segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O Dia do Desportista e alguns conselhos a propósito da sua Alimentação!

O Dia do Desportista comemora-se anualmente no dia 19 de fevereiro, tendo sido criado originalmente a partir da Lei nº 8.672, de 6 de Julho de 1993, conhecida como “Lei Zico“, por sua vez integrado no artigo 54.

Desta forma, tem-se como objetivo principal, o de incentivar, consciencializar e homenagear a prática do desporto, como forma de desenvolver uma vida mais saudável, não devendo esquecer-se de que a prática de exercício físico naturalmente ajuda a manter a nossa saúde estável, tanto mental com fisicamente, pois ao mesmo tempo aumenta a concentração, paciência, cooperativismo e fortalecimento muscular!

Consequentemente, a alimentação de qualquer desportista pode influenciar positiva, mas também negativamente, todo o seu desempenho muscular, devendo ser orientado por alguém devidamente especializado, no sentido de melhorar a sua perfomance, bem como proporcionar uma boa saúde a médio e longo prazo.

Ao ser-lhe elaborada uma certa dieta, devem ter-se em conta diversos tipos de fatores: modalidade de desporto que costuma praticar, idade, sexo, raça, clima, temperatura, altitude, condições sócio-económicas, factores individuais, etc.

Por outro lado, deve assentar-se ainda sob os seguintes pilares: fornecimento de «energia» sob a forma de hidratos de carbono, gorduras, proteínas, água, minerais e vitaminas; complemento da necessária satisfação diária com base em ração de treino, competição e recuperação.

Acrescente-se também que uma boa hidratação é fundamental, uma vez que o seu rendimento pode diminuir muito com o aumento da desidratação, portanto beba muitos líquidos, para além de que as próprias lesões desportivas serão sempre mais frequentes aquando dessa mesma situação!

Por exemplo, logo após a competição, devem consumir-se preferencialmente: leite, sumos de fruta natural e água alcalina açucarada.

Outras notas importantes: fazer o seu treino regular, procurando ter um sono suficientemente reparador, sem esquecer de que não deve fumar nem beber!

E obviamente que qualquer tipo de desporto é bom para combater o sedentarismo, mas por acaso sabe quais é que são os desportos mais completos

Um estudo da Universidade de Cambridge concluiu que até o facto de se estar inativo fisicamente, «mata» 2x mais do que a tão conhecida obesidade! 

Por isso, aqui vão, segundo a Forbes, depois de se terem tido em conta diversos aspetos, tais como a flexibilidade, resistência física, energia despendida, tonificação muscular, trabalho cardiotorácico e risco de lesões, esses mesmos desportos: squash, remo, escalada, natação, esqui, basquetebol, ciclismo, corrida, pentatlo e boxe
Para mais informações, sugiro consultarem o seguinte link sobre o tema “nutrição desportiva“:

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

RECEITA + UTILIDADES + CURIOSIDADES: Pão de Alfarroba com Nozes e Tâmaras servido com Doce de Tomate

Inicialmente, o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras, variedades de Solanáceas usadas em feitiçaria.

Os primeiros registos apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no século XVI, que era um dos principais centros de irradiação comercial para toda a Europa, principalmente Itália e Países Baixos. Os italianos logo chamaram os primeiros frutos de pomo d’oro (pomo de ouro).

A indústria transformadora de tomate – mais desenvolvida nas zonas de regadio do Ribatejo – exporta para 42 países e Portugal é o quinto maior exportador mundial, num sector que é responsável por 6 500 postos de trabalho, diretos e indiretos.

E além de diferirem em seu formato, os tomates também podem ter variações na sua coloração. Apesar de ser bem mais comum encontrá-lo com a cor vermelha, atualmente, novos tipos de tomate podem ser encontrados com a cor rosada, amarela ou laranja. 

O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por ser um alimento rico em licopeno (média de 3,31 miligramas em cem gramas), vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.
O tomate é composto principalmente de água, possuindo, aproximadamente, catorze calorias em cem gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do câncer de próstata e no fortalecimento do sistema imunológico.

A alfarrobeira (Ceratonia siliqua), também conhecida como Pão-de-João ou Pão-de-São-João, figueira-de-pitágoras e figueira-do-egipto, é uma árvore de folha perene, originária da região mediterrânica que atinge cerca de 10 a 20 m de altura, cujo fruto é a alfarroba.

