segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Maria Minorca em Entrevista à Cozinha Com Rosto!

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Maria Minorca é uma marca 100% portuguesa, de confeção própria dos 0 aos 8 anos, oferecendo aos seus clientes roupa, calçado e acessórios.

E por existir a possibilidade de serem feitas entregas, via transportadora, para todo o país (ilhas incluídas), tanto se trata de uma loja física, por sua vez situada na Ramada, em Odivelas, distrito de Lisboa, bem como de uma loja online, cujo site é https://mariaminorca.pt/

Já agora, relembro que, na intitulada Revista Digital Trimestral “P´ra Mesa” Número 14 recentemente lançada neste Blog aqui, existe um Voucher de Desconto de 10%, na compra de peças da Nova Coleção de Outono/Inverno de 20/21 na loja online Maria Minorca, para utilizar até dia 31 de dezembro!

Por isso, seja já Subscritor aqui, de forma a receber o Voucher diretamente no seu email, bem como outros, não perca!

Mas abaixo indicarei todos os contactos e horários de atendimento na loja física!

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1 – Antes de mais, muito obrigada pela vossa disponibilidade em responder a algumas questões acerca do vosso projeto “Maria Minorca” e o universo das crianças, também em nome dos meus leitores, pedindo-lhe, desde já, para se apresentar e explicar um pouco como é que tudo começou!

Maria Minorca: O gosto por moda sempre teve muito assente numa de nós e, depois de ter filhos, nada nos dava mais gosto do que preparar os “kits” para eles vestirem. Depois tivemos a sorte da avó dos meninos ter sido costureira e acabámos por criar alguns modelos para os miúdos, que depois a avó confecionou. Outra das nossas preocupações, baseada na rotina diária das crianças, foi conseguir estabelecer um equilíbrio entre o que o que é “bonito” e o que é pratico. Conseguir criar uma peça de roupa, ter a possibilidade de confecioná-la de acordo com o que imaginámos e fazer com que essa peça seja simultaneamente prática e bonita, é muito compensador. Começámos por receber alguns elogios entre familiares e amigos e demos por nós a pensar “porque não fazer disto um projeto mais sério”.

2 – E tem filhos? E se sim, com que idades?

Maria Minorca: Sim, temos: 11 anos, 6 anos e 4 anos, o que nos dá um bom leque de possibilidades para exercitar a nossa criatividade, ao mesmo tempo que podemos avaliar o que é mais importante para cada idade.

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3 – No que diz respeito ao futuro, quais é que são as suas maiores expectativas, no que diz respeito, por exemplo, à vossa loja física, ainda que continuemos, por agora, ema altura de Pandemia?

Maria Minorca: A loja física sempre foi muito importante para nós, porque é onde o cliente consegue ter uma experiência de compra mais diferenciada e personalizada. Dentro das possibilidades que oferecemos, tentamos ir de encontro ao gosto dos nossos clientes. Poder ajudar, aconselhar e sugerir, estreitando a relação entre a marca e o cliente, é aquilo que nos distingue da “impessoalidade” das grandes superfícies da confeção em massa. A nossa expectativa é que a mesma continue a funcionar no mesmo registo que até então… Mesmo para um cliente que efetua a compra online, o facto de saber que existe um espaço físico, transmite-lhe uma maior confiança e segurança.

4 – Já agora, quanto à vossa loja online, será que também conseguiu aumentar as vendas durante o confinamento?

Maria Minorca: Nos primeiros tempos de confinamento, sentimos que o foco das pessoas não era de todo a compra de produtos que não fossem única e exclusivamente de primeira necessidade. Mas mais recentemente sentimos que sim, embora continuemos a ter o mesmo volume de visitas/compras em loja.

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5 – E como é que as vossas clientes têm, afinal, reagido paralelamente à COVID-19?

Maria Minorca: Sentimos que estamos todos a adaptar-nos e a aprender a viver com esta nova realidade. E aos poucos vamos também retomando as nossas rotinas de acordo com esta nova normalidade. Pelo feedback de alguns clientes, temos concluído que o comercio tradicional é uma boa opção para evitar os grandes aglomerados de pessoas.

6 – Mas que tipo de peças é que têm sido mais apreciadas e/ou vendidas ao longo do tempo?

