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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto - janeiro 2019

Venho por este meio transmitir-vos, meus caros leitores deste Blog, que dentro muito em breve espero lançar mais uma Edição da intitulada Revista Digital Cozinha Com Rosto, ou seja, a que diz respeito ao mês de fevereiro!

Até lá, tinha todo o gosto que fizessem desde já parte do grupo de Subscritores deste Blog, para que na altura conseguissem então receber a referida Revista, de forma automática, para além de continuar a ser totalmente gratuita e em formato PDF, e assim ser lida em qualquer lugar e dispositivo e sem qualquer necessidade de acederem à Internet, acham boa ideia?

Se sim, vamos já tratar de preencher o formulário respetivo aqui!

E só para vos, digamos que, abrir o apetite do que aí vem, ora vejam abaixo, algumas das páginas mais marcantes da Revista Digital Cozinha Com Rosto do mês de janeiro, a número 1, já que estas eram mais dedicadas ao Aniversário de 2 anos do meu Blog, logo achei por bem na altura publicar uma primeira Revista contendo só alguns dos textos mais lidos, ok?

Mas atenção que, a Revista do mês de fevereiro, ou seja, a número 2, irá conter, que ninguém nos ouça, textos novinhos em folha, cujo tema principal terá a ver certamente com… o Amor e o Chocolate, a propósito do cada vez mais próximo Dia de… São Valentim!

E mais não digo, por agora… até breve!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 2 - Beringela (by Miguel Boieiro)

Na viagem realizada em fins de agosto pelo sul da Itália, tive o prazer de conhecer a “melanzana rossa”. Foi em Matera, cidade mística e mítica que em 2019 irá ser a Cidade Europeia da Cultura. Entre tantas surpresas agradáveis proporcionadas pela participação no 84º Congresso Italiano de Esperanto, com realce para as excursões efetuadas na região da Basilicata onde visitámos palácios, museus e igrejas, destacámos a que foi feita à cidade pétrea, dotada de cavernas ancestrais. Recordar tudo o que aí se viu é sumamente difícil, mas recordo que mesmo no fim da digressão, entrámos numa loja “gourmet” onde um fruto vermelho e arredondado passou de mão em mão, sem ninguém adivinhar o que seria. Parecia uma maçã ou um tomate mas era simplesmente uma beringela, que dá pelo nome vernáculo de Solanum aethiopicum, especialidade daquela região.
Solanum aethiopicum MS 2264.JPG
By Marco Schmidt [1] – Own workCC BY-SA 2.5Link
Fruto de Solanum aethiopicum (“local de berinjela”), cultivado perto de Cascades de Karfiguela, Burkina Faso

Esta foi uma das maneiras de iniciar a presente croniqueta. Outra poderia ser a relativa à experiência que tive quando fiz os “Berberes do Toubkal”, integrado numa caravana de caminheiros que, em 8 dias, percorreu 140 quilómetros nas montanhas do Atlas. O jovem guia era berbere mas expressava-se em bom francês. Ao comentar os ingredientes do almoço esqueci-me do termo “aubergine” e escapou-me “beringela”. Não houve problema pois o guia de imediato entendeu. Afinal a palavra portuguesa era igual à do seu idioma. Mas chega de conversa fiada!

A beringela, cujo nome científico é Solanum melongena, pertence à família das Solanaceae e ao contrário de outras solanáceas conhecidas, como o tomate, a batata e o pimento, não proveio das américas. É originária da Índia e entrou na Europa trazida pelos árabes no século XIII. Os europeus, a princípio, olharam-na com desconfiança. Como se sabe, todas as solanáceas possuem elementos tóxicos e algumas são mesmo mortais. Os italianos chamaram-lhe “melanzana” que significa maçã malquista, mas pouco a pouco, após muitas hibridações, das centenas de variedades espontâneas, logrou-se alcançar espécies comestíveis com baixo teor em solaninae solasonina (as tais substâncias tóxicas) e o consumo da beringela como alimento, popularizou-se. 


