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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto - janeiro 2019

Venho por este meio transmitir-vos, meus caros leitores deste Blog, que dentro muito em breve espero lançar mais uma Edição da intitulada Revista Digital Cozinha Com Rosto, ou seja, a que diz respeito ao mês de fevereiro!

Até lá, tinha todo o gosto que fizessem desde já parte do grupo de Subscritores deste Blog, para que na altura conseguissem então receber a referida Revista, de forma automática, para além de continuar a ser totalmente gratuita e em formato PDF, e assim ser lida em qualquer lugar e dispositivo e sem qualquer necessidade de acederem à Internet, acham boa ideia?

Se sim, vamos já tratar de preencher o formulário respetivo aqui!

E só para vos, digamos que, abrir o apetite do que aí vem, ora vejam abaixo, algumas das páginas mais marcantes da Revista Digital Cozinha Com Rosto do mês de janeiro, a número 1, já que estas eram mais dedicadas ao Aniversário de 2 anos do meu Blog, logo achei por bem na altura publicar uma primeira Revista contendo só alguns dos textos mais lidos, ok?

Mas atenção que, a Revista do mês de fevereiro, ou seja, a número 2, irá conter, que ninguém nos ouça, textos novinhos em folha, cujo tema principal terá a ver certamente com… o Amor e o Chocolate, a propósito do cada vez mais próximo Dia de… São Valentim!

E mais não digo, por agora… até breve!

sexta-feira, 2 de março de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 4 - Stevia (by Miguel Boieiro)

Para este escriba curioso da botânica, o que mais surpreendeu na visita efectuada à “Biofach”, maior feira mundial de produtos biológicos, que se realiza todos os anos em Nuremberga, foi a intensa divulgação e a grande variedade de alimentos que integravam a stevia, como elemento substituto do açúcar. Prevejo que, muito em breve, tenhamos em Portugal a promoção da stevia que é ainda, entre nós, pouco conhecida. 

Ora a stevia é uma erva plurianual, ou, vá lá, um arbusto que eu já conhecia desde o simpático convite do meu amigo Dr. Gonçalves Pereira para visitar a sua quinta de raridades botânicas, lá para os lados da Anadia. Trata-se de uma planta tropical, oriunda da zona do Paraguai, que pertence à família das Compostas ou Asteráceas e que engloba cerca de 40 espécies.

A que nos interessa denomina-se Stevia rebaudiana Bertoni. O botânico suíço Moisés Bertoni foi quem primeiro descreveu esta planta que pode medir 80 cm de altura e possui pequenas flores esbranquiçadas e raiz perene e fibrosa, proporcionando múltiplos rebentos. Acrescenta o Dr. Gonçalves Pereira um facto curioso: a folhagem, quando caída no solo, dificilmente se biodegrada ou é destruída por insetos.
Parece que os índios guaranis já utilizam a Stevia rebaudiana há séculos, como adoçante do “chá” de erva-mate e remédio eficaz para várias enfermidades.
 
A análise química das suas folhas apresenta dois compostos de sabor adocicado: o esteviosídeoe o rebaudiosídeo A que são 200 a 300 vezes mais doces do que a própria sacarose proveniente da cana do açúcar. Aliás, em relação ao açúcar apresenta apreciáveis vantagens porque não altera o nível da glicose no sangue, não contém calorias e é absolutamente natural, ou seja, é isenta de ingredientes artificiais.
Há todavia um “inconveniente” de peso porque a planta cresce espontaneamente e não pode ser patenteada. Logo, coloca em perigo a rendibilidade das agressivas multinacionais de edulcorantes que tudo fazem, muitas vezes sem qualquer escrúpulo, para obter chorudos lucros. Tem havido uma autêntica guerra à stevia movida pelos fabricantes de aspartame (um autêntico veneno) e de outros adoçantes químicos preparados para diabéticos. 
Nos Estados Unidos da América e na União Europeia baniu-se inicialmente a venda de produtos com stevia e mais tarde lá se admitiu a comercialização, mas com fortes restrições. Entretanto, a China tornou-se o principal produtor mundial, enquanto o Japão que já fabrica e utiliza extratos de stevia há trinta anos, é hoje o seu maior consumidor, onde o produto representa cerca de 40% do respetivo mercado de adoçantes.
 
Efectuadas várias análises químicas e estudos, eles confirmaram as vantagens da stevia, cujo emprego corrente chegou a ser proibido nos EUA por pressão do poderoso “lobby” industrial de adoçantes artificiais, como antes se aludiu.
Para além dos glicosídeos já mencionados (estiviosídeo e rebaudiosídeo), detetaram-se outros princípios ativos importantes, saponinas, taninos e óleo essencial, formando um todo harmónico não fermentável e com pH estabilizado.
Estão comprovadas as propriedades medicinais desta planta singular, como a de exercer efeitos calmantes sobre o sistema nervoso, eliminar a azia, reduzir a fadiga, a depressão e as insónias e controlar a hipertensão arterial. Verifica-se ainda que estimula as funções digestivas e cerebrais, faz baixar os níveis de ácido úrico e favorece a eliminação de toxinas.
 
É particularmente útil no caso da diabetes, dado que substitui o açúcar, não deixando qualquer sabor residual e permitindo a redução da quantidade de insulina ministrada diariamente aos doentes.
 

No Brasil usa-se a infusão da planta para combater a diabetes, picando a stevia seca a qual é deitada sobre água a ferver. Dizem que basta apenas uma colher de chá por chávena, deixando repousar dez minutos e tomar duas vezes por dia no intervalo das refeições.

Apesar da poderosa movimentação contra a stevia, usando vários argumentos como, por exemplo, a de possuir ação anticoncecional, diversas empresas de suplementos alimentares já comercializam quer o esteviosídeo, quer o rebaudiosídeo, componentes adoçantes extraídos naturalmente das respectivas folhas, cuja apresentação é de um simples pó branco.
 
Na casa particular onde fiquei alojado, em Nuremberga, ao abrigo do sistema esperantista “Pasaporta Servo”, tive oportunidade de verificar o uso corrente dessas substâncias na dieta alimentar dos residentes. 

Fiquei fortemente convencido de que se trata de um elemento revolucionário na actual ciência da nutrição, constituindo uma alternativa ideal para as pessoas diabéticas ou para as que seguem regimes de emagrecimento, prevenindo o abuso do açúcar. Por outro lado, afasta os efeitos colaterais, comprovadamente nocivos, dos edulcorantes fabricados através de processos de química de síntese que só logram singrar porque o lucro fácil continua, infelizmente, a ter a primazia na sociedade propagandística e consumista que nos enleia.

Miguel Boieiro

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 3 - Figueira (by Miguel Boieiro)

Uma das tertúlias mensais, sabiamente coordenadas na Associação dos Cozinheiros Profissionais de Portugal (ACPP) pelo professor e gastrónomo Virgílio Gomes, versou sobre o figo, alimento de subsistência e hoje apreciado produto “gourmet”. Não cabe a este humilde cronista, aqui e agora, tecer encómios sobre as excelências dos oradores. De resto, seria estultícia alastrar-me num tema que já se encontra bastante explanado por insignes sapientes. Assim, limitar-me-ei a contar histórias pessoais em breves pinceladas para suscitar a curiosidade dos leitores.

Na terra onde nasci e cresci eram parcos os recursos alimentares. Só no fim da primavera se tirava a barriga de misérias quando apareciam as frutas temporãs. No tempo dos figos não havia fome. Em duas courelas arrendadas tínhamos figo branco, figo borracho, figo moscatel, figo da ciência e figo rebanqui (atenção que os nomes populares divergem de terra para terra). As nossas figueiras eram altas e ramalhudas e as pernadas pendentes chegavam ao chão. Os primeiros figos, os lampos, eram vendidos à dúzia que integrava 13 unidades e não 12. As principais clientes eram as “gafanhotas” e as “ratinhas”, mulheres oriundas das beiras, que vinham sazonalmente trabalhar para as secas do bacalhau. Depois quando o preço baixava vendiam-se em canastras bem amoiadas, para encher os maceiros dos porcos do Alberto Silva. Estas tarefas entregues à criançada desafogavam frouxamente o orçamento familiar dando assim jus ao popular ditado: “o trabalho do menino é pouco mas quem não o aproveita é louco”. Na década de 50 do passado século, uma dúzia de figos temporãos valiam por volta de 1 escudo, mas os destinados às malhadas dos porcos não passavam de 10 ou 20 centavos o quilo.

Os figos são das frutas que mais aprecio. Fazia refeições completas com pão e figos. Os mais apetitosos eram comidos de manhãzinha junto à árvore, ainda orvalhados da frescura da noite. Já adulto quando fui morar para outra localidade sentia a falta dos figos da minha terra e até sonhava com eles.

Vamos agora à parte científica. A Ficus caria encontra-se classificada na família das Moraceae. O género Ficus agrupa mais de mil espécies e tem a particularidade de florir internamente num recetáculo fechado (sicónio) apenas com um orifício por onde entra uma pequena vespa (Blastophaga psnes) para proporcionar a polinização (caprificação). O processo é assaz complexo porque a polinização é cruzada e alguns bichinhos acabam por morrer dentro do sicónio. 

