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segunda-feira, 23 de abril de 2018

RECEITAS: Feijoada de Pota Servida Com Arroz Aromatizado de Coentros + Salada de Pota Com Massa, Legumes e Sementes de Girassol

Pota é um cefalópode semelhante à lula, mas de tentáculos de menor tamanho, sendo um animal invertebrado com um corpo viscoso e longo sem concha, cujos olhos são desenvolvidos e seus tentáculos possuem ventosas.

A sua captura é feita ao longo do ano, habitando as águas do Oceano Atlântico, o Mar Mediterrâneo e o Oceano Pacífico, desde áreas quase rasas até uma profundidade de pelo menos 800 metros.

Ao nível de gorduras, a percentagem é muito baixa, logo o seu valor calórico é também baixo
No que diz respeito ao teor de vitaminas, a pota inclui vitamina B3 ou niacina e B12, enquanto que ao nível dos minerais, os mais abundantes são fósforo, potássio e magnésio.
Por curiosidade:
O animal mais velho do mundo encontrado vivo foi um molusco. 
Ele era da espécie Ming e morreu em 2006, com surpreendentes 507 anos de vida.

RECEITAS NA CATEGORIA DE PEIXE:

  • Feijoada de Pota servida com Arroz Aromatizado de Coentros

Ingredientes:

Feijoada:

  • 500 gr de tiras de pota
  • 40 g de cebola
  • 2 alhos picado 
  • 250 gr de feijão manteiga cozido
  • 1/2 chouriço caseiro
  • 1 tomate maduro
  • 1 cenoura
  • 1 dl de vinho tinto
  • azeite, sal e coentros q.b.
  • 1 colher de sopa de polpa de tomate
  • 1 folha de louro
  • 1 malagueta 

Arroz aromático de coentros:

  • 1 chávena de arroz agulha para 2 chávenas de água
  • azeite, manteiga e sal q. b.
  • 1 ramo de coentros

Confeção:

1) Preparar os seguintes ingredientes: cortar as tiras de pota aos pedaços pequenos; picar os alhos e a cebola; tirar a pele do chouriço e cortá-lo às rodelas finas; tirar a pele e as sementes ao tomate e picá-lo; descascar a cenoura e cortá-la aos quartos finos. 
2) Alourar o alho em azeite, depois amolecer a cebola em lume brando e ainda juntar a cenoura, deixando cozinhar sem parar de mexer. 
3) Juntar o chouriço, o tomate picado e o louro, deixando cozinhar tapado em lume brando.
4) Ferver o vinho apenas para evaporar algum álcool, juntando depois ao preparado anterior, mexendo bem.
5) Deitar a pota, a polpa de tomate e a malagueta, temperando de sal a gosto, para depois deixar cozinhar em lume brando tapado, mexendo de vez em quando.
6) Acrescentar o feijão manteiga, envolvendo bem, para em seguida deixar apurar em lume brando por alguns minutos apenas.

7) Fazer o arroz aromatizado com coentros, amolecendo primeiro a cebola picada em azeite e manteiga antes de colocar o arroz, deixando fritar um pouco.
8) Temperar com sal a gosto, mexendo por alguns minutos antes de verter a água quente e deixar cozinhar juntamente com o ramo de coentros. 
9) Servir a feijoada com o arroz com coentros picados grosseiramente.

  • Salada de Pota com Massa, Legumes e Sementes de Girassol
Ingredientes:
  • 500 gr de tiras de pota
  • 200 gr de massa (eu utilizei “lírios”)
  • 200 gr de milho cozido
  • 200 gr de ervilhas cozidas
  • 1 ramo de salsa
  • azeite, vinagre, sal e sementes de girassol q. b.
  • 1 rábano
  • 1 cenoura
  • 2 dentes de alho
  • 1 folha de louro

Confeção:


1) Preparar as tiras de pota, cortando-as aos pedaços pequenos, para depois ser tudo salteado num pouco de azeite e sal, juntamente com os dentes de alho esmagados e a folha de louro, e reservar.
2) Aproveitar a mesma frigideira para saltear o milho e as ervilhas e reservar.
3) Cozer a massa por uns 7 minutos em água temperada de sal e um pouco de azeite.
4) Escoar a massa e reservar.
5) Numa saladeira, juntar todos os ingredientes anteriores com o rábano cortado às fatias finas, as sementes de girassol q. b. e a cenoura ralada, misturar tudo muito bem, temperando também com um pouco de vinagre e salsa picada a gosto.

 As “tiras de pota” foram fornecidas pelo seguinte estabelecimento:

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dia Mundial da Voz - 16 de abril

O Dia Mundial da Voz é comemorado no dia 16 de abriltendo por objetivo alertar para a importância da voz e dos cuidados necessários para a preservar.
Também vários centros hospitalares e diversas associações costumam promover rastreios gratuitos, prevenindo eventuais problemas na voz, através do diagnóstico precoce.

Cuidados a ter com a voz:
– Fazer uma alimentação equilibrada, rica em fibras e proteínas
– Beber bastante água e praticar exercício físico
– Não gritar em excesso nem em tom agudo
– Falar pausadamente
– Não fumar nem abusar de bebidas gasosas
– Dormir bem

Sinais de alerta a ter em conta:
– Alterações na voz
– Tosse frequente
– Alterações no timbre da voz ou dificuldade em colocar a voz
– Pigarreia ou rouquidão com frequência

Além de ser um canal para a fala, a voz revela ainda múltiplas emoções e sentimentos, como quando, por exemplo, ficamos nervosos. 

Por outro lado, será igualmente importante fazer aquecimento vocal antes de um uso intenso e contínuo – como é o caso de cantores, atores, locutores e professores –, segundo a fonoaudióloga Leny Kyrillos e a otorrinolaringologista Adriana Hachiya, ambos citados no site Viva Melhor.

E ao nível da alimentação, atenção que não se deve comer chocolate duas horas antes de uma palestra ou um discurso, para além de se ter de evitar choques térmicos!

A voz humana consiste, portanto, no som produzido pelo ser humano, usando as suas cordas vocais para falar, cantar, gargalhar, chorar, gritar, etc. 
A sua frequência varia entre 50 e 3400 Hz. 
Geralmente, o mecanismo para gerar a voz humana pode ser subdividido em três partes: os pulmões, as pregas vocais dentro da laringe e os articuladores – lábios, língua, dentes, palato duro, véu palatar e mandíbula. 
O pulmão produz um fluxo de ar, que funciona como um combustível para a voz, que é expulso pelo diafragma e passa para as pregas vocais, que vibram e transformam esse ar em pulsos sonoros, formadores da fonte de som da laríngeo. 
Os músculos da laringe ajustam a duração e a tensão das pregas vocais para adequar a altura e o tom. 
Os articuladores articulam e filtram o som emanado pela laringe e até certo ponto podem interagir com o fluxo de ar para fortalecê-lo ou enfraquecê-lo como a fonte do som.
As pregas vocais, juntamente com os articuladores, são capazes de produzir sons altamente intrincados. 
O tom da voz pode ser modificado para sugerir emoções como raiva, surpresa e felicidade.

O Dia Mundial da Voz foi comemorado, pela primeira vez, em 2003, por sugestão de Mário Andrea, professor de Otorrinolaringologia (ORL) da Faculdade de Medicina de Lisboa, na primeira reunião da Sociedade Europeia de Laringologia (European Society of Laringology), à qual presidiu.

Unidades do Serviço Nacional não se cansam assim de promover rastreios gratuitos, que alertam a população para os cuidados a ter com a voz, prevenindo eventuais problemas na voz, através do diagnóstico precoce:

  • O Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga disponibiliza um conjunto de atividades de prevenção e promoção da saúde vocal, resultando da colaboração entre os serviços de Otorrinolaringologia e Medicina Física e Reabilitação logo, no átrio da Consulta Externa do Hospital São Sebastião, para o qual o rastreio inclui um breve questionário de saúde vocal para identificação do mau uso e abuso vocal, a análise percetiva da voz e orientações de higiene e saúde vocal, que no caso de serem detetadas alterações significativas, os participantes terão a oportunidade de ser observados e avaliados pelo médico Otorrinolaringologista, mas todos os participantes recebem um folheto de cuidados com a voz: no dia 16 de abril de 2018, entre as 9 horas e as 16h30.
  • O Serviço de Otorrinolaringologia / Unidade da Voz do Hospital de Egas Moniz, integrado no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, promove rastreios, sujeitos à disponibilidade do serviço: das 9 horas às 12h30 e das 16 às 16 horas, entre os dias 16 e 19 de abril.
  • O Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Pedro Hispano, integrado na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, e a Associação Portuguesa de Limitados da Voz, promovem, de iniciativa comemorativa, o Dia Mundial da Voz: no dia 20 de abril.
  • Entrega do Prémio Voz Montepio 2018 ao apresentador da RTP Júlio Isidro, decorre, no dia 16 de abril, no Auditório da Caixa Económica Montepio Geral, e terá o locutor António Sala no papel de anfitrião.

Para finalizar, já de seguida encontram-se outro tipo de informações igualmente importantes na forma de vídeos retirados no Youtube, no que toca sobretudo a profissionais da voz: professores, cantores, apresentadores, etc.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

GRRRRR... SEXTA FEIRA TREZE!!!

O número 13 tem sido mal interpretado desde há muito tempo, servindo de inspiração para uns, servindo de superstição para outros.
Relativamente ao dia de hoje ser sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro desde há igualmente muito tempo:

  • Na tradição judaica o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira
  • A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão
  • Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira

Já agora, no Tarô, a carta número 13 representa a morte, logo pode ainda significar simplesmente alteração forçada de planos ou início de um novo ciclo bem mais “positivo” na nossa vida!

Portanto, sigam as minhas dicas assinaladas abaixo e vamos todos festejar este dia 13 de abril de 2018, pois… “o tempo não pára”!

– DICA 1: Festival Internacional de Chocolate de Óbidos


segunda-feira, 9 de abril de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 6 - Briónia (by Miguel Boieiro)

Há tempos, estimado amigo, também apaixonado pela botânica e pela fitoterapia, falou-me da briónia, com grande entusiasmo. Dizia ele que as bagas da briónia o tinham curado definitivamente de arreliadoras infeções cutâneas e passaram, doravante, a integrar a sua provisão de plantas medicinais.
Mais uma vez se confirma que muitas plantas tóxicas são, de facto, as mais eficazes para resolver certos problemas de saúde. Os pacientes devem, contudo, ter muito cuidado com o seu uso e evitar as aplicações internas.

Ora, as espécies “bryonia”, de que a mais conhecida e espontânea no nosso País, é a Bryonia dioica (Jacq), cucurbitácea rústica e perene que trepa, através de gavinhas, pelos arbustos que se encontram em valados e sebes, chegando a atingir três metros. A sua raiz é enorme, mastodôntica, segundo a designação da obra italiana “Il Talismano –  Piante Officinali”, pois chega a pesar três quilos, o que é surpreendente numa plantinha aparentemente tão frágil. As folhas são pecioladas, palmadas e dentadas, possuindo cinco lóbulos como as da videira. As flores são pequenas, campanuladas, amareladas, dióicas (as masculinas estão separadas das femininas, em diferentes pés) e surgem nas axilas das folhas. Os frutos são bagas vermelhas do tamanho de ervilhas, muito atraentes, mas venenosas, que aparecem no outono e persistem, mesmo quando as folhas secam.

A briónia contém resinas, taninos, ácidos gordos e diversos constituintes tóxicos (alcalóides), dos quais, o mais importante é a brionina.

A planta, fundamentalmente a raiz e as bagas, possui propriedades antirreumáticas, laxantes, purgantes, diuréticas, vermífugas, vesicantes, expectorantes e reguladoras da circulação sanguínea.

A polpa da raiz e o respetivo suco servem para preparar cataplasmas que se aplicam em reumatismos, nevralgias e contusões – “Erbe Buone per la Salute” da editora italiana, Demetra.
As pastilhas homeopáticas ”Bryonia alba D4” são usadas para os acessos de febre, os reumatismos musculares e articulares, o lumbago e a ciática – “Ces plantes qui guérissent”, de Robert Quinche.
O grande Paracelso, no século XVI, em “As Plantas Mágicas”, para combater inchaços da garganta, do ventre e das pernas, recomenda o seguinte: fritar 25 gramas de raiz de briónia em 2,5 dl de azeite puro, até que o preparado fique escuro. Aplicar, friccionando sobre a parte doente e em seguida, colocar uma ligadura.

Abdelhaï Sijelmassi, em “Les Plantes Médicinales du Maroc”, diz apenas que a briónia é um purgante drástico e perigoso e que 15 bagas são mortais para uma criança (40 para um adulto).

Oliveira Feijão, em “Medicina pelas Plantas”, prescreve o uso interno da raiz em pó (0,5 a 3 g).
João Ribeiro Nunes, em “Medicina Popular – Tratamento pelas Plantas Medicinais”, aponta várias mezinhas, entre as quais, para a cura da hidropisia, a asma e a bronquite, a maceração de 50 gde bagas para um litro de vinho, tomando-se duas ou três colheres diariamente, antes das refeições.
O “Manual de Medicina Doméstica” de Samuel Maia, refere o tratamento da sarna, através de uma pomada confeccionada com 5 g de raiz de briónia em pó e 30 g de banha benzoinada, para friccionar à noite, durante cinco dias.
Pessoalmente, tenho por hábito fazer uma loção de bagas maceradas em álcool a 70 graus, a fim de friccionar as partes do corpo afetadas pelo reumatismo.
Recordando, mais uma vez, que a briónia é tóxica e que, portanto, não é aconselhada para auto terapias internas, refiro um espantoso uso popular, de que tenho conhecimento: famílias da Beira Baixa cozinham os rebentos tenros da briónia e comem-nos como se como se fossem espargos. E ainda não morreram!

Miguel Boieiro

sexta-feira, 6 de abril de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 5 - Cavalinha (by Miguel Boieiro)

Pela grande variedade de solos a que se juntam diversos microclimas, o nosso País pode justamente considerar-se uma das reservas mundiais da flora medicinal, dado que dispõe de ótimas condições para a produção de variadíssimas espécies. Daí que muito dificilmente se possa compreender que se importem determinadas plantas medicinais e seus extratos, de países onde, por vezes, é necessário criar condições artificiais de produção. 

Sobre a planta medicinal que iremos abordar, podemos afirmar que só o concelho de Sesimbra possui, espontaneamente, quantidade suficiente para abastecer todo o mercado europeu. E isto de uma forma absolutamente natural: não é preciso semear, nem adubar, nem sachar, basta simplesmente colher.

Estamos a falar da cavalinha ou Equisetum arvense L., planta vivaz da família das Equisetáceas que teve a sua origem em épocas geológicas muito recuadas. Esta planta primitiva, autêntico fóssil vivo, não floresce, não possuindo, portanto, sementes. A reprodução processa-se através de esporos contidos nos esporângios que se encontram agrupados na espiga com que termina o primeiro caule da planta. Feita a dispersão dos esporos, os caules primitivos, de cor acastanhada, murcham. Nascem então outros caules verde claros, canelados, ocos e ramificados que se dividem em segmentos separados por pequenos nós. Os segundos caules, estéreis, que chegam a atingir mais de um metro de altura, são os que possuem atributos medicinais.

A cavalinha propaga-se com muita facilidade em solos arenosos e húmidos, constituindo uma erva daninha, flagelo dos agricultores. Deve ser colhida no verão e seca à sombra. Depois de cortada em pequenos troços, convém guardá-la em recipientes herméticos. Conserva as suas propriedades durante alguns anos.
Os naturopatas são unânimes acerca das extraordinárias virtudes curativas da cavalinha, a qual contém potássio, ferro, sódio, magnésio, enxofre e sobretudo, silício. O famoso naturista Kneipp considerava a cavalinha, uma das doze plantas medicinais mais incontornáveis e recomendava-a para o combate às seguintes enfermidades: gripes, catarros, resfriados, reumatismos, gota, hidropisia, ciática, inchações, herpes, cárie, pés gretados, hemorroidal, cálculos, doenças dos rins, fígado, baço e bexiga, hemorragias e cancro. É na realidade uma lista impressionante mas ainda assim, incompleta. O espanhol Ferran Comas aconselha-a para o bócio, as inflamações oculares e a tuberculose. O médico chileno Lazaeta Acharan gaba a sua eficácia extraordinária na cicatrização de todo o tipo de feridas.
A rapidez com que estanca qualquer hemorragia é espectacular. Também não parece haver dúvidas de que a cavalinha limpa as impurezas do organismo, essencialmente por ação do silício solúvel de que é bastante rica. 

O modo mais divulgado para beneficiar dos princípios ativos da Equisetum consiste em preparar uma infusão deixando ferver a planta pelo menos dez minutos. É conveniente não coar de imediato, pois a cavalinha continua a libertar princípios ativos após a fervura. O “chá” torna-se assim mais concentrado, o que se constata pela sua cor avermelhada. Para meio litro de água são necessários 50 g de cavalinha seca. Se for em verde há que duplicar o seu peso. O “chá” de cavalinha possui paladar discreto mas agradável e não apresenta contra-indicações. 

A utilização do concentrado da cozedura da cavalinha para juntar à água do banho dá também bons resultados. Para males respiratórios aconselha-se a aspirar o vapor da cozedura da planta. Da cavalinha fresca pode extrair-se o respetivo suco, que é a melhor maneira de se aproveitar as suas excecionais propriedades. Infelizmente importamos este extrato da Alemanha a preços altíssimos.

Enfim, há ainda quem recomende misturar os rebentos tenros nas saladas cruas, ou usar o pó para temperar a comida já que a cavalinha é, comprovadamente, um ótimo remineralizante.

Miguel Boieiro

sexta-feira, 28 de abril de 2017

12 FORMAS DE EMAGRECER A SUA CARTEIRA E 20 MITOS SOBRE ALIMENTAÇÃO

Continuando a desenvolver o texto publicado anteriormente, desta vez explicito algumas dicas úteis para começarem a emagrecer de vez, sobretudo a vossa carteira, enquanto vagueiam pelo supermercado: 

– fazer uma lista de compras antes de sair de casa
– verificar as datas de validade dos alimentos
– atender às promoções
– levar a própria banda sonora com músicas animadas
– preferir os produtos da época
– resistir às “tentações”
– escolher as marcas brancas
– pagar em dinheiro
– ir sozinho
– escolher um cesto em vez de um carrinho
– selecionar o supermercado mais barato
– evitar ir às compras com fome

Também existem determinados “mitos sobre alimentação”, que sendo verdadeiros ou não, podem vir a condicionar o nosso olhar sobre as respetivas prateleiras, que segundo a cardiologista Fátima Veiga, do serviço de cardiologia do Hospital de Santa Maria, no 36º Congresso Português de Cardiologia realizado entre 18 e 21 de Abril de 2015, ao jornal Diário de Notícias, enunciem-se alguns:

1. O leite é a maior fonte de cálcio: Mito
2. O leite auxilia no sono: Verdade
3. Beber sumos de frutas é melhor para a saúde: Mito
4. Os adoçantes são melhor para a saúde: Mito
5. Os óleos têm muito colesterol: Mito
6. Alguns sintomas ajudam a perceber que o colesterol está elevado: Mito
7. O colesterol não é benéfico para o organismo: Mito
8. O ovo tem muito colesterol: Mito
9. Margarina é mais saudável que a manteiga: Mito
10. A natação é o exercício mais completo. Mito
11. Comer maçã nos intervalos das refeições é útil para combater a “fome”. Mito
12. Café faz mal à saúde. Mito
13. Óleo de coco tem muito colesterol. Mito
14. Cafeína pode elevar a glicemia. Verdade
15. A natação faz perder peso. Mito
16. A carne de porco é a mais rica em colesterol. Mito
17. A soja tem menos calorias que a carne bovina. Mito
18. Pão tostado engorda menos que pão normal. Mito
19. Comer antes de deitar engorda. Mito
20. Sumo de beterraba evita a anemia. Mito

E se antigamente, a ideia de uma alimentação saudável relacionava-se maioritariamente com o aspeto do corpo, atualmente, muito devido à evolução da investigação e da divulgação de conhecimentos para a população, as pessoas começaram a preocupar-se sobretudo com hábitos saudáveis, não prejudiciais à saúde, devendo dar-se importância aos seguintes tópicos: 

  • Saltar refeições é um erro 
  • Cuidado com a ingestão de algumas bebidas
  • A influência genética ou hereditária não é justificação para não ser feita uma dieta mais correta a cada caso
  • O facto psicológico importa sempre

Por outras palavras, a nossa alimentação deve ser permanentemente cuidada e equilibrada, tendo em conta ao máximo todas as etapas das refeições, pois tudo quanto ingerimos, quer sejam alimentos sólidos ou líquidos, terá o mesmo impacto no nosso organismo e na forma como isso se refletirá no nosso corpo!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017: LISTA DE COMPRAS E CONTAS DO MÊS

Ir às compras pode até ser um ato bastante simples, mas vários estudos científicos têm demonstrado qual a importância de sair de casa, digamos que, com um plano de ação devidamente estruturado!
Por exemplo: muita atenção na colocação dos produtos nas prateleiras, no tamanho do carrinho escolhido ou até na música que ouve!

E sabia que comparar preços antes de fazer as compras pode equivaler também a uma grande poupança? 
Por isso mesmo, a Deco criou um simulador para mostrar aos portugueses onde podem fazer as suas compras de supermercado mais baratas, através do qual os consumidores podem fazer uma simulação por região e cabaz de compra:

http://www.deco.proteste.pt/alimentacao/supermercados/simule-e-poupe/supermercados-qual-o-mais-barato

Também o site Maiscarrinho.com consegue relacionar grande parte dos produtos à venda em Portugal, contando, na sua base de dados, com os preços dos artigos de vários supermercados, tais como: Continente, Intermarché, Lidl, Pingo Doce e Jumbo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

OS LIVROS "À MESA COM A HISTÓRIA" E "ENQUANTO SALAZAR DORMIA..."

Tendo em conta que ontem foi o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela UNESCO em 1995, já que foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov, na continuação do texto imediatamente antes publicado, em tempos de comemoração do importante marco do que foi, para Portugal e os portugueses, a Revolução dos Cravos no dia 25 de abril de 1974, hoje decidi trazer-vos aqui duas grandes sugestões de livros que eu já li e recomendo

Em primeiro lugar, tendo em conta a imagem acima, recorde-se então, entre as páginas 266 e 277 contidas no livro “À mesa com a história” do autor Manuel Guimarães, editora Colares, como foi de facto a vida de António de Oliveira Salazar, promotor do então Estado Novo entre 1933 e 1974, tendo como ponte de partida o tão conhecido ditado popular:

Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és.
Homem discreto e reservado, que nunca fez qualquer dieta alimentar, tendo tido durante toda a sua vida uma só uma constipação e uma só broncopneumonia. Nunca pediu conselhos a ninguém e comia de tudo o que gostava, sempre segundo o olhar atento e discreto da sua governanta, cujo orçamento que lhe fazia chegar nunca podia ultrapassar da quarta parte do seu salário! 
Na maior parte das vezes, comia um só prato principal, alternando a carne com o peixe, e raramente acrescentava algum doce à sua refeição, apesar da sua preferência ser o pudim francês. Apreciava castanha-de-ovos, mas não café. 
Do Minho enviavam-lhe as primeiras lampreias e salmões pescados em cada ano; de Vila Real de Santo António vinham as laranjas; do Linhó chegavam as primeiras alfaces. Também pedia para que lhe enviassem alheiras de Mirandela, assim como diversos enchidos alentejanos. Nunca entrou num restaurante para comer, preferindo levar consigo em viagem algum tipo de farnel preparado meticulosamente pela sua governanta.

António de Oliveira Salazar nasceu, portanto, na zona de Beira Alta em 1889, tendo estudado no Seminário de Viseu, para depois passar para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Era um homem solteiro e solitário. A governanta era a Maria de Jesus que substituíra uma cozinheira que usava um fogareiro de petróleo. Ele habitou na Rua de Bernardo Lima, já depois de ter vivido em duas casas alugadas em Lisboa, mas em 1937, por razões de segurança, mudou-se para o Palácio de S. Bento. Raramente tinha convidados, mas os banquetes oficiais eram sempre dispostos na sala grande, cujo serviço era prestado pelo pessoal do Aviz Hotel, incluindo-se o próprio cozinheiro João Ribeiro!

Salazar detestava leite, mas adorava degustar queijos frescos de Tomar. Por outro lado, também era exigente com o “mise en scéne” em cada refeição, em que apesar de elogiar cada prato de comida, também apontava, se necessário, cada defeito, adorando ainda calcular tudo em escudos! Uma das suas irmãs chegava mesmo a dizer que:

“come pouco, prefere o peixe à carne, a fruta aos doces, os legumes aos ovos
 
O final de cada mês de abril era sempre passado em festa: entrou para o governo no dia 27 de abril e nasceu a 28 do mesmo mês. 
Ele detestava souflé ou qualquer outro tipo de cozinha elaborada, talvez devido ao facto de ter herdado uma quinta dos pais em Santa Comba Dão, donde recebia regularmente hortaliças, azeitonas, broa, pimentos, abóbora, figos e cerejas. Mas Maria de Jesus conseguiu instalar, com o devido consentimento do Presidente, dentro dos próprios jardins de S. Bento, uma capoeira e até várias hortas, apesar de ter de ser tudo “às escondidas”!

Acrescente-se ainda, que a sua governanta guardava consigo muitos livros de cozinha, fazendo de Salazar a sua “vítima”!

Ele comia sopa a todas as refeições: caldo verde, sopa de nabiças ou sopa de cebola. Maria de Jesus também costumava confecionar uma canja de ossos de perú e outra com as espinhas e barbatanas de bacalhau. E para além da torta de bacalhau desfiado ou do bacalhau à Salazar e do esparregado, o Presidente apreciava certas iguarias tipicamente portuguesas, tais como as sardinhas fritas com salada de feijão-frade ou com pimentos assados, nomeadamente na altura do verão, bem como o bacalhau assado com batatas a murro ou os bolinhos de bacalhau. Para finalizar, ainda havia a ginjinha caseira!

Em segundo lugar, de acordo com a imagem acima, por que não experimentarem a adquirir o livro “Enquanto Salazar dormia…” da editora Casal das Letras, pois tal como o próprio autor Domingos Amaral, nascido em 12 de outubro de 1967, afirma:

A vida é aquilo de que nos recordamos, ou seja, as grandes histórias que vivemos.

E se hoje falamos tanto acerca da chegada à Europa de milhares de migrantes e refugiados de barco – na sua maioria oriundos da Síria, Iraque e Afeganistão – tendo, sem dúvida, levantado imensas preocupações sobre aquela que já é considerada a maior crise migratória que assola a Europa desde a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente a propósito das várias situações de terrorismo que cada vez mais faz “tremer” cada um de nós, por que não recordar também Lisboa no ano de 1941, em que fora um autêntico oásis de tranquilidade num ambiente fustigado pelos horrores dessa época, em que refugiados chegavam aos milhares ao nosso país, enchendo-se Portugal de milionários e atrizes, judeus e espiões, em que Salazar permitia, mas vigiava tudo à distância!

Boas leituras, ficando à espera dos vossos comentários acerca destes ou de outros livros!

(fontes: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-08-29-Migrantes-ou-refugiados–A-distincao-e-importante-porque-as-palavras-importam-,

sexta-feira, 21 de abril de 2017

PORTUGAL ANTES E DEPOIS DO 25 DE ABRIL DE 1974 E O INQUÉRITO ALIMENTAR NACIONAL

No período anterior ao 25 de abril de 1974, Portugal vivia sob regime ditatorial, ora governado em primeiro lugar por António de Oliveira Salazar, ora governado em segundo lugar por Marcelo Caetano. O país atravessou, assim, uma fase de grande opressão e sem qualquer liberdade de expressão, em que apesar do já adquirido direito ao voto, os portugueses estavam submetidos a um regime político de um partido único, podendo ser perseguidos pela Polícia Política (PIDE). 
A economia nacional assentava mais no setor agrícola, sendo a população maioritariamente analfabeta. Os operários trabalhavam com poucas condições de segurança e de higiene, em que as mulheres não possuíam qualquer poder para decidir sobre a sua vida pessoal ou familiar. Mas em várias colónias começavam a surgir vários movimentos, ao mesmo tempo que os portugueses cada vez mais emigravam para países europeus em rápido crescimento. 
Após a Revolução, esta triste realidade alterou-se bastante, passando-se a viver sob regime democrático. Aos poucos, foram sendo criadas leis a fim de defenderem todos os portugueses, independentemente da sua raça, sexo, etnia, religião ou opção política, doentes ou inválidos.
A intitulada Revolução dos Cravos marca, portanto, um enorme sentimento de coragem e de luta pela igualdade de direitos, pois estávamos há muito, como que: “orgulhosamente sós“!

cravo vermelho tornou-se também no símbolo da liberdade, já que foi Celeste Caeiro, trabalhador num restaurante na Rua Braancamp de Lisboa, quem começou a distribuir cravos vermelhos pelos populares, que por sua vez os ofereciam aos soldados, preferindo estes colocá-los nos canos das suas espingardas, dando-se então a “Revolução dos Cravos“!
Já agora, com a ajuda de uma reportagem dirigida por Martim Cabral e Teresa Conceição através do canal de televisão SIC Notícias, recorde-se como era a alimentação dos portugueses antes da Revolução de 1974:

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/40anos25abril/2014-04-25-A-alimentacao-dos-portugueses-antes-da-Revolucao

Na década de 80 do século XX, quase todos os portugueses comiam sopa, para além de alimentos cozidos, e tomavam o pequeno-almoço. Os alimentos mais usados eram a batata, o pão, as gorduras líquidas e o açúcar, caracterizando-se assim o quotidiano alimentar dos portugueses, que fora dado a conhecer pelo primeiro Inquérito Alimentar Nacional, realizado pelo Centro de Estudos da Nutrição (hoje Centro de Segurança Alimentar e Nutrição, integrado no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, INSA) com a colaboração do então Ministério da Agricultura e Pescas.
Permitiu-se concluir, por exemplo, que a alimentação da população rural era mais saudável do que a urbana, utilizando-se mais leite no campo e mais carne na cidade; ou que quanto ao peso de alimentos consumidos, era em Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal que existia uma “quantidade sensivelmente maior do que a média do continente“. 
 
Entretanto, passados vinte e cinco anos, por iniciativa do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia da República aprovou uma resolução em que se recomendava ao Governo para iniciar o segundo Inquérito Alimentar Nacional, ao ser considerado como uma “peça fundamental para a definição de uma política alimentar e nutricional“, com recurso ao INSA e Instituto Nacional de Estatística. 
E assente sob três grandes domínios (a Alimentação e Nutrição, a Atividade Física e o Estado Nutricional da população Portuguesaa apresentação dos resultados do 2º Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, tendo como promotor a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, para além de envolver diversos investigadores nacionais e internacionais, no passado dia 16 de março revelou, por exemplo, que um em cada dois portugueses não consome a quantidade de fruta e hortícolas recomendada pela Organização Mundial da Saúde. 
Por outro lado, a população portuguesa consome carne, ovos e laticínios em excesso, tal como sal e açúcar, destacando-se, por oposição, o défice no consumo de pescado, cereais, produtos hortícolas e fruta. 

No que respeita à atividade física, a população portuguesa continua ainda muito sedentária, nomeadamente na região do Alentejo.

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