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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Sorteio de um Cabaz de Produtos Biológicos!

E na continuação do texto publicado anteriormente, o Blog Cozinha Com Rosto, em parceria com Coisas de Feltro e a Empresa Alcobio, decidiram juntar-se para oferecer 1 cabaz recheado de produtos biológicos, com a seguinte constituição:

  • Eco Bag 100% Algodão, que pode ser usada na mão, no braço ou no ombro e com a assinatura de Coisas de Feltro
  • Cartão com a descrição da receita “Creme de Abóbora com Couve” selecionada pelo Blog Cozinha Com Rosto
  • Ingredientes necessários à confeção da receita enunciada acima fornecidos pela Empresa Alcobio

Vamos, portanto, comemorar juntos estes 2 anos intensos de Blog, porque as prendas, tal como já tinha referido no outro texto anteriormente publicado, vão para 1 dos meus caros leitores, só tendo de preencher o Formulário abaixo com as seguintes Regras:

  1. Ser residente em Portugal Continental;
  2. O sorteio tem início a 18 janeiro de 2019 a partir das 10h e termina a 21 de janeiro de 2019 até às 24h;
  3. Subscrever a Newsletter do Blog Cozinha Com Rosto por email (colocar endereço de email utilizado na resposta do formulário)
  4. Ser seguidor do Blog Coisas de Feltro (colocar nome de utilizador na resposta do formulário)
  5. Gostar das páginas do Facebook Cozinha Com Rosto e Coisas de Feltro (colocar nomes de utilizador na resposta do formulário)
  6. Seguir as redes sociais Instagram Cozinha Com Rosto e Coisas de Feltro (colocar nomes de utilizador na resposta do formulário)
  7. Partilhar de forma pública este sorteio na rede social Facebook (colar o link da partilha na resposta do formulário)
  8. O vencedor será sorteado via Random.org, sendo depois contactado por email, para se combinar a entrega do prémio no Mercado Biológico do Príncipe Real em Lisboa, tendo 48 horas para o fazer, caso contrário será nomeado outro vencedor

Boa Sorte a todos!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PURO, o conceito ideal para ser rápido, barato e saudável!

O restaurante PURO foi um projeto que abriu em Lisboa com a assinatura do conhecido Chef António Amorim, no passado dia 17 de outubro, mas que durou cerca de dois anos e meio até ser concretizado, tendo em conta as necessidades do mercado mais atual no que toca ao mais saudável e mais amigo do ambiente!
E assim temos um espaço apto a colocar à disposição de quem entra, de segunda a sábado, entre as 7h e as 20h, diversos tipos de opções, no que toca a pequenos-almoços, almoços ou lanches, para além de um simples sumo ou creme do dia, mas sempre baseados nos produtos mais frescos existentes no mercado, bem como à utilização mínima de açúcar do tipo refinado, produtos com glúten e ainda demasiado calóricos!

«Nós abrimos a 17 de outubro, é recente, mas durou 2 anos e meio a concretizar este projeto (…) fomo-nos então adaptando agora à atualidade, porque, há 2 ou 3 anos atrás, a realidade ao nível do saudável era uma e atualmente é outra (…) tivémos de aprofundar mais hoje em dia as necessidades do mercado e é isso que nós estamos a implementar aqui» (Chef António Amorim)

«Temos um vasto leque de opções de cafetaria e doces: entre bolachas, cookies, biscoitos, bolos de fatia; vamos diversificando diariamente. Temos 2 ou 3 produtos como base, temos o bestseller, uma procura intensiva pelo produto, e vamos criando coisas novas diariamente, também conforme nos aparece ao nível de produto fresco no mercado, caso consigamos transformar isso num mais doce de referência.
 
