segunda-feira, 11 de junho de 2018

A maior Feira do Livro de sempre em Lisboa ainda está a decorrer!

Cada vez mais, um livro é um bem, fruto do consumismo imediato, pautado pelo nosso desejo ávido de obter depressa múltiplos conhecimentos numa dada matéria, mas que também pode ser visto como sendo um dado conjunto de palavras e/ou imagens que nos apela à maior sensibilidade interior e a uma vontade louca de tomar uma realidade que não é nossa!

De acordo com a história, a escrita foi sendo desenvolvida, sob diversos tipos de suporte: argila, pedra, pergaminho, papiro, papel; mas também sempre com a ideia de que a leitura deve ser cada vez mais «portátil».

Entretanto, com o aparecimento do computador, surge o fenómeno do «livro digital», com acesso a muito mais informação, numa era cada vez mais global e aliciante, sob o ponto de vista do uso das «novas tecnologias» e das atuais «redes sociais», no que toca a diferentes estilos de interação humana.

E se acha que já se perdera um pouco daquele encanto, relativo ao momento em que, enfim, se abrira um livro pela «primeira vez», ou o momento mágico em que se ía até à última página, só para descobrir quem afinal seria a personagem mais vilã da história, por que não passar pela Feira Do Livro em Lisboa, até ao próximo dia 13 de junho, para conhecer mais de perto o próprio autor dessa mesma história, pedindo-lhe um autógrafo ou uma selfie?!

Ainda há a possibilidade de assistir a vários tipos de lançamentos, debates a cargo da Fundação Francisco Manuel dos Santos juntamente com a Rádio Renascença, concertos de música, atribuição dos prémios Portugal Cookbook Fair 2018 e a Supper Stars Battleou, realização de showcookings na zona mais a norte, iniciativas no âmbito do Plano Nacional de Leitura

De quando em vez, pode passar pela área da restauração, para provar algum tipo de iguaria, aproveitando para descansar um pouco numa das esplanadas viradas para o Rio Tejo, ao mesmo tempo que deixa as suas crianças a jogarem xadrez, damas ou o jogo da glória

Acrescente-se ainda que a feira está pautada de personagens bem conhecidas por parte dos mais pequenos: Princesa Poppy, Moranguita, Alfa, a equipa do Zig Zag, Ruca, etc.

Pois bem: a intitulada Feira do Livro de Lisboa, se fizermos bem as contas, teve o seu início durante os anos 30 do século passado, tendo sido inaugurada na zona do Rossio; portanto, convido-o a passar pela exposição que procura retratar exatamente todo o decorrer da sua história, demonstrando o quanto tem crescido em termos de editores e livreiros, e consequentemente atraído em questão de público!

Desta forma, relativamente à edição do ano passado, somem-se os seguintes números, de acordo com o que fora referido pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Bruno Pacheco, aquando da apresentação da edição deste ano: mais oito pavilhões, mais 25 marcas editoriais, mais 3.000 metros quadrados

No entanto, a hora de encerramento entre segunda e quinta-feira passou das 23h00 para as 22h00, fazendo com que a intitulada “Hora H” – momento de descontos especiais – fosse antecipada uma hora.

Para finalizar, e tendo em conta que este texto não acaba aqui, pois tenciono retomá-lo dentro em breve, no sentido de dar a conhecer melhor, aos caríssimos leitores e seguidores deste blogue, qual é que foi a minha «experiência mais pessoal e enriquecedora», nomeadamente a ver com a minha passagem pela Feira do Livro no passado dia 31 de maio, donde tive a excelente oportunidade de conhecer pessoas que verdadeiramente me inspiram, deixo-vos agora qual foi a minha experiência ocorrida na edição do ano de 2017:

 

Para mais informações, por favor consulte:

http://feiradolivrodelisboa.pt/

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Dia Mundial dos Oceanos aliado à Alimentação Saudável e à Sustentabilidade do nosso próprio Planeta!

A celebração dos oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, realizada na cidade brasileira do Rio de Janeiro em 1992. Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos (World Ocean Day), tornando-se a data oficial.

Em primeiro lugar, os oceanos fornecem um meio de comunicação ao comércio global, em que a poluição mundial e o consumo excessivo de peixes têm causado drásticas reduções nas populações de diferentes espécies.
Por isso, vários países celebram a data, incluindo Portugal, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera.

A importância dos oceanos para a preservação das espécies e da biosfera é um dos vários factos destacados pelas Nações Unidas, que escolhe todos os anos um tema central para o debate de novas ideias e projetos de preservação e proteção dos oceanos, sendo “Prevenir a poluição com plástico e encorajar soluções para um mar mais saudável” o lema previsto para este ano!

Os oceanos ocupam dois terços da superfície da Terra, tendo por meio da interação com a atmosfera, litosfera e biosfera, um papel importante nas condições climatéricas do planeta. Por outro lado, os oceanos não são apenas o habitat de um vasto número de plantas e animais, mas também fornecem comida, energia, oxigénio e múltiplos recursos aos seres humanos.

Os oceanos são ainda o principal regulador térmico do planeta, absorvendo mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas atividades humanas.

Contra a economia sustentável do mar, são denunciadas atividades, tais como a “pesca ilegal, práticas agrícolas insustentáveis, a contaminação marinha e a destruição do habitat de espécies exóticas”. O prejuízo é ainda maior com problemas como “as alterações climáticas e a acidificação dos oceanos”.

Obviamente, que tudo o que comemos tem um impacto global na sustentabilidade do nosso Planeta, tornando-se necessário criar capacidade de suportar e manter todos os recursos comuns, ao mesmo tempo que se deve ter em conta a restauração dos mesmos, pela capacidade de reabastecer e de fazer progredir esses mesmos recursos.

Por outro lado, podemos sempre procurar bons ingredientes para preparar os nossos pratos, mas também procurar minimizar o impacto que isso pode ter nos alimentos que vêm do mar, ou seja: usamos porções menores de peixe e marisco, compensando a refeição com, por exemplo, mais vegetais!

Já agora, o salmão é um peixe altamente consumido porque, além de saboroso, é indicado como uma fonte rica em gorduras boas, como o ómega 3, essencial para o cérebro ou sistema cardiovascular; porém é «vítima dos tempos modernos», ou seja, há, por um lado, a poluição dos oceanos e, por outro, uma produção em massa. Nos dois cenários, ambos os animais se transformam ao longo do tempo, perdendo qualidades e ganhando perigos ao mesmo tempo, que deixam de ser só deles, porque existe uma cadeia alimentar, onde o Homem está no fim!

Acrescente-se ainda o facto de que os descobrimentos portugueses foram, de facto, o conjunto de conquistas realizadas pelos portugueses em viagens e explorações marítimas entre 1415 e 1543, que deram um contributo essencial para delinear o mapa do mundo, impulsionados pela procura de alternativas às rotas do comércio no Mediterrâneo

Assim, os portugueses foram igualmente responsáveis por importantes avanços da tecnologia e ciência náutica, cartografia e astronomia, desenvolvendo os primeiros navios capazes de navegar em segurança em mar aberto no Atlântico. 

Por exemplo, Vasco da Gama inaugura o caminho marítimo para a Índia e, a partir da costa do Malabar, os portugueses descobrem e dominam (embora enfrentando ataques constantes) as zonas produtoras da pimenta, da noz-moscada, da canela, da maça, do cravinho e do gengibre.

Por curiosidade, o termo especiaria (do latim species), a partir dos séculos XIV e XV na Europa Ocidental, designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados. Isto deve-se à presença de óleos essenciais. O seu uso distingue-as das ervas aromáticas, das quais são utilizadas principalmente as folhas.

Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias são utilizadas em farmácia, na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos. Historicamente, esses múltiplos usos deram lugar a disputas entre as corporações – os especieiros e os boticários.

E eis que a alimentação saudável e a necessidade de adotarmos novos hábitos e mentalidades além fronteiras se unem ao tema deste ano aliado ao dia mundial dos oceanos e à sustentabilidade do nosso próprio planeta, aproximando-se também a passos largos o… Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas: 10 de junho!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Jardim do Príncipe Real e o Mercado Biológico mais antigo de Lisboa!

O Jardim do Príncipe Real, situado perto do Bairro Alto, em Lisboa, fora construído em meados do séc. XIX, cujo Mercado Semanal de Produtos de Agricultura Biológica é um dos muitos eventos que continua a realizar-se aos sábados, entre as 8h e as 14h, sobre o qual tratarei de desenvolver num próximo texto deste blogue!
Desta forma, existe à disposição de qualquer um de nós, uma imensa variedade de produtos hortofrutícolas, bem como de cereais, azeite, pão, vinho, etc. Esta mesma iniciativa resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Agrobio, tendo-se assim a garantia de que tudo é produzido de acordo com os devidos critérios da agricultura biológica!

Por outro lado, ao último sábado de cada mês e a segunda feira seguinte, entre as 9h e as 18h, junta-se, na mesma zona, a intitulada Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato, organizada pela Junta de Freguesia da Misericórdia. 

E ainda existe o Reservatório de Água da Patriarcal, podendo ser visitado aos sábados e domingos, entre as 10h e as 17h30, tal como a Galeria do Loreto, que por sua vez é capaz de nos fazer transportar até aos Jardins de São Pedro de Alcântara, através de um caminho subterrâneo, sendo até possível marcar, neste caso, visitas guiadas, de acordo com as informações existentes no seguinte site:

Por tudo isto, eu convido-vos então a passarem por lá, sugerindo irem de metro até ao Largo do Rato, para depois caminharem ao longo da rua da Escola Politécnica, rumo em primeiro lugar à esplanada do Quiosque que se encontra logo à entrada do mesmo jardim, para aí tomarem um saboroso café acompanhado de um saudoso Pastel de Nata, imediatamente antes de desfrutarem do monumental e secular Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica), com mais de 20 metros de diâmetro! 

Já agora, quanto ao próprio nome “Jardim do Príncipe Real”, ainda de acordo com o site da wikipédia, por acaso sabiam que, oficialmente, o mesmo espaço fora designado, em 1915, por “Jardim França Borges”, quando ali colocavam um busto dedicado a este jornalista republicano em sua homenagem? 

E não se esqueçam de apreciar também os envolventes palacetes, testemunhos da então Lisboa romântica!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Era uma vez um Cupcake de Chocolate e um Cupcake com cobertura de Leite Condensado...

Que tal comemorarmos o Dia Mundial da Criança de uma forma diferente? A minha sugestão é a de reunirmos os mais pequenos e irmos todos juntos para a cozinha preparar dois tipos de cupcakes: cupcakes de chocolate e cupcakes com cobertura de leite condensado!

Já agora, cupcake é um pequeno bolo designado para servir uma única pessoa, tendo sido mencionado pela primeira vez no ano de 1796, aquando de uma anotação de receita de “um bolo para ser assado em pequenas xícaras“, ao ser escrito em “Culinária Americana”, por Amelia Simms.

Em 1996, foi aberta a primeira cupcakeria em Nova York, aumentando a sua popularidade também com a ajuda da realização de alguns filmes, tais como: O Diabo Veste Prada, Mulheres Perfeitas e Sex and the City; unindo, assim, confeiteiros e fãs de gastronomia!

O cupcake popularizou-se, portanto, ganhando espaço em todo o tipo de festas infantis, mas também em casamentos, por exemplo. Mesmo assim, ainda existe uma certa confusão entre o cupcake e o muffincuja principal diferença está na massa, pois a textura da massa do cupcake é mais leve, similar à de um bolo macio, ficando este mesmo assunto para um próximo texto no meu blogue. 

RECEITAS NA CATEGORIA DE SOBREMESAS:
  • Cupcake com cobertura de Leite Condensado

Ingredientes: 

Massa: 

  • 1 ½ chávena de chá de açúcar
  • 150 g de manteiga amolecida
  • 3 ovos
  • 2 chávenas de chá de farinha
  • 1 chávenas de chá de leite
  • 1 colher de café de aroma de baunilha
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio 

Cobertura: 

  • 1 lata pequena de leite condensado cozido de compra

Confeção: 

1) Na batedeira, em velocidade média, bater a manteiga com o açúcar até ficar cremoso, para depois acrescentar os ovos, um a um

2) Verter o aroma de baunilha, a farinha de trigo e o leite, batendo tudo novamente até ficar  uma massa homogénea, seguindo-se o fermento e o bicarbonato de sódio. 

3) Colocar o preparado anterior em forminhas de papel, por sua vez dentro de formas indicadas para cupcakes, e levar tudo ao forno a 180ºC, cerca de 30 minutos, para depois, quando arrefecerem completamente, cobrir tudo a gosto com o tal leite condensado cozido, com a ajuda de um bico de pasteleiro. 

  • Cupcake de Chocolate

Ingredientes:

Massa:

  • 2 ovos
  • 1/2 chávena de chá de açúcar
  • 1 chávenas de chá de farinha
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 1/2 chávena de chá de chocolate em pó
  • 1/2 chávena de chá de leite
  • 1 colher de sopa de fermento em pó 

Cobertura:

  • 1 embalagem de chantilly de compra

Confeção:

1) Na batedeira, colocar o açúcar e a manteiga, batendo bem, para depois juntar o chocolate em pó e bater novamente. 

2) Acrescentar os ovos, um a um, batendo bem depois de colocá-los, para depois acrescentar a farinha peneirada com o fermento e o leite alternadamente. 

3) Colocar o preparado anterior em forminhas de papel, dentro de formas próprias para cupcakes, e leve para assar no forno a 180ºC, cerca de 30 minutos, para, no final, quando arrefecerem completamente, decorar tudo a gosto com o tal chantilly de compra.  

Vamos lá?

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A História e a Receita Original de "Bacalhau à Gomes de Sá"!

Bacalhau à Gomes de Sá é um dos pratos tradicionais da culinária portuguesa que recebe o nome do seu próprio criador, da autoria de José Luís Gomes de Sá Júnior, que nasceu no Porto a 7 de Fevereiro de 1851 e que faleceu no ano de 1926. 
Negociante de bacalhau, sediou o seu negócio num armazém da Rua do Muro dos Bacalhoeiros, na Ribeira do Porto, tendo vendido a receita ao seu colega e amigo João, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, localizado na Travessa dos Congregados, na cidade do Porto

A receita original propõe que o bacalhau seja cortado em pequenas lascas amaciadas em leite durante cerca de uma hora e meia a duas horas e que seja cozinhado com azeite, alho, cebola, acompanhado com azeitonas pretas, salsa e ovos cozidos.
Já agora, sabiam que o bacalhau à Gomes de Sá foi um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa?

Este é então um prato originário e típico da cidade do Porto, normalmente acompanhado com Vinho verde tinto ou Vinho do Douro tinto, sendo ao mesmo tempo de preparação relativamente simples e rápida.
Por ser muito apreciado, é um prato que tem também impacto em todo o território português, bem como no Brasil, graças à imigração portuguesa pós-colonial, sobretudo depois dos meados do século XIX

Tais portugueses, vindos maioritariamente do norte daquele país, trouxeram consigo a sua rica gastronomia, de tal modo que este e outros pratos de bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) são consumidos no Brasil (em que o azeite também é um componente omnipresente nessas receitas gastronómicas), como herança cultural das povoações do Norte de Portugal

Por essa razão, o Consul do Brasil no Porto, em 1988, João Frank da Costa, decidiu homenagear o criador da receita, José Luís Gomes de Sá Júnior, mandando colocar uma placa na parede da casa onde nasceu, na Rua do Muro dos Bacalhoeiros. 
Em vários mercados do Brasil, o bacalhau é vendido como Bacalhau do Porto, devido a esta história relacionada com o Bacalhau à Gomes de Sá, o que, muitas vezes, confunde as pessoas, que acabam por pensar que o bacalhau é pescado no Porto.

 A receita original de José Luís Gomes de Sá

Gomes de Sá era um comerciante da cidade do Porto nos finais do século XIX. A ele, se deve esta receita de bacalhau que terá sido criada com os mesmos ingredientes (à exceção do leite) com que, semanalmente, fazia os bolinhos de bacalhau que deliciavam os amigos. 

Com efeito, os ingredientes são os mesmos, mas a receita resulta de uma confeção mais cuidada e de maior requinte, suprimindo a farinha, escalfando o bacalhau no leite, realçando o gosto com a cebola alourada às rodelas e passando o ovo a ser cozido. 
E a mistura dos vários elementos com azeite e a ida ao forno para homogeneizar os sabores concebeu um novo prato: o «Bacalhau à Gomes de Sá».

Alguns conselhos úteis:

  • Devem-se escolher alhos, batatas, cebolas, salsa e azeitonas de boa qualidade: caseiros ou de agricultura biológica, de crescimento lento. Bem como ovos de galinhas caseiras ou de agricultura biológica.
  • Deve-se também escolher leite magro e não leite meio-gordo ou leite gordo, para não ser enjoativo, no amaciamento das lascas de bacalhau.
  • O bacalhau tem de ser sempre bacalhau-do-atlântico, Gadus morhua, de postas grossas, de salga lenta e cura amarela.
  • O azeite deve ser de muito boa qualidade para se obter o sabor original da receita, que tem sido desvirtuada nas últimas décadas, pela maioria dos restaurantes, com receitas que se afastam da original e/ou que utilizam ingredientes com pouco qualidade orgânica, bem como são muitas vezes publicitadas nos «mass media» e nas redes sociais, levando o consumidor comum a confundir essas falsas receitas.

Ingredientes (segundo a receita original de José Luís Gomes de Dá Júnior):

  • postas de bacalhau demolhado
  • batata
  • dentes de alho
  • cebolas
  • ovos cozidos
  • azeite q.b.
  • salsa q.b.
  • azeitonas pretas a gosto
  • leite magro q.b.

Confeção (segundo a receita original de José Luís Gomes de Sá Júnior):

Pega-se no bacalhau demolhado e deita-se numa caçarola. 
Depois, cobre-se tudo com água a ferver, e, depois, tapa-se com uma baeta grossa ou um pedaço de cobertor e deixa-se, então, assim, sem ferver, durante 20 minutos.  

A seguir, ao bacalhau que está na caçarola e que devem ser 2 quilos pesados em cru, tiram-se-lhe todas as espinhas e faz-se em lascas e põe-se num prato fundo, cobrindo-se com leite quente, deixando-o, em infusão, durante uma hora e meia a duas horas. 
Depois, em uma travessa de ir ao forno, deita-se três decilitros de azeite fino do mais fino (isto é essencial), quatro dentes de alho e oito cebolas a alourar.  
Ter já dois quilos de batatas (cortadas, à parte, com casca) às quais se lhes tira a pele e se cortam às rodelas da grossura de um centímetro e bota-se as batatas mais as lascas do bacalhau, que se retiram do leite.  

Põe-se, então, na mesma travessa, no forno, deixando-se ferver tudo, por dez a quinze minutos. 
Serve-se, na mesma travessa, com azeitonas grandes pretas, muito boas, e mais um ramo de salsa muito picada e rodelas de ovo cozido. Deve-se servir bem quente, muito quente.”

A receita é retirada de um manuscrito, atribuído ao próprio José Luís Gomes de Sá, que teria vendido a receita a um seu colega e amigo, João, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, localizado na Travessa dos Congregados, na cidade do Porto, com a deliciosa nota: “João, se alterar qualquer coisa, já não fica capaz“. 
O aviso de que “Deve-se servir bem quente, muito quente” também tem de ser sempre, impreterivelmente, cumprido, para que o prato tenha qualidade!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Uma Receita de Bacalhau e sem Glúten!

Ai que o verão está a quase a chegar e as férias também!
Mas enquanto isso não acontece, que tal prepararmos uma saborosa e saudosa salada de bacalhau, quer seja para levar para o trabalho, quer seja para organizar um maravilhoso e divertido piquenique em família ao ar livre?

Entretanto, espero que aprovem esta minha decisão de escolher ao mesmo tempo uma receita sem glúten, de forma a tornar-se também mais saudável para todos, para além de ser bastante prática e fácil de preparar em casa!

Já agora, as refeições transportadas em frascos preservam todo o seu sabor, bastando transportar o respetivo molho num frasco à parte!

A saber:

A dieta sem glúten é uma dieta que exclui o glúten, uma mistura de proteínas que se encontram naturalmente no endosperma da semente de cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, a cevada, e o centeio, incluindo todas as suas espécies e híbridos (como a espelta, o trigo de Khorasan e o triticale). 
 
O glúten é capaz de causar problemas de saúde em portadores de doenças relacionadas ao glúten, que incluem a doença celíaca, a sensibilidade ao glúten não-celíaca, a ataxia por glúten, a dermatite herpetiforme e a alergia ao trigo. Nesses pacientes, a dieta sem glúten tem se demonstrado um tratamento efetivo. Além disso, pelo menos em alguns casos, a dieta sem glúten pode melhorar os sintomas gastrointestinais e/ou sistêmicos em outras doenças, como na síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, esclerose múltipla ou enteropatia do HIV.

Mas atenção:

As proteínas do glúten apresentam um baixo valor nutricional e biológico e os grãos que contêm glúten não são essenciais para os seres humanos. Porém, uma seleção desorganizada de alimentos e uma escolha incorreta de produtos sem glúten na alimentação, podem levar a certas deficiências nutricionais. A substituição de cereais contendo glúten por farinhas sem glúten em produtos comerciais tradicionalmente produzidos com trigo ou outros cereais contendo glúten, pode levar a uma menor ingestão de alguns nutrientes, como ferro e vitaminas do complexo B. Alguns produtos sem glúten vendidos no mercado não são enriquecidos/fortificados como os alimentos similares com glúten e, frequentemente, apresentam maior teor de lipídios e carboidratos.  

Apesar de serem altamente recomendadas para celíacos, as dietas sem glúten têm sido alvo de estudos. Uma recente pesquisa descobriu que pessoas que adotaram dieta glúten free possuíam níveis mais elevados de mercúrio e arsênico decorrente da contaminação dos campos de produção de arroz (principal substituto do glúten).
Em conclusão:

Uma dieta sem glúten deve ser baseada, naturalmente, em alimentos sem glúten com um bom equilíbrio de micro e macronutrientes. Carne, peixe, ovos, legumes, castanhas, frutas, vegetais, batatas, arroz e mandioca são todos apropriados. Se produtos sem glúten comercialmente preparados forem utilizados, é preferível que se escolham formas enriquecidas ou fortificadas com vitaminas e minerais. Além disso, uma alternativa saudável a esses produtos são os pseudocereais (como a quinoa, o amaranto e o trigo sarraceno), que têm um alto valor nutricional e biológico.
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salada de Bacalhau
Ingredientes:
  • 500 g bacalhau demolhado
  • 300 g favas congeladas pequenas
  • sal, azeite e pimenta q. b.
  • 1 ramo de salsa
  • 1 cenoura
  • 2 dentes de alho
  • 1 cebola
  • 10 tomates cherry
  • 40 g azeitonas pretas cortadas às rodelas

Confeção:

1) Cozer o bacalhau, as favas e as cenouras cortadas às rodelas finas, durante cerca de 15 minutos.

2) Retirar a pele e as espinhas ao bacalhau, para depois ser desfeito em lascas e reservar.

3) Retirar a pele às favas e reservar.

4) Reservar as cenouras. 

5) Laminar a cebola e descascar os alhos e reservar.

6) Fazer o molho: picar a salsa, juntamente com os alhos, o azeite e o sal e pimenta a gosto; reservar.

7) Servir no prato, ou então distribuir por vários frascos de vidro individuais, de forma a levar para o trabalho, em função das seguintes camadas: dispor primeiro as rodelas de cenoura, depois as favas descascadas, o bacalhau disposto em lascas, os tomates cherry cortados ao meio, as azeitonas às rodelas e a cebola laminada, de forma a regar tudo por cima com o molho reservado.

Local de compra do ingrediente principal, o bacalhau, do qual falarei em maior pormenor, num próximo texto aqui no blog: