo pardo, violáceo ou negro, cujas duas principais variedades são a Strong (cor verde) e a Hass (cor roxa). A árvore, o abacateiro, atinge até 30m e cresce melhor em climas quentes.

No que diz respeito ao seu consumo, o mesmo deve ser consumido cru, sendo a sua textura cremosa, idealmente até para barrar no pão, mas nunca sem antes adicionar umas gotas de limão, ou lima, para evitar que se oxide e escureça ao ar.

Curiosamente, os arqueólogos encontraram sementes deste fruto em sepulturas do povo Inca, datadas de 750 antes de Cristo, tendo-se pensado na altura que a semente do abacate teria propriedades afrodisíacas na vida após a morte. Todavia, existem plantações de abacate em Portugal, principalmente no Algarve e na Madeira.

Acrescente-se ainda que é amplamente utilizado na Medicina Ayurvédica, para o tratamento de várias doenças, tais como hipertensão, dor de estômago, bronquite, diarreia, e diabetes. Aliás, diversas pesquisas têm evidenciado que o seu extrato aquoso tem atividade analgésica e anti-inflamatória comparável ao ácido acetilsalicílico.

Dicas iniciais de preparação do abacate:

  • Dar um golpe à volta do abacate, verticalmente, rodando o fruto; a faca deve ir até ao caroço.
  • Com as mãos, rodar o abacate para separar as metades.
  • Para tirar o caroço de forma a deixar o fruto sem mazelas e inteiro, enterrar num só golpe a faca no caroço e puxar rapidamente.
  • Com a ajuda de uma colher, tirar a polpa do abacate; colocar a colher bem rente à casca e ir rodando o fruto para que a polpa saia inteira.

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Guacamole servido com Tortillas de Queijo

Ingredientes:

  • 1 abacate
  • 1/2 cebola picada
  • 1 tomate pequeno sem sementes picado
  • 1 malagueta pequena sem sementes picada
  • Sumo de 1/2 limão
  • Sal q. b.

Confeção:

  1. Retirar a polpa dos abacates e, numa tigela, amassar com um garfo até formar uma pasta.
  2. Adicionar a cebola picada, o tomate picado e a malagueta sem sementes e mexer tudo muito bem.
  3. Deitar o sumo de limão e temperar com sal, misturando até ficar homogéneo.
  4. Reservar no frigorífico até à hora de servir.

Tortillas de Queijo

Ingredientes: 

  • 1 chávena de chá de farinha de milho
  • 2 colheres de sopa de banha de porco
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1/2 de chávena de chá de queijo ralado fino
  • 1 chávena de chá de água morna
  • Óleo para fritar

Confeção:

  1. Numa vasilha, misturar a farinha, a banha de porco, o sal e o queijo com a ponta dos dedos.
  2. Adicionar a água, aos poucos, sovando com as mãos até obter uma bola.
  3. Dividir a massa em várias porções e modelar bolas com cada porção.
  4. Cobrir e deixar descansar por 30 minutos.
  5. Abrir a massa com a ajuda de um rolo até ficar fina.
  6. Cortar em triângulos e fritar em óleo quente até dourar.
  7. Escorrer sobre papel absorvente e servir numa travessa com o molho guacamole.

(fontes: https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/abacate/,

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/tecnicas/como-descascar-abacate/,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Abacate

https://guiadacozinha.com.br/tortillas-queijo-acompanhar-guacamole/)

segunda-feira, 20 de maio de 2019

História e Receita de "Coelho à Caçador"!

Raramente se come coelho cá em casa, mas ao passar pelo Talho “Sucesso Carnes” na semana anterior à Páscoa deste ano, localizado em Odivelas (Ramada), onde, aliás, costumo ir regularmente, lembrei-me de pedir para adicionarem um exemplar do mesmo cortado aos pedaços à minha lista de compras desse dia!

Afinal de contas, sou eu quem, nos últimos anos, prepara sempre o intitulado almoço do Domingo de Páscoa em família, bem como as refeições referentes às alturas do Natal e Ano Novo, ou até mesmo de alguns Aniversários!

E como sabe sempre tão bem colocar a conversa em dia com quem mais gostamos e nos quer bem, não é verdade?

Na correria do dia a dia, já basta não termos tempo para estar com a nossa família e amigos mais próximos, por isso precisamos cultivar o amor e o afeto pelos outros, e também há momentos que valem por toda uma vida…

E sabem que mais? Eu não me arrependi nada de o ter feito e quem provou, simplesmente… repetiu!

Por isso, convido-vos a lerem os próximos parágrafos, porque se, por um lado, vou desde já passar à descrição da receita “Coelho à Caçador“, por outro lado, achei por bem contar-vos um pouco acerca das possíveis origens desta mesma receita, depois de ter feito uma certa pesquisa, acham bem?

Vamos para a cozinha?

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE CARNE: Coelho à Caçador

Ingredientes:

  • 1 coelho cortado aos pedaços
  • 4 dentes de alho
  • 2 folhas de louro
  • 2 dl de azeite
  • 400 g de cogumelos frescos cortados aos quartos
  • 150 g de bacon cortado às tiras
  • 1 cebola grande
  • 150 g de azeitonas verdes descaroçadas
  • 400 g de batatas
  • 400 g de cenouras
  • Sal, pimenta e sumo de limão q.b.
  • 1 ramo de Salsa
  • 1 colher de sopa de Massa de Pimentão
  • 1 colher de sobremesa de Pimentão Doce
  • 1/2  garrafa de Vinho Tinto
  • Alecrim, Sal e Pimenta q. b.
  • 2 colheres de sopa de Banha de Porco
  • 2 Tomates maduros
  • 1/4 de Pimento Vermelho
  • 1 cubo de Caldo de Carne

Confeção:

  1. Preparar a marinada para o coelho, picando os dentes de alho, para depois juntar o alecrim, as folhas de louro, o pimentão doce e uma parte do azeite, para além de temperar com pimenta e sal, e ainda misturar tudo muito bem com as mãos.
  2. Esfregar cada pedaço do coelho com o tempero anterior, regando depois tudo com o vinho tinto.
  3. Tapar com película aderente e reservar no frigorífico durante algumas horas.
  4. Colocar o restante azeite no fundo de um tacho largo, para depois juntar a banha de porco e mais tarde a cebola e o pimento vermelho, já tudo picado.
  5. De seguida, tirar a pele e as sementes aos tomates, para serem cortados aos pedaços e adicionados ao refogado anterior, antes dos pedaços do coelho entretanto retirados do frigorífico, de forma a deixar fritá-los um pouco juntamente com o bacon.
  6. Verter depois a marinada e adicionar o caldo de carne, os cogumelos, o sumo de limão e as azeitonas,bem como o ramo de salsa, deixando estufar durante cerca de 45 minutos.
  7. Cozer as batatas e as cenouras, tudo descascado e cortado aos pedaços, em água a ferver e um pouco de sal.
  8. Servir os pedaços de coelho juntamente com as batatas e as cenouras cozidas, tal como o molho que se criou.

E são várias as receitas de “Coelho à Caçador“, pois caçadores em Portugal não faltam, sejam eles com raíz transmontana, alentejana, ribatejana, algarvia, minhota, etc.

Ainda me lembro de, em criança, estar sentada a olhar para o meu pai a esfolar um coelho, ainda que doméstico, depois de o ter pendurado pelas patas nalgum tronco, em que lhe puxava a pele a partir da parte superior do tronco, para logo a seguir separar a cabeça, já que a minha mãe não gostava de a aproveitar.

Mas a essência desta receita é imaginarmos, em tempos longínquos, quando é que os caçadores traziam a caça, o que era também uma forma de protegerem as suas colheitas, temperando-a mais tarde com as ervas e o vinho da região e ainda cozinhavam a peça em fogo brando nos potes de barro ou de ferro. Acrescente-se que era costume este prato ser servido com batatas cozidas e/ou com pão.

Bom proveito!

(fonte: https://asenhoradomonte.com/2012/09/21/feijoada-a-transmontana/,

https://www.teleculinaria.pt/receitas/carnes/feijoada-a-transmontana/)

domingo, 12 de maio de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto N.º 5 + Passatempo (já terminado!)

