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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Licor Caseiro de Abrunhos

Foi no verão passado que, mais uma vez, tive a bela oportunidade de passar por Vila de Rei, aquela vila portuguesa que, pertencendo ao distrito de Castelo Branco, fica geometricamente situada no centro geodésico do nosso país!

E se ainda não leram os meus textos inseridos neste blog, a ver com esta simpatiquíssima região do Centro e sub-região do Médio Tejo, com cerca de 2 497 habitantes, basta clicar aqui, ali e acolá!

Já agora, quem é que não se recorda daqueles terríveis incêndios que assolam sempre vastas zonas florestais em Portugal, mas também zonas de habitação?

Fogo de Vila de Rei com 60% da área dominada, mas ainda preocupa” – notícia que pode ser lida na íntegra aqui, demonstrando ser apenas mais uma daquelas autênticas catástrofes, desta vez ocorrida em julho de 2019, não só pela elevada frequência com que costumam acontecer ou dimensões alcançadas, mas sobretudo pelos próprios efeitos destruidores que podem vir a causar, até para as populações e bens, não concordam?

Pois bem, e perguntam vocês agora: mas o que é que toda esta introdução tem afinal a ver com a receita, que mais abaixo terão a deliciosa oportunidade de ler, para mais tarde adoçarem, quem sabe, o inquebrável coração de alguém?!

E não se esqueçam que, para terem aquele exato sabor de que estão à espera logo no primeiro gole de licor de abrunhos, por acaso sabiam que o «preparado» precisa de estar guardado em local seco e escuro por 3 meses no mínimo? Atenção que, no meu caso, essa mesma garrafa acabou por ficar assim durante 4 meses, tendo sido depois como que uma explosão de sabores, entre a acidez do abrunho, o forte aroma do cravinho, o doce do açúcar e o acentuado sabor a anis, logo aquando a primeira prova…

Em primeiro lugar:

O abrunho (endrina em espanhol) é uma fruta pequena, de casca fina e algo resistente, coberta por uma espécie de pó azulado, e formato ovalado. Tem a polpa verde e muito doce quando maduro, mas com um toque azedo como as frutas cítricas. O tamanho do fruto pode variar um pouco, dependendo do solo onde cresce a planta. Solos mais ricos dão frutos maiores e mais doces, solos mais pobres dão frutos menores e mais ácidos. O Abrunheiro (Prunus spinosa) é um arbusto que pode chegar a 4 metros de altura. É uma espécie silvestre e pode ser encontrada em toda a Europa, Ásia e norte da África.

É rico em vitamina C, e tem baixas calorias. Funciona como um excelente laxante natural, seja consumindo as frutas, seja fazendo uma infusão com as flores secas.

Da mesma família das ameixas e dos pêssegos, pode ser usado na culinária em qualquer preparado onde usaríamos ameixas, como em geléias e sucos por exemplo – desde que bem maduro.”

Em segundo lugar:

Na Espanha, em Navarra, é feito desde o século XIX, em escala comercial, um licor chamado Pacharán, que acabou por tornar-se um licor tradicional na região. Os registros mais antigos do consumo deste licor, no entanto, remontam à Idade Média. O nome é uma versão acastelhanada da palavra basca Patxaran que, por sua vez, deriva da palavra basaran, nome que é dado à fruta neste idioma. Mas os abrunhos utilizados para a preparação do licor são os mais ácidos, pois é a acidez da fruta que dá o sabor especial a este licor.

Ou seja: o facto de estar agora a segurar um copo, preenchido com um pouco desta deliciosa bebida caseira, só porque ainda consegui ir ao encontro de verdadeiros abrunhos, criados sem qualquer tipo de químico ou elemento tóxico, na zona de Vila de Rei, ainda que mais pequenos e pendurados numa árvore em que, infelizmente, parte dela tinha sido completamente devastada pelo calor desse mesmo incêndio, que acabou até por fazer com que, por exemplo, a Praia fluvial de Cardigos fosse evacuada devido à rápida aproximação das chamas, tal como foi noticiado aqui, toda esta associação de ideias na minha cabeça fez-me lembrar que temos de pensar em proteger, e a sério, o planeta em que vivemos, caso contrário, ou muito me engano, ou então, as próximas gerações, por mais que tentemos aniquilar os nossos mais profundos pensamentos, apenas sobreviverão!

Aliás, tal como se pode também ler aqui:

quando são apresentadas medidas como o pagamento de mais impostos para que se tenha um meio ambiente sustentável para as gerações futuras, menos de um terço dos inquiridos concordam (24,5%). A solução? 57,9% das pessoas acreditam que as gerações futuras devem aprender a viver com menos recursos.

Só sei que continuam a identificar-se somente grandes desequilíbrios entre gerações, mas para quando uma reflexão mais profunda e acerbada sobre o que é que nós queremos realmente para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos?!

Bem, já chega destes meus pensamentos exacerbados e desta minha vontade enorme de mudar um pouco a «esfera» onde vivemos, ou não fosse eu também… professora de matemática!