A planta possui caule ereto, ramificado e peludo podendo atingir 1 metro de altura. As folhas, oblongas ou ovadas, são ásperas. As flores, hermafroditas, com cinco pétalas brancas ou violáceas, apresentam-se solitárias. Mas o que mais nos interessa são os frutos. Eles são grandes com pele lisa e brilhante podendo ter várias configurações, se bem que as mais frequentes sejam as ovoides ou piriformes. A sua cor pode ser roxa, negra, amarela, branca (nos EUA chamam-lhe “eggplant”) ou até vermelha, como a que vimos na Itália. A polpa tem textura esponjosa.
Eggplant production map FAOSTAT 2014.png
By Horticulturalist RJ – Own workCC BY-SA 4.0Link
Produção de berinjela em 2013 por país

Os maiores produtores mundiais são a China e a Índia com 85% das quantidades obtidas em todo o mundo. Na Europa, com exceção da Itália e da Espanha, a sua produção e consumo são ainda incipientes. Em Portugal era praticamente desconhecida há meio século. Ainda me lembro bem quando vi beringelas pela primeira vez. 

A beringela gosta de calor e luminosidade mas detesta regas abundantes quando está a florir. Possui vitamina C, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, potássio, magnésio e selénio. É rica em fibras solúveis e integra alguns alcaloides.
Embora ainda não suficientemente estudada no tocante aos seus poderes medicinais, atribuem-lhe virtudes como a de ser digestiva, nutritiva, laxante e antioxidante. Reduz as taxas do colesterol e atua nos problemas de artrite, gota, reumatismo e diabetes. Externamente, em cataplasma, atenua os efeitos das queimaduras solares. 
No entanto, é na gastronomia que a beringela atinge maior projeção. O seu sabor em refogados, “ratatouilles”, lasanhas, frita, panada ou assada às rodelas, é único, contribuindo para dilatar a paleta de paladares dos vários pratos cozinhados. O “caviar” de beringelas, confecionado com as ditas assadas, tomate, cebola e ervas aromáticas forma uma pasta muito apreciada que substitui com vantagens económicas, e não só, as ovas de esturjão.
A terminar, adverte-se que jamais se deve consumi-la crua, porque o seu gosto é amargo e retém maior índice de alcaloides. 

Miguel Boieiro

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O dia Internacional do Vinho do Porto, a sua história e duas receitas!

DIA INTERNACIONAL DO VINHO DO PORTO
Será durante o dia de amanhã, 27 de janeiro, que se assinalará o intitulado Dia Internacional do Vinho do Porto!

Mas esta data já fora criada em 2012 pelo Center for Wine Origins, uma instituição dos Estados Unidos da América, da qual o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) faz parte.

Já agora, a chamada “Região demarcada do Douro” engloba cerca de 250 mil hectares, onde 44 mil são compostos por vinhas e 32 mil estão autorizados a produzir vinho do Porto; em terra de socalcos existem mais de 100 castas aptas à produção.

E se a região é demarcada há mais de 260 anos, a produção na região é já milenar, antecedendo a ocupação romana, somando já cerca de 65 mil pessoas envolvidas na produção deste tipo de vinho.

Por outro lado, o Douro é considerado Património da Humanidade pela UNESCO como “paisagem cultural evolutiva e viva”, estando dividido em três sub-regiões (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior).

Alguns factos sobre o vinho do Porto:

– 85% da produção deste vinho é para exportação (7,5 milhões de caixas por ano).
– 20% das exportações destinam-se a França.
– França, Portugal, Reino Unido, Holanda, Bélgica e EUA são os países que mais consomem esta bebida.
– O vinho do Porto está presente em cerca de 120 mercados.
– As vendas do vinho do Porto rendem 365,4 milhões de euros (em 2013).
– O nível de álcool deste vinho varia entre 16,5% (branco leve seco) e 22%.
– Existem quatro estilos de vinho do Porto: Tawny (envelhecido em pipa), Ruby (envelhecido em garrafa), Branco e Rosé.
– EUA, Argentina, África do Sul ou Austrália são alguns países que produzem imitações do vinho do Porto.

A HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO

Quanto à sua história, o Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto, sendo Régua e Pinhão os principais centros de produção e S. João da Pesqueira o concelho com maior produção de vinho do Porto a nível nacional.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como “vinho do Porto” a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade: Vila Nova de Gaia é então o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo!

Porém, a “descoberta” do vinho do Porto é polémica, já que uma das versões, defendida pelos produtores da Inglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. 

Por outro lado, o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses, pois já, por causa das época dos Descobrimentos, o vinho era armazenado desta forma para se conservar durante todo o tempo das viagens. 

Portanto, a diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas e a empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). 

Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

Acrescente-se ainda que o vinho do Porto que envelhece até três anos é considerado standard, pertencendo a categorias especiais, quer porque as uvas que lhe deram origem são de melhor qualidade, quer por terem sido produzidos num ano excepcionalmente bom em termos atmosféricos. 
Assim, entre as categorias especiais, é comum encontrar os Reserva, os LBV, os Tawnies envelhecidos e os Vintage, e, menos regularmente, os Colheita.

Para terminar, nos primórdios da história do comércio do vinho do Porto, os ingleses eram das famílias mais influentes no negócio, uma vez que o mercado inglês era o maior consumidor mundial do famoso néctar português. 
Com o passar dos anos outras nacionalidades — tais como holandeses, alemães e escoceses — prevaleceram igualmente no comércio deste produto português. 
As principais casas portuguesas eram a casa Ferreira — detida por D. Antónia Ferreira —, Ramos Pinto e a Real Companhia Velha.

RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE: Entrecosto carnudo com batatas no forno

Ingredientes:

  • azeite, sal e folhas alecrim q. b.
  • 1 cebola grande cortada às rodelas
  • 6 alhos esmagados
  • 6 folhas de louro
  • 1 peça de entrecosto carnudo
  • 4 colheres de sopa de massa de pimentão
  • 4 colheres de sopa de margarina
  • 4 colheres de sopa de polpa de tomate
  • 1 cálice de vinho do Porto
  • batatas pequenas cortadas aos quartos para 4 pessoas

Confeção:

  1. cobrir o tabuleiro de barro com o azeite, a camada de cebola cortada às rodelas, os alhos esmagados e as folhas de louro
  2. colocar, por cima, a peça de entrecosto carnudo envolvida em: massa de pimentão, polpa de tomate, vinho Porto, folhas de alecrim e sal q. b.
  3. entretanto devem-se dar alguns golpes na própria carne, acrescentando mais uns pedaços de folhas de louro, bem como pedaços de margarina
  4. distribuir as batatas envolta da peça de carne
  5. ligar o forno a 180ºC, tendo a preocupação de ir virando a peça de carne, bem como as batatas 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Maçãs assadas no forno

Ingredientes:
  • 6 maçãs vermelhas
  • 6 paus de canela
  • açúcar amarelo q. b.
  • 1 cálice de vinho do Porto 

Confeção:

  1. Lavar as maçãs, para depois, com a ajuda de algum instrumento próprio para o efeito, retirar a parte central (pedúnculo e caroços), criando um tubo oco no meio de cada uma delas
  2. Colocar as maçãs num tabuleiro para ir ao forno, polvilhando em seguida com açúcar a gosto, para além de introduzir um pau de canela no meio de cada uma
  3. Salpicar o tabuleiro com o vinho do porto, levando depois tudo ao forno pré-aquecido a 180.ºC, cerca de 1h

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Be Happy!!