Maria Minorca: Não nos apercebemos de que houvesse um tipo de procura diferente do que já tínhamos. Na verdade, também somos mães e trabalhamos sempre também com essa visão. Ao desenvolvermos as peças fazemo-lo sempre pensando na praticidade das mesmas e nas várias possibilidades de adaptar as roupas às mais diferentes situações. Portanto, já era essa a nossa forma de estar e de nos apresentamos ao mercado mesmo em período pré-pandemia.

7 – Que tipo de materiais é que normalmente compõem as vossas peças de vestuário e de calçado que vende? E qual a sua origem?

Maria Minorca: Os nossos produtos são produzidos por nós e trabalhamos com parceiros portugueses. A Maria Minorca é uma marca 100% portuguesa. Acreditamos no que é nosso.

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8 – Entretanto, quando finalmente consegue chegar a casa, após um intenso dia de trabalho, o que é que a preocupa mais no que diz respeito à alimentação das crianças?

Maria Minorca: Estamos todos ainda a adaptar-nos às rotinas depois do regresso às aulas, mas o que procuramos sobretudo são receitas práticas, rápidas e saudáveis.

9 – E sabendo-se que as crianças têm mais pupilas gustativas do que os adultos, quais é que são as refeições preferidas dos seus filhos?

Maria Minorca: São 3 crianças diferentes com um gosto muito diversificado e como tal tanto comem pratos mais elaborados como os pratos mais simples. Gostam de cozinha portuguesa, italiana, asiática… Mas como qualquer criança gostam bastante de trash food. Gostam de qualquer cozinhado que tenha como ingredientes frango e bacalhau.

10 – Para terminar, por acaso quer partilhar connosco algum truque sobre o que fazer quando se quer dar a provar um alimento “novo” a uma criança?

Maria Minorca: Nem todas as crianças são iguais, nem reagem da mesma forma à aceitação de novos alimentos. Lá por casa, tenho um que adora experimentar coisas novas e outro que é «super» reticente e recusa sempre qualquer novidade. Mas penso que como em quase tudo na educação, o truque é ir insistindo e não desistir. É preciso sermos persistentes! O primeiro passo é provar, para podermos saber se gostamos…

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Loja Física:

Avenida Amália Rodrigues 25 R/C

LOJA 4, 2620-520 RAMADA

(+351) 215 844 921

Seg-Sex: 8h – 19h | Sáb: 10h – 13h

Loja Online:

http://www.mariaminorca.pt/

geral@mariaminorca.pt

(fotos: direitos reservados)

sábado, 7 de novembro de 2020

Receitas Subscritores #14: História e Receita de Caldo Verde na Bimby

Sabia que o “Caldo Verde” foi eleito, em setembro de 2011, como sendo uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal?

Esta sopa tradicional portuguesa teve a sua origem em meados do século XV, no Norte de Portugal, mais concretamente na região do Minho, ainda que, ao longo dos anos, a receita tivesse múltiplas adaptações de acordo com as regiões em que é confecionada.

E, de acordo com a história da nossa gastronomia, parece que os lavradores utilizavam os ingredientes em maior abundância para produzir uma sopa que saciasse toda a população.

No que diz respeito ao seu ingredientes principal, a couve-galega, que é uma couve típica de Portugal, esta será capaz de transformar esta sopa no prato ideal para uma noite bem fria de inverno ou então na atração principal de qualquer festa popular!

Mas também existe algo que complementa muito bem este tipo de prato na hora em que é servido: as típicas rodelas de chouriço, oferecendo um toque único de contraste de sabores, juntamente com o puré de batata e a couve entretanto cortada em tiras muito finas.

Por isso, na minha proposta de receita de Caldo Verde confecionada no Bimby apresentada mais abaixo, fiz questão de experimentar a utilizar mais um dos produtos endógenos presentes no tal Cabaz oferecido pela Câmara Municipal de Vila de Rei, o chouriço argola (*), aquando do lançamento da Revista Digital já sua conhecida, a Revista Trimestral “P´ra Mesa” Número 14!

Para uma degustação genuína, o caldo verde serve-se sempre em tigelas ou malgas de barro, acompanhadas de broa de milho, de centeio ou broa de Avintes e junta-se, no caldo, várias rodelas de salpicão ou de chouriço de colorau, mas, de preferência, salpicão, que o tornam ainda mais delicioso. Segundo a receita original, deve ser sempre acompanhado por bom vinho verde tinto, também servido em malgas, que é um tipo de vinho altamente compatível com esta especialidade gastronómica.

(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caldo_verde)

RECEITA NA CATEGORIA DE SOPAS:

Caldo Verde confecionado na Bimby

Ingredientes:

  • 300 g batata
  • 200 g cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1000 g água
  • Sal q.b.
  • 250 g couve de caldo verde
  • 100 g de chouriço argola (*), cortado às rodelas
  • 50 g azeite

 

Confeção:

  1. Colocar, no copo, as batatas cortadas em pedaços, a cebola, os alhos, a água, o sal, a Varoma com a couve e programar 25 min/Varoma/vel 1;
  2. Retirar a Varoma, colocar o copo de medida e programar 1 min/vel 5-7, aumentando progressivamente a velocidade.
  3. Incorporar a couve de caldo verde e as rodelas de chouriço através do bocal da tampa.
  4. Adicionar o azeite e programar 2 min/100°/vel 1.
  5. Retificar os temperos e incorporar mais água, se ficar demasiado espesso.
  6. Servir a sopa com algumas rodelas de chouriço argola (*) e um fio de azeite.

 

(fonte: https://www.mundodereceitasbimby.com.pt/sopas-receitas/caldo-verde/xlq9ixkd-6f492-254761-cfcd2-slfv2kc7)

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

2.º Sorteio Mensal Cozinha Com Rosto em parceria com Caminhadas Smile

Se costumo afirmar no Blog que “nós somos o que comemos“, agora acrescento que “andar é o melhor remédio para o homem“, tal como também dizia Hipócrates, o pai da medicina, há cerca de 2500 anos!

E ainda acrescento o seguinte: o simples facto de andar, combinado com uma boa noite de sono e uma dieta saudável, pode ajudar imenso a evitar as visitas ao médico!

Ou seja: o simples hábito de caminhar é desde logo uma prática que pode beneficiar muito cada um de nós, meu caro leitor, sendo ao mesmo tempo um exercício fácil e gratuito, para além de exigir pouco esforço!

Benefícios da Caminhada

sorteio

A caminhada é comprovadamente um exercício aeróbico bastante eficaz para a nossa saúde, seja a nível físico, psíquico ou até social. Caminhar é nada mais nada menos que a atividade física perfeita, porque é fácil, barato, leve e simples, para além de melhorar a sua forma física e ainda ser capaz de proporcionar maior beleza no seu corpo!
Por exemplo, de acordo com o artigo que se pode ler na íntegra aqui, temos que:

“Em declarações ao The Telegraph, Snap realça que apesar de fazer uma caminhada parecer uma atividade pouco “eficiente” em comparação com outras de maior intensidade (como correr ou andar de bicicleta), tem inúmeras vantagens, logo a começar por ser uma atividade de baixa intensidade o que significa que é benéfica ao nível das articulações e um bom estímulo para o fluxo sanguíneo. Ao jornal, o editor diz que desconhecia as vantagens de caminhar até que passou a fazê-lo diariamente: “Em três semanas eu conseguia ver um esboço dos meus abdominais”, recorda.

E 20 minutos já fazem diferença – Uma investigação de 2015, realizada por investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, analisou 334 mil pessoas e os resultados indicaram que caminhar apenas durante este período reduzido pode reduzir o risco de morte prematura em quase um terço.”

Vamos participar no Sorteio abaixo?

2.º Sorteio Mensal Cozinha Com Rosto em parceria com Caminhadas Smile

sorteio

Desta forma, convido-o então, meu caro leitor, a participar em mais um Sorteio Mensal Cozinha Com Rosto em parceria com Caminhadas Smile, podendo ler já de seguida o Programa correspondente e o que compreende exatamente esta Oferta:

Caminhada com Mitos e Lendas – 22 de Novembro de 2020

sorteio

Caminhada com histórias sobre mitos e lendas contadas por João Pereira de Matos

O percurso que propomos explorar, enquanto viajamos através das histórias e mitos, com que o nosso guia João Pereira nos vai fazer parar a respiração, tem a beleza única a que a Serra de Sintra já nos habituou. É um local onde o silêncio impera, por vezes interrompido pelo som de pássaros ou murmúrios do vento na copa das árvores. Um bosque encantado com árvores de espécies exóticas e gigantescas que filtram a luz da lua dando um certo misticismo de floresta mágica, criando estímulos sensoriais e desencadeando respostas emocionais, lembrando universos abstratos que por vezes ilustram os nossos sonhos.

Dentro do romance de Apuleio, O Burro de Ouro, está a história dos amores de Eros e Psyche que desde o século II tem encantado os leitores e que foi a base de muitas outras histórias tradicionais que nela se inspiraram. É uma história de amor, de desencontro mas também de superação e coragem, com elementos fantásticos da mitologia e da religiosidade de então. Assim, para dar a conhecer esta narrativa encantatória sugerimos um passeio agradável e uma conversa amena sobre este e outros mitos e deixar divagar a nossa imaginação.

João Pereira de Matos nasceu em Lisboa em 1973. É investigador e professor no CHAMCentro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa. É também escritor com mais de uma dezena de livros publicados e ilustrador.

(fonte: https://www.caminhadassmile.pt/mitologia/)

PROGRAMA

Caminhadas smile

Dia do Evento: 22 de Novembro

10h00 – Ponto de encontro: junto ao parque de estacionamento do santuário da Peninha. Coordenadas GPS: 38.769274, -9.458946).
10h15 – Início do percurso Pedestre. 6 Km, médio menos, circular.
13h00 – Almoço piquenique.
14h30 – Final da atividade.

Valor da Oferta: 12 €

  • o preço inclui percurso pedestre com Mitos e Lendas, seguros e guias;
  • Programa organizado com a colaboração de Rita Oliveira e prof. João Pereira de Matos.

sábado, 31 de outubro de 2020

Receitas Subscritores #13: Hidromel Artesanal e Pão de Deus!

Na manhã do dia 1 de Novembro de 1755 a terra tremeu durante vários minutos, derrubando edifícios e espalhando os seus destroços por toda a parte.

Minutos depois o rio cresceu pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinha fugido para as margens do Tejo com o objectivo de escapar aos edifícios que ruíam foram apanhadas pelas águas.

Quando as ondas se retiraram ficaram os incêndios que queimaram o que restava.”

(fonte: https://ensina.rtp.pt/artigo/o-terramoto-de-lisboa-de-1755/)

Então temos que um dos dias mais negros da história de Portugal foi 1 de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, sendo grande parte do país também afetado.

E foi graças ao facto dos sobreviventes também pedirem o intitulado «Pão Por Deus», que grande parte das pessoas conseguiu não morrer à fome!

Na verdade, o «Pão por Deus» é uma tradição muito antiga com raízes semelhante às do dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (trick or treat), tal como já relatei aqui.

No dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos em Portugal, as crianças costumam então juntar-se para saírem à rua e pedirem o «Pão por Deus» de porta em porta.

Por outro lado, o peditório do «Pão por Deus» no nosso país está também associada à tradição de oferenda aos defuntos no Dia de Todos os Santos ou Dia dos Fieis Defuntos.

O Dia de Todos os Santos era já chamado o Dia do Pão por Deus no seculo XV e nesse dia repartiam-se alimentos pelos mais pobres, tendo este hábito ganho mais força um ano após o tal grande terramoto de 1755!

E fazer sacos do «Pão por Deus» também começou a ser uma tradição, sendo normalmente feitos de tecido, em que as crianças recitam versos, de forma a receberem em troca de pão, broas, bolos, romãs, frutos secos, tremoços, etc, tais como:

Ó tia, dá Pão-por-Deus?

Se o não tem Dê-lho Deus!.

Ou então:

Pão por Deus,

Fiel de Deus,

Bolinho no saco,

Andai com Deus.