Ora bem, pessoal… vamos à receita?

RECEITA DA CATEGORIA DE SOBREMESA: Licor Caseiro de Abrunhos

Ingredientes:

  • 750 g de abrunhos
  • 1 l de Licor de Anis
  • 2 paus de canela
  • 40 g de açúcar
  • 2 cravinhos

Confeção:

  1. Lavar os abrunhos, para depois serem colocados numa garrafa de boca larga;
  2. Encher a garrafa com o licor e acrescentar os restantes ingredientes;
  3. Fechar muito bem a garrafa, para logo a seguir ser guardada num local seco e escuro por 3 meses no mínimo, devendo agitar-se a mesma de vez em quando;
  4. Coar o licor de abrunhos, devendo ficar translúcido;
  5. Depois de pronto, servir bem frio como sobremesa.

(fonte: https://imaginacaoativa.wordpress.com/2009/03/22/doces-abrunhos/)

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Crumble de Ameixa: um prato doce de origem britânica!

Para a maioria de todos nós, a sobremesa é de certeza a melhor parte de qualquer ementa e a que se aprecia com maior sentimento de culpa, verdade? E se, por um lado, alguns especialistas consideram-na totalmente dispensável, por outro lado, parece que nós guardamos sempre um espacinho dentro do nosso estômago para ela, certo?

Pois bem, fiquem descansados que eu prometo dar-vos agora uma excelente notícia: a fruta é a melhor sobremesa! Que tal?

Ou seja: consumir fruta é bom e deve acontecer de forma regular, apostando-se na diversidade, de forma a tirar partido dos melhores benefícios presentes em cada uma!

E para terminar uma qualquer refeição principal, devo acrescentar que, no caso das ameixas, a fruta que, desta vez, me serviu de mote para mais uma receita no blog:

Médicos afirmam que a ameixa fresca é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite, etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol.

A ameixa fresca é indicada contra as hemorroidas e a hipocondria.

Sendo diurética, recomenda-se contra as afecções de caráter inflamatório das vias urinárias. É, ainda “desobstruente” do fígado, “depurativa” do sangue e “desintoxicante” do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino. Também costuma ser empregada no tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.).

Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendada contra a prisão de ventre obstinada.

Então temos que, a ameixa é o fruto comestível da ameixeira, cuja ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, que variam de acordo com o local onde ela é cultivada; todavia, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional: a ameixa-vermelha é rica em provitamina A; a ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, contendo um pouco mais de proteína; a ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções urinárias.

Agora, no seguimento das minhas propostas, no blog, de alguns pratos tipicamente britânicos, Crumble é um prato doce de origem britânica, feito de compota de frutas picadas cobertas com uma mistura de gordura, farinha e açúcar, assado até a cobertura ficar crocante. Muitas vezes, soma-se ainda uma bela bola de gelado por cima, sendo, o de baunilha, o mais comum!

E uma das frutas mais utilizadas neste tipo de receita é, precisamente, a ameixa! Neste caso, a cobertura pode também conter aveia, amêndoas ou nozes, mas, às vezes, adiciona-se-lhe leite azedo para dar um gosto mais exótico, para depois se espalhar açúcar mascavado por cima, de modo a formar um pouco de caramelo na altura em que vai ao forno.

Os crumbles surgiram na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial. Devido ao racionamento, não havia ingredientes para as tortas tradicionais, que exigiam muita farinha, gordura e açúcar para a massa. Usavam uma simples mistura de farinha, margarina e açúcar para cobrir a torta. O prato também tornou-se popular devido à sua simplicidade, uma vez que deixava às mulheres mais tempo para fazer outras tarefas.

Em algumas partes dos Estados Unidos existe um prato bastante semelhante, chamado crisp. Também parece um bolo de frutas (popular nos EUA), porém com cobertura mais fina.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Crumble de Ameixa

Ingredientes:

  • 1 kg de ameixas (pesadas com caroço)
  • 1/2 copo de miolo de amêndoa moído e/ou granulado
  • 1/2 copo de farinha de trigo
  • 100 gramas de manteiga sem sal à temperatura ambiente
  • 1/2 copo de açúcar
  • Sal e amêndoas laminadas q.b.
  • Gelado de baunilha

Confeção:

  1. Untar um pirex com manteiga e reservar; pré-aquecer o forno a 180°C.
  2. Lavar as ameixas, para depois tirar-lhes a pele e os caroços, bem como cortá-las todas aos pedaços e espalhá-las no pirex.
  3. Misturar, muito bem, o miolo de amêndoas moído e/ou granulado juntamente com a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal.
  4. Espalhar o preparado anterior sobre as ameixas, terminando com as amêndoas laminadas.
  5. Levar o tabuleiro ao forno por cerca de 45 minutos.
  6. Servir ainda morno com uma bola de gelado de baunilha.

(fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ameixeira,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crumble,

http://www.simplesmentedelicia.com/?p=1109)

sexta-feira, 16 de março de 2018

A primavera está quase a chegar!