Depois temos um menu de sumos e smothies, com a escolha do cliente, mas com decomposições distintas, e que vamos experimentando sempre um deles (…) e que não levam açúcar (…) temos sempre o sumo do dia, um creme sem batata também diferente todos os dias» (Chef António Amorim) 
 «Depois temos uma área de “grab and go”, para quem está com mais pressa: está pronto e vamos pondo durante o dia, conforme as horas de maior procura, 3 variedades de sanduiches, 4 variedades de saladas, uma salada de fruta e outra de fruta tropical. Fruta fresca e iogurte, pode-se conjugar isso com um pequeno almoço, para um lanche ou um brunch, depende da opção de cada um, mas entre as compotas, as composições são apenas de 10% de açúcar, não sendo açúcar refinado, granolas, tudo isso é feito cá.
Temos a área de showcooking, que é mais à hora de almoço, em que podem escolher uma massa, uma quinoa ou um grão, um molho dentro do saudável, sempre a abóbora assada com tomilho, azeite extra-virgem com ervas frescas, ou cogumelos com soja, não há adição de natas, e outras coisas demasiado calóricas, depois escolhem 3 ingredientes que vai variando conforme também a oferta maior o mercado» (Chef António Amorim) 
Acrescente-se ainda que existe a possibilidade de se adquirirem bolos inteiros para efeitos de revenda, pois é algo que ainda não está muito disponível no mercado, mas que tem vindo a crescer.
 
E no que diz respeito ao pão que está à venda nas prateleiras, todo ele é cozido em forno de lenha, ou então surgido através da intitulada massa-mãe, de forma a evitar, lá está, a farinha de trigo! 
Por último, no projeto PURO existe igualmente uma vertente social e ecológica, relacionando-se sobretudo com a parte do papel e do tipo de embalagens que é utilizado, como o vidro ou o papel reciclado.
Já agora, no caso do cliente em questão não ter muito tempo para tomar a sua refeição no local, que engloba uma zona interior e uma zona exterior, com acesso a uma pequena esplanada, pode usufruir do serviço “take away“, apesar de lhe ser cobrada uma certa taxa no caso da aquisição das tais embalagens de vidro, obviamente devolvida aquando da sua devolução em loja. 
«Creio que numa fase mais à frente (…) vamos abrir à noite, num registo diferente no serviço ao cliente e num tipo de produtos e ofertas mais amplas (…) também há a previsão para o brunch, ao sábado: são coisas que vão aparecer gradualmente, para perceber também qual é que é o público. 
 
Agora, temos tido opiniões diversas, muita procura para estarmos noutros cantos da cidade, mas isso nós não conseguimos fazer atualmente (…) numa fase num outro registo, a nível empresarial (…) agora é focarmo-nos neste, solidificarmos a marca, não desvirtuar o conceito, e sermos cada vez mais eficientes» (Chef António Amorim) 

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Já abriu o Mercado Biológico Alfazema na Urbanização Colinas do Cruzeiro em Odivelas!

De acordo com o site oficial da Câmara Municipal de Odivelas, conta-se que:
 
«D. Dinis tinha o hábito de deslocar-se à noite a Odivelas ao Mosteiro de S. Dinis e certa noite, sabendo a rainha do que se passava resolveu esperá-lo e quando o rei fazia o seu percurso para o encontro, a rainha interpelou-o e eis que proferiu as seguintes palavras: “- Ide vê-las senhor.” Pelo que, segundo a lenda, a expressão “Ide vê-las”, por evolução, terá dado o nome a Odivelas. Zona essencialmente residencial, Odivelas tornou-se, a partir de meados dos anos 60 do século XX, numa das freguesias mais populosas ao nível de todo o país e até da Europa, cobrindo cerca de 18 km² de área, com uma população perto de 80 mil habitantes.»
E realmente, Odivelas cresceu muito e está ligada à capital por metro, tendo cada vez mais comércio diferenciador no mercado, cujo bairro em questão, Colinas do Cruzeiro, continua a ser bastante requisitado, sendo a urbanização muito moderna e de arquitetura e design de interiores bastante apelativa, para além de se situar muito perto de Lisboa e de ter tudo ao alcance da porta para quem lá vive. 

O novo supermercado biológico, que abrira há cerca de dois meses, na Urbanização Colinas do Cruzeiro, em Odivelas, é também um café com esplanada, sendo, ao mesmo tempo, o segundo espaço da marca Mercado Biológico Alfazema, em que o primeiro já tinha sido aberto durante o ano de 2014, na zona da Estrela, em Lisboa.

E claro que, ao usufruirmos de um conjunto cada vez mais vasto de informações, temas como a agricultura biológica levam a que se partilhe um grande número de experiências e avaliações de certos produtos ou marcas, o que amplia o poder na tomada de decisão de compra por parte dos consumidores!
Atualmente, começa a notar-se que se valorizam mais as características dos alimentos, tais como o sabor e a qualidade nutricional, esperando-se que, com o tempo, se consiga influenciar a própria intensidade de produção dos mesmos, dando origem a novos movimentos de ordem económica, social, cultural e política, por isso concordo com o facto de se continuarem a promover determinadas práticas saudáveis e sustentáveis no nosso quotidiano!

Segundo Mário Rosário, o proprietário, a abertura desta loja em Odivelas surgira como uma grande oportunidade de expansão para a sua marca, partindo-se do pressuposto de que se vai gerindo a ideia de acordo com o bairro onde está instalado, e não a pensar numa localização industrial, ou seja, normalmente, estes tipos de negócios surgem integrados em comunidades, onde o mais importante é a tal ligação que se cria com as pessoas mais próximas. 
Por outro lado, praticamente só existirão supermercados biológicos na linha de Lisboa e de Cascais, querendo isto dizer que, numa linha como a de Odivelas, Loures e Amadora, a prioridade máxima será a de tentar dar resposta às pessoas que nela habitam, no sentido de se tornar numa boa solução em termos de uma alternativa mais próxima e sem grandes preocupações! 
No que diz respeito ao tipo de produtos expostos:
 
«O mercado cá, ainda está bastante incipiente, está no princípio, isto não é uma moda, é uma tendência, portanto irá crescer naturalmente; mas tem de crescer ainda significativamente, para puder responder à oferta e à procura que existe. 
Eu, por exemplo, no princípio do ano até à Páscoa, ainda trabalho com maçãs e pêras nacionais, mas a partir daí, já não há, temos de esperar outra vez pelo verão (…) os produtos hortícolas podem sair durante todo o ano, mas a fruta, como ainda não é suficiente para a procura, ainda não está a fazer o ano, porque ela é apanhada, nós começamos por comercializá-la próximo das colheitas, e depois, toda aquela que não é consumida no imediato é conservada no frio e vamos continuando a consumir, o facto é que a quantidade que existe ainda não cobre o ano todo e portanto, neste momento, tudo quanto é pêras, maçãs (…) já não há, temos que importar (…) são coisas que fazem parte de um cabaz de alimentos e que é difícil não ter.» 
Desta forma, neste estabelecimento, poderá encontrar-se uma grande variedade de  frutas, legumes, carne e peixe frescos, tudo biológico, entre outros artigos de mercearia ou ainda cosméticos e produtos de limpeza, com uma forte aposta no que é nacional! 
Porém, quando há necessidade de se diversificar a oferta existente, acrescenta Mário Rosário que «não se deixa de ir buscar lá fora aquilo que não há cá dentro».
Informo também que o seu horário de funcionamento é entre as 9h e as 20h, de segunda-feira a sábado.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Jardim do Príncipe Real e o Mercado Biológico mais antigo de Lisboa!

O Jardim do Príncipe Real, situado perto do Bairro Alto, em Lisboa, fora construído em meados do séc. XIX, cujo Mercado Semanal de Produtos de Agricultura Biológica é um dos muitos eventos que continua a realizar-se aos sábados, entre as 8h e as 14h, sobre o qual tratarei de desenvolver num próximo texto deste blogue!
Desta forma, existe à disposição de qualquer um de nós, uma imensa variedade de produtos hortofrutícolas, bem como de cereais, azeite, pão, vinho, etc. Esta mesma iniciativa resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Agrobio, tendo-se assim a garantia de que tudo é produzido de acordo com os devidos critérios da agricultura biológica!

Por outro lado, ao último sábado de cada mês e a segunda feira seguinte, entre as 9h e as 18h, junta-se, na mesma zona, a intitulada Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato, organizada pela Junta de Freguesia da Misericórdia. 

E ainda existe o Reservatório de Água da Patriarcal, podendo ser visitado aos sábados e domingos, entre as 10h e as 17h30, tal como a Galeria do Loreto, que por sua vez é capaz de nos fazer transportar até aos Jardins de São Pedro de Alcântara, através de um caminho subterrâneo, sendo até possível marcar, neste caso, visitas guiadas, de acordo com as informações existentes no seguinte site:

Por tudo isto, eu convido-vos então a passarem por lá, sugerindo irem de metro até ao Largo do Rato, para depois caminharem ao longo da rua da Escola Politécnica, rumo em primeiro lugar à esplanada do Quiosque que se encontra logo à entrada do mesmo jardim, para aí tomarem um saboroso café acompanhado de um saudoso Pastel de Nata, imediatamente antes de desfrutarem do monumental e secular Cedro-do-Buçaco (Cupressus lusitanica), com mais de 20 metros de diâmetro! 

Já agora, quanto ao próprio nome “Jardim do Príncipe Real”, ainda de acordo com o site da wikipédia, por acaso sabiam que, oficialmente, o mesmo espaço fora designado, em 1915, por “Jardim França Borges”, quando ali colocavam um busto dedicado a este jornalista republicano em sua homenagem? 

E não se esqueçam de apreciar também os envolventes palacetes, testemunhos da então Lisboa romântica!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Be Happy!!

Ainda sobre o dia de ontem, 18 de janeiro, o Dia Internacional do Riso, neste dia procura-se chamar à atenção para a importância de rir, pois o riso é um comportamento humano que traz muitos benefícios ao nível do nosso bem-estar físico e mental, como por exemplo e de acordo com www.calendarr.com

– Redução do stress
– Queima de calorias
– Melhoria da qualidade de sono
– Fortalecimento abdominal
– Combate ao surgimento de rugas
– Melhor circulação sanguínea
– Melhor respiração
– Melhoria da digestão
– Fortalecimento do sistema imunológico
– Estímulo da criatividade
– Criação de laços com outras pessoas

Por outro lado, tal como também se pode ler no texto Rir é o melhor remédio, da autoria de Fernando Ilharco, datado de 30 de julho de 2017, em http://www.cmjornal.pt:
 Não é intuitivo, mas a origem do riso é alimentação. Sentimo-nos bem quando rimos e sentimo-nos bem quando comemos. São milhões de anos de evolução, de processos complexos, e o riso assenta de facto nos mesmos processos corporais que a alimentação.” 

E ainda, tal como está igualmente escrito no livro Amar, rir e comer: E outros segredos de longevidade do povo mais saudável do planeta, por Dr. John Tickell, da editora Valentina, onde “conta o segredo da vida longa: MODERAÇÃO. Moderação em tudo, exceto no amor, no riso, no peixe e nos vegetais, claro”: 

“Uma boa comida é uma das grandes alegrias da vida. Dignifica reuniões de família e todo tipo de encontros e celebrações.”

A intitulada Terapia do Riso, apesar de milenar no oriente, no ocidente existe como método terapêutico desde a década de 60, com o relato de reversão de uma violenta doença degenerativa, do jornalista americano Norman Cousin, que se auto-medicou com a Terapia do Riso.

Depois disso, o americano Hunter Adams, conhecido como Patch Adams já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço:
Cientificamente, o riso pode ser considerado como um grande estimulador da cura. O riso e as gargalhadas são responsáveis por mandarem uma ordem para o cérebro, através do hipotálamo, para sintetizar uma família de substâncias chamadas de endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior.
 
Já agora, existem diferentes variáveis quanto ao aparecimento da cárie e das doenças nas gengivas, sendo os cuidados básicos de higiene oral e a alimentação os mais importantes!

E para além da necessidade de ir ao seu médico dentista mais ou menos entre cada 6 meses, a dieta adequada para manter a saúde dos seus dentes e gengivas deverá ser baseada em: 
 
– alimentos ricos em fibras, pois a mastigação de alimentos com alto teor de fibras promove a autolimpeza dