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sexta-feira, 27 de julho de 2018

4.ª Feira do Vinho da Região de Lisboa - Rua Augusta

Entre os passados dias 17 e 22 de julho, entre as 11h e as 20h, voltou a decorrer, na Rua Augusta, em Lisboa, a intitulada Feira do Vinho da Região de Lisboa

Comparativamente com o que se passou à sensivelmente um ano atrás, podendo rever-se aqui, marcaram presença, mesmo ao lado do Arco,11 balcões de prova de vinhos, tendo como objetivo central, uma digna promoção dos vinhos, nomeadamente junto dos turistas estrangeiros, para além de alguma doçaria típica da região.

Segundo o que consegui tomar conhecimento, na sua abertura esteve presente o vereador da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, sendo que este evento é promovido pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa e tem a participação de 15 municípios da região, entre os quais: Sobral de Monte Agraço, Alenquer, Torres Vedras, Batalha, Caldas da Rainha, Alcobaça, Bucelas, Carcavelos e Colares.

E o principal destaque foi para os vinhos de Torres Vedras e Alenquer, ambas regiões representantes de duas Denominações de Origem (DOC) da região de Lisboa, mas também duas cidades que são, este ano, a Cidade Europeia do Vinho, integrando, lá está, o programa Cidade Europeia do Vinho 2018 | Torres Vedras/Alenquer!

A este respeito, pode ter-se o devido acesso aos diferentes tipos de iniciativas e de atividades no respetivo site da Cidade Europeia do Vinho 2018, bem como na sua página de Facebook.

E durante o dia 21 de julho, em que tive oportunidade de passar por lá, pude comprovar que realmente eram muitos os estrangeiros que provavam os vinhos, fossem eles brancos, tintos ou rosés, ao mesmo tempo que faziam as mais variadas perguntas sobre o tipo de castas envolvidas ou adegas utilizadas, a própria produção ou os exigíveis tratamentos.

De facto, é de sublinhar a cada vez mais forte aposta na cultura da vinha e do vinho, conseguindo-se assim realçar territórios de secular tradição vitivinícola, para além do seu património cultural, assumindo-se Portugal como tendo uma melhor e bem delineada visão estratégica, face às recorrentes alterações climáticas e/ou necessárias adaptações ao nível de um tema tão importante como acontece com a questão da sustentabilidade!

Por exemplo, o Município da Lourinhã, onde se pode visitar o tão bem conhecido Parque dos Dinossauros, com o objetivo de promover mais uma ativação da Marca Lourinhã, no seu stand, destacou-se a Adega Cooperativa da Lourinhã, com a Aguardente DOC Lourinhã, assim como as seguintes empresas / marcas:

Dias 19 e 20 – Pêras & Companhia, da empresa Frutomania, Ldª.
Dias 20 e 21 – Doces Jurássico, do empresário João Pereira.
Dias 21 e 22 – Abóbora e Maçã’S, da empresária Eulália Ferreira.

Acrescente-se ainda que os “Doces Jurássico” surgiram em 2017, fruto de uma paixão pela doçaria, 100% artesanais e feitos com produtos biológicos. 

E já que a Lourinhã é também uma das três regiões demarcadas de aguardente vínica no mundo, ao lado das francesas Cognac e Armagnac, chamo aqui a vossa atenção para a prestigiada Aguardente Vínica Lourinhã!

No que diz respeito ao Município do Bombarral, onde se pode conhecer o tão emblemático Jardim do Éden, há muito mais por descobrir: a mais doce e respeitada especialidade, já criada em 1920, denominada de Mimosos do Bombarral; o 35.º Festival do Vinho Português e a 25.ª Feira Nacional Da Pêra Rocha, cujo certame terá lugar de 10 a 15 de Agosto, na Mata Municipal do Bombarral, com o seguinte programa:

10 agosto – Tributo a Xutos e Pontapés
11 agosto – Marco Rodrigues
12 agosto – Banda Xeques Orquestra
13 agosto – West Europe Orchestra com André Sardet, Anabela, João Só e Mafalda Arnauth
14 agosto – Fernando Daniel
15 agosto – Amor Electro

Já agora, destaque-se a seguinte lista de prémios respeitante ao Licor de Ginja da parte da empresa Licofrutos – Sabor da Terra: medalha de Ouro no 5º Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses 2018, 2017 e 2016, três estrelas no Great Taste 2017 e uma estrela em 2016; medalha de Prata no 4º Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses 2015.