Se querem saber mais, recomendo o excelente livro “Algarve Mediterrânico, tradição, produtos e cozinhas” de Maria Manuel Valagão, Vasco Célio e Bertílio Gomes (Edição Tinta-da-China). É uma maravilha! 
Temos vindo a falar do Ficus caria, abundante na Ásia Menor e em toda a bacia mediterrânica, mas não se espantem se vos disser que há mais 40 Ficusque dão frutos comestíveis. Isso mesmo se pode constatar na “Fruticultura Tropical” de J. E. Mendes Ferrão, obra editada em três volumes pelo Instituto de Investigação Científica Tropical. Curiosamente, o segundo volume, onde se descriminam as várias espécies de figos tropicais possui na respetiva capa a reprodução da fotografia “As mangas no mercado local em 1995, cedida pelo meu amigo Engº Fernando Rego que tive o prazer de conhecer pessoalmente em Pangim quando há anos visitei Goa. 
Há dias, em plena Avenida dos Oceanos, no Parque das Nações, encontrei a Ficus religiosa provida de minúsculos figuinhos. Ela é uma das figueiras tropicais mais famosas não só pela sua beleza ornamental mas também porque é árvore sagrada dos hindus e budistas. Diz a lenda que foi à sua sombra que Buda alcançou o nirvana.
Voltemos à nossa Ficus carica, árvore que atinge dez metros, de grandes folhas alternas, palmatilobadas, rugosas e caducas (parece que foi com essas folhas que Adão e Eva taparam as suas vergonhas quando foram expulsos do paraíso – mas não seria no inverno porque nessa estação as figueiras estão despidas e em completa letargia). 
As infrutescências (afinal o figo é um pseudo fruto) são riquíssimas em açúcares complexos (glucose, sacarose e frutose), cálcio, magnésio, fósforo, potássio, provitamina A, vitaminas B, C e K, fibras solúveis, taninos e substâncias oxidantes. 
O figo é um alimento energético e alcalinizante de polpa suave e doce, regulador da digestão, laxante, expetorante, desinflamante do aparelho respiratório (tosse, catarro …), estimulante do poder de concentração e beneficiante da flora intestinal. 
Os frutos são frágeis e facilmente perecíveis, mas se forem bem secos constituem uma reserva duradoira importante (100 g de figos passados contêm cerca de 250 calorias).
As folhas possuem um látex irritante que permite erradicar as verrugas e outrora servia para coalhar o leite destinado às queijarias. 
Os figos, frescos ou secos, têm lugar privilegiado na elaboração de sofisticados pratos, uma vez que combinam bem com muitos alimentos. Inúmeras receitas estão ao dispor dos interessados nas ementas de consagrados “Chefs”. Chamo a especial atenção para a gastronomia da Turquia onde o figo é rei, visto que a sua produção anual (a maior do mundo) ronda as 300 mil toneladas. 
Para terminar, não se esqueçam de visitar o Museu da Cidade da Horta (Faial) onde o acervo do artesanato em miolo de figueira, é único em todo o mundo e contribui para alargar a versatilidade desta árvore descrita e consagrada em todas as grandes religiões.

Miguel Boieiro

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Fique a Saber Mais Sobre o Esparguete + 6 Receitas de minha Autoria com Esparguete

A etimologia da palavra spaghetti significa “uma pequena corda”, exatamente como o primeiro esparguete, irregular e feito a mão, deve ter sido.

Esparguete (português europeu) (do italiano spaghetti) ou macarronete é uma pasta alimentícia desidratada e dura à base de sêmola de trigo, consumida sob a forma de fios. Há vários tipos de esparguete conforme o seu diâmetro (spaghettone, spaghettino, capellini, vermicelli, vermicelloni). O prato é consumido tradicionalmente com diferentes molhos (bechamel, tomate, ragu, quatro-queijos etc.). Os tipos e nomes variam de acordo com o diâmetro das massas alimentícias e a região de produção. Eles são fervidos em bastante água salgada.

Também é conhecido como: Fide (na Sicília, fidillini). Para o mais fino, capelli d’angelo (cabelo de anjo), Capellini (cabelo), capelvenere (cabelo de Vénus), fedelini, fidelini e sopracapellini, mas também vermicelli mezzi, spaghettini e vermicellini. Para o mais grosso, filatelli, Spaghettoni, vermicelloni e vermicelloni giganti. As formas finas são servidas no caldo de carne; as mais grossas, como Pastasciutta, com molhos tradicionais locais.

O escritor Giuseppe Prezzolini disse que “o esparguete tem o mesmo direito ou mais de pertencer à civilização italiana que Dante tem”. As massas, de fato, tornaram-se num símbolo da Itália. Têm o lugar de honra no menu e, devido à variabilidade dos condimentos que podem ser combinados com ele para se fazer uma refeição substancial e equilibrada, é, atualmente, a mais popular comida nas mesas italianas de todas as classes sociais.

Por muito tempo, discutiu-se qual povo teria inventado o spaghetti e as massas em geral: os chineses, os árabes ou os italianos. A origem até recentemente admitida era árabe, na forma do spaghetti seco, a chamada Itrjia, que entrou na Europa quando da dominação árabe na Sicília, no século IX. Aí, essa massa foi sendo mais elaborada desde sua chegada a Trabia, próximo a Palermo. A Sicília ficou sendo a “pátria” dessa iguaria, até ser substituída por Nápoles, já no século XVIII.

Outra teoria sobre a chegada na Itália do spaghetti atribui esse feito a Marco Polo, que teria trazido essa novidade na volta de sua viagem à China, entre 1271 e 1295. Hoje, porém, sabe-se que já havia registos anteriores de spaghetti e maccheroni (macarrão) na Península Itálica.

Pesquisas do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia de Ciências de Pequim, sob o comando do professor Houyuan Lu, mostraram que, embora os mais antigos registos escritos em chinês acerca dos spaghetti datassem dos anos 25 a 220, durante a Dinastia Han, essa massa alimentícia era bem mais antiga. Houyauan Lu escavou no sítio arqueológico de Lajia (junto ao Rio Amarelo, em Haidong, na província Qinghai, no noroeste da China) da cultura Qijia, onde teria nascido a civilização chinesa. O local fora destruído por um terramoto, seguido de inundação, no final do Neolítico. Ali, um recipiente soterrado sob diversas camadas de argila continha um fio cilíndrico, espesso em diâmetro e com cerca de meio metro de comprimento, feito de milheto. Tratava-se de um precursor dos spaghetti. Os árabes teriam sido, tão somente, os introdutores dessa invenção chinesa na Europa.

Feito com farinha de trigo e água, o esparguete era, originalmente, confeccionado à mão e, mais tarde, passou a ser obtido por extrusão através de uma fieira. Hoje, ele é produzido em fábricas.

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Esparguetada de Gambas e Rúcula

Ingredientes:
  • esparguete com sabor a caril q. b.
  • 2 dl de azeite
  • sal q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 folha de louro
  • 1 embalagem de gambas descongeladas
  • sumo de limão q. b.
  • 2 dl de vinho branco
  • orégãos q. b.
  • 1 embalagem de rúcula
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 1 ramos de salsa picada
  • queijo ralado q. b.
  • sementes a gosto q. b.
Confeção:
  1. cozer o esparguete com sabor a caril conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite, os alhos e a cebola e a folha de louro num wook a refogar em lume brando, para depois juntar as gamas e deixar cozinhar em lume médio
  3. verter o sumo de limão e o vinho branco, para além dos orégãos
  4. quando se adicionar a embalagem de rúcula, colocar também a margarina, tal como o esparguete entretanto cozido e escorrido da água e ainda a salsa
  5. para finalizar, basta juntar o queijo ralado a gosto, já com o lume apagado, e servir, depois só no prato com umas sementes a gosto por cima
  • Esparguete de Atum com Ervilhas e Milho
Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • 1 lata de atum
  • 1 dl de azeite
  • sal q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 lata pequena de milho
  • 1 lata pequena de ervilhas
  • 1 embalagem de «molho base» para massas napolitanas ou outro a gosto
Confeção:
  1. cozer o esparguete conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite e os alhos a fritar um pouco em lume brando, para depois juntar o milho e as ervilhas, deixando cozinhar tudo um pouco em lume médio
  3. mais tarde, adicionar o tal «molho base», deixando cozinhar conforme a embalagem indicar
  4. retificar temperos, desligar o lume e servir

RECEITAS NA CATEGORIA DE CARNE:

  • Frango Guisado com Esparguete e Salada

Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • azeite q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 folha de louro
  • sal q. b.
  • 1 frango cortado aos pedaços
  • 1 tomate
  • polpa de tomate q. b.
  • 1 colher de sopa de pasta de pimentão
  • 2 dl de vinho branco
  • 2 dl de vinho do Porto
  • orégãos q. b.
  • 1 embalagem de rúcula
  • 1 dl de óleo
  • 1 ramos de salsa
  • folhas de alface q. b.
  • 1/2 cebola pequena cortada às meias luas
  • vinagre de vinho branco q. b.
  • crutons de pão integral
Confeção:
  1. preparar um refogado com o azeite, a cebola, o alho e a folha de louro;
  2. ao mesmo tempo, num outro tacho, ir cozendo o esparguete em água a ferver, à qual se juntou um pouco de óleo e sal;
  3. juntar os pedaços de frango ao tacho anterior, para primeiro deixar corar um pouco em lume brando;
  4. adicionar o tomate ao preparado anterior, tal como a polpa de tomate, a pasta de pimentão, o vinho branco e o vinho do Porto;
  5. colocar o raminho de salsa e o sal;
  6. deixar cozinhar a carne com o tacho tapado e em lume brando;
  7. preparar a salada: juntar a alface, a cebola e os crutons, tudo temperado a gosto com o sal, o azeite e o vinagre de vinho branco;
  8. retirar os dois preparados do lume e colocar no prato de servir, escorrendo a água ao esparguete, bem como a salada de alface já preparada anteriormente.
  • Esparguete de Presunto, Bacon e Cogumelos, servido com Molho de Natas com Sabor a Cogumelos
Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • 2 dl de azeite
  • sal q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 lata pequena de cogumelos laminados
  • 100 gr de presunto cortado aos pedaços
  • 100 gr de bacon cortado aos pedaços
  • 1 embalagem de molho de natas com sabor a cogumelos
Confeção:
  1. cozer o esparguete conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite e os alhos a fritar um pouco em lume brando, para depois juntar os cogumelos, o bacon e o presunto, deixando cozinhar tudo em lume médio
  3. mais tarde, adicionar o molho de natas com sabor a cogumelos, deixando apurar tudo e retificar temperos
  • Costeletas de Porco de Cebolada acompanhadas de Esparguete, Brócolos e Pepino 
Ingredientes:
  • costeletas de porco q. b.
  • esparguete q. b.
  • brócolos q. b.
  • 2 latas de cogumelos laminados
  • 1 dl de azeite
  • sal q. b.
  • piripiri q. b.
  • 3 alhos picados
  • pimentão doce q. b.
  • 2 folhas de louro
  • 1 cebola grande laminada
  • 1 dl de vinho branco
  • 1/2 pepino descascado e cortado aos cubos
  • 1 colher de sopa de margarina
  • umas gotas de sumo de limão
Confeção:
  1. cozer o esparguete conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite, a cebola, o louro e os alhos a refogar um pouco em lume brando, para depois colocar por cima as costeletas, distribuindo-se o sal, o piripiri, o vinho branco, o sumo de limão e o pimentão doce, deixando cozinhar tudo em lume brando
  3. mais tarde, virar as costeletas e adicionar os cogumelos
  4. retificar temperos, desligar o lume e servir as costeletas de porco com o esparguete, os brócolos anteriormente bringidos e o pepino
  • Coelho Guisado com Esparguere com Esparquete e Salada Verde
Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • azeite q. b.
  • 4 alhos esmagados
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 folhas de louro
  • sal q. b.
  • 1 coelho cortado aos pedaços
  • 1 tomate maduro cortado aos pedaços
  • polpa de tomate q. b.
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • 2 dl de vinho branco
  • 2 dl de vinho do Porto
  • 1 dl de óleo
  • 1 raminho de salsa
  • folhas de alface q. b.
  • 1/2 cebola pequena cortada às meias luas
  • vinagre de vinho branco q. b.
  • sementes a gosto
Confeção:
  1. preparar um refogado com o azeite, a cebola, os alhos e as folhas de louro, juntando depois o tomate;
  2. ao mesmo tempo, num outro tacho, ir cozendo o esparguete em água a ferver, à qual se juntou um pouco de óleo e sal;
  3. juntar os pedaços de coelho ao tacho anterior, tal como a polpa de tomate, a massa de pimentão, o vinho branco, o vinho do Porto, o sal e a salsa, deixando cozinhar tudo com o tacho tapado e em lume brando;
  4. preparar a salada verde: juntar as alfaces e as sementes, temperado a gosto com o sal, o azeite e o vinagre de vinho branco;
  5. retirar os dois preparados do lume e colocar no prato de servir, escorrendo a água ao esparguete, bem como a salada verde já preparada anteriormente.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O Dia do Desportista e alguns conselhos a propósito da sua Alimentação!

O Dia do Desportista comemora-se anualmente no dia 19 de fevereiro, tendo sido criado originalmente a partir da Lei nº 8.672, de 6 de Julho de 1993, conhecida como “Lei Zico“, por sua vez integrado no artigo 54.

Desta forma, tem-se como objetivo principal, o de incentivar, consciencializar e homenagear a prática do desporto, como forma de desenvolver uma vida mais saudável, não devendo esquecer-se de que a prática de exercício físico naturalmente ajuda a manter a nossa saúde estável, tanto mental com fisicamente, pois ao mesmo tempo aumenta a concentração, paciência, cooperativismo e fortalecimento muscular!

Consequentemente, a alimentação de qualquer desportista pode influenciar positiva, mas também negativamente, todo o seu desempenho muscular, devendo ser orientado por alguém devidamente especializado, no sentido de melhorar a sua perfomance, bem como proporcionar uma boa saúde a médio e longo prazo.

Ao ser-lhe elaborada uma certa dieta, devem ter-se em conta diversos tipos de fatores: modalidade de desporto que costuma praticar, idade, sexo, raça, clima, temperatura, altitude, condições sócio-económicas, factores individuais, etc.

Por outro lado, deve assentar-se ainda sob os seguintes pilares: fornecimento de «energia» sob a forma de hidratos de carbono, gorduras, proteínas, água, minerais e vitaminas; complemento da necessária satisfação diária com base em ração de treino, competição e recuperação.

Acrescente-se também que uma boa hidratação é fundamental, uma vez que o seu rendimento pode diminuir muito com o aumento da desidratação, portanto beba muitos líquidos, para além de que as próprias lesões desportivas serão sempre mais frequentes aquando dessa mesma situação!

Por exemplo, logo após a competição, devem consumir-se preferencialmente: leite, sumos de fruta natural e água alcalina açucarada.

Outras notas importantes: fazer o seu treino regular, procurando ter um sono suficientemente reparador, sem esquecer de que não deve fumar nem beber!

E obviamente que qualquer tipo de desporto é bom para combater o sedentarismo, mas por acaso sabe quais é que são os desportos mais completos

Um estudo da Universidade de Cambridge concluiu que até o facto de se estar inativo fisicamente, «mata» 2x mais do que a tão conhecida obesidade! 

Por isso, aqui vão, segundo a Forbes, depois de se terem tido em conta diversos aspetos, tais como a flexibilidade, resistência física, energia despendida, tonificação muscular, trabalho cardiotorácico e risco de lesões, esses mesmos desportos: squash, remo, escalada, natação, esqui, basquetebol, ciclismo, corrida, pentatlo e boxe
Para mais informações, sugiro consultarem o seguinte link sobre o tema “nutrição desportiva“:

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Bom Carnaval 2018 com Banoffee Pie servido em taças individuais!

Carnaval é a altura do ano em que as pessoas porventura mais procuram por folia durante os quatro dias que antecedem a quarta-feira de cinzas, mas essa mesma época de festa em que já começa a comemorar-se durante o dia de hoje em muitos locais, também pode significar para muitos mais uma época de descanso e de encontro com os familiares e amigos mais próximos, logo tem a ver com miúdos ou graúdos, ou seja, por que não ir já para a cozinha preparar uma certa receita bastante fácil, prática e deliciosa? 

Banoffee pie ou “bananoffe” é uma torta de sobremesa inglesa feita de banana, creme e toffee (uma espécie de caramelo feito a partir de leite condensado cozido ou doce de leite), tudo combinado numa certa base de pastelaria ou com biscoitos e manteiga desintegrados. Algumas versões da receita também podem incluir chocolate, café ou ambos!

O crédito para a invenção da torta é reivindicado por Nigel Mackenzie e Ian Dowding, o proprietário e chef, respectivamente, do The Hungry Monk Restaurant em Jevington, East Sussex

Eles afirmam ter desenvolvido a sobremesa em 1971, alterando uma certa receita  americana para Torta de Toffee de Café Blum, com recurso a um caramelo macio feito a partir da fervura de uma lata fechada de leite condensado por várias horas. Depois de várias tentativas, incluindo a adição de maçã ou mandarina, Mackenzie sugeriu banana e Dowding disse mais tarde que “de imediato, sabíamos que tínhamos conseguido”. Mackenzie sugeriu o nome Banoffi Pie, e o prato mostrou-se tão popular com seus clientes que eles “não conseguiram retirá-lo” do cardápio.

Banoffeepie.jpg
By Glen MacLarty from SydneyAustralia. – Banoffee pie. Uploaded by Jacklee., CC BY 2.0Link

 

 








 


A receita fora publicada em The Deeper Secrets of the Hungry Monk em 1974 e reimpressa no livro de receitas de 1997, Heaven in The Hungry Monk

Em 1984, uma série de supermercados começaram a vendê-lo como uma torta americana, levando Nigel Mackenzie a oferecer um prémio de £10.000 a qualquer pessoa que pudesse refutar sua reivindicação de serem inventores ingleses.

A fama espalhou-se rapidamente, tendo sido o prato favorito para Margaret Thatcher cozinhar. A receita fora igualmente adotada por muitos outros restaurantes em todo o mundo e a palavra “banoffi” foi aceita pelo Oxford English Dictionary para qualquer coisa com gosto a bananas e toffee.

Infelizmente, Nigel Mackenzie morreu em 2015 e o Restaurante Hungry Monk já não existe, mas há uma placa azul na parede do prédio na aldeia para comemorar a sua criação.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Banoffee Pie para ser servido em taças individuais

Ingredientes:
  • 200 gramas de biscoito amanteigado
  • 1 lata de leite condensado cozido
  • 2 bananas
  • 1 embalagem de natas
  • 2 colheres de sopa de açúcar

Confeção:

  1. Triturar os biscoitos amanteigados e distribuir o preparado pelas taças individuais.
  2. Bater o leite condensado para ficar mais cremoso, dividindo em srguida pelas mesmas taças sobre os biscoitos moídos.
  3. Cortar as bananas às rodelas para as colocar por cima do leite condensado anterior.
  4. Bater as natas com o açúcar, para depois cobrir as bananas.
  5. Polvilhar tudo com o cacau em pó.

 (fonte: http://inglesgourmet.com/2014/08/receita-de-banoffee-pie-versao-rapida-facil-e-deliciosa/,

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Receita de Tilápia com Leite de Coco acompanhada de Arroz Branco!

Em continuação do texto por mim já desenvolvido em “RECEITA: Espetadas de Tamboril e Camarões Tigre com Salada de Cuscuz“, a Aquicultura em Portugal é reconhecida por obedecer a normas rigorosas em termos de qualidade, sustentabilidade e proteção do consumidor que, de acordo com alguns dados sobre a aquicultura na União Europeia [Fonte: DG MARE, a partir dos dados do Eurostat], temos que a aquicultura em Portugal representa aproximadamente 20% da produção de peixe, sendo a produção de 1,28 milhões de toneladas, tendo mesmo Portugal, no contexto da UE, representado em 2011, 2% do valor da produção aquícola europeia!

Já agora, este tipo de mercado, emprega diretamente cerca de 80 mil pessoas, para um consumo de produtos da pesca e da Aquicultura em Portugal que atinge cerca de 13,2 milhões de toneladas!

Por outro lado, Tilápiasegundo alguns, é talvez um dos peixes brancos mais versáteis para cozinhar, portanto, desta vez, proponho seguirmos em frente com uma receita extremamente fácil e saborosa ao mesmo tempo que consumimos peixe, sendo este tão essencial na nossa alimentação, não acham?  

Fresh tilapia.jpg
By Niall Crotty – Niall Crotty, CC BY-SA 2.5Link
Tilapia capturada no Lago Hora, Debre Zeyit, Etiópia.