Naturalmente doce, a alfarroba dispensa o uso de açúcar na fabricação de seus produtos, razão porque tem se tornado crescente e importante alternativa ao chocolate, pois além de não conter estimulantes como cafeína e teobromina, ela é rica em vitaminas e minerais. Contém altos níveis de carboidratos (75.92%), (6.34% proteínas) e baixo nível de gordura saturada (1.99%).

Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa – tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefação da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açúcar (essencialmente sacarose, glucose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2-0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g) e de fósforo. 

Por outro lado, as características particulares dos seus taninos (compostos polifenólicos) levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS:

Pão de Alfarroba com Nozes e Tâmaras, servido com Doce de Tomate
Ingredientes: 
Doce de Tomate:
  • 1kg de tomate
  • 800gr de açúcar amarelo
  • 1 pau de canela
  • 1 casca de limão
  • Sal q. b.
Pão de Alfarroba com Nozes e Tâmaras:
  • 150g de farinha de trigo
  • 150g de farinha de aveia
  • 50g de farinha de alfarroba
  • 1 colher de sopa de farinha de milho
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de chá de canela
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 50gr de açúcar mascavado
  • 1 iogurte natural
  • 1 chávena de leite
  • raspa de 1 limão
  • 100g de nozes
  • 100g de tâmaras sem caroço
Confeção: 
Doce de Tomate:
Começar por tirar a pele ao tomate: aquecer uma panela com bastante água a ferver e mergulhar os tomates lavados por uns 2 minutos, para depois retirar tudo para uma tigela cheia de água bem fria com gelo, deixando repousar alguns minutos antes de retirar a pele.
  1. Deitar tudo numa panela com o açúcar, o pau de canela e a casca de limão, colocando-a primeiro em lume brando para cozinhar até começar a ferver, para depois começar a mexer à medida que se vai apurando o preparado.
  2. Entretanto, retirar a casca de limão e o pau de canela, para em seguida adicionar o sal e triturar tudo a gosto com a ajuda de uma varinha mágica.
  3. Levar novamente o doce ao lume e deixa cozinhar até atingir o ponto de estrada.
  4. Depois do doce arrefecer, guardá-lo numa embalagem hermética ou então em frascos devidamente esterilizados.
Pão de Alfarroba com Nozes e Tâmaras:
  1. Colocar o forno a aquecer a 170º, aproveitando depois para forrar com papel vegetal uma forma de bolo inglês.
  2. Numa taça, misturar as farinhas, o sal, o bicarbonato, o açúcar mascavado e a canela.
  3. Numa outra taça, misturar o iogurte, o leite e a raspa de limão.
  4. Aos poucos, adicionar esta mistura à taça com a mistura das farinhas e envolver tudo muito bem. 
  5. Juntar as tâmaras e as nozes, previamente tudo picado grosseiramente, e envolver tudo muito bem.
  6. Colocar a massa na forma, distribuindo no topo algumas nozes previamente guardadas, e levar ao forno durante cerca de 45min.
  7. Desenformar e deixar arrefecer antes de fatiar, sendo só depois necessário barrar com o doce de tomate explicado anteriormente ao seu gosto e deliciar-se!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Love Is In The Air: Valentine´s Day Red Velvet Cake - 2018

Não, eu não vou falar-vos do grupo feminino sul-coreano Red Velvet, formado pela S.M. Entertainment em 2014, que é atualmente composto por cinco integrantes: Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri.

E também não vou falar-vos da história do Capuchinho Vermelho, que é um conto de fadas clássico, de origem europeia do século XIV, tendo sido publicada pela primeira vez pelo francês Charles Perrault, e depois pelos Irmãos Grimm na versão mais conhecida.

Mas poderá ter a ver com o chamado Bolo do DiaboDevil’s Food Cake –, que é um bolo de camadas húmido, areado e rico em chocolate, ou seja, o que é considerado completamente oposto ao claro Bolo dos Anjos  Angel’s Food Cake , sendo este uma variedade de bolo originalmente da América do Norte que começou a ficar popular nos Estados Unidos no final do século XIX. 

No que diz respeito à sua fama, posso aqui chamar à atenção para The Little Rascals Save the Day (ou Os Batutinhas: Uma Nova Aventura), que é um filme de comédia diretamente em vídeo de 2014, lançado pela Universal Pictures, o segundo filme cinematográfico sucedendo o principal de 1994 e uma adaptação de Hal Roach’s Our Gang, uma série de curtas-metragens dos anos 20, 30 e 40 (muitos dos quais foram transmitidos na televisão como The Little Rascals) que se centrou nas aventuras de um grupo de crianças de um bairro, em que:

Durante o ensaio da banda, a Vovó é chamada a visitar o banco local e deixa as crianças encarregadas de sua padaria. Os Batutinhas são encarregados de preparar um Bolo Veludo Vermelho, mas eles colocam muita coisa, fazendo com que a massa exploda na cozinha. Um funcionário do banco informa a Vovó que ela deve ao banco 10.000 mil dólares. Se ela não puder pagar o dinheiro em duas semanas, ela perderá sua padaria. Para piorar as coisas, o pai de Waldo quer comprar a padaria e substituí-la por um shopping center. Waldo quer a casa na árvore das crianças para si mesmo.”

Mas o real aumento da popularidade desse mesmo Bolo de Veludo Vermelho – Red Velvet Cake – é parcialmente atribuído, em 1989, ao filme Steel MagnoliasFlores de Açorelatando a história de seis mulheres muito diferentes entre si, mas ligadas pela amizade e pela lealdade, ao longo de vários períodos das suas vidas, numa pequena cidade da Louisiana, em que o bolo de casamento que aparece era desse tipo, sendo ele uma tradição da parte sulista dos Estados Unidos e moldado no formato de um tatu

O bolo veludo vermelho é, portanto, um bolo bastante popular, com uma coloração vermelha ou marrom-avermelhada, sendo usualmente preparado como um bolo de camadas, coberto com creme de baunilha ou, mais comum, butter cream

Os ingredientes mais comuns são: leitelho, manteiga, farinha, cacau em pó e beterraba ou corante vermelho. E enquanto que a quantidade de cacau varia entre as receitas, a cobertura de cream cheese é a tradicional, assim como a de glacê.

Na maioria dos bolos deste tipo, hoje em dia, utiliza-se corante, mas a própria reação entre o vinagre e o leitelho tende a realçar essas mesmas antocianinas presentes no chocolate. Porém, quando o chocolate mais básico era largamente vendido, a coloração vermelha era mais pronunciada e esta tintura natural pode ter sido responsável pela origem da denominação “veludo vermelho”. 

Quando a comida fora racionada durante a Segunda Guerra Mundial, pasteleiros começaram a utilizar beterrabas fervidas para melhorar a cor de seus bolos. A beterraba ainda pode ser encontrada em algumas receitas, tanto pela coloração, quanto pelo fato de reter humidade.

Por outro lado, também temos que uma das receitas mais populares e tradicionais dos Estados Unidos, pode ter a sua história toda baseada num corante, por sua vez divulgado através de uma receita de bolo na década de 40, por John Adams, a fim de aumentar as vendas de sua empresa de corantes e essências. 

Mas, para se entender um pouco melhor de como é que essa mesma fama se foi construindo ao longo dos tempos, é necessário tentar ir ao encontro também da sua receita original, ou seja, do seu nome de “bolo aveludado“, uma vez que já foi modificado uma série de vezes, e portanto, o termo “velvet” é o que realmente importa decifrar!


A primeira publicação canadense em agosto de 1871, na revista The New Dominion Monthly, e posteriormente na revista americana Ballou´s Monthly Magazine, em novembro do mesmo ano, revela uma receita de Velvet Cake (sem o termo red) que corresponde a um bolo amanteigado (sem chocolate) saborizado com extrato de limão e, conforme a publicação, “muito melhor que um pound cake”.

Ballou´s Magazine, 1871 e Buckeye Cookery and Practical Housekeeping, 1877

Em Buckeye Cookery, de Estelle Woods Wilcox (Minneapolis, 1877), uma receita de bolo “melancia” indicava o uso de “açúcar vermelho”. Também no início da década de 1870, uma empresa de Chicago, a Price Baking Powder lançava um corante para uso doméstico, o “Dr. Price´s Fruit Coloring”. A partir desse período, tingir comida se tornava mais fácil e comum e, ao contrário do bolo Red Velvet, as receitas do século 20 apenas sugeriam algumas gotas de corante para acentuar a coloração dos bolos de chocolate.

E o primeiro registo de um bolo que utilizaria uma quantidade mais generosa de corante é do Waldorf Red Cake, em 1959. Até esse ano, o hotel, localizado em Nova Iorque, nunca havia servido red velvet cake ou qualquer outro tipo de bolo similar. Por isso, alguns acreditam que a história criada em torno do hotel e do bolo não é nada mais do que uma lenda urbana:

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Um casal havia jantado no restaurante do hotel e pedido uma fatia de bolo de chocolate para a sobremesa, a esposa havia gostado tanto que pediu a receita ao garçom, que concordando, cedeu a receita. Só que por tamanha gentileza foi cobrado um preço altíssimo e então, revoltados, o casal começou a distribuir a receita para muitas pessoas afim de se vingarem do hotel. Inclusive, uma edição de 22 de maio em 1959 do The Press-Gazette, de Hillsboro, Ohio, referindo-se ao hotel Waldorf, (só que de Chicago), publicou a receita do bolo com a chamada: “Essa é uma receita de $300”. O bolo então, sem a cobertura, passou a ser conhecido como $300 cake (ou “qualquer quantia de dólar” cake). Três dias depois, a edição de News-Journal publicava a receita do Waldorf Red Cake, incluindo uma cobertura branca de leite, açúcar, farinha e manteiga.”

 Na década de 40, a empresa do Sr. Adams adicionou corante a uma receita de bolo e imprimiu folhetos que eram distribuídos juntamente com suas essências de baunilha e manteiga (que era muito popular durante a Segunda Guerra Mundial quando houve racionamento de manteiga). Armados com corantes e uma receita de supermercado, o bolo (e o corante do Sr. Adams) se espalhou por além das fronteiras texanas, ganhou fama e novas receitas apareciam em concursos culinários organizados por diversas empresas para promover mais e mais seus produtos. Inclusivé o Pillsbury Bake-off realizado no Waldorf, na década de 50.

Imagem à esquerda: Folheto da Adams Extract com a receita de Red Velvet Cake

O primeiro registo que nomeava o bolo como Red Velvet Cake é de 1960. Nesse ano a rede de supermercados de Seattle, a Foodland, anunciava a venda do Waldorf Red Velvet Cake até que na edição de 16 de junho de 1960, a revista Denton Record Chronicle anunciava a receita do Red Velvet Cake.

Em 1996, com a abertura da Magnolia Bakery, o bolo então ganhou fama e conquistou de vez os americanos, tornando-se o bolo mais vendido e até transformado em cupcakeAssim, novas versões foram surgindo a fim de tornar a coloração mais natural para alérgicos e especialmente pessoas que buscam uma alimentação livre de corantes. Os mais tradicionalistas afirmam que o sabor do red velvet é totalmente influenciado pelo corante utilizado. 

Magnolia Bakery, 401 Bleecker Street, New York, NY 10014, USA - Jan 2013 O.jpg

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A entrada do recheio feito com cream cheese é que é ainda um mistério! Arquivistas da Kraft Foods (que engloba a marca de cream cheese Philadelphia) afirmam que a primeira receita de recheio feito com cream cheese consta num livro corporativo na década de 40, apesar desta informação nunca ter sido comprovada.

O bolo Red Velvet possui uma fila de críticos que o consideram um bolo sem sabor e repugnam o uso do excesso de corante, mas seus fiéis e tradicionais admiradores estão espalhados pelo mundo, criando versões de brownies, cookies, trufas e cupcakes, com as mais diversas cores, tais como: o Blue Velvet Cake ou o Green Velvet Cake para o St. Patrick Day, sendo esta uma celebração cultural e religiosa realizada em 17 de março, data de morte tradicional de São Patrício, o principal santo padroeiro da Irlanda.

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RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Red Velvet Cake
Ingredientes:
MASSA:
  • 100ml de leite aquecido
  • 45g de manteiga
  • 20g de chocolate em pó peneirado
  • 30g de corante vermelho em gel
  • 4 ovos
  • 270 g de açúcar
  • 1⁄2 colher de chá de vinagre branco
  • 210g de farinha de trigo peneirada
  • 1⁄2 colher de sopa de fermento em pó peneirado
RECHEIO:
  • 350g de cream cheese amolecido
  • 150g de manteiga amolecida
  • 500g de açúcar de confeiteiro peneirado
  • 1⁄2 colher de café de essência de baunilha
  • 12 g de gelatina em pó sem sabor hidratada e dissolvida em 4 colheres de sopa de água
  • Frutas vermelhas a gosto
Confeção:
MASSA:
  1. Colocar numa panela: o leite aquecido, a manteiga e o chocolate em pó peneirado; levando ao fogo médio até derreter a manteiga.
  2. Desligar o lume, adicionar o corante vermelho em gel, misturar bem e reservar.
  3. Numa batedeira, colocar os ovos e bater bem até dobrar de volume.
  4. Adicionar o açúcar, o vinagre branco e bater por mais 3 minutos.
  5. Desligar a batedeira, acrescentando, aos poucos e a farinha de trigo com o fermento em pó, tudo peneirado, misturando delicadamente.
  6. Juntar, em fio, o creme com corante reservado acima, misturando delicadamente até incorporar.
  7. Despejar a massa numa forma (24 cm de diâmetro) forrada no fundo com papel-manteiga, levando ao em forno préaquecido a 180°C por cerca de 35 minutos.
  8. Retirar do forno e reservar.
RECHEIO:
  1. Na batedeira, colocar o cream cheese amolecido e a manteiga amolecida, batendo em velocidade alta até ficar cremoso.
  2. Juntar o açúcar de confeiteiro peneirado e a essência de baunilha, batendo rapidamente até misturar bem.
  3. Com a batedeira ainda ligada, adicionar, em fio, a tal gelatina em pó sem sabor hidratada e dissolvida em água.
  4. Desligar a batedeira e reservar a mistura no frigorífico.
MONTAGEM:
  1. Retirar o recheio do frigorífico e separar 1 xícara de chá para a cobertura, devendo o resto ser ainda dividido em 2 partes iguais e reservar.
  2. Cortar o bolo em 3 discos no sentido da largura.
  3. Colocar um disco no centro de um prato, que com o auxílio de uma espátula ou de um saco de pasteleiro, deve cobrir-se totalmente este disco de massa com uma camada de recheio.
  4. Colocar outro disco de massa sobre o recheio e, novamente, cobrir totalmente este outro disco de massa com outra camada de recheio.
  5. Cobrir, com o último disco de massa, e decorar o bolo com aquela outra parte de recheio reservada inicialmente.
  6. Decorar a gosto com frutas vermelhas.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Bom Carnaval 2018 com Banoffee Pie servido em taças individuais!

Carnaval é a altura do ano em que as pessoas porventura mais procuram por folia durante os quatro dias que antecedem a quarta-feira de cinzas, mas essa mesma época de festa em que já começa a comemorar-se durante o dia de hoje em muitos locais, também pode significar para muitos mais uma época de descanso e de encontro com os familiares e amigos mais próximos, logo tem a ver com miúdos ou graúdos, ou seja, por que não ir já para a cozinha preparar uma certa receita bastante fácil, prática e deliciosa? 

Banoffee pie ou “bananoffe” é uma torta de sobremesa inglesa feita de banana, creme e toffee (uma espécie de caramelo feito a partir de leite condensado cozido ou doce de leite), tudo combinado numa certa base de pastelaria ou com biscoitos e manteiga desintegrados. Algumas versões da receita também podem incluir chocolate, café ou ambos!

O crédito para a invenção da torta é reivindicado por Nigel Mackenzie e Ian Dowding, o proprietário e chef, respectivamente, do The Hungry Monk Restaurant em Jevington, East Sussex

Eles afirmam ter desenvolvido a sobremesa em 1971, alterando uma certa receita  americana para Torta de Toffee de Café Blum, com recurso a um caramelo macio feito a partir da fervura de uma lata fechada de leite condensado por várias horas. Depois de várias tentativas, incluindo a adição de maçã ou mandarina, Mackenzie sugeriu banana e Dowding disse mais tarde que “de imediato, sabíamos que tínhamos conseguido”. Mackenzie sugeriu o nome Banoffi Pie, e o prato mostrou-se tão popular com seus clientes que eles “não conseguiram retirá-lo” do cardápio.

Banoffeepie.jpg
By Glen MacLarty from SydneyAustralia. – Banoffee pie. Uploaded by Jacklee., CC BY 2.0Link

 

 








 


A receita fora publicada em The Deeper Secrets of the Hungry Monk em 1974 e reimpressa no livro de receitas de 1997, Heaven in The Hungry Monk

Em 1984, uma série de supermercados começaram a vendê-lo como uma torta americana, levando Nigel Mackenzie a oferecer um prémio de £10.000 a qualquer pessoa que pudesse refutar sua reivindicação de serem inventores ingleses.

A fama espalhou-se rapidamente, tendo sido o prato favorito para Margaret Thatcher cozinhar. A receita fora igualmente adotada por muitos outros restaurantes em todo o mundo e a palavra “banoffi” foi aceita pelo Oxford English Dictionary para qualquer coisa com gosto a bananas e toffee.

Infelizmente, Nigel Mackenzie morreu em 2015 e o Restaurante Hungry Monk já não existe, mas há uma placa azul na parede do prédio na aldeia para comemorar a sua criação.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Banoffee Pie para ser servido em taças individuais

Ingredientes:
  • 200 gramas de biscoito amanteigado
  • 1 lata de leite condensado cozido
  • 2 bananas
  • 1 embalagem de natas
  • 2 colheres de sopa de açúcar

Confeção:

  1. Triturar os biscoitos amanteigados e distribuir o preparado pelas taças individuais.
  2. Bater o leite condensado para ficar mais cremoso, dividindo em srguida pelas mesmas taças sobre os biscoitos moídos.
  3. Cortar as bananas às rodelas para as colocar por cima do leite condensado anterior.
  4. Bater as natas com o açúcar, para depois cobrir as bananas.
  5. Polvilhar tudo com o cacau em pó.

 (fonte: http://inglesgourmet.com/2014/08/receita-de-banoffee-pie-versao-rapida-facil-e-deliciosa/,

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Receita de Tilápia com Leite de Coco acompanhada de Arroz Branco!

Em continuação do texto por mim já desenvolvido em “RECEITA: Espetadas de Tamboril e Camarões Tigre com Salada de Cuscuz“, a Aquicultura em Portugal é reconhecida por obedecer a normas rigorosas em termos de qualidade, sustentabilidade e proteção do consumidor que, de acordo com alguns dados sobre a aquicultura na União Europeia [Fonte: DG MARE, a partir dos dados do Eurostat], temos que a aquicultura em Portugal representa aproximadamente 20% da produção de peixe, sendo a produção de 1,28 milhões de toneladas, tendo mesmo Portugal, no contexto da UE, representado em 2011, 2% do valor da produção aquícola europeia!

Já agora, este tipo de mercado, emprega diretamente cerca de 80 mil pessoas, para um consumo de produtos da pesca e da Aquicultura em Portugal que atinge cerca de 13,2 milhões de toneladas!

Por outro lado, Tilápiasegundo alguns, é talvez um dos peixes brancos mais versáteis para cozinhar, portanto, desta vez, proponho seguirmos em frente com uma receita extremamente fácil e saborosa ao mesmo tempo que consumimos peixe, sendo este tão essencial na nossa alimentação, não acham?  

Fresh tilapia.jpg
By Niall Crotty – Niall Crotty, CC BY-SA 2.5Link
Tilapia capturada no Lago Hora, Debre Zeyit, Etiópia.

Tilápia é o nome comum dado a várias espécies de peixes ciclídeos de água doce pertencentes à subfamília Pseudocrenilabrinae e em particular ao gênero Tilapia. São nativos da África, mas foram introduzidas em muitos lugares nas águas abertas da América do Sul e sul da América do Norte e são agora comuns na Flórida, Texas e partes do sudoeste dos Estados Unidos, sul e sudeste do Brasil. No sudeste esta espécie é um dos principais peixes da pesca artesanal, principalmente no Rio Grande, Estado de Minas Gerais. Em Angola também recebe o nome cacusso.

Tilápias são fáceis de manter em aquário, já que lhes é suficiente o espaço neles. Elas se reproduzem facilmente e crescem rapidamente, mas são perigosos para qualquer outro peixe pequeno. A maioria das espécies são reprodutores de superfície mas alguns protegem a cria na boca.

Fishing for tilapia.jpg
By Charlesjsharp – Own workCC BY-SA 4.0Link

Pesca de tilápia no lago Naivasha, Quênia

As tilápias são peixes criados para alimentação humana, sendo a sua carne bastante apreciada, pois é leve e saborosa. Em algumas regiões o peixe é colocado nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde cresce até ao tamanho pronto para consumo(12–15 cm), na mesma época em que o arroz está pronto para a colheita.

A tilápia-do-nilo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos).

A tilápia é um excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.

É um peixe adaptável à água salgada.

Tilápia ou Sarotherodon niloticus 2.jpg
By Germano Roberto Schüür – Own workCC BY-SA 4.0Link
Ciclídeo originário do Rio Nilo

Tendo então agora em conta o excelente produto fornecido pela Lota no Bairro, comecemos portanto por assistir aos próximos vídeos a ver com a minha sugestão de receita de peixe escolhida para o dia de hoje, devidamente acompanhados pela descrição dos respetivos ingredientes utilizados, bem como dos diferentes passos para a confecionar, para além do intitulado empratamento

RECEITA INCLUÍDA NA CATEGORIA DE PEIXE: Tilápia com Leite de Coco acompanhada de Arroz Branco

  • Tilápia com Leite de Coco

Ingredientes:

  • 500 Gramas de filete de Tilápia
  • 1 Cebola picada
  • 2 Dentes de alho esmagados
  • 200 ml de Leite de Coco
  • 1 malagueta picada
  • 1 Colher de chá de Açafrão em pó
  • 2 Colheres de sopa de azeite
  • ½ Xícara de farinha de trigo (70 Gramas)
  • 2 Colheres de sopa de coentro picado
  • pimenta do reino e sal q. b.

Confeção:

  1. Refogar a cebola, os alhos e a pimenta numa frigideira, em lume baixo, com o azeite.
  2. Temperar os filetes de tilápia com sal e pimenta, para depois envolver na farinha, e assim ficar mais macio e o molho mais cremoso (Podem-se usar os filetes de tilápia ora inteiros ora cortados em 3 partes).
  3. Adicionar os filetes à frigideira e verter o leite de coco e o açafrão, para logo a seguir colocar o lume alto e deixar cozinhar por 10-15 minutos.
  4. Servir os filetes de tilápia com leite de coco acompanhada de arroz branco, polvilhando a gosto com o coentro. 
  • Arroz Branco

Ingredientes:

  • 1 Copo de arroz (agulha)
  • 2 Copos de água
  • ½ Cebola pequena picada
  • Sal q.b.
  • 1 colher de sopa de margarina

Confeção:

  1. Colocar a margarina num tacho e levar ao lume.
  2. Juntar a cebola picada e deixar refogar, temperando com sal.
  3. Quando a cebola estiver transparente, juntar o arroz e deixar fritar um pouco, juntando logo de seguida os dois copos de água.
  4. Deixar o arroz cozer sem mexer até que a água evapore totalmente e desligar o lume.
  5. Tapar e deixar repousar 5 minutos antes de servir.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Dia Mundial de Luta Contra o Cancro: exemplos de alimentos que devem ou não ser ingeridos!

O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro celebra-se anualmente no dia 4 de fevereiro, cujo objetivo será o de desmistificar algumas das ideias pré-concebidas sobre o cancro e informar sobre os fatos reais da doença.

A celebração deste dia baseia-se na Carta de Paris, aprovada em 4 de fevereiro de 2000, na Cimeira Mundial Contra o Cancro para o Novo Milénio, apelando à aliança entre investigadores, profissionais de saúde, doentes, governos e parceiros da indústria no âmbito da prevenção e do tratamento do cancro.

Em Portugal, por exemplo, morrem 70 pessoas por dia com cancro, o que significa que, a cada hora que passa, 3 pessoas morrem vítimas da doença, ou seja, por ano são registados 25000 óbitos.

E os cancros que mais matam são os do cólon, reto e ânus, assim como os cancros da laringe, brônquios, pulmão e estômago.

Alguns dados sobre o cancro:

  • O cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Todos os anos, cerca de 8 milhões de pessoas morrem vítimas de cancro e estima-se que a doença é responsável por mais de 84 milhões de mortes entre 2005 e 2015.
  • O cancro contabiliza mundialmente mais mortes que VIH/SIDA, tuberculose e malária juntos. Das 7,6 milhões de mortes por cancro no mundo em 2008, mais de 55% ocorreram em regiões menos desenvolvidas. Em 2030, estima-se que de 60 a 70% dos 21,4 milhões de novos casos de cancro ocorrerão nos países em desenvolvimento.
  • De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% de todos os cancros podem ser prevenidos e outros podem ser detetados numa fase precoce do seu desenvolvimento, tratados e curados.
  • Estima-se que o número de casos de cancro e mortes relacionadas a nível mundial venha a duplicar nos próximos 20 a 40 anos, especialmente nos países em desenvolvimento.

Segundo o texto ALIMENTOS ANTI-CANCRO publicado na homepage do SAPO, da autoria de Madalena Alçada Baptista juntamente com Tiago Osório de Baros (nutricionista na Dermonutri – Espaço Saúde e Qualidade de Vida), a Sociedade Americana do Cancro calcula que um terço das mortes causadas por esta doença estão directamente relacionadas com factores associados ao estilo de vida dos dias de hoje!
Por isso, liste-se de seguida um certo conjunto de produtos que podem ajudar a prevenir o cancro:

  • Alhos e cebolas: graças ao selénio e sulfetos alílicos que contêm, possuem propriedades inibidoras do cancro e bactericidas.
  • Chá verde e frutos silvestres: ricos em taninos, antioxidantes potentes. Estão presentes em framboesas, arandos, amoras, groselhas, chá verde e também vinho tinto e chocolate preto.
  • Propólis: esta substância resinosa fabricada pelas abelhas é antibacteriana e uma ajuda contra o cancro, já que reforça o sistema imunológico.
  • Iogurte: as suas bactérias acido-lácticas protegem a flora intestinal, reforçam o sistema  imunitário e podem prevenir o reaparecimento de tumores gastrointestinais.
  • Fruta: as laranjas, os limões, as toranjas e outros citrinos contêm limonóides e terpenos, que favorecem as enzimas anticancro. «Para além disso, são antioxidantes potentes, sobretudo por causa da vitamina C que contêm», acrescenta Tiago Osório de Barros, nutricionista na Dermonutri – Espaço Saúde e Qualidade de Vida.
  • Cereais integrais e sementes: os grãos integrais, as sementes, os frutos secos e a gema de ovo são excelentes fontes de vitamina E, um grande antioxidante.
  • Gengibre: previne as náuseas em doentes submetidos a quimioterapia e é benéfico no combate ao cancro da pele.
  • Curcuma: esta planta, de onde se extrai o caril, é útil no tratamento do cancro da pele; há esperanças de que seja também útil no cancro do pâncreas.
  • Leguminosas: contêm vitaminas C, E e carotenóides, que podem proteger de diferentes tipos de cancro, especialmente do estômago e cólon.
  • Couves: acouves-de-bruxelas, de folha e frisadas são ricas em fibras e antioxidantes,
    «especialmente as de cor mais escura», especifica o nutricionista; os brócolos são ricos em sulforafano, que pode ser eficaz contra o cancro do estômago.
  • Azeite: estudos recentes confirmaram os benefícios do azeite na prevenção e tratamento do cancro da mama.
  • Soja: o tofu e outros derivados de soja e leguminosas contêm protease, uma substância química natural que inibe o crescimento tumoral.

Todavia, existem outros produtos que devem ser ingeridos com uma certa moderação:

  • Carnes vermelhas (vitela, borrego e porco): limite a sua ingestão a menos de 80 gramas diários; sempre que puder, substitua por peixe ou frango; as calorias contidas na carne não devem exceder os 10 por cento do conteúdo calórico total; favorecem o risco de cancro de pâncreas, próstata, mama, rins e colo-rectal.
  • Alimentos gordos: o consumo de gorduras deve representar menos de 30 por cento do aporte calórico total; as gorduras saturadas não devem ultrapassar os 10 por cento das calorias totais; as poli-insaturadas têm de ser inferiores a 6 por cento; favorecem o
    risco de cancro de pulmão, mama, endométrio e próstata; também potenciam o colo-rectal.
  • Alimentos chamuscados: coma carne cozinhada no churrasco apenas de vez em quando e evite as partes mais queimadas; este tipo de coção produz aminas aromáticas que podem ser carcinogénicas; favorecem o risco de cancro de estômago e colo-rectal.
  • Alimentos curados ou fumados: contêm nitrosaminas, substâncias carcinogénicas; também não abuse das salsichas e óleo de coco; estas contêm hidrocarburos aromáticos, que provocam tumores; favorecem o risco de todos os tipos de cancro.

(fontes: https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-de-luta-contra-o-cancro/,