Também faço aqui referência à Ginjinha do Sanguinhal, bem como aos Doces dÁmélia da Amélia Simão.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O dia Internacional do Vinho do Porto, a sua história e duas receitas!

DIA INTERNACIONAL DO VINHO DO PORTO
Será durante o dia de amanhã, 27 de janeiro, que se assinalará o intitulado Dia Internacional do Vinho do Porto!

Mas esta data já fora criada em 2012 pelo Center for Wine Origins, uma instituição dos Estados Unidos da América, da qual o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) faz parte.

Já agora, a chamada “Região demarcada do Douro” engloba cerca de 250 mil hectares, onde 44 mil são compostos por vinhas e 32 mil estão autorizados a produzir vinho do Porto; em terra de socalcos existem mais de 100 castas aptas à produção.

E se a região é demarcada há mais de 260 anos, a produção na região é já milenar, antecedendo a ocupação romana, somando já cerca de 65 mil pessoas envolvidas na produção deste tipo de vinho.

Por outro lado, o Douro é considerado Património da Humanidade pela UNESCO como “paisagem cultural evolutiva e viva”, estando dividido em três sub-regiões (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior).

Alguns factos sobre o vinho do Porto:

– 85% da produção deste vinho é para exportação (7,5 milhões de caixas por ano).
– 20% das exportações destinam-se a França.
– França, Portugal, Reino Unido, Holanda, Bélgica e EUA são os países que mais consomem esta bebida.
– O vinho do Porto está presente em cerca de 120 mercados.
– As vendas do vinho do Porto rendem 365,4 milhões de euros (em 2013).
– O nível de álcool deste vinho varia entre 16,5% (branco leve seco) e 22%.
– Existem quatro estilos de vinho do Porto: Tawny (envelhecido em pipa), Ruby (envelhecido em garrafa), Branco e Rosé.
– EUA, Argentina, África do Sul ou Austrália são alguns países que produzem imitações do vinho do Porto.

A HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO

Quanto à sua história, o Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto, sendo Régua e Pinhão os principais centros de produção e S. João da Pesqueira o concelho com maior produção de vinho do Porto a nível nacional.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como “vinho do Porto” a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade: Vila Nova de Gaia é então o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo!

Porém, a “descoberta” do vinho do Porto é polémica, já que uma das versões, defendida pelos produtores da Inglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. 

Por outro lado, o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses, pois já, por causa das época dos Descobrimentos, o vinho era armazenado desta forma para se conservar durante todo o tempo das viagens. 

Portanto, a diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas e a empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). 

Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

Acrescente-se ainda que o vinho do Porto que envelhece até três anos é considerado standard, pertencendo a categorias especiais, quer porque as uvas que lhe deram origem são de melhor qualidade, quer por terem sido produzidos num ano excepcionalmente bom em termos atmosféricos. 
Assim, entre as categorias especiais, é comum encontrar os Reserva, os LBV, os Tawnies envelhecidos e os Vintage, e, menos regularmente, os Colheita.

Para terminar, nos primórdios da história do comércio do vinho do Porto, os ingleses eram das famílias mais influentes no negócio, uma vez que o mercado inglês era o maior consumidor mundial do famoso néctar português. 
Com o passar dos anos outras nacionalidades — tais como holandeses, alemães e escoceses — prevaleceram igualmente no comércio deste produto português. 
As principais casas portuguesas eram a casa Ferreira — detida por D. Antónia Ferreira —, Ramos Pinto e a Real Companhia Velha.

RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE: Entrecosto carnudo com batatas no forno

Ingredientes:

  • azeite, sal e folhas alecrim q. b.
  • 1 cebola grande cortada às rodelas
  • 6 alhos esmagados
  • 6 folhas de louro
  • 1 peça de entrecosto carnudo
  • 4 colheres de sopa de massa de pimentão
  • 4 colheres de sopa de margarina
  • 4 colheres de sopa de polpa de tomate
  • 1 cálice de vinho do Porto
  • batatas pequenas cortadas aos quartos para 4 pessoas

Confeção:

  1. cobrir o tabuleiro de barro com o azeite, a camada de cebola cortada às rodelas, os alhos esmagados e as folhas de louro
  2. colocar, por cima, a peça de entrecosto carnudo envolvida em: massa de pimentão, polpa de tomate, vinho Porto, folhas de alecrim e sal q. b.
  3. entretanto devem-se dar alguns golpes na própria carne, acrescentando mais uns pedaços de folhas de louro, bem como pedaços de margarina
  4. distribuir as batatas envolta da peça de carne
  5. ligar o forno a 180ºC, tendo a preocupação de ir virando a peça de carne, bem como as batatas 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Maçãs assadas no forno

Ingredientes:
  • 6 maçãs vermelhas
  • 6 paus de canela
  • açúcar amarelo q. b.
  • 1 cálice de vinho do Porto 

Confeção:

  1. Lavar as maçãs, para depois, com a ajuda de algum instrumento próprio para o efeito, retirar a parte central (pedúnculo e caroços), criando um tubo oco no meio de cada uma delas
  2. Colocar as maçãs num tabuleiro para ir ao forno, polvilhando em seguida com açúcar a gosto, para além de introduzir um pau de canela no meio de cada uma
  3. Salpicar o tabuleiro com o vinho do porto, levando depois tudo ao forno pré-aquecido a 180.ºC, cerca de 1h

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

MERCADO DOS VINHOS - Campo Pequeno (21 outubro 2017) - 1.ª PARTE

Ontem foi um dia dedicado à ida a um evento muito marcante em Lisboa: o Mercado de Vinhos no Campo Pequeno!

Pois bem, este mesmo evento, tendo contado já com a sua sexta edição entre os dias 20 e 22 de outubro, serve de referência no panorama vitivinícola nacional, tendo reunido, desta vez, mais de uma centena de produtores portugueses, com o objetivo maior de divulgar produtos nacionais exclusivos, de excelentíssima qualidade e a preços mais competitivos!
Também houve lugar à descoberta de produtos «novos», mas de alguma forma ligados à autêntica cultura do vinho, como forma de conseguir maior visibilidade e interesse entre os visitantes. 
E, na minha opinião, claro que foi uma aposta ganha, sobretudo para as pequenas produções nacionais, visando ao mesmo tempo recriar a ideia de um mercado antigo, para além de ainda existir a oportunidade de se provarem determinados produtos antes de se decidir por alguma compra, possibilitando aumentar cada negócio em causa de uma forma mais sólida!

Segundo Vasco Cornélio, diretor de Eventos e Espetáculos do Campo Pequeno, «A adesão espectacular que o Mercado de Vinhos teve este ano, e que excedeu completamente as nossas expectativas, só pode significar que o percurso que temos feito para proporcionar aos pequenos produtores um espaço de visibilidade, e aos visitantes um espaço de descoberta, está a cumprir em pleno com o seu objetivo».

Acrescente-se ainda que ocorrera uma competição nacional, o Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola, por sua vez realizada em parceria com a Associação de Escanções de Portugal, em que todos os produtores e cooperativas das várias regiões vitivinícolas do país poderiam participar.

E, já agora, sabia que a história do próprio recinto desta feira, a designada Praça de Touros do Campo Pequeno, chega a confundir-se com a da própria cidade de Lisboa? Por acaso sabia que estamos no ano em que se comemoram 125 anos da sua existência?
 
Ela mesma está atualmente classificada administrativamente como sendo de 1ª Categoria, ou seja, é considerada como sendo a primeira Praça de Toiros de Portugal

O recinto está assim indicado para corridas de touros, concertos musicais, feiras, exposições, entre outras situações, tendo uma capacidade de cerca de 10000 pessoas, sendo 6848 lugares sentados. O seu calendário tauromático decorre essencialmente durante as estações da primavera e do verão.

