segunda-feira, 16 de março de 2020

2 Receitas do Blog no Livro "A Mesa dos Portugueses" de 2018!

Todos nós sabemos o quanto é que a presença portuguesa no mundo ao longo da história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos territórios do império português, foi importante para se importarem técnicas e novos ingredientes, bem como deixar a sua marca em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão:

«A alimentação portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências atlânticas e também mediterrânicas (incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”), como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas. A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso de especiarias, do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adotados como produtos essenciais.» (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gastronomia_de_Portugal)

E por isso mesmo é que, o concurso nacional de gastronomia”A Mesa dos Portugueses” será sempre, sem sombra de dúvida, um ótimo formato para se conseguir divulgar, cada vez mais, as mais variadas receitas regionais existentes em todo o nosso país, ao mesmo tempo que, tal como aconteceu comigo, estimula à confeção de pratos com produtos de origem Portuguesa.

Esta iniciativa visa, portanto, a valorização do próprio património gastronómico português, daí o meu bem haja para todos os demais intervenientes em todo o seu processo, nomeadamente no que diz respeito à sua 7ª edição, ou seja, ao concurso “A Mesa dos Portugueses” referente ao ano de 2018!

Isto porque, minhas senhoras e meus senhores, foi finalmente publicado o livro com as 48 melhores receitas de 33 finalistas, avaliadas e provadas pelos chefes Orlando Esteves, Gonçalo Costa, José Júlio Vintém, Michele Marques e Leonor de Sousa Bastos, onde se incluem 2 receitas apresentadas por mim aquando do meu apuramento nessa altura para a segunda fase, ao ter conseguido estabelecer-me nos primeiros 10 lugares a ver com a «doçaria» e o «bacalhau»:

  • Bacalhau à Gomes de Sá (ver receita aqui)

  • Cavacas de Resende (ver receita aqui)

Recorde-se também que foram 70 as receitas escolhidas para a apresentação e prova ao júri, das quais foram 10 selecionadas para um duelo,  a partir do qual ficaram apuradas as 5 finalistas, cuja grande vencedora foi a Sopa à moda da minha avó, da autoria de Daniela Batalha, a quem eu tive já o prazer de conhecer pessoalmente, tal como podem ler aqui.

Só sei que, para mim, foi mais um marco muito importante no meu projeto Cozinha Com Rosto, como que um reconhecimento de todo o meu trabalho desenvolvido até então, uma vez que, já aquando da minha participação no mesmo concurso em 2015, tinha conseguido estabelecer-me nos primeiros 14 lugares a ver com a «doçaria»:

  • Brisas do Lis (ver receita aqui)

 

Desta forma, julgo poder afirmar que houve uma evolução do meu projeto, mas também das minhas ideias e conhecimentos, para além de ter voltado a conhecer um grupo de pessoas incrível, tendo valido mesmo muito a pena, e o meu muito obrigado por isso, tal como podem verificar pelas fotografias que estão também inseridas na barra do lado direto deste Blog!

Vamos para a cozinha experimentar todas as receitas acima indicadas, para depois me contarem como é que correu e se a vossa família aí em casa também aprova as minhas sugestões?

Nota importante: a edição da Revista Digital Trimestral “P´ra Mesa” N.º12 já está a caminho, aconselhando a todos a serem Subscritores do Blog Cozinha Com Rosto aquide forma a receberem de forma automática e totalmente gratuita no vosso email! E que zona do país terá sido desta vez escolhida… já pensaram?

quinta-feira, 12 de março de 2020

A Página do Facebook Cozinha Com Rosto faz 6 Anos!!...

«Para mim, viver é estar continuamente motivado. O significado da vida não é simplesmente existir, sobreviver, mais sim crescer, alcançar e conquistar.» (Arnold Schwarzenegger)

Para mim, viver é tal e qual o que a frase acima quer dizer: «crescer, alcançar e conquistar»!

Não adianta sonhar sem tentar concretizar, pelo menos uma vez, os nossos sonhos, porque, certamente, já todos nós nos imaginámos noutros lugares e a viver situações diferentes das atuais…

Por outro lado, também não é por causa, por exemplo, da situação concreta do possível contágio do novo coronavírus COVID-19, que vamos todos entrar em pânico, gerando constantemente pensamentos e atitudes negativas…

Duvidarmos das nossas próprias capacidades ou sentirmos a necessidade de nos justificarmos constantemente, apontarão sempre no sentido da crescente falta de confiança e perceção sobre nós mesmos…

«De acordo com os estudos de Albert Bandura, investigador da Universidade de Stanford que formulou a Teoria da Aprendizagem Social, a autoconfiança é a soma de dois fatores. Por um lado, a perceção de autoeficácia: em que medida nos vemos como capazes de realizar tarefas ou enfrentar situações e ser bem-sucedidos. Por outro, a autoestima, que se funda na avaliação que fazemos do nosso valor e do quão merecedores somos de coisas boas.» (fonte: https://nabexigamandoeu.pt/blog/mente-sa/confianca-propria-e-nos-outros/)

«Estando eu na posse desta página de Facebook, intitulada de MR Kitchen desde o dia 12 de março de 2014, com o slogan “Onde cozinhar é uma delícia!”, cujo objetivo principal era o de, e só quase unicamente através desta rede social, partilhar a confeção de receitas culinárias, incentivando outros a fazerem o mesmo, a partir do dia 6 de janeiro de 2017 fiquei tentada a desenvolver um projeto maior, o Blogue Cozinha Com Rosto, com o slogan “Nós somos o que comemos!”, já dizia Hipócrates há mais de 2500 anos, necessariamente ligado a outras redes sociais, tais como Youtube, Google+, Instangram, Pinterest ou Twitter.»

(fonte: https://www.facebook.com/CozinhaComRosto)

Portanto, agradecendo, desde já, toda a confiança depositada em mim e no meu projeto, nomeadamente para quem me segue, desejarei continuar a espalhar pensamentos e atitudes positivas, porque a alimentação tem forçosamente a ver com todas as funções vitais do nosso organismo, logo também com a nossa maneira de ser, pensar e agir, ou já agora com as nossas práticas e hábitos no dia-a-dia, daí o título “Cozinha Com Rosto“…

«Denomina-se alimentação ao processo de ingestão de alimentos a fim de proporcionar os nutrientes necessários para o desenvolvimento do organismo. A alimentação é de grande importância para a saúde humana, pois quando realizada de maneira correta é possível evitar um grande número de doenças, além de servir de base da nutrição. Ela está relacionada em boa parte com os produtos alimentares que historicamente um país produz com maior eficiência, embora na atualidade, graças à eclosão do comércio e da globalização, existe uma tendência que gera uniformidade a ela.» (fonte: https://conceitos.com/alimentacao/)

Para finalizar, e nomeadamente agora para quem ainda não me segue, convido-vos a serem Subscritores deste Blog aqui, de forma a receberem também, de uma forma totalmente gratuita e em formato PDF, a minha Revista Digital Trimestral “P´ra Mesa“, estando neste momento a preparar a edição N.º 12, combinado?

Assim será uma forma de ao mesmo tempo terem o devido acesso a mais e melhores informações acerca de uma dada região do nosso país, tanto a ver com a sua cultura e tradição, bem como a sua gastronomia e produtos locais, recomendações minhas acerca de restaurantes ou lojas mais emblemáticas, etc, parece-vos bem?

Em conclusão: vamos brindar juntos aos… 6 anos de existência da minha página do Facebook Cozinha Com Rosto?

RECEITA DA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Bolo de Crepes com Creme de Pasteleiro e Chantilly

Ingredientes:

  • Massa de Crepes (ver receita abaixo)
  • Creme de Pasteleiro (ver receita abaixo)
  • Chantilly (ver receita abaixo)
  • Óleo Alimentar, Morangos e Açúcar em pó q. b.

Massa de Crepes:

  • 6 colheres de sopa de manteiga derretida
  • 3 chávenas de leite
  • 6 ovos
  • 1½ chávenas de farinha de trigo
  • 7 colheres de sopa de açúcar
  • Sal q. b.

Creme de Pasteleiro:

  • 1 ovo
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de açúcar 
  • 1 colher de sopa de amido de milho
  • 1 chávena de leite
  • 1 colher de chá de aroma de baunilha
  • 1 colher de chá de água quente

Chantilly:

  • 200 ml de natas
  • 2 colheres de açúcar

Confeção:

  1. Fazer o Creme de Pasteleiro: numa tigela, adicionar os ovos, a farinha, o açúcar e o amido de milho, batendo tudo muito bem; numa panela, em lume baixo, levar o leite até estar quase a ferver, devendo retirá-lo logo a seguir para ainda deixar arrefecer um pouco antes de o verter, aos poucos, na mistura anterior de ovos; levar o creme ao lume, devendo bater constantemente até começar a engrossar; retirar o preparado do lume e adicionar o aroma de baunilha e a água quente, mexendo novamente; colocar o creme no frigorífico durante cerca de 3h;
  2. Fazer a Massa de Crepe: numa panela pequena, aquecer o leite, para logo a seguir ser retirado do lume e reservar enquanto arrefece um pouco; numa tigela grande, usando a batedeira em velocidade baixa, misturar os ovos, a farinha, o açúcar e o sal; adicionar lentamente o leite morno e a manteiga derretida, para depois verter a massa num recipiente bem fechado, de forma a deixá-la no frigorífico durante algumas horas;
  3. Fazer os Crepes: retirar a massa de crepe do frigorífico, de forma a retomar a temperatura ambiente; preparar algumas folhas de papel vegetal quadradas, para depois colocar entre os crepes que se forem retirando da frigideira; colocar um pouco de óleo alimentar numa frigideira antiaderente em lume baixo e, logo a seguir, 1 concha de sopa de massa de crepe de forma a cobrir toda a sua superfície; deixar cozinhar até o fundo do crepe começar a ficar levemente dourado, para logo a seguir, com a ajuda de uma espátula, conseguir virar o crepe delicadamente com os dedos, deixando-o cozinhar do outro lado até também começar a ficar dourado; retirar imediatamente o crepe cozido e colocá-lo por cima de um pedaço de papel vegetal; repetir o processo anterior até ter cerca de 20 crepes;
  4. Finalizar o Recheio do Bolo de Crepes com o Chantilly: deixar o pacote de natas no frigorífico durante algum tempo, de forma a fazer depois o Chantilly, e ainda adicionar o açúcar, antes de ser vertido sobre o Creme de Pasteleiro, que entretanto também tinha sido retirado do frigorífico para retomar a temperatura ambiente;
  5. Finalizar o Bolo de Crepes: colocar um crepe no prato de servir o bolo, para depois, com uma espátula pequena, cobrir tudo com uma camada fina do Recheio de Creme de Pasteleiro e Chantilly; colocar outro crepe por cima e ir repetindo o processo anterior até chegar ao 20.º crepe; polvilhar o topo com açúcar em pó e enfeitar a gosto com, por exemplo, morangos cortados em forma de «rosas», tal como podem ver aqui.

(fontes: https://www.thebakerchick.com/creme-brulee-crepe-cake/)

segunda-feira, 9 de março de 2020

Uma Receita de Bacalhau à Zé do Pipo!

O Bacalhau à Zé do Pipo é, decididamente, um prato típico da gastronomia portuguesa, e da zona norte de Portugal, devendo o seu nome ao seu criador, dono de um restaurante no Porto, José Valentim, que entretanto foi sendo replicado um pouco por todo o país!

José Valentim já era considerado, por muitos, entre os anos 40 e 60 do século XX, como sendo um autêntico visionário, em que só quase com lombo de bacalhau, maionese caseira e puré de batata, desde logo conseguiu alcançar o 1.º prémio no concurso “A melhor refeição ao melhor preço”.

E quem é que não gosta de um belíssimo e apetitoso prato de bacalhau caseiro?

E será que existem mesmo 1001 receitas de bacalhau?

Enquanto pensam nisso, por que não passamos já à minha proposta de hoje, de receita de Bacalhau à Zé do Pipo, ainda que assuma que não é a original?

Aliás, que diferenças existem entre esta proposta e a que é eleita por vós aí em casa, meus caros leitores?

Vamos para a cozinha?

RECEITA NA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Bacalhau à Zé do Pipo 

Ingredientes:

  • 4 postas de Bacalhau
  • 800 g de Batatas
  • 500 ml de Leite
  • 2 colheres de sopa de Manteiga
  • 2 Cebolas
  • 3 dentes de Alho
  • 1 folha de Louro
  • Azeitonas Pretas Descaroçadas q. b.
  • Noz-Moscada, Sal e Pimenta q. b.

Maionese de Alho:

  • 2 Ovos
  • 2 dentes de Alho
  • 1 colher de sopa de Limão
  • 100 ml de Óleo
  • 100 ml de Azeite
  • Sal q. b.

Confeção:

  1. Cozer as batatas descascadas e cortadas em pedaços numa panela com água e sal, bem como as postas de bacalhau com o leite;
  2. Esmagar as batatas até obter um puré, para logo a seguir adicionar, aos poucos, parte do leite usado para cozer o bacalhau, mexendo sempre, bem como a manteiga e ainda temperar a gosto com noz-moscada e reservar;
  3. Cortar as cebolas em meias-luas, colocando-as depois numa frigideira com azeite, juntamente com os dentes de alho cortados, o sal, a folha de louro, a pimenta, e ainda parte do leite que sobrou da cozedura do bacalhau;
  4. Partir um ovo inteiro e uma gema para dentro de um copo alto, juntamente com os dentes de alho ralados, sal e o sumo de limão;
  5. Adicionar, gradualmente, o óleo e o azeite, enquanto tritura tudo muito bem com a varinha mágica;
  6. Ligue o forno a 180ºC, para entretanto colocar os preparados anteriores num tabuleiro da seguinte forma: o bacalhau ao centro, com o preparado da cebola e a maionese de alho por cima, o puré de batata à volta e as azeitonas pretas descaroçadas espalhadas por cima
  7. Levar o tabuleiro anterior ao forno a gratinar, para depois servir devidamente acompanhado com uma boa salada de alface, tomate e pepino.

(fonte: https://ncultura.pt/receita-original-de-bacalhau-a-ze-do-pipo-uma-delicia/,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bacalhau_%C3%A0_Z%C3%A9_do_Pipo#cite_note-sel-2,

https://www.24kitchen.pt/receita/bacalhau-a-ze-do-pipo)

segunda-feira, 2 de março de 2020

A História e Receita de... Toucinho do Céu!

O toucinho do céu é um doce tipicamente português, de origem conventual, cujo nome se deve ao fato de a receita original ter sido mesmo confecionada com banha de porco, em vez da manteiga que proponho mais abaixo na descrição da receita.

E apesar de existirem algumas variações do tradicional, pensa-se, tendo em conta algumas pesquisas que eu fiz, que a receita original foi criada pelas freiras que se encontravam isoladas no mosteiro em Murça, uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, à Região Norte de Portugal, sendo sempre feita à base de açúcar, amêndoas e gemas.

Toucinho do céu é uma sobremesa tradicional de Portugal e Espanha, de cor amarela intensa. À base de ovos e açúcar, originou-se nos conventos, razão da denominação coletiva de doçaria conventual desta categoria de doces.

Consiste numa espécie de bolo feito com açúcar em ponto pérola ao qual se adicionam amêndoas moídas, por vezes, doce de gila e, finalmente, uma grande porção de gemas de ovos. O nome Toucinho do Céu deve-se ao facto de a versão original ter banha de porco como ingrediente. Faz-se em todo o país, com diferenças de região para região, sendo os toucinhos do céu mais afamados os de Guimarães, Murça e Trás-os-Montes.”

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Toucinho do Céu

Ingredientes:

  • 500 g de açúcar
  • 3 claras
  • 9 gemas
  • 250 g de farinha de amêndoa
  • 60 g de farinha de trigo
  • 2,5 dl de água
  • 50 g de manteiga
  • açúcar em pó q.b.

Confeção:

  1. Colocar, ao lume, a água com o açúcar, até atingir o ponto pérola, ou seja, os 108ºC, recorrendo a um termómetro.
  2. Misturar as claras com as gemas, para depois adicionar a calda anterior entretanto já um pouco arrefecida, lentamente e mexendo sempre, para não cozer os ovos.
  3. Devolver o preparado anterior ao tacho, mantendo-o em lume brando e sem nunca parar de mexer.
  4. Acrescentar a manteiga e deixar derreter.
  5. Misturar a farinha de trigo com a farinha de amêndoa antes de adicionar ao tacho.
  6. Deixar arrefecer ligeiramente, antes de colocar a massa numa forma forrada com manteiga e papel vegetal.
  7. Levar a forma ao forno cerca de 30 minutos a 180ºC.
  8. Deixar arrefecer e só depois desenformar, devendo-se polvilhar com açúcar em pó a gosto no momento de servir.

(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Toucinho_do_c%C3%A9u,

https://www.mulherportuguesa.com/receita/pudim-toucinho-do-ceu-delicia-conventual/,

https://www.24kitchen.pt/receita/toucinho-ceu)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Por um Momento, Donuts!

E se alguém lhe oferecesse Donuts ainda hoje?

Um pequeno bolo em forma de rosca, muito popular nos EUA, mas de origem incerta, que consiste numa massa açucarada frita, que ao servir pode ser coberta com diversos tipos de coberturas doces coloridas, onde se inclui o chocolate…

Só sei que o resultado é um sabor bastante delicado, numa massa extremamente leve e fofa, tendo achado excelente ideia sentir ainda o aroma de baunilha misturado com o de noz moscada…

Experimente a receita abaixo e depois conte como foi! E… bom Carnaval!

“Nos EUA CANADÁ, esta designação também pode ser usada para bolas de Berlim, que são conhecidas como “sonhos” no Brasil. Neste caso, em que o bolo tem uma forma esférica, a designação precisa usada nos Estados Unidos é filled doughnut, que significa “donut recheado”. Pode ser recheado com geleia ou outros cremes doces. No caso da rosca, a designação precisa é ring doughnut, significando “donut rosca”.

Em Portugal, a expressão donut ou dónute designa apenas o bolo em forma de rosca. O bolo esférico corresponde à bola de Berlim;

Berliner alemã, correspondendo ao filled donut americano.
A verdade quanto à origem do donut não é consensual. Existe uma teoria que indica terem sido introduzidos na América do Norte por povoadores neerlandeses.

Por outro lado, Hanson Gregory, de origem americana, reclamou para si a invenção do donut em 1847, a bordo de um navio de transporte de fruta, quando tinha apenas dezasseis anos de idade. Este afirmou ter feito um buraco numa bola de Berlim, ao não se encontrar satisfeito com os centros crus que estas por vezes apresentavam. Segundo este, o buraco teria sido feito com um frasco de pimenta do navio, tendo esta técnica sido ensinada mais tarde à sua mãe.

O registo mais antigo do termo doughnut data de um conto de 1808, que menciona uma série de “dough-nuts”. No ano seguinte, em 1809, Washington Irving referiu-se a “doughnuts” na sua “História de Nova Iorque”, sendo esta referência frequentemente citada como a primeira. Descrevia-os como “bolas de massa adoçada, fritas em gordura de porco”. Note-se que a palavra dough significa massa, em língua inglesa, e nut significa noz. Assim sendo, doughnut podia ser interpretado como uma noz de massa. Fora dos EUA, em países de expressão inglesa, doughnut é a forma mais comum. Nos EUA, a versão abreviada donut é a mais comum. A primeira utilização desta versão data de 1929, num artigo do jornal Los Angeles Times, em que o autor, Bailey Millard, brincava com o declínio da ortografia naquele país e dava exemplos de palavras mal escritas. Donut era um dos exemplos. A empresa Dunkin’ Donuts, fundada em 1948, é a mais antiga a usar a variação donut no seu nome.”

Ingredientes:

Donuts:

  • 3 ovos
  • 170 g açúcar fino
  • 450 g farinha de trigo
  • 40 g margarina derretida
  • 100 ml leite
  • 1 colher de chá de aroma de baunilha
  • 3 colheres de chá de fermento em pó
  • 1/2 colher de sal
  • Noz Moscada q.b.
  • Óleo vegetal para fritar q.b.

Cobertura:

  • 2 chávenas de açúcar em pó
  • 1,5 colher de chá de aroma de baunilha
  • 2 colheres de sopa de leite
  • Gotas de corante q.b.
  • Confetes q.b.

Confeção:

  1. Colocar os ovos numa taça e acrescentar o açúcar fino e o aroma de baunilha, batendo tudo com a batedeira até ficar um creme esbranquiçado.
  2. Noutro recipiente, misturar a farinha de trigo, o sal, o fermento em pó e a noz moscada.
  3. De seguida, juntar, ao preparado anterior, um terço da farinha, a margarina derretida e metade do leite.
  4. Envolver tudo e acrescentar o resto da farinha em duas vezes, intercalada com o restante leite.
  5. Depois de trabalhar a massa com uma espátula, tratar de a tapar com um pano, de forma a deixá-la repousar durante 30 a 40 minutos, para que fique mais consistente.
  6. Passado esse tempo, aquecer o óleo numa frigideira, que com a ajuda do rolo, estender a massa polvilhada com farinha.
  7. Cortar a massa em círculos, retirar o centro e reservar.
  8. Fritar um donut de cada vez, e ir retirando para um prato com papel absorvente.
  9. Por fim, tratar da cobertura, misturando muito bem o açúcar em pó com o aroma de baunilha e o leite gordo.
  10. Terminar com algumas gotas de corante à sua escolha no preparado anterior, para logo a seguir mergulhar cada donuts na cobertura e salpicar com confetes a seu gosto.

(fonte: https://www.24kitchen.pt/receita/donuts,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rosquinha)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O Pão de Ló da minha Infância!

É com imenso carinho que recordo parte da minha infância, juntamente com a minha mãe, na cozinha da antiga casa de Leiria…

E era com todo o gosto que, por exemplo, a ajudava a preparar a massa dos bolos para os dias de festa, ou simplesmente para o almoço de domingo…

Depois, como ainda não havia computadores, consolas ou quaisquer telemóveis, gostava de ir para a rua brincar com as minhas bonecas, ou então de andar de baloiço com as minhas amigas, bem como de jogar com elas ao “elástico” ou ao “lencinho”…

Só sei que é sempre uma grande alegria, sobretudo na altura em que o bolo vai para o forno, pois é nessa altura exata que, cá em casa, se pega na tigela de bater a massa e existe a grande oportunidade de, recordando os tempos de outrora, digamos que, «provar» a massa crua, bem como aquela que ainda resta na espátula intitulada de Salazar:

«Em Portugal, termo sábio que vem mais uma vez demonstrar a enorme capacidade criativa do Zé Povinho, sabendo fazer a analogia perfeita entre um utensílio que tem por finalidade evitar o desperdício, limpando ou rapando tudo e não deixando nada, e o homem que, à altura, tinha sido Ministro das Finanças (Fazenda) e depois Presidente do Conselho de Ministros que liderou durante 40 anos, e … outras histórias que agora não são para aqui chamadas.” (Neves, AJ)»

Pois bem: agora contem-me lá, meus caros leitores deste Blog, qual é que é, afinal, o bolo tradicional que só leva ovos, farinha e açúcar?

É o… Pão de Ló:

«Pensa-se que surgiu como doce conventual em Ovar e que a sua confecção é anterior ao século XVIII. “ló” significa escumilha, isto é um tecido fino e transparente, mas também, e isto é que é interessante, significa o lado onde sopra o vento, ou seja o barlavento. Pensa-se que de início, o pão-de-ló era apelidado de “bolo de castela” e que só depois foi nomeado de “ló”. Seja como for nos dois casos o nome evoca a sua característica de leveza. Quando os portugueses chegaram ao Japão em 1541, tendo sido os primeiros europeus a embarcarem nessa ilha, os nipônicos adoptaram esse bolo de “castela” e chamaram-no de Kasutera ou Kastera (correspondendo estas formas a dificuldades de dicção). Em França este tipo de bolo é chamado de genovês ou “genoise” e pensa-se que a sua origem vem do Gênova, no norte da Itália. Já na Itália, chama-se “Pan di spagna”, ou seja pão de Espanha. No Reino Unido tem o nome de “sponge cake”.»

É que nem é preciso adicionar-se qualquer tipo de fermento, bastando bater-se a respetiva massa cerca de 30 minutos!

E se, por acaso, tiverem, na vossa casa, as formas de barro, tanto melhor, porque o resultado será ainda mais próximo do original, bem como a possibilidade de utilizarem um forno a lenha, tal como podem ver aqui!

Então não percamos mais tempo e vamos já para a cozinha preparar este belíssimo bolo, pode ser?

Só uma pequena nota antes: dependendo do gosto de cada um, e naturalmente da receita que é utilizada por cada região do nosso lindo país (Pão de Ló de Ovar, de Margaride, de Alfeizeirão, etc), para além do facto de também servir de base para outros doces (fofos de Belas, sopa dourada, etc), aconselho-vos vivamente a deixarem a massa cozer no forno só até entre 15 a 20 minutos, de forma a ficar ainda húmido por dentro.

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Pão de Ló

Ingredientes:

  • 4 gemas de ovo
  • 4 ovos inteiros
  • 1/2 de colher de café de sal
  • 220 g de açúcar
  • açúcar em pó q. b.
  • 155 g de farinha de trigo

Confeção:

  1. Aquecer o fogo a 180º C;
  2. Preparar a forma do bolo, forrando-a com folhas de papel vegetal, para criar o formato tradicional do Pão de Ló e reservar;
  3. Bater as gemas e os ovos com o sal por 30 minutos, com uma batedeira elétrica em velocidade alta;
  4. Juntar o açúcar e bater por mais dez minutos;
  5. Polvilhar a farinha por cima da massa e misturar com uma espátula, fazendo movimentos circulares do fundo para cima até a farinha ser absorvida;
  6. Verter a massa na forma, com cuidado, para depois a colocar no forno cerca de 20 minutos, tapando-a ainda, com algum jeito, com uma folha de papel de alumínio;
  7. Retirar o bolo do forno e servir com um pouco de açúcar em pó por cima, devendo-se, por tradição, partir-se à mão em vez de se cortar com a faca.

(fontes: https://www.cozinhadamarcia.com.br/receitas/pes/pao-de-lo-portugues,

http://etimoteca.blogspot.com/2011/12/pao-do-lo.html,

https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/salazar/595/)