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segunda-feira, 11 de junho de 2018

A maior Feira do Livro de sempre em Lisboa ainda está a decorrer!

Cada vez mais, um livro é um bem, fruto do consumismo imediato, pautado pelo nosso desejo ávido de obter depressa múltiplos conhecimentos numa dada matéria, mas que também pode ser visto como sendo um dado conjunto de palavras e/ou imagens que nos apela à maior sensibilidade interior e a uma vontade louca de tomar uma realidade que não é nossa!

De acordo com a história, a escrita foi sendo desenvolvida, sob diversos tipos de suporte: argila, pedra, pergaminho, papiro, papel; mas também sempre com a ideia de que a leitura deve ser cada vez mais «portátil».

Entretanto, com o aparecimento do computador, surge o fenómeno do «livro digital», com acesso a muito mais informação, numa era cada vez mais global e aliciante, sob o ponto de vista do uso das «novas tecnologias» e das atuais «redes sociais», no que toca a diferentes estilos de interação humana.

E se acha que já se perdera um pouco daquele encanto, relativo ao momento em que, enfim, se abrira um livro pela «primeira vez», ou o momento mágico em que se ía até à última página, só para descobrir quem afinal seria a personagem mais vilã da história, por que não passar pela Feira Do Livro em Lisboa, até ao próximo dia 13 de junho, para conhecer mais de perto o próprio autor dessa mesma história, pedindo-lhe um autógrafo ou uma selfie?!

Ainda há a possibilidade de assistir a vários tipos de lançamentos, debates a cargo da Fundação Francisco Manuel dos Santos juntamente com a Rádio Renascença, concertos de música, atribuição dos prémios Portugal Cookbook Fair 2018 e a Supper Stars Battleou, realização de showcookings na zona mais a norte, iniciativas no âmbito do Plano Nacional de Leitura

De quando em vez, pode passar pela área da restauração, para provar algum tipo de iguaria, aproveitando para descansar um pouco numa das esplanadas viradas para o Rio Tejo, ao mesmo tempo que deixa as suas crianças a jogarem xadrez, damas ou o jogo da glória

Acrescente-se ainda que a feira está pautada de personagens bem conhecidas por parte dos mais pequenos: Princesa Poppy, Moranguita, Alfa, a equipa do Zig Zag, Ruca, etc.

Pois bem: a intitulada Feira do Livro de Lisboa, se fizermos bem as contas, teve o seu início durante os anos 30 do século passado, tendo sido inaugurada na zona do Rossio; portanto, convido-o a passar pela exposição que procura retratar exatamente todo o decorrer da sua história, demonstrando o quanto tem crescido em termos de editores e livreiros, e consequentemente atraído em questão de público!

Desta forma, relativamente à edição do ano passado, somem-se os seguintes números, de acordo com o que fora referido pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Bruno Pacheco, aquando da apresentação da edição deste ano: mais oito pavilhões, mais 25 marcas editoriais, mais 3.000 metros quadrados

No entanto, a hora de encerramento entre segunda e quinta-feira passou das 23h00 para as 22h00, fazendo com que a intitulada “Hora H” – momento de descontos especiais – fosse antecipada uma hora.

Para finalizar, e tendo em conta que este texto não acaba aqui, pois tenciono retomá-lo dentro em breve, no sentido de dar a conhecer melhor, aos caríssimos leitores e seguidores deste blogue, qual é que foi a minha «experiência mais pessoal e enriquecedora», nomeadamente a ver com a minha passagem pela Feira do Livro no passado dia 31 de maio, donde tive a excelente oportunidade de conhecer pessoas que verdadeiramente me inspiram, deixo-vos agora qual foi a minha experiência ocorrida na edição do ano de 2017:

 

Para mais informações, por favor consulte:

http://feiradolivrodelisboa.pt/

sexta-feira, 9 de março de 2018

Ainda sobre o Dia Internacional da Mulher: quem cozinha melhor, o homem ou a mulher?

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de março, tendo sido uma ideia criada no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. 
Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.

As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, a depender do país. A primeira celebração deu-se a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes, usualmente durante a semana de comemorações da Comuna de Paris, no final de março. As manifestações uniam o movimento socialista, que lutava por igualdade de direitos económicos, sociais e trabalhistas, ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

Copenhaga, 1910. VIII Congresso da Internacional Socialista: na frente, Alexandra Kollontai e Clara Zetkin.

No início de 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917. A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), foi instituída como Dia Internacional da Mulher pelo movimento internacional socialista.

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas.

Pensando bem, na área profissional da cozinha, o homem é quase sempre visto como o “chef de cozinha” e a mulher como a “cozinheira”. 

Isto porque, nomeadamente devido a algumas questões culturais que ainda continuam a persistir, apesar de todo o progresso na sociedade atual, a mulher “cozinheira” parece que continua a estar mais relacionada às tarefas do dia a dia, enquanto que o homem considerado “chef” é aquela pessoa que revela mais sofisticação e personalidade, trabalhando mais em ocasiões especiais.  

Mas, na verdade, seja homem ou mulher, o “chef de cozinha” é alguém que gere toda uma equipa dentro da cozinha, criando o conceito da cozinha ao seu próprio estilo, através da criação de receitas.

O que é curioso é que, desde sempre, a cozinha fora associada mais às mulheres do que aos homens; contudo, ainda existe muita discriminação no que diz respeito às mulheres no mundo laboral de uma cozinha, especialmente ao nível da “alta cozinha” em que os homens dominam!

Por exemplo, de acordo com uma notícia datada de 24 de Fevereiro de 2018, nPÚBLICO publicasse que em França, das 57 novas estrelas Michelin atribuídas em 2018, apenas duas foram para chefs mulheres; em Portugal, nenhuma chef foi premiada.

Ou seja, num mundo onde aparenta ser só de homens, há que servir inspiração a outras mulheres, levando a própria sociedade a pensar que a cozinha profissional também pode ser afinal um mundo de mulheres, onde elas sabem tão bem ou melhor liderar e criar do que os homens, não concordam?

Termino então, este pequeno texto, com algumas sugestões minhas para vos ajudar a inspirar na cozinha, caras leitoras deste blogue, e assim alegrar mais as horas que muitas vezes são mais rotineiras ou cansativas, seja para o vosso marido ou namorado, filho ou neto, podendo e devendo convidá-los sempre para vos ajudarem a confecionar aquela receita mais apetecível para todos aí em casa, bem como a tratarem de arrumar depois todos juntos a cozinha e a gozarem também a seguir todos juntos o tempo livre que virá a seguir, não será mais justo?
Cozinha - O Coração da Casa - www.wook.pt

Dia a Dia Mafalda - www.wook.pt
MasterChef - www.wook.pt
Cozinhar é um modo de amar os outros.
Mia Couto 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A LOTA NO BAIRRO

Finalmente abriu ao público, em Odivelas, um estabelecimento comercial especializado na venda de peixes: a Lota no Bairro!

A sua localização exata fica na Rua Guilherme Gomes Fernandes, n.º 5 B, estando sempre aberto durante os dias úteis às 9:30 – 13:30 e 15:30 – 19:30, enquanto que aos sábados é só às 9:30 – 13:00.
 Também a partir da respetiva página do Facebook poderão ter acesso a diversos tipos de informações, tais como o tipo de peixe fresco à venda num determinado dia/hora, possíveis promoções ou até exemplos de receitas culinárias a adotar: 

Portugal é atualmente o país da União Europeia com o maior consumo anual por pessoa pescado, e o terceiro do mundo, só ultrapassado pela Islândia e pelo Japão.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAQ) e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de pescado é benéfico para a saúde devido aos lípidos, proteínas e outros nutrientes como os ácidos gordos polinsaturados ómega-3 presentes na sua composição.
(fonte: livro “As espécies mais populares do mar de Portugal: num restaurante perto de si”, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica)

Todo o peixe, fresco ou congelado, é oriundo da maior plataforma logística agroalimentar em Portugal, ou seja, do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, S.A. – MARL.

E para garantir a máxima satisfação a todos os seus clientes, ainda existe a hipótese de se fazerem encomendas, e de um dia para o outro, através também do telefone 21 933 9776.

Por outro lado, está igualmente disponível, em loja, esta por sua vez com cerca de 4 meses de existência, todo um conjunto devidamente selecionado de Produtos Gourmet, sempre na intenção de proporcionar, a quem a visita, produtos da melhor qualidade e a um preço bastante adequado!

Acrescente-se ainda que, ao longo de várias prateleiras, estão expostos, por exemplo, os seguintes produtos: vinhos, conservas Minerva, especiarias, sal de Rio Maior.

Resumindo e concluindo: Lota no Bairro define-se como sendo um espaço extremamente acolhedor, usufruindo de uma decoração que eu caracterizo como sendo moderna e muito convidativa a entrar, para além do facto do próprio atendimento transmitir desde logo bastante simpatia e gosto pelo trabalho que ali é realizado! 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

BOLO DE CHOCOLATE COM CHANTILLY E PASTA DE AÇÚCAR - PARTE 3

No seguimento do texto publicado anteriormente (BOLO DE CHOCOLATE COM CHANTILLY E PASTA DE AÇÚCAR – PARTE 2), hoje apresento-vos então o terceiro e último vídeo acerca da receita filmada na minha cozinha do bolo de chocolate com chantilly e pasta de açúcar, incluindo:

– decoração final do bolo

Já agora, a receita utilizada para fazer a tal massa do bolo, foi retirada do livro Chocolate – A Arte e os Segredos, com a assinatura de Ana Sousa e Silva, com quem tive o prazer de conversar um pouco, no seu próprio espaço Com Cheiro a Chocolate, em Oeiras, devendo clicar na imagem abaixo de forma a ter acesso a essa mesma receita!

Algumas notas importantes a ter em conta aquando da utilização da intitulada pasta de açúcar:

– utilizar um bolo mais ou menos firme e algo húmido (desta vez utilizei bolo de chocolate, mas também costumo fazer bolo de iogurte que fica muito bem: ver a receita contida no seguinte link através da imagem abaixo)

– rechear e cobrir o bolo com um creme a gosto, não devendo ter recheio em demasia no caso de optar por uma só camada

– colocar a pré-cobertura (atençãoeu utilizei o chantilly porque o bolo era para ser consumido de imediato, caso contrário teria usado preferencialmente cremes que não necessitassem de frigorífico, tais como creme de manteiga ou ganache, já que os bolos decorados com pasta também não devem ir ao frigorífico; também se devem evitar frutas)

– reservar o bolo, por algum tempo, antes de ser coberto com pasta de açúcar

– espalhar, na mesa de trabalho, um pouco de farinha Maizena, ou então açúcar impalpável, que é uma mistura de açúcar em pó com farinha Maizena numa certa proporção, antes de estender a pasta com o rolo

– incorporar q. b. de CMC na pasta de açúcar, a fim de fazer modelagem, para a tornar mais maleável, elástica e seca mais depressa, servindo ao mesmo tempo de “cola alimentar” ao juntar-lhe um pouco de água


Para terminar toda esta série de vídeos, ainda vos deixo acima deste parágrafo, um outro ainda a respeito da mesma receita filmada, mas que aborda só a seguinte explicação:

– cobertura inicial do bolo com pasta de açúcar

Isto porque, existem sempre dúvidas, nunca sendo demais partilhar mais algumas ideias úteis com quem tiver interesse em aprender mais e melhor, conseguindo também surpreender possíveis convidados na sua festa de aniversário, por exemplo!
Por isso, depois contem-me como foi, sugerindo até partilharem algumas das vossas fotografias, boa ideia?

sexta-feira, 12 de maio de 2017

BOLO DE CHOCOLATE COM CHANTILLY E PASTA DE AÇÚCAR - PARTE 2

No seguimento do texto publicado anteriormente (BOLO DE CHOCOLATE COM CHANTILLY E PASTA DE AÇÚCAR – PARTE 1), hoje apresento-vos então o segundo vídeo acerca da receita filmada na minha cozinha do bolo de chocolate com chantilly e pasta de açúcar, incluindo:

– confeção do recheio e da cobertura do bolo

Já agora, devo acrescentar que a receita utilizada para fazer a tal massa do bolo, foi retirada do livro Chocolate – A Arte e os Segredoscom a assinatura de Ana Sousa e Silva, com quem tive o prazer de conversar um pouco, no seu próprio espaço Com Cheiro a Chocolateem Oeiras, devendo clicar na imagem abaixo de forma a ter acesso a essa mesma receita!

Pois quanto à receita do recheio e cobertura do bolo, temos que:

RECEITA NA CATEGORIA DE  SOBREMESA: Chantilly Caseiro

Ingredientes:
  • 400 ml de natas para bater
  • 100 g de açúcar fino
  • 1 colher de chá de aroma de baunilha
Confeção:
  1. Colocar as natas no frigorífico algumas horas antes de começar a confecionar a receita
  2. Bater as natas na velocidade máxima durante cerca de 2 minutos, para depois reduzir e juntar o açúcar, mas sem nunca parar de mexer
  3. Quando as natas começarem a ficar mais sólidas, juntar o aroma de baunilha e continuar a bater até chegar à consistência desejada, colocando depois no frigorífico até ser utilizado
Nota importante: para bater um chantilly impecável, tanto os ingredientes tal como os utensílios que irá utilizar deverão estar frios, evitando assim que o calor amacie a gordura da nata e esta por sua vez perca a consistência necessária.
E tal como podem verificar no final do vídeo acima, não se esqueçam de ficar atentos às próximas publicações a fim de terem acesso, assim que possível, ao terceiro vídeo relativo à decoração do mesmo bolo! 
Para finalizar, ainda posso chamar à atenção para reverem o Unboxing referente à batedeira elétrica utilizada nos dois vídeos então já publicados, a respeito da receita filmada:

quarta-feira, 10 de maio de 2017

BOLO DE CHOCOLATE COM CHANTILLY E PASTA DE AÇÚCAR - PARTE 1

No seguimento do texto publicado anteriormente (PARABÉNS MÃE!), hoje apresento-vos então o primeiro vídeo acerca da receita filmada na minha cozinha do bolo de chocolate com chantilly e pasta de açúcar, incluindo:

– descrição dos ingredientes e utensílios utilizados
– confeção da massa do bolo

Já agora, devo acrescentar que a receita utilizada foi retirada do livro Chocolate – A Arte e os Segredoscom a assinatura de Ana Sousa e Silva, com quem tive o prazer de conversar um pouco, no seu próprio espaço Com Cheiro a Chocolate, em Oeiras, devendo clicar na imagem abaixo de forma a ter acesso a essa mesma receita!

E tal como podem verificar no final do vídeo acima, não se esqueçam de ficar atentos à próxima publicação a fim de terem acesso ao segundo vídeo relativo à receita do mesmo bolo!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

OS LIVROS "À MESA COM A HISTÓRIA" E "ENQUANTO SALAZAR DORMIA..."

Tendo em conta que ontem foi o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela UNESCO em 1995, já que foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov, na continuação do texto imediatamente antes publicado, em tempos de comemoração do importante marco do que foi, para Portugal e os portugueses, a Revolução dos Cravos no dia 25 de abril de 1974, hoje decidi trazer-vos aqui duas grandes sugestões de livros que eu já li e recomendo

Em primeiro lugar, tendo em conta a imagem acima, recorde-se então, entre as páginas 266 e 277 contidas no livro “À mesa com a história” do autor Manuel Guimarães, editora Colares, como foi de facto a vida de António de Oliveira Salazar, promotor do então Estado Novo entre 1933 e 1974, tendo como ponte de partida o tão conhecido ditado popular:

Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és.
Homem discreto e reservado, que nunca fez qualquer dieta alimentar, tendo tido durante toda a sua vida uma só uma constipação e uma só broncopneumonia. Nunca pediu conselhos a ninguém e comia de tudo o que gostava, sempre segundo o olhar atento e discreto da sua governanta, cujo orçamento que lhe fazia chegar nunca podia ultrapassar da quarta parte do seu salário! 
Na maior parte das vezes, comia um só prato principal, alternando a carne com o peixe, e raramente acrescentava algum doce à sua refeição, apesar da sua preferência ser o pudim francês. Apreciava castanha-de-ovos, mas não café. 
Do Minho enviavam-lhe as primeiras lampreias e salmões pescados em cada ano; de Vila Real de Santo António vinham as laranjas; do Linhó chegavam as primeiras alfaces. Também pedia para que lhe enviassem alheiras de Mirandela, assim como diversos enchidos alentejanos. Nunca entrou num restaurante para comer, preferindo levar consigo em viagem algum tipo de farnel preparado meticulosamente pela sua governanta.

António de Oliveira Salazar nasceu, portanto, na zona de Beira Alta em 1889, tendo estudado no Seminário de Viseu, para depois passar para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Era um homem solteiro e solitário. A governanta era a Maria de Jesus que substituíra uma cozinheira que usava um fogareiro de petróleo. Ele habitou na Rua de Bernardo Lima, já depois de ter vivido em duas casas alugadas em Lisboa, mas em 1937, por razões de segurança, mudou-se para o Palácio de S. Bento. Raramente tinha convidados, mas os banquetes oficiais eram sempre dispostos na sala grande, cujo serviço era prestado pelo pessoal do Aviz Hotel, incluindo-se o próprio cozinheiro João Ribeiro!

Salazar detestava leite, mas adorava degustar queijos frescos de Tomar. Por outro lado, também era exigente com o “mise en scéne” em cada refeição, em que apesar de elogiar cada prato de comida, também apontava, se necessário, cada defeito, adorando ainda calcular tudo em escudos! Uma das suas irmãs chegava mesmo a dizer que:

“come pouco, prefere o peixe à carne, a fruta aos doces, os legumes aos ovos
 
O final de cada mês de abril era sempre passado em festa: entrou para o governo no dia 27 de abril e nasceu a 28 do mesmo mês. 
Ele detestava souflé ou qualquer outro tipo de cozinha elaborada, talvez devido ao facto de ter herdado uma quinta dos pais em Santa Comba Dão, donde recebia regularmente hortaliças, azeitonas, broa, pimentos, abóbora, figos e cerejas. Mas Maria de Jesus conseguiu instalar, com o devido consentimento do Presidente, dentro dos próprios jardins de S. Bento, uma capoeira e até várias hortas, apesar de ter de ser tudo “às escondidas”!

Acrescente-se ainda, que a sua governanta guardava consigo muitos livros de cozinha, fazendo de Salazar a sua “vítima”!

Ele comia sopa a todas as refeições: caldo verde, sopa de nabiças ou sopa de cebola. Maria de Jesus também costumava confecionar uma canja de ossos de perú e outra com as espinhas e barbatanas de bacalhau. E para além da torta de bacalhau desfiado ou do bacalhau à Salazar e do esparregado, o Presidente apreciava certas iguarias tipicamente portuguesas, tais como as sardinhas fritas com salada de feijão-frade ou com pimentos assados, nomeadamente na altura do verão, bem como o bacalhau assado com batatas a murro ou os bolinhos de bacalhau. Para finalizar, ainda havia a ginjinha caseira!

Em segundo lugar, de acordo com a imagem acima, por que não experimentarem a adquirir o livro “Enquanto Salazar dormia…” da editora Casal das Letras, pois tal como o próprio autor Domingos Amaral, nascido em 12 de outubro de 1967, afirma:

A vida é aquilo de que nos recordamos, ou seja, as grandes histórias que vivemos.

E se hoje falamos tanto acerca da chegada à Europa de milhares de migrantes e refugiados de barco – na sua maioria oriundos da Síria, Iraque e Afeganistão – tendo, sem dúvida, levantado imensas preocupações sobre aquela que já é considerada a maior crise migratória que assola a Europa desde a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente a propósito das várias situações de terrorismo que cada vez mais faz “tremer” cada um de nós, por que não recordar também Lisboa no ano de 1941, em que fora um autêntico oásis de tranquilidade num ambiente fustigado pelos horrores dessa época, em que refugiados chegavam aos milhares ao nosso país, enchendo-se Portugal de milionários e atrizes, judeus e espiões, em que Salazar permitia, mas vigiava tudo à distância!

Boas leituras, ficando à espera dos vossos comentários acerca destes ou de outros livros!

(fontes: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-08-29-Migrantes-ou-refugiados–A-distincao-e-importante-porque-as-palavras-importam-,

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O VERDADEIRO MUNDO DO CHOCOLATE!

Trabalhar bem o chocolate tem de ter os seus próprios segredos, sendo, antes de mais, uma arte, que consegue abrir portas ao mais puro e requintado prazer, no incrível momento em que se começa a trincar na boca algo capaz de nos fazer viciar!
E foram estas, entre outras questões, que me trouxeram até aqui, ao mais recente espaço Com Cheiro a Chocolate, com a assinatura de Ana Sousa e Silva, mais precisamente, passo a citar, na Rua Ernesto Veiga de Oliveira, em Oeiras.
Meus caros leitores, sejam, portanto, muito bem-vindos ao Verdadeiro Mundo Do Chocolate, na companhia da própria Ana Sousa e Silva na forma da seguinte entrevista:
Desde já, desejo-lhe as maiores felicidades, sendo um grande prazer estar aqui consigo, neste local mágico, donde já saíram, certamente, por aquela porta, várias pessoas ainda mais fascinadas do que quando entraram.
Por isso, muito obrigada por ter aceite este meu convite, para deixar levantar um pouco o véu acerca do seu projeto, bem como acerca de alguns dos segredos em torno do chocolate, de forma a nunca fazer perder o seu verdadeiro lugar de destaque em qualquer mesa que se preze. 

Aliás, tal como diz no seu livro Chocolate – A Arte e os Segredos: “um bom chocolate pode ser uma grande paixão”!
1) Está sempre a comer chocolates?
Ana Sousa e Silva: Isso seria a minha desgraça. Não, eu raramente como chocolate. Sou apaixonada por trabalhar chocolate, não por comer.
2) Por acaso já gostava de chocolates, quando ainda trabalhava no hospital de Lisboa?
Ana Sousa e Silva: Quando ainda trabalhava no hospital, apaixonei-me por decoração de bolos com pasta de açúcar. O chocolate apareceu uns anos mais tarde. 
3) E está arrependida de alguma coisa?
Ana Sousa e Silva: De nada J
4) Mas afinal de contas, como é que tudo começou?
Ana Sousa e Silva: Começou tudo porque tenho 3 filhos e sempre lhes fiz os bolos de aniversário. Quando descobri a pasta de açúcar, foi paixão à primeira vista. Na altura tinha um blog onde colocava as receitas que fazia (no céu da boca) e depois começaram os bolos e criei um blog separado para publicar os bolos que ia fazendo (no céu dos bolos). As coisas começaram a crescer sem que eu desse conta.
5) E desde então, o seu percurso tem sido algo programado ou simplesmente deixou ir acontecendo?
Ana Sousa e Silva: Nada tem sido programado.
6) E ao ser também mãe de três filhos, como é que eles a têm apoiado neste projeto?
Ana Sousa e Silva: O meu marido e os meus 3 filhos foram a base de toda a minha mudança. Sem o apoio incondicional que eles me dão nunca tinha deixado de trabalhar no hospital.
7) Já agora, o facto de ser mulher, já a levou alguma vez a sentir-se discriminada, por exemplo?
Ana Sousa e Silva: Ao longo de toda a minha vida, não me lembro de me sentir descriminada por ser mulher. 
8) Vamos agora imaginar que eu colocaria à sua frente uma bola de cristal: como é que a Ana se imagina daqui a alguns anos?
Ana Sousa e Silva: Não imagino. Como já lhe disse em cima, a minha vida vai correndo com a maré. O fantástico da vida é isso. A surpresa do caminho.
9) E como é que estamos atualmente em termos de especialistas na arte de trabalhar o chocolate em Portugal?
Ana Sousa e Silva: Temos alguns profissionais fantásticos.
10) Li algures que os portugueses são os que consomem menos chocolate na Europa: é verdade?
Ana Sousa e Silva: Será? Não faço ideia.
11) E por falar em história, qual será de facto a origem do chocolate e quais é que são os seus principais ingredientes e benefícios?
Ana Sousa e Silva: A história do chocolate está envolta em mistérios e segredos, mas o mais importante do chocolate é que ele tem o poder de deixar as pessoas felizes. Só isso já é muito importante.
12) Importava-se de dar a conhecer, aos caríssimos leitores deste blog, e porventura do seu livro, aquela receita com chocolate que, para si, é a mais especial?
Ana Sousa e Silva: O meu bolo de chocolate. Aquele que nunca pode faltar em mesas de festas.
 
RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Chocolate
Ingredientes:  
  • 250 g de açúcar
  • 6 ovos
  • 200 g de chocolate negro com pelo menos 50% de cacau
  • 200 g de manteiga
  • 100 g de farinha
  •  colher de chá de fermento em pó

Preparação:

  1. Bater os ovos com o açúcar durante cerca de 5 minutos.
  2. Derreter o chocolate e a manteiga.
  3. Juntar o chocolate e a manteiga derretida aos ovos batidos com o açúcar.
  4. Bater durante 30 segundos, ou até a mistura ficar homogénea.
  5. Juntar a farinha e o fermento em pó. Misturar bem.
  6. Forrar com papel o fundo de uma forma com 20 cm de diâmetro. Untar o papel vegetal. Não untar a parte lateral da forma, para que o bolo não abata no final da cozedura.
  7. Pré-aqueça o forno a 180 ºC e leve o bolo a cozer durante 45 a 50 minutos.

(receita presente no livro Chocolate – A Arte e os Segredos)
 
 
13) Para finalizar, se por acaso alguém quiser saber mais sobre si e/ou o seu espaço, que tipo de produtos e/ou de serviços é que disponibiliza neste momento?
Ana Sousa e Silva: Com cheiro a chocolate é uma sala de formação em Oeiras, direcionada para o ensino da decoração de bolos e pastelaria. Tem formações de um dia, acessíveis a quem está a começar e também para quem tem já alguma experiência.
Em conclusão, deixemo-nos apenas levar pela mais bela inspiração e cerremos as pálpebras, pois os cinco sentidos ficarão apuradíssimos e a postos de fazerem surgir, ainda que ingenuamente, algo sinónimo de perverso e antónimo de insatisfação ao mesmo tempo!
E estava eu, agradavelmente, tão bem sentada a conversar com a Ana, para, de repente, soltar um olhar de pasmo sobre as horas que, afinal, já tinham passado no relógio colocado à minha frente, muito embora, não fosse, de todo, o meu desejo mais premente… até ao próximo texto!