Tilápia é o nome comum dado a várias espécies de peixes ciclídeos de água doce pertencentes à subfamília Pseudocrenilabrinae e em particular ao gênero Tilapia. São nativos da África, mas foram introduzidas em muitos lugares nas águas abertas da América do Sul e sul da América do Norte e são agora comuns na Flórida, Texas e partes do sudoeste dos Estados Unidos, sul e sudeste do Brasil. No sudeste esta espécie é um dos principais peixes da pesca artesanal, principalmente no Rio Grande, Estado de Minas Gerais. Em Angola também recebe o nome cacusso.

Tilápias são fáceis de manter em aquário, já que lhes é suficiente o espaço neles. Elas se reproduzem facilmente e crescem rapidamente, mas são perigosos para qualquer outro peixe pequeno. A maioria das espécies são reprodutores de superfície mas alguns protegem a cria na boca.

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By Charlesjsharp – Own workCC BY-SA 4.0Link

Pesca de tilápia no lago Naivasha, Quênia

As tilápias são peixes criados para alimentação humana, sendo a sua carne bastante apreciada, pois é leve e saborosa. Em algumas regiões o peixe é colocado nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde cresce até ao tamanho pronto para consumo(12–15 cm), na mesma época em que o arroz está pronto para a colheita.

A tilápia-do-nilo foi um dos primeiros peixes a serem criados em aquicultura pelos antigos Egípcios (4000 anos).

A tilápia é um excelente controle biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Eles preferem plantas aquáticas que flutuam, mas também consomem algumas algas fibrosas.

É um peixe adaptável à água salgada.

Tilápia ou Sarotherodon niloticus 2.jpg
By Germano Roberto Schüür – Own workCC BY-SA 4.0Link
Ciclídeo originário do Rio Nilo

Tendo então agora em conta o excelente produto fornecido pela Lota no Bairro, comecemos portanto por assistir aos próximos vídeos a ver com a minha sugestão de receita de peixe escolhida para o dia de hoje, devidamente acompanhados pela descrição dos respetivos ingredientes utilizados, bem como dos diferentes passos para a confecionar, para além do intitulado empratamento

RECEITA INCLUÍDA NA CATEGORIA DE PEIXE: Tilápia com Leite de Coco acompanhada de Arroz Branco

  • Tilápia com Leite de Coco

Ingredientes:

  • 500 Gramas de filete de Tilápia
  • 1 Cebola picada
  • 2 Dentes de alho esmagados
  • 200 ml de Leite de Coco
  • 1 malagueta picada
  • 1 Colher de chá de Açafrão em pó
  • 2 Colheres de sopa de azeite
  • ½ Xícara de farinha de trigo (70 Gramas)
  • 2 Colheres de sopa de coentro picado
  • pimenta do reino e sal q. b.

Confeção:

  1. Refogar a cebola, os alhos e a pimenta numa frigideira, em lume baixo, com o azeite.
  2. Temperar os filetes de tilápia com sal e pimenta, para depois envolver na farinha, e assim ficar mais macio e o molho mais cremoso (Podem-se usar os filetes de tilápia ora inteiros ora cortados em 3 partes).
  3. Adicionar os filetes à frigideira e verter o leite de coco e o açafrão, para logo a seguir colocar o lume alto e deixar cozinhar por 10-15 minutos.
  4. Servir os filetes de tilápia com leite de coco acompanhada de arroz branco, polvilhando a gosto com o coentro. 
  • Arroz Branco

Ingredientes:

  • 1 Copo de arroz (agulha)
  • 2 Copos de água
  • ½ Cebola pequena picada
  • Sal q.b.
  • 1 colher de sopa de margarina

Confeção:

  1. Colocar a margarina num tacho e levar ao lume.
  2. Juntar a cebola picada e deixar refogar, temperando com sal.
  3. Quando a cebola estiver transparente, juntar o arroz e deixar fritar um pouco, juntando logo de seguida os dois copos de água.
  4. Deixar o arroz cozer sem mexer até que a água evapore totalmente e desligar o lume.
  5. Tapar e deixar repousar 5 minutos antes de servir.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Dia Mundial de Luta Contra o Cancro: exemplos de alimentos que devem ou não ser ingeridos!

O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro celebra-se anualmente no dia 4 de fevereiro, cujo objetivo será o de desmistificar algumas das ideias pré-concebidas sobre o cancro e informar sobre os fatos reais da doença.

A celebração deste dia baseia-se na Carta de Paris, aprovada em 4 de fevereiro de 2000, na Cimeira Mundial Contra o Cancro para o Novo Milénio, apelando à aliança entre investigadores, profissionais de saúde, doentes, governos e parceiros da indústria no âmbito da prevenção e do tratamento do cancro.

Em Portugal, por exemplo, morrem 70 pessoas por dia com cancro, o que significa que, a cada hora que passa, 3 pessoas morrem vítimas da doença, ou seja, por ano são registados 25000 óbitos.

E os cancros que mais matam são os do cólon, reto e ânus, assim como os cancros da laringe, brônquios, pulmão e estômago.

Alguns dados sobre o cancro:

  • O cancro é uma das principais causas de morte no mundo. Todos os anos, cerca de 8 milhões de pessoas morrem vítimas de cancro e estima-se que a doença é responsável por mais de 84 milhões de mortes entre 2005 e 2015.
  • O cancro contabiliza mundialmente mais mortes que VIH/SIDA, tuberculose e malária juntos. Das 7,6 milhões de mortes por cancro no mundo em 2008, mais de 55% ocorreram em regiões menos desenvolvidas. Em 2030, estima-se que de 60 a 70% dos 21,4 milhões de novos casos de cancro ocorrerão nos países em desenvolvimento.
  • De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 40% de todos os cancros podem ser prevenidos e outros podem ser detetados numa fase precoce do seu desenvolvimento, tratados e curados.
  • Estima-se que o número de casos de cancro e mortes relacionadas a nível mundial venha a duplicar nos próximos 20 a 40 anos, especialmente nos países em desenvolvimento.

Segundo o texto ALIMENTOS ANTI-CANCRO publicado na homepage do SAPO, da autoria de Madalena Alçada Baptista juntamente com Tiago Osório de Baros (nutricionista na Dermonutri – Espaço Saúde e Qualidade de Vida), a Sociedade Americana do Cancro calcula que um terço das mortes causadas por esta doença estão directamente relacionadas com factores associados ao estilo de vida dos dias de hoje!
Por isso, liste-se de seguida um certo conjunto de produtos que podem ajudar a prevenir o cancro:

  • Alhos e cebolas: graças ao selénio e sulfetos alílicos que contêm, possuem propriedades inibidoras do cancro e bactericidas.
  • Chá verde e frutos silvestres: ricos em taninos, antioxidantes potentes. Estão presentes em framboesas, arandos, amoras, groselhas, chá verde e também vinho tinto e chocolate preto.
  • Propólis: esta substância resinosa fabricada pelas abelhas é antibacteriana e uma ajuda contra o cancro, já que reforça o sistema imunológico.
  • Iogurte: as suas bactérias acido-lácticas protegem a flora intestinal, reforçam o sistema  imunitário e podem prevenir o reaparecimento de tumores gastrointestinais.
  • Fruta: as laranjas, os limões, as toranjas e outros citrinos contêm limonóides e terpenos, que favorecem as enzimas anticancro. «Para além disso, são antioxidantes potentes, sobretudo por causa da vitamina C que contêm», acrescenta Tiago Osório de Barros, nutricionista na Dermonutri – Espaço Saúde e Qualidade de Vida.
  • Cereais integrais e sementes: os grãos integrais, as sementes, os frutos secos e a gema de ovo são excelentes fontes de vitamina E, um grande antioxidante.
  • Gengibre: previne as náuseas em doentes submetidos a quimioterapia e é benéfico no combate ao cancro da pele.
  • Curcuma: esta planta, de onde se extrai o caril, é útil no tratamento do cancro da pele; há esperanças de que seja também útil no cancro do pâncreas.
  • Leguminosas: contêm vitaminas C, E e carotenóides, que podem proteger de diferentes tipos de cancro, especialmente do estômago e cólon.
  • Couves: acouves-de-bruxelas, de folha e frisadas são ricas em fibras e antioxidantes,
    «especialmente as de cor mais escura», especifica o nutricionista; os brócolos são ricos em sulforafano, que pode ser eficaz contra o cancro do estômago.
  • Azeite: estudos recentes confirmaram os benefícios do azeite na prevenção e tratamento do cancro da mama.
  • Soja: o tofu e outros derivados de soja e leguminosas contêm protease, uma substância química natural que inibe o crescimento tumoral.

Todavia, existem outros produtos que devem ser ingeridos com uma certa moderação:

  • Carnes vermelhas (vitela, borrego e porco): limite a sua ingestão a menos de 80 gramas diários; sempre que puder, substitua por peixe ou frango; as calorias contidas na carne não devem exceder os 10 por cento do conteúdo calórico total; favorecem o risco de cancro de pâncreas, próstata, mama, rins e colo-rectal.
  • Alimentos gordos: o consumo de gorduras deve representar menos de 30 por cento do aporte calórico total; as gorduras saturadas não devem ultrapassar os 10 por cento das calorias totais; as poli-insaturadas têm de ser inferiores a 6 por cento; favorecem o
    risco de cancro de pulmão, mama, endométrio e próstata; também potenciam o colo-rectal.
  • Alimentos chamuscados: coma carne cozinhada no churrasco apenas de vez em quando e evite as partes mais queimadas; este tipo de coção produz aminas aromáticas que podem ser carcinogénicas; favorecem o risco de cancro de estômago e colo-rectal.
  • Alimentos curados ou fumados: contêm nitrosaminas, substâncias carcinogénicas; também não abuse das salsichas e óleo de coco; estas contêm hidrocarburos aromáticos, que provocam tumores; favorecem o risco de todos os tipos de cancro.

(fontes: https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-de-luta-contra-o-cancro/,