Já agora, por curiosidade, aqui pode ler-se:

  • Em algumas povoações da Zona Centro e Estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’.
  • Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São chamados “Santorinhos” ou “Broas dos Santos”.
  • É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um Santorinho aos seus afilhados.
  • Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, levando normalmente canela, erva doce e frutos secos, como passas e nozes.
  • A tradição do peditório Pão por Deus em Portugal, com o passar do tempo, sofreu algumas alterações, e são hoje em dia são crianças que fazem os peditórios, batendo de porta em porta para receber bolinhos, guloseimas ou até dinheiro.
  • Em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de Novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”.
  • Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os “santórios”, recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.
  • “Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fíeis de Deus.”
  • Nos Açores, no dia de “ Pão-por-Deus”, todos os que podiam tinham nas suas casas uma boa panela de milho cozido e castanhas cozidas para dar e comer. Rebuçados e guloseimas surgiram mais tarde para alegria das crianças que ficavam felizes mesmo com os rebuçados feitos em casa, com calda de açúcar e um pouco de vinagre.
  • Na ilha Terceira, nos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira: claramente um manjar ritual do culto dos mortos.
  • Ainda hoje na ilha de São Miguel, neste dia os rapazes que distribuem diariamente os jornais vêm pedir “Pão por Deus”, uma ajuda em dinheiro pelo seu trabalho.
  • Na Ilha da Madeira o Pão por Deus também se celebra, davam-se castanhas, nozes, figos e frutas.

E por que não acompanhar o reconhecido bolo português «Pão de Deus», também conhecido como Estaladinho ou Arrufada, estando este  relacionado com o mesmo “Dia de Todos os Santos”, que noutra altura espero aprofundar mais sobre o assunto, com um copinho de Hidromel, ou “Vinho de mel“, a famosa bebida Viking, ou ainda a bebida que algumas das personagens da série “Game of Thrones” bebiam?

“Hidromel é uma bebida obtida a partir da fermentação do mel com água e, possivelmente, é a mais antiga do mundo. Existem indícios de que foi consumida desde a Grécia Antiga até a Índia, sendo encontrados ainda relatos de que os maias também a produziam e consumiam. Mas foi mesmo na Idade Média que seu consumo tornou-se popular no continente que hoje conhecemos como Europa.

O hidromel também está presente em algumas mitologias. Entre os gregos, o hidromel era parte da alimentação dos deuses do Olimpo. Zeus e os demais membros do panteão divino consumiam néctar e ambrosia. A ambrosia é justamente um dos outros nomes dados ao hidromel, que ainda pode ser chamado de mead, methus, hydromel, hidromiel, melomel e medovina.

Na mitologia nórdica, há uma história que liga a origem do hidromel ao pacto de paz selado entre os deuses Aesir e Vanir, que para simbolizarem a paz, jogaram gotas de seus sangues em recipiente que deu origem a Kvasir, o deus do conhecimento. Kvasir viajava pelo reino dos anões quando foi assassinado. Os anões adicionaram cerveja ao seu sangue, dando origem à bebida, que ficou conhecida também como o “néctar dos deuses”. A pessoa que bebesse do líquido poderia adquirir o conhecimento do deus que a originou. A bebida foi ainda roubada por Odin, após uma invasão ao reino dos anões, levando o hidromel para Asgard, onde passou a ter também funções proféticas.”

(fonte: https://www.preparaenem.com/historia/hidromel-bebida-popular-idade-media.htm)

Para finalizar, a receita abaixo indicada inclui mais um dos produtos endógenos oriundos do tal Cabaz cedido pela Câmara Municipal de Vila de Rei, que é o mel, a respeito da intitulada Revista Digital Trimestral Número 14 recentemente lançada aqui!

RECEITA NA CATEGORIA DE BEBIDA:

Hidromel Artesanal

Ingredientes:

  • 200 ml de mel
  • 600 ml de água
  • tâmaras (ou passas, maçãs, pêras, pêssegos, rosas, frutos vermelhos,café, etc) q. b.

 

Confeção:

1. Ferver a água, para depois colocar o mel, mexendo sempre até dissolver bem;

2. Verter o preparado anterior para uma garrafa e juntar as tâmaras;

 

3. Tapar a garrafa com um pano de algodão e deixar a repousar durante cerca de 1 semana;

4. Filtrar o hidromel e beber até 2 ou 3 dias.

(fonte: https://www.youtube.com/watch?v=5-GYMJt9NPo)

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Halloween 2020: o Menu mais Assustador do Ano!

É certo que o Halloween não é uma comemoração com origem em Portugal, mas também posso assegurar-vos de que a sua origem também não tem propriamente a ver com os Estados Unidos, sabiam?

Está quase a começar a noite mais assustadora de 2020!…

Bruxas, aranhas, esqueletos, vampiros, mortos-vivos, facas, fantasmas…

Hoje, 31 de outubro até pode ser sinónimo de véspera da comemoração católica do Dia de Todos-os-Santos e de pessoas mascaradas, principalmente crianças, nas ruas, cujo pão-por-Deus ainda é mais parecido com esta celebração do que imaginamos, já que a própria origem da expressão «doçura ou travessura» ainda tinha como objetivo ajudar os que estavam presos no Purgatório

E para que transformem a vossa festa Halloween deste ano, em algo verdadeiramente inesquecível aí em casa, ainda que voltemos ao tempo do confinamento, nada melhor do que preparar também um menu muito especial, vamos a isso, mais abaixo?

Origem do Halloween:

Halloween

Por exemplo, na Idade Média, o “souling” era um costume do Dia de Finados, em que os mais novos pediam um «bolo das almas», em troca de uma oração pelos familiares falecidos de quem lhes dava esse bolo. Mas a tradição foi evoluindo, até que simplesmente começou a oferecer-se um «doce», caso contrário, seria feita uma «travessura»!

Pensa-se que esta tradição terá iniciado na Inglaterra, devido à perseguição protestante contra os católicos que existia nos anos 1500-1700…

E atualmente, nas escolas, cada vez mais existe este tipo de comemoração, nomeadamente interligada com a lecionação da disciplina de Inglês, para além de que, em muitos locais, é costume as crianças andarem de porta em porta a dizer «doce ou travessura».

Quanto a vocês, meus caros leitores, por acaso lembram-se de comemorar este dia Halloween na escola? E será que também costumam bater-lhe à porta a pedir doces em época de Halloween?

Etimologia da palavra «Halloween»:

halloween

“O primeiro registro do termo “Halloween” é de cerca de 1745. Derivou da contracção do termo escocês “Allhallow-eve” (véspera do Dia de Todos os Santos) que era a noite das bruxas. No Cristianismo existe o costume de celebração das chamadas Vésperas. No último serviço religioso do dia, depois do anoitecer, se celebra o dia que está por vir. Na Antiga Religião celta existia o Samhain, a Festa dos Mortos(no Cristianismo é celebrado dia 2 de novembro).Com a Cristianização das Ilhas Britânicas,de maioria Celta,houve uma mistura dos costumes das 2 religiões.

Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening Hallowe’en Halloween. Rapidamente se conclui que o termo Dia das bruxas não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

Outra hipótese é que a Igreja Católica ao eliminar o dia de Martinho Lutero, que foi o fundador da igreja protestante, disse que a salvação é pela graça e não pela obra (indulgencias). Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como Day of Martin Luther.

Essa designação se perpetuou e a comemoração do Halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como “dia das bruxas”, uma lenda histórica.”

(fonte: https://aguasfrias.blogs.sapo.pt/aguas-frias-chaves-dia-das-bruxas-66400)

RECEITA DA CATEGORIA DE BEBIDAS:

Sangria Vampírica

Ingredientes:

  • 1 sangria de vinho tinto de compra
  • uma lata de líchias de compra
  • uma embalagem de mirtilos frescos
Confeção:
  1. Colocar um mirtilo dentro de cada uma das líchias e reservar.
  2. Verter a sangria para o jarro de servir.
  3. Adicionar a fruta reservada.
  4. Colocar o jarro no frigorífico até servir

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS:

Olhos de Dragão

Ingredientes:

  • folhas de acelga q. b.
  • 1 queijo mozzarela
  • azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho q. b.
  • tomates cherry q. b.
Confeção:
  1. Na travessa de servir, espalhar algumas folhas acelga.
  2. Por cima de cada uma das folhas de acelga anteriores, colocar metade de um tomate cherry, seguido de um pedaço pequeno de queijo mozzarela e ainda de uma rodela de azeitona verde recheada de pimento vermelho.
  3. Colocar a travessa no frigorífico até servir.

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS:

Dentaduras Amaldiçoadas

Ingredientes:

  • maçãs vermelhas q. b.
  • bagos de milho fritos em sal de compra q.b.
  • leite condensado cozido q. b.
  • tomates cherry q. b.
  • 1 tigela de água misturada com sumo de 1 limão
Confeção:
  1. Tirar o caroço e os quartos das maçãs, colocando-os, de seguida, na água com limão.
  2. Cortar uma seção de aproximadamente 90 graus do lado da pele, conforme mostrado nas imagens.
  3. Espetar alguns bagos de milho fritos em sal, no lado interior dos quartos das maçãs dessa tal seção recortada de 90 graus, tal como também indicam as imagens.
  4. Espalhar um pouco de leite condensado cozido nas zonas onde se encontram os bagos de milho fritos em sal.

RECEITA DA CATEGORIA DE SOPAS:

Sopa Halloween

Ingredientes:

  • 1 embalagem de creme de abóbora com noz-moscada de compra
  • sementes de abóbora e de papoila q. b.
Confeção:
  1. Confecionar o creme de abóbora com noz-moscada de compra conforme a descrição contida na própria embalagem.
  2. Servir a sopa com sementes de abóbora e de papoila a gosto por cima.

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS:

Cemitério Fantasma

Ingredientes:

  • 4 dentes de alho
  • 2 latas de 200g de grão de bico cozido de compra
  • 2 abacates maduros
  • 6 colheres de sopa de manteiga de amendoim
  • sumo de 1 limão
  • sal e pimenta q. b.
  • 6 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 de 1 massa folhada de compra
  • pretzels
  • ketchup q. b.
  • broccolini q. b.
  • salsichas pequenas de lata q. b.
  • confetis Olhos de Açúcar q. b.

Confeção:

  1. Bringir os broccolini e reservar.
  2. Num processador de alimentos, processar o alho juntamente com o grão de bico, os abacates, a manteiga de amendoim, o sumo de limão e o azeite até ficar homogéneo.
  3. Colocar o preparado anterior num recipiente, coberto diretamente na superfície com papel antiaderente, colocando-o depois no frigorífico até à hora de servir. 
  4. Cortar pequenas tiras de massa folhada, para depois enrolá-las em torno de cada uma das salsichas, como que formando pequenas «múmias», para em seguidas levá-las ao forno, juntamente com «lápides» de massa folhada, em número igual relativamente ao número das «múmias» já construídas, conforme mostram as imagens, sem esquecer de desenhar uma cruz com ketchup em cada uma dessas «lápides».
  5. Alguns minutos antes de retirar as «múmias» do forno, colocar, com cuidado, dois confetis de olhos de açúcar em cada uma das «múmias» com um pouco de ketchup.
  6. Retirar as «múmias» e as «lápides» do forno e deixar arrefecer.
  7. Na hora de servir, num tabuleiro retangular, espalhar primeiro o preparado de cor verde reservado no frigorífico, para depois distribuir as «múmias» e as «lápides», bem como os broccolini, tal como se pode verificar nas imagens.
  8. Terminar a construção do «cemitério» com a colocação de pretzels ao redor da borda do tabuleiro.

RECEITA DA CATEGORIA DE CARNES:

Homem-morto

Ingredientes:

  • 1 parte de entrecosto
  • massa em espiral q. b.
  • 200 g de carne picada de bovino
  • 1 cebola pequena
  • a alho
  • 1 colher de massa de pimentão
  • folhas de acelga, rodelas de enchidos a gosto, folhas de acelga, sal, pimenta, orégãos e azeite q. b.
  • 2 colheres de polpa de tomate
  • 1 folha de louro
  • 3 salsichas frescas
  • 1 dl de vinho branco
  • 4 salsichas pequenas de lata
  • 1 tempero de compra de “Suculento no Forno Entrecosto com Alho e Pimentão Doce”
  • 2 azeitonas pretas
  • 1 pimento amarelo pequeno

Confeção:

  1. Cozer a massa em espiral conforme a descrição contida na embalagem e escorrer e reservar.
  2. Fazer um refogado simples com o azeite, a cebola picada, a folha de louro e o alho picado, para depois juntar a carne picada de bovino temperada de sal, pimenta, orégãos, massa de pimentão e polpa de tomate.
  3. Depois de deixar cozinhar tudo um pouco, verter o vinho branco e deixar reduzir e reservar.
  4. levar a parte de entrecosto, juntamente com as salsichas frescas, as salsichas pequenas e o pimento amarelo pequeno, a assar no forno, mediante as instruções contidas na embalagem de “Suculento no Forno Entrecosto com Alho e Pimentão Doce” e reservar.
  5. No tabuleiro de servir, colocar primeiro uma camada de folhas de acelga, para depois dispor o resto dos elementos conforme se pode ver nas imagens, sem esquecer de colocar uma faca espetada no pimento amarelo assado, tendo este sido colocado por cima da parte do entrecosto assado, e as azeitonas por cima da carne picada, formando os «olhos».

RECEITA DA CATEGORIA DE ESPECIAIS:

Bolo Aracnídeo

Ingredientes:

Bolo de chocolate

  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó

  • 2 ovos

  • 1/2 xícara de café preto, sem açúcar e em temperatura ambiente

  • 1/3 de xícara de óleo

  • 1 xícara de chá de açúcar

  • 1/2 xícara de chá de chocolate em pó

  • 1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo sem fermento 

Bolo de cenoura

  • 2 ovos 
  • 1/3 de xícara de óleo 
  • 1 xícara de chá de açúcar 
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 xícara de chá de farinha de trigo sem fermento 
  • corante alimentar de cor laranja q. b.
  • 1 cenoura média 

Suspiro de fantasma

  • claras de 2 ovos
  • 1/3 de xícara de chá de açúcar em pó
  • sumo de 1/2 limão
  • Confetis de olhos de açúcar q.b.

Ganache de chocolate

  • 600g de chocolate preto
  • 200 g de natas

Efeito de teia de aranha colorida

  • Lápis de pasteleiro de vários sabores de compra a gosto

Confeção:

Massa de bolo de cenoura

  1. Colocar, no liquidificador, os ovos, o óleo, a cenoura cortada aos pedaços, o açúcar e o corante alimentar.
  2. Bater até ficar tudo bem misturado.
  3. Colocar a mistura anterior numa tigela e peneirar a farinha de trigo com o fermento em pó.
  4. Misturar com um fouet até ficar tudo homogéneo.
  5. Distribuir a massa por 3 taças e reservar. 

Massa de bolo de chocolate

  1. Colocar, no liquidificador, os ovos, o óleo, o café, o chocolate e o açúcar, deixando bater durante alguns minutos, até ficar tudo bem misturado.
  2. Colocar a mistura anterior numa tigela e peneirar a farinha de trigo com o fermento em pó.
  3. Misturar com um fouet até ficar tudo homogéneo.
  4. Distribuir a a massa por 3 taças e reservar. 

Montagem do bolo

  1. Untar uma forma com manteiga e polvilhar chocolate em pó.
  2. Despejar, na forma, uma das partes da massa de chocolate, para depois despejar uma das partes da massa do bolo de cenoura.
  3. Despejar a massa contida nas outras taças, intercalando a massa de chocolate com a massa de cenoura.
  4. Levar a forma ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 40 minutos.
  5. Tirar o bolo do forno e esperar algum tempo antes de o retirar da forma.

Suspiros de fantasma

  1. Bater as claras batidas em castelo, de forma a ir adicionando, aos poucos, o açúcar em pó, batendo sempre.
  2. Acrescente o sumo de limão e bater mais um pouco até misturar tudo muito bem.
  3. Colocar o preparado num saco de pasteleiro.
  4. Numa folha de papel vegetal, fazer pequenos suspiros, conforme se podem ver nas imagens, apertando o saco de pasteleiro com cuidado até perfazer 3 montinhos do preparado.
  5. Pré-aquecer o forno a 140c, para depois deixar assar um pouco os suspiros com a porta do fogão um pouco aberta, até ficarem aparentemente secos por fora.
  6. Não esquecer de entretanto colocar 2 confetis de olhos de açúcar em cada um dos suspiros, formando «olhos». 

Ganache de chocolate

  1. Colocar, numa tigela, o chocolate preto e as natas.
  2. Colocar essa tigela em banho maria e ir mexendo até o chocolate derreter por completo.
  3. Reservar a ganache.

Decoração do bolo

  1. Retirar o bolo da forma e colocá-lo no prato de servir.
  2. Espalhar a ganache de chocolate preto por cima, deixando-a como que cair pelas laterais, e colocar, durante algum tempo, o bolo no frigorífico antes de continuar.
  3. Com cuidado, construir uma «teia» colorida com os lápis de pasteleiro escolhidos.
  4. Colocar alguns suspiros de fantasma em cima do bolo e do lado para decorar, bem como um pouco de açúcar em pó e spray dourado alimentar a gosto.

(fonte: https://www.nanduandrade.com.br,

https://www.notquitenigella.com)