Ainda sobre o dia de ontem, 18 de janeiro, o Dia Internacional do Riso, neste dia procura-se chamar à atenção para a importância de rir, pois o riso é um comportamento humano que traz muitos benefícios ao nível do nosso bem-estar físico e mental, como por exemplo e de acordo com www.calendarr.com

– Redução do stress
– Queima de calorias
– Melhoria da qualidade de sono
– Fortalecimento abdominal
– Combate ao surgimento de rugas
– Melhor circulação sanguínea
– Melhor respiração
– Melhoria da digestão
– Fortalecimento do sistema imunológico
– Estímulo da criatividade
– Criação de laços com outras pessoas

Por outro lado, tal como também se pode ler no texto Rir é o melhor remédio, da autoria de Fernando Ilharco, datado de 30 de julho de 2017, em http://www.cmjornal.pt:
 Não é intuitivo, mas a origem do riso é alimentação. Sentimo-nos bem quando rimos e sentimo-nos bem quando comemos. São milhões de anos de evolução, de processos complexos, e o riso assenta de facto nos mesmos processos corporais que a alimentação.” 

E ainda, tal como está igualmente escrito no livro Amar, rir e comer: E outros segredos de longevidade do povo mais saudável do planeta, por Dr. John Tickell, da editora Valentina, onde “conta o segredo da vida longa: MODERAÇÃO. Moderação em tudo, exceto no amor, no riso, no peixe e nos vegetais, claro”: 

“Uma boa comida é uma das grandes alegrias da vida. Dignifica reuniões de família e todo tipo de encontros e celebrações.”

A intitulada Terapia do Riso, apesar de milenar no oriente, no ocidente existe como método terapêutico desde a década de 60, com o relato de reversão de uma violenta doença degenerativa, do jornalista americano Norman Cousin, que se auto-medicou com a Terapia do Riso.

Depois disso, o americano Hunter Adams, conhecido como Patch Adams já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço:
Cientificamente, o riso pode ser considerado como um grande estimulador da cura. O riso e as gargalhadas são responsáveis por mandarem uma ordem para o cérebro, através do hipotálamo, para sintetizar uma família de substâncias chamadas de endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior.
 
Já agora, existem diferentes variáveis quanto ao aparecimento da cárie e das doenças nas gengivas, sendo os cuidados básicos de higiene oral e a alimentação os mais importantes!

E para além da necessidade de ir ao seu médico dentista mais ou menos entre cada 6 meses, a dieta adequada para manter a saúde dos seus dentes e gengivas deverá ser baseada em: 
 
– alimentos ricos em fibras, pois a mastigação de alimentos com alto teor de fibras promove a autolimpeza dos dentes, evitando a formação da placa bacteriana
– alternativas ao tradicional leite de vaca, tais como sardinha em lata, semente de gergelim e de linhaça, laranja e legumes de tonalidade verde escura; 
– bastante água, também sob a forma de sumos ou chás, por manter os níveis corretos dos minerais no organismo, estimulando a salivação e ajudando na manutenção e limpeza de toda a boca e dentes;
– níveis equilibrados de vitamina C, existindo nos citrinos, morangos, kiwi, bróculos, tomate e pimentos amarelos, não devendo ser ultrapassar, sob pena de desmineralizar os dentes, enfraquecendo-os.
– alimentos com vitamina D, existente no óleo de fígado de bacalhau, na gema do ovo, ostras, sumo de laranja, atum e sardinha enlatados, cogumelos, salmão, etc, para além da necessidade de apanhar banhos de sol.
Desta forma ficamos definitivamente preparados para «fugir» ao verdadeiro stress e ansiedade, faltando só quase aprender a controlar melhor os nossos próprios pensamentos negativos e incluir a atividade física na nossa vida quotidiana, para além de uma boa seleção de alimentos ao longo do dia!
 
E sendo este o ponto de partida para se conseguir gerar um certo metabolismo mais salutar em nós, onde predomine sobretudo o equilíbrio e a sensatez das nossas ações e reações perante os outros, logo está na hora de preencher a sua dieta com algo que seja capaz de estimular o bom funcionamento do sistema nervoso, desintoxicar o fígado e intestinos, ou seja, acabar de vez com aquela irritação precoce e mandar embora a tristeza que há em si!

Valorize-se então e tenha uma boa cumplicidade para com os alimentos que facilitem exatamente a limpeza das impurezas do seu próprio organismo, como por exemplo no caso da adrenalina que causa stress e ansiedade, ou dos cortisóis que causam melancolia e depressão.
 
E cuidado com o exagero na toma de certos alimentos, podendo gerar igualmente desequilíbrios hormonais que desencadeiem o seu mau humor e a sua falta de empenho no geral!
 
Idealmente devem serem escolhidos os da estação em que nos encontramos, para além de que devem ser consumidos crus, ou pelo menos confecionados da forma mais simples e natural possível, uma vez que muitos deles perderão as suas propriedades funcionais, sendo ainda preferível os de origem biológica!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Ano Novo Ortodoxo + Receita de KUTYA

O Velho Ano Novo celebra-se a 13 de janeiro em 2017, sendo comemorado pelos cristãos ortodoxos treze dias depois do Ano Novo do calendário gregoriano.

O dia marca o fim do velho (anterior) ano e a chegada do Ano Novo pelo calendário juliano, que antecede historicamente o calendário gregoriano.

Como a diferença do calendário juliano para o gregoriano é de 13 dias nos séculos XX a XXI, a data comemora-se a 13 de janeiro. Contudo, a diferença entre os dois calendários aumenta um dia a cada século, sempre que o número de centenas do ano não é um múltiplo de quatro. Assim a partir de 2101 a data comemorar-se-à a 14 de janeiro.

A noite de 13 de janeiro para dia 14, correspondente à chegada do Ano Novo pelo calendário juliano, é celebrada em países como a Rússia, Geórgia, Bielorrússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Azerbaijão, Moldávia, Ucrânia, Sérvia, Macedónia, Montenegro, Bósnia Herzegovina, Gales e Suíça.

Algumas notas importantes:

  • As Igrejas Ortodoxas Russas realizam serviços religiosos, sendo conhecidos por oferecer jantares e danças para comemorar o feriado ao servirem: almôndegas de carne, salada de beterraba, cogumelos em conserva, tomates, pepinos e vodka.
  • Os sérvios ortodoxos também celebram o Velho Ano Novo, também conhecido por Ano Novo Sérvio, realizando missa e serviços, que são acompanhados com bebidas, jantar e danças.
  • Os macedónios também celebram o Velho Ano Novo com comida tradicional, música folclórica e visitas à familiares e amigos.
  • Muitos russos aproveitam para incluir o Ano Novo Ortodoxo na temporada de festas, celebrando o Natal e o Ano Novo duas vezes: 25 de dezembro e 1º de janeiro, 7 de janeiro e 14 de Janeiro, fazendo passeios e visitando amigos e familiares.
  • Um dos mais importantes pratos russos durante esse dia é o Kutya, um mingau feito com feijão, mel e sementes de papoula, simbolizando esperança, felicidade e sucesso.
  • O filme Dr. Zhivago (1965) reflete algumas das grandes festas feitas pouco antes da Revolução Russa, sendo ele baseado na novela, de 1957, com o mesmo nome, de Boris Pasternak.
  • Em 1973, o dramaturgo Mikhail Roschin escreveu um drama-comédia intitulado O Velho Ano Novo, apresentado nos cenários de teatro locais durante vários anos.

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK: Kutya

Ingredientes:

  • 2 chávenas de chá de trigo
  • 3 a 4 chávenas de chá de água
  • 1 chávena de chá de sementes de papoila
  • 1/3 de chávena de chá de mel
  • 2/3 de chávena de chá de açúcar
  • 1/2 chávena de chá de água quente
  • 1/2 chávena de chá de nozes picadas ou amêndoas

Confeção:

  1. Lavar o trigo em água fria e deixar empapar durante a noite nas 3 a 4 chávenas de água.
  2. No dia seguinte, ferver a água durante 4 a 5 horas, mexendo sempre.
  3. O trigo estará pronto quando os núcleos abrirem, sendo o fluido espesso e cremoso.
  4. Passar as sementes da papoila por um multiprocessador.
  5. Misturar mel, açúcar e água quente.
  6. Antes de servir, acrescentar a mistura de mel, a semente de papoila, as nozes picadas e o trigo. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017 - MÊS DE MARÇO E LISTA DE ANIVERSÁRIOS

Quantos de nós é que já não se sentiram escravos do tempo, do relógio e da mudança constante de cenários que nos força a ser verdadeiros camaleões?