Aqui estou eu para vos presentear com mais uma Revista Digital Cozinha Com Rosto, a número 5 – maio 2019!

Mas atenção que a mesma só se encontrará disponível para quem subscrever a Newsletter deste Blog aqui a partir de… agora, na qual voltei a incluir textos novos a ver com as seguintes categorias, num total de 30 páginas desde a capa à contracapa, no caso de quererem imprimir:

  • na cozinha
  • viva melhor
  • as minhas recomendações
  • curiosidades do mês
  • em destaque
  • considerações finais

Desta forma mostro-vos abaixo alguns exemplos de páginas:

E quanto ao passatempo anunciado no título deste artigo?

Pois bem, tenho o prazer de vos anunciar que, entre hoje e o próximo dia 31, irá ter lugar mais um passatempo no meu blog:

Oferta de 1 Exemplar do  Livro “As Plantas, nossas irmãs – volume 2”, da autoria de Miguel Boieiro!

(descubra como, mais abaixo!)

Isto porque, de acordo com o que eu redigi numa das edições anteriores da Revista Digital, no passado dia 16 de fevereiro, na Biblioteca de Alcochete, por volta das 16h, decorreu a cerimónia de apresentação livro “As Plantas, nossas irmãs – volume 2”, da autoria de Miguel Boieiro:

O lançamento do 2o volume de “As Plantas, Nossas Irmãs” é a continuidade de um trabalho de pesquisa que há anos tenho vindo a fazer para divulgação das utilidades da flora. É também um esforço para dilatar a sensibilidade dos cidadãos, numa época de grande consumismo, sensibilizando-os para o aproveitamento criterioso dos benefícios que a natureza coloca à nossa disposição, sem nada pedir em troca, a não ser respeito e consideração.”

clicar para ler entrevista de Cozinha Com Rosto a Miguel Boieiro

E tal como também já descrevi em alguns textos do meu blog, como por exemplo aqui, muitas das plantas que conhecemos (cavalinha, stevia, curcuma, urtiga, etc) podem ser utilizadas de alguma maneira numa simples receita caseira, com o objetivo de solucionar pequenos problemas de saúde no dia-a-dia; contudo, é fundamental conhecer cada uma delas, para garantir a sua atuação benéfica sem danos sérios para o organismo humano!

Sendo assim, e numa forma de ao mesmo tempo retribuir quem me segue, eu própria sugeri, ao autor do mesmo livro, Miguel Boieiro, fazermos um passatempo em conjunto, de forma a que o vencedor receba, como oferta, um exemplar do livroAs Plantas, nossas irmãs – volume 2”, e sem qualquer custo, bastando seguir as seguintes regras:

  1. Residir em Portugal Continental;
  2. Subscrever a Newsletter do Blog Cozinha Com Rosto aqui;
  3. Escrever um comentário neste artigo do Blog, dizendo que gostava de participar neste passatempo, juntamente com uma frase alusiva ao título do livro “As Plantas, nossas irmãs”.

O passatempo realiza-se entre o dia 13 e o dia 31 de maio de 2019 às 24h.

O vencedor será aquele que escrever a frase mais inspiradora, sendo depois contactado pelo email fornecido, para se combinar a entrega do prémio, pessoalmente ou por correio normal, tendo 48 horas para o fazer, caso contrário será nomeado outro vencedor

Boa sorte a todos, agradecendo, desde já, a partilha deste mesmo artigo!

Porque… nós somos o que comemos e… até ao próximo texto!

(E o Vencedor foi…

Paulo Sousa!!

Muitos parabéns!!)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O Pescetarianismo e a Receita do Arroz de Perca!

Pescetarianismo, ou piscitarianismo, é um regime alimentar que inclui peixes e frutos do mar, mas exclui a carne de outros animais. Uma dieta pescetariana é uma dieta que inclui hortaliças, frutos, nozes, cereais e leguminosas, ovos e laticínios, mas diferentemente de uma dieta vegetariana, peixes, e algumas vezes frutos do mar.

Um dos motivos mais citados para a adoção desta dieta é o desejo de manter uma boa saúde, baseado nos resultados encontrados que carne vermelha é prejudicial à saúde em muitos casos devido a carnes não magras conter altas quantidades de gordura saturada.

Por outro lado existe a preocupação com consumo de grandes quantidades de certas variedades de peixe devido a conterem toxinas como mercúrio e bifenilpoliclorados (PCB), apesar de ser possível selecionar peixes com pouco ou nenhum mercúrio e moderar o consumo de peixes que o contém.

Cada vez mais aparecem tendências alimentares diferenciadas, ora baseadas em modas ou crenças religiosas, ora a ver com certas questões de saúde ou ainda com a aparência física de cada um!

Entre elas, descobri eu, outro dia, enquanto fazia uma certa pesquisa pela Internet, existe o… pescetarianismo! E, curiosamente, este tipo de dieta alimentar pode estar intimamente ligado ao vegetarianismo, uma vez que grande parte dos alimentos são de origem vegetal, porém estão também incluídos produtos de origem marítima, os ovos, os laticínios e o mel.

Na verdade, todos nós sabemos que o peixe é a melhor forma de obter ácidos gordos ómega-3, sendo, por exemplo, o salmão selvagem e as sardinhas, alguns dos mais benéficos.

E, se grande parte dos vegetarianos acha que come bastante proteína, só porque se incluem alimentos como grãos integrais, feijões, legumes e sementes, pelo que também investiguei, estas podem ser antes fontes incompletas, para além de que seus constituintes também podem não ser totalmente digeríveis uma vez ingeridos, podendo dar origem a uma insuficiente absorção de nutrientes, respostas imunes ou até algum tipo de problema intestinal.

Ou seja: uma dieta rica em proteínas pode ser difícil de conseguir se for apenas do tipo vegetal, enquanto que os peixes, crustáceos e moluscos são uma ótima fonte de proteína magra; consequentemente, o próprio sistema imunológico pode vir a beneficiar, somando-se o facto de ainda ajudar no combate à inflamação, no que diz respeito, por exemplo, ao cancro.

Acrescente-se ainda que a escolha do peixe na nossa alimentação pode vir a ter um custo maior do que outro tipo de opções, mas tudo depende do tipo de espécie ou qualidade de peixe é que estamos a falar, já que os preços praticados dependem muito de onde se compra, época do ano e se se compra fresco ou congelado e se é de mar ou aquicultura.

Para finalizar, segundo certos profissionais na área da saúde e nutrição, devem-se comer cerca de duas porções de peixe por semana, para a saúde do nosso coração; contudo não devemos optar por ingerir exageradas quantidades de produtos de origem marítima, mas sim optar por assumir um tipo de dieta alimentar o mais variada possível, de forma a colmatar algum tipo de constituintes no nosso organismo para o seu bom funcionamento.

Por tudo isto, cá em casa existe uma certa preocupação em incluir pratos de peixe na nossa alimentação, tendo sido a perca, desta vez, a minha escolha para uma receita no meu blog:

“Perca é a denominação de qualquer espécie do género-tipo dos percídeos, como, por exemplo, a Perca fluviatilis, que é considerada a verdadeira perca. A perca é um conjunto de diferentes espécies de peixes nativos de água doce do mundo inteiro. A perca do Nilo, Lates niloticus, é um dos maiores peixes de água doce, mas, por viver no Lago Nasser, não é certo que tenha habitado o Nilo antigo. É possível reconhecer alguns peixes que os antigos egípcios pescavam, como a tilápia e o peixe-tigre.”

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE PEIXE: Arroz de Perca

Ingredientes:
500 g de perca (*)
– 2 Cebolas
– 2 dentes de Alho
– 2 tomates
– 1 dl de Azeite
– 1 dl de Vinho Branco
– 6 medidas de água para 2 medidas de arroz carolino
– 2 colheres de sopa de polpa de tomate
– sal q.b.
– pimenta q.b.
– sumo de limão q.b.
– salsa ou coentros q.b.
Confeção:

1) Cortar o peixe em cubos e temperá-los com sal, pimenta e sumo de limão e reservar;

2) Picar as cebolas, os alhos e o tomate, este limpo de pele e sementes, para depois refogar tudo no azeite, assim como o peixe;

3) Verter o vinho branco e a polpa de tomate ao refogado, deixando ainda cozinhar por mais alguns minutos antes de juntar a água;

4) Adicionar o arroz e envolver, deixando em lume brando até cozinhar o arroz;

5) Retificar os temperos, se necessário, e servir de seguida com a salsa ou os coentros picados.

(*) Encontra este produto à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas com 5% de desconto, bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

(fontes: www.cozinharsemstress.pt/cozinhar/receitas/arroz-de-perca/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Perca_(peixe)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pescetarianismo,

https://www.pescanova.pt/nutricao/pescetarianismo

http://www.nutricaointegrativa.com/o-que-e-um-pescetariano-e-o-que-o-comem/)

terça-feira, 30 de abril de 2019

Tem a melhor mãe do mundo?

Nos Hotéis Real no Algarve, o dia 5 de Maio é para celebrar com as melhores Mães do Mundo! Aproveite o domingo para mimar e passar um dia maravilhoso com a sua mãe. As ofertas são variadas e o que não faltam são actividades para os mais pequenos.

O Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa sugere um almoço com vista para a praia de Santa Eulália, das 12:30 às 15:00, composto por entrada de Queijo chévre gratinado com mel, rebentos de verduras, compota de abóbora e vinagrete de balsâmico. Como prato principal apresenta a deliciosa Espetada de camarão e tamboril, tomate grelhado em crosta de ervas aromáticas e batatinhas novas assadas. Para sobremesa, Creme de alfarroba queimado com açúcar mascavado. O valor é de 35€ por pessoa com bebidas da selecção do hotel incluídas.

Já no Real Bellavista Hotel & Spa, a partir das 15:30, no Kids Club realizar-se-á um workshop gratuito para as crianças com o intuito de fazerem presentes do dia da Mãe. Segue-se um jantar, das 19:00 às 22:30, composto por Creme de alho francês com pêra rocha, Frango no forno, Lombinho de porco grelhado, Perca à portuguesa, Fagoneiro com molho de marisco cremoso e como prato vegetariano Ovos escalfados à Florentina. Ainda inclui um menu especial para as crianças, buffet de sobremesas e bebidas da selecção do hotel, tudo isto por apenas 23€ por pessoa.

Em Olhão, o Real Marina Hotel & Spa, apresenta um maravilhoso Brunch em Familia especial dia da Mãe por 25€ por pessoa, com bebidas da selecção do hotel incluídas. Pode contar com uma variedade de tapas e saladas, os pratos quentes vão desde o Bacalhau à lagareiro, até ao Lombinho de porco assado com castanhas e cebolinhas, passando pelo show cooking de pastas e risotos feitos ao momento. A mãe vai adorar todos os momentos e os filhos podem ficar no Kids Corner e fazer um presente para a mãe.

Tal como nas restantes unidades do Grupo Hotéis Real, as crianças até aos 5 anos não pagam e dos 6 aos 12 anos têm direito a 50% de desconto.

Caso deseje oferecer um dia mais relaxante para a sua mãe, poderá optar por um gift voucher Real Spa Therapy, a partir de 30€, numa massagem ou tratamento à escolha, em Albufeira ou Olhão.

Para informações adicionais consultar https://www.realhotelsgroup.com/pt/promocoes/dia-da-mae#.XL3eXYlKjcs

Fundado em 1994 por João Bernardino Gomes, os Hotéis Real, grupo Português de hotelaria tradicional, apresenta soluções versáteis e inovadoras assentes nos valores da Portugalidade e no serviço de excelência.

25 anos após a sua fundação, o grupo conta com 10 unidades distribuídas pelas zonas da Grande Lisboa e Algarve, onde a aposta no conforto dos ambientes acolhedores é evidente, aliando o bem-estar dos SPA e os sabores da melhor cozinha Portuguesa.

O Grupo aposta também na polivalência, diversificando e complementando a sua oferta, oferecendo experiências adequadas a cada momento da vida, e ajustando a diferentes expectativas, necessidades e motivações.

 

(fonte: Ângelo Sena, Coordenador de Marketing e Comunicação, 

Hotéis Real, 

com Créditos fotográficos de Hotéis Real)