De acordo com o artigo Aproveitar as sobras de comida faz bem à saúde e ao meio ambiente presente no site http://www.diariodepernambuco.com.br, publicado no mês de fevereiro de 2015 por Flávia Franco do Correio Braziliense:
“Um terço dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O desperdício está presente em todas as etapas: colheita, transporte, distribuição e consumo. Em casa, as razões das sobras vão desde a compra exagerada no supermercado a falhas no armazenamento de produtos e ao mal uso de ingredientes durante o preparo de pratos. O destino das compras, porém, pode ser justamente o inverso. Especialistas na cozinha garantem que, ao reaproveitar alimentos, é possível montar um menu com opções criativas e, em alguns casos, até mais saudáveis.“
E ao longo da história gastronómica em Portugal e no mundo, muitas têm sido as receitas criadas a partir das sobras de alimentos, tal como a receita Molotofjá publicada neste blogue para efeitos de aproveitamento de claras de ovo, por exemplo.
Neste sentido, apesar do vídeo abaixo já ter sido realizado no final do ano de 2014, a receita que aí é apresentada não deixa de ser atual: na minha opinião, todos nós nos devemos interessar mais por não deitar restos de comida para o lixo, sendo, aliás, uma grande aliada para quem quer economizar nos gastos. Pois bem, desta forma vos deixo mais uma sugestão simples, fácil, económica e para toda a família para o fim de semana que se avizinha!
RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE: Tarte de Perú, Cogumelos e Chouriço
Ingredientes:
1 massa quebrada de compra
bifes de perú previamente confecionados
1 pacote de molho béchamel de compra
2 dl de azeite
queijo ralado a gosto
2 dl de vinho branco
sal, pimenta e mistura de ervas aromáticas q. b.
1 cebola cortada às rodelas
1 lata de cogumelos laminados
1/2 de um chouriço sem pele cortado aos cubos
Confeção:
Fazer um refogado simples com o azeite e a cebola, para depois juntar o chouriço e os cogumelos
Adicionar os bifes de perú já desfiados e o vinho branco, deixando cozinhar durante algum tempo
Verter o molho béchamel, temperando a gosto com o sal, a pimenta e as ervas aromáticas, mexendo tudo muito bem
Colocar o preparado anterior numa forma circular já com a massa quebrada inserida, podendo deixar ficar o papel vegetal por baixo para evitar untar essa mesma forma
Cobrir com o queijo ralado e levar a tarte ao forno a 180 ºC cerca de 40 minutos
Sugestão de acompanhamento: reparar uma salada verde com vários tipos de tomate cherry, cebola, azeite, vinagre, sal e sementes de sésamo ao natural, tudo a gosto e… bom apetite!
A framboesa (Rubus idaeus), fruto da framboeseira, é umapseudobagae um fruto agregado, cujo sabor suave e adocicado é utilizado para diversas finalidades medicinais e culinárias, tais como: gelados, xaropes, geleias, licores e doces.
Ao nível da sua produção, é necessário que a framboeseira seja submetida a pelo menos 700 horas por ano a uma temperatura inferior a 7 °C, sendo originária dos campos do centro e norte da Europa e de parte da Ásia. Todavia, muitas vezes, sendo esta planta espinhosa pertencente à família das Rosáceas, o seu fruto é frequentemente confundido com a amora-preta, da qual se diferencia por ser oco, logo mais delicado.
Ao nível nutricional, a framboesa é rica em vitaminas A, B1, B5, C, ferro, cálcio, fósforo, magnésio e potássio, tendo várias propriedades medicinais, tais como:tratamento de inflamação na garganta, gengivas, prisão de ventre, hemorróidas, reumatismo, doenças dos rins, fígado.
RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Delícia de Chocolate Branco com Framboesas
Ingredientes:
500 g de queijo quark
500 g de framboesas congeladas
1 limão
200 g de bolachas do tipo maria integral
50 g de manteiga
200 g de chocolate branco
4 ovos
250 g de açúcar
Framboesas frescas q. b. para decorar
Confeção:
Colocar as framboesas num tacho juntamente com o sumo do limão e 150 g de açúcar, deixando cozinhar em lume brando.
Quando as framboesas estiverem descongeladas, aumentar o lume, deixando cozinhar durante mais 10 minutos.
Passar a mistura anterior pelo coador de rede fina para retirar as pevides e reservar a geleia.
Partir as bolachas em pedaços a fim de serem desfeitas numa máquina de cozinha até ficarem do tipo “pão ralado”.
Deitar o preparado anterior numa tigela, juntando a manteiga amolecida, e misturar tudo.
Cobrir o fundo de uma forma de abrir com essa mistura e levar ao forno já aquecido a 180ºC durante 10 minutos.
Retirar e deixar arrefecer.
Deitar o queijo numa tigela, adicionar o resto do açúcar e os ovos, mexendo tudo muito bem, finalizando com o chocolate branco previamente ralado.
Colocar o preparado anterior na forma já forrada com a bolacha, cobrir com papel de alumínio e levar ao forno a 150ºC durante 30 minutos.
Retirar, deixar arrefecer e levar ao frio.
Antes de servir, cobrir o doce com a geleia de framboesas reservada anteriormente e decorar com framboesas frescas.
EXEMPLO DE TERAPÊUTICA 1: MEL DA FLOR DE FRAMBOESA
O mel da flor da framboesa tem o aroma delicado das flores de framboesa, sendo extremamente útil no combate ao alívio das constipações ou no caso das crianças com insuficiência hepática, entre outras doenças.
Receita para aliviar a gripe – misturar sumo de rábano fresco frio com mel da flor da framboesa na proporção de 1:1, devendo tomar-se antes de dormir 1 colher com água morna.
EXEMPLO DE TERAPÊUTICA 2: CHÁ DA FOLHA DE FRAMBOESA
As folhas das framboesa têm sido consideradas ao longo dos séculos como uma erva medicinal, sendo o seu chá bastante benéfico durante o período da gravidez, parto e amamentação, se for tomado regularmente.
O uso da folha da framboesa para fins terapêuticos remonta assim ao século VI, contendo vitaminas do tipo B1, B3 e E. Por sua vez, acredita-se que, por exemplo, o chá da folha de framboesa poderá encurtar o trabalho de parto, tornando-o mais fácil, tendo sido todos os seus benefícios devidamente registados e comprovados em maternidade no mais antigo dos livros de ervas.
Mas como tomar o chá de folha de framboesa?
O chá das folhas de framboesa pode ser tomado em forma de comprimido, saquinhos de chá, chá de folhas soltas ou como uma tintura. A folha da framboesa pode ser comprada em lojas de produtos naturais.
E quanto ao melhor momento para começar a tomar o chá das folhas de framboesa?
Muitos profissionais costumam recomendar as folhas de framboesa para depois das 32 semanas de gravidez até à altura do nascimento. Parsons (2000) descobriu que tomar comprimidos da folha de framboesa, sendo 2.4 gm por dia a partir das 32 semanas, não produz efeitos colaterais. Outros profissionais recomendam que esse mesmo tratamento possa ser iniciado no início da gravidez ou até mesmo ainda antes da gravidez.
O vídeo apresentado abaixo, realizado por mim há cerca de 2 anos, logo assinado na altura ainda como MRKitchen, relata uma daquelas receitas culinárias que sabe sempre tão bem, mmmm… seja a miúdos ou graúdos, não é verdade?
Aliás, segundo reza a história, “ao contrário do conhecimento popular e do fato ser considerada tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5 000 anos. A massa era chamada de “pão de abraão”, era muito parecida com os pães árabes atuais e recebia o nome de piscea.”