E ao existirem prioridades máximas a toda a hora, será que a sociedade moderna nos ocultará para sempre todos aqueles nossos desejos mais íntimos, impedindo-nos de alargar horizontes?
Teoricamente, as recentes descobertas tecnológicas vieram para nos facilitar o quotidiano; todavia nos tornamos cada vez mais parecidos com a personagem do Coelho no livro Alice no País das Maravilhas, do escritor e matemático inglês Lewis Carrollem que só se limitava a dizer “estou atrasado” ao mesmo tempo que olhava para o seu relógio!
Com toda esta revolução industrial e o desenvolvimento acelerado da sociedade de informação, o próprio ritmo social ficou afetado, nunca se conseguindo estar 100% ciente do que está a decorrer a cada momento!

De fato, tal como afirma o filósofo e cientista social Alonso Bezerra de Carvalho, do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da UNESP, campus de Assis, no mundo moderno, dominado pela velocidade, onde tudo é para ontem, o ser humano tende a esvaziar o passado. O homem quer sempre superar e melhorar os seus limites. Fazer cada vez mais em menos tempo se tornou uma obsessãoPerde, assim, a memória e suprime a possibilidade de construir um futuro“.

Meu caro leitor, finalizarei este texto na condição de me comprometer consigo de que continuarei a ajudá-lo a organizar melhor a sua agenda, a regularizar de vez o seu sono ou até a diminuir a sua angústia ao fazê-lo lembrar-se mais dos momentos bons, ao querer presentear no dia certo quem mais ama!

Reveja, por favor, o seguinte texto:

https://cozinhacomrosto.blogspot.pt/2017/02/agenda-domestica-cozinha-com-rosto-2017.html

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017: VAMOS ÀS CONTAS DO MÊS?

Talvez por falta de um investimento sério, no que toca a políticas de educação financeira nas nossas escolas, ou porque o rendimento disponível nas famílias portuguesas já não ser o que era, o mesmo só fica perfeitamente definido após terem sido recebidos os respetivos rendimentos a que têm direito e de terem sido pagas as devidas quotizações obrigatórias para a Segurança Social ou os impostos diretos ao Estado. 
Mediante toda esta melancolia tramada, o rendimento disponível pode ou não ser canalizado da forma mais ponderada para consumo e poupança, podendo ou não contribuir para a real satisfação das suas necessidades!

Na verdade, há diversas motivações que nos levam a tomar certas decisões: aquando da nossa intenção de fazer uma viagem de férias, bem como no que toca a desenvolver algum projeto a nível profissional ou até ao nível de algum negócio em bolsa, por exemplo.
Contudo, qualquer um de nós pode vir a confrontar-se, de um momento para outro, com aquele tipo de despesas “extra” a ver com saúde, ou a ver com alguma situação inesperada, como o desemprego instaurado na família, deixando quase tudo para trás, só para se conseguir fazer face a novas preocupações e desesperos!

E quanto a melhores ou piores condições num futuro próximo, em termos de reforma, apoio na doença, escola dos filhos ou garantia de emprego, todos estes propósitos influenciarão cada vez mais a concordância de cada família gastar ou poupar o seu rendimento no presente.
Também a publicidade e os incentivos ao consumo têm um efeito maléfico, ao aliciar todos os demais a um consumo demasiadamente “rápido”, muito embora a insegurança no dia de amanhã consiga criar tão grande desconforto aliado a sentimentos severamente nefastos de natureza social, cultural ou psicológica!

Por outras palavras, o verbo “ser” é diferente do verbo “ter”, por isso faça deste tipo de publicações no meu blog a sua plataforma para a verdadeira ação e o seu guia concreto para presentear cada final de mês que se preze com um smile.
Urge, portanto, criar novos hábitos, uma maior sensatez perante situações “novas” de desconforto e, por conseguinte, um tipo maior de humor mais harmónico daqui para a frente!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017 - JANEIRO E FEVEREIRO

Realmente, viver é uma dádiva, logo urge criar as mais belas asas com intensa alegria dentro de cada um de nós, mas sobretudo tempo, tempo capaz de empurrar para fora do nosso peito toda aquela agitação premente que só nos faz magoar e aniquilar.

Fiquem portanto convictos de que é possível trazer o mundo inteiro nos nossos braços, bastando ser-se fiel aos nossos próprios compromissos e ao mesmo tempo almejar-se ser um pouco de poeta além-mar a cada dia que passa, mitigando quaisquer dores ou cansaços que nos assombrem.

E apesar do segundo mês do intitulado “ano novo” já ter batido à nossa porta, ainda há tempo para repensar sobre todas as nossas promessas afinal não cumpridas no intitulado “ano velho”, devendo então ser criados novos objetivos e arquitetados novos planos!

Por isso, tenho todo o prazer em oferecer, a todos os meus leitores, de quando em vez, uma parte da Agenda Doméstica Cozinha Com Rosto 2017, construída por mim, também tendo como base alguns dos modelos disponíveis no Office.com.

Nota: podem clicar nas imagens acima e transferir, imprimir ou partilhar os respetivos ficheiros, para além de ainda terem acesso direto a uma ou outra receita escolhida por mim através do clique nas próprias fotografias aí inseridas

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A LOJA B & C

A loja/atelier Bolachas e Chocolate destaca-se pela forma como sabe sempre bem receber os seus clientes habituais, na sua maioria moradores na freguesia de Benfica da cidade de Lisboa. 
São três horas da tarde e eu avanço em direção à zona de esplanada, decidida a tomar café! 
Mónica Rebelo

É certo que existe alguma dificuldade em estacionar o carro, mas a sua localização privilegiada na rua Gomes Pereira junto ao cruzamento com a Estrada de Benfica, do lado oposto à Junta de Freguesia de Benfica, compensa e muito!

O Sr. Rui Marcos, dono do estabelecimento em causa, dirige-se de imediato ao meu encontro para, mais uma vez, me dar as boas vindas, ao mesmo tempo que coloca na mesa à minha frente algo que eu desconhecera ainda, muito embora acabadinho de sair do forno da sua cozinha! 

chá e pão-de-ló

E com o seu ar de simpatia, começamos logo a conversar sobre qual foi e continua a ser a sua ideia de negócio. No princípio, como em qualquer projeto deste género, confessa-me que houve um certo risco no que respeita ao tipo de investimento mais apropriado, numa área em que manifestamente cada vez mais se sente “a frio” a concorrência.

Loja B & C

Por isso, achou por bem só apostar na venda de determinados produtos que lhe dessem a devida garantia e, digamos que, o verdadeiro selo da qualidade, após um intenso trabalho ao nível da recolha e tratamento de informação acerca do seu público-alvo, seguindo-se uma efetiva experimentação de produtos diferenciados, a fim de uma tomada de decisões mais acertadas.

casa de chá

Mas a vida é feita de apostas, e esta foi, sem dúvida, na minha opinião mais modesta, uma aposta ganha! Ela demarca-se pela inovação, contendo mesmo alguns produtos genuínos e a preços acessíveis, tudo iguarias extremamente deliciosas para se fazerem combinar com um chá igualmente único e convidativo.

E, de facto, os produtos que mais merecem ser enunciados são os seguintes: bolachas, chocolates, chás, bolos e gelados. 

Lisboa

Importa ainda acrescentar que, desde a primeira vez em que eu tive a oportunidade de entrar neste mesmo estabelecimento, me deparei sempre com algum produto novo capaz de me surpreender pela positiva, nunca me desiludindo, fazendo-me voltar, igualmente para efeitos de lembrança a quem mais gostamos!

Benfica