Todavia, também tem sido palco para inúmeros comícios ao longo dos tempos, tornando-se, segundo uma notícia publicada no site Notícias ao Minuto e avançada por Lusa no passado dia 17 de agosto deste ano, num “barómetro para implantação dos partidos políticos“, sendo estas as palavras de Paulo Pereira, relações públicas da praça de Lisboa, que segue a festa brava há mais de duas décadas, primeiro enquanto jornalista e desde 2006 como funcionário do espaço. 

Em modo conclusivo, preparem-se portanto para o que aí vem ainda este ano, no que diz respeito a outro tipo de comemorações e/ou a outros momentos especiais intimamente ligados à sua alargada agenda de iniciativas, sugerindo estarem atentos ao seguinte link direto:

E no que diz respeito à 2.ª Parte  deste mesmo texto, espero voltar muito em breve com uma descrição mais ou menos pormenorizada de alguns dos muitos projetos presentes no intitulado Mercado dos Vinhos deste ano, sendo a prova real de que se sabe bem e é português, valerá a pena apostar para tentar fazer melhor, porque no fim dar-se-à de certeza um brinde! 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

2.ª EDIÇÃO DA FEIRA DOS VINHOS DA REGIÃO DE LISBOA

Iniciou-se no passado dia 11 de julho, na Rua Augusta, a Segunda Edição da Feira dos Vinhos da Região de Lisboa, uma mostra que decorreu naquele local até ao dia 16 de julho, sempre entre as 11h00 e as 20h00, muitos deles igualmente disponíveis para compra. 

A abertura contara com diversos autarcas, produtores e membros da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa):
Vasco d’Avilez, presidente da CVR Lisboa, revelou que este ano serão certificados cerca de 500 milhões de litros de vinho na região, o que representa um crescimento de 15 por cento em relação ao ano passado. Lisboa tem vindo a aumentar a certificação dos seus vinhos, sublinha, explicando que em 2011 foram certificados 16 milhões de litros.
Por exemplo, o Município de Oeiras, por sua vez integrado na Rota dos Vinhos de Bucelas, Carcavelos e Colares (RVBCC), dera a provar o seu tão generoso vinho produzido pela Câmara Municipal: Vinho de Carcavelos “Villa Oeiras”.

E o Município de Porto de Mós também esteve presente:

(…) em parceria com a Associação de Artesãos das Serras de Aire e Candeeiros, através da mostra de vários produtos locais como o azeite, o mel, os licores, os Bolos do Juncal, os Pastéis de Mós, os queijos de São Bento, a olaria e a faiança pintada manualmente, entre outras peças de artesanato, tudo isto acompanhado de animação e de demonstrações de olaria ao vivo. De referir que o Município de Porto de Mós é a única entidade presente na feira com atividades de interação com o público.

Portanto, temos que os vinhos se fizeram acompanhar da doçaria, entre outros produtos regionais, que certamente deliciaram muitos lisboetas, mas também turistas!
Alcobaça, município com grande tradição vitivinícola, está representada pelos vinhos da Adega de Alcobaça e da Quinta dos Capuchos. Associados aos vinhos da nossa região os turistas podem degustar queijos, Ginja e Doces Conventuais. Há ainda animação com “Padeiras de Aljubarrota” e com o cantor Francisco Peças.
A Rua Augusta fora então transformada numa feira dos produtos da região de Lisboa, tendo já o Vereador José Sá Fernandes, aquando da Primeira Edição relativa ao ano de 2016, realçado a importância para este tipo de iniciativas:
dá ainda mais visibilidade ao que de melhor se faz na região de Lisboa, dos vinhos, à gastronomia, destacando as potencialidades de cada uma das regiões”.
Sem dúvida, uma oportunidade única para explorar, através dos vinhos, toda uma vasta região de Lisboa que produz anualmente cerca de um milhão de hectolitros de vinho, podendo destacar os seguintes Municípios envolvidos:
Municípios da Região Oeste (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras);
Municípios integrados na CVR da Região de Lisboa (Batalha, Cascais, Leiria, Lisboa, Loures, Mafra, Oeiras, Porto de Mós e Sintra).