E partindo do princípio de que a “pizza é uma preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, coberto com molho de tomate e os ingredientes variados que normalmente incluem algum tipo de queijo, carnes preparadas ou defumadas e ervas, normalmente orégano ou manjericão, tudo assa do forno“, basta só depois fazer-se acompanhar de uma boa salada a seu bel-prazer, a fim de degustar algo que ora pode ser servido como prato principal, ora como lanche, nem mais!
Portanto, tudo “começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os primeiros foram os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.”
E se não tem muito jeito para cozinhar, seja apenas hábil no momento em que procura o tipo de cobertura que mais lhe apetece, ou lhe convém quando abre a porta do seu frigorífico, uma vez que:
“Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e, por causa das cruzadas, essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo, em seguida, incrementada, dando origem à pizza que conhecemos hoje. No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva, comuns no cotidiano da região, eram os ingredientes típicos da pizza. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado à Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época, a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.”
Na verdade:
“A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surgiu o termo picea, na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. “Picea” indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava “matar a fome”, principalmente a da parte mais pobre da população. Normalmente, a massa de pão recebia, como sua cobertura, toucinho, peixes fritos e queijo.”
Pode concluir-se então que a Pizza é uma receita indiscutivelmente versátil, simples e bastante fácil de preparar, para além de bastante económica, se quiser!
Em 1982, foi fundada, em Nápoles, na Itália, por Antonio Pace, a Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, (Associazione Verace Pizza Napoletana, em italiano) com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a “miscigenação” cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normatiza as suas principais características.
A associação age fortemente na Itália para que a pizza napolitana seja reconhecida pelo governo como “DOC” (di origine controllata, Denominação de Origem Controlada em português). Em 2004, um projecto de lei foi enviado ao parlamento, com o intuito de regulamentar, por lei, as verdadeiras características da pizza napolitana. O “DOC” é uma designação que regulamenta produtos regionais, tais como os famosos vinhos portugueses.
Além disso, a pizza napolitana está, desde Dezembro de 2009, protegida pela Comissão Europeia, junto com mais 44 produtos que têm o selo de “Especialidade Tradicional Garantida” (Specialità Tradizionale Garantita – STG).
Segundo a associação, a Verace Pizza Napolitana deve ser confeccionada com farinha, fermento natural ou levedura de cerveja, água e sal. A pizza deve ser, ainda, trabalhada somente com as mãos ou por alguns misturadores devidamente aprovados por um comitê da organização. Depois de descansar, a massa deve ser esticada com as mãos, sem o uso de rolo ou equipamento mecânico. Na hora de assar, a pizza deve ser colocada em forno a lenha (somente), a 485°C, sendo que, sobre a superfície do forno, não deve ser colocado nenhum outro utensílio.
A variedade de coberturas é reconhecida pela organização, porém devem ter a sua aprovação, estando em conformidade com as tradições napolitanas e não contrastando com nenhuma regra gastronômica. Algumas coberturas são tidas como tradicionais, sendo elas (respeitando seus nomes italianos):
Marinara (Napolitana): tomate, azeite de oliva, orégano (orégão) e alho.
Margherita: tomate, azeite de oliva, queijo mozzarella e manjericão.
Ripieno (Calzone), uma pizza recheada: queijo ricota, queijo mozzarella especial, azeite de oliva e salame.
Formaggio e Pomodoro: tomate, azeite de oliva e queijo parmesão ralado.
Quando degustada, a pizza deve apresentar-se macia, bem assada, suave, elástica, fácil de ser dobrada pela metade. As bordas elevadas devem ser douradas”. O gosto da massa deve ser de pão bem fermentado, misturado ao sabor ácido do tomate, aroma de alho, orégano, manjericão.
A pizza deve ser obrigatoriamente redonda, não podendo o seu diâmetro ser maior do que trinta e cinco centímetros. Outra medida, a espessura no centro do disco, não deve ser maior do que cinco milímetros, e a borda não pode ser maior do que dois centímetros.“