Já nos encontramos quase a concluir o primeiro trimestre deste ano, por isso que tal questionarmo-nos acerca das prometidas “resoluções de ano novo“?

Por outro lado, caminhamos a passos largos para o início de mais uma estação do ano: a primavera!
E com ela, existirão porventura certos ingredientes que deveremos incorporar mais do que outros na nossa alimentação diária, nomeadamente nos meses que ainda faltam até ao verão!

Logo, também já se falam, por aí, de novas tendências ao nível da alimentação ao longo de todo este ano, tendo eu tomado a iniciativa de selecionar, caros leitores deste blogue, algumas receitas e/ou alguns artigos por mim já publicados anteriormente, mas a ver com os tópicos enunciados abaixo.

  • Sabores mais florais
  • Pós são também sinónimo de suplementos proteicos
  • Dizer sim aos cogumelos
  • Uma viagem até ao Médio oriente
  • Transparência alimentar
  • Preferência pelos alimentos crocantes

Barritas de Cereais Caseiras

  • Dizer não ao desperdício

Tarte de Perú, Cogumelos e Chouriço

E o que dizer acerca dos intitulados “alimentos da época“?

Frutas da época:

A primavera é geralmente a melhor época do ano para comer fruta fresca, como cerejas, pêssegos, damascos ou ameixas. As frutas de verão por excelência são o melão e a melancia, dois alimentos muito hidratantes devido ao seu elevado teor de água e também têm poucas calorias.
Entre os frutos outono destacam-se especialmente o kiwi e a uva, enquanto as laranjas, tangerinas e limões são os protagonistas das frutas de inverno e outras variedades, como a maçã.

Legumes da época:

Enquanto que a maioria dos vegetais estão disponíveis durante todo o ano (como a batata, alho, cebola ou cenouras), outros são mais específicos de cada estação.
O verão é a pior época do ano para encontrar vegetais frescos e de qualidade no mercado, pois a maioria requer temperaturas mais baixas para amadurecer. Entre os vegetais de outono destacam-se a beringela e as hortaliças.
A estação mais fria é o melhor momento para consumir vegetais. Brócolos, alcachofra ou cardos estão entre os três principais legumes de Inverno, enquanto espargos, alho-porro e pimentos são considerados principalmente vegetais de primavera.


Já agora convido-o a experimentar abaixo, a Calculadora Diária de Calorias, para ficar a conhecer melhor qual deverá ser o seu consumo diário de calorias, de forma a ser mais fácil para si melhorar seu estilo de vida durante o resto do ano!

sexta-feira, 24 de março de 2017

ÁGUAS AROMATIZADAS

A água não empobrece, nem envelhece.”

Em continuação do texto anteriormente publicado (DIA MUNDIAL DA ÁGUA E CONTAS DO MÊS), as águas aromatizadas são uma solução ótima para se ir ingerindo a quantidade necessária ao nosso organismo durante o dia.
E ao mesmo tempo iremos ainda beneficiar de um conjunto de propriedades nutricionais a ver com os diferentes ingredientes que escolhemos juntar à referida bebida!
 
Isto porque, se por um lado, a água contribui para, por exemplo, regular a temperatura corporal, eliminar toxinas ou hidratar a pele; por outro lado, ao decidir juntar-lhe fruta, vegetais, ervas aromáticas, especiarias ou sementes, irá claramente tornar o sabor mais agradável, rico em vitaminas, minerais e antioxidantes, para além de ser isento de calorias. 
Por isso, sugiro experimentarem alguns dos preparados apresentados abaixo, a fim de transformarem as vossas bebidas caseiras numa verdadeira alternativa a caminho do natural e do mais económico, relativamente às águas com sabor, tisanas ou sumos artificiais que podem conter uma quantidade exagerada de açúcar, tal como corantes ou adoçantes. 
 RECEITA NA CATEGORIA DE BEBIDAS: Águas Aromatizadas
 Ingredientes: 
  • água q. b.
  • outros ingredientes possíveis: limão e gengibre; hortelã e pepino; hortelã e abacaxi; laranja e morangos; frutos vermelhos; pau de canela e maçã; etc.
Confeção:
  1. lavar bem os ingredientes escolhidos, para depois serem cortados aos pedaços ou às rodelas
  2. juntar tudo à agua, por sua vez colocada num jarro, a fim de deixá-la repousar antes de ser servida
  3. no caso de se querer acompanhar uma refeição, nomeadamente na primavera ou no verão, sugiro deixar a água aromatizada no frigorífico, podendo ainda torná-la num refrigerante se lhe juntar água gaseificada
  4. para uma ocasião mais especial, pode também fazer gelo com alguma antecedência, colocando numa forma de silicone, por exemplo, algumas folhas de hortelã e frutos vermelhos ao seu gosto

 (Fontes: https://pixabay.com,
http://www.atlasdasaude.pt/publico/content/aguas-aromatizadas-sao-indicadas-para-todos,
http://pt.conscienciopedia.org/index.php/Lista_de_prov%C3%A9rbios_sobre_%C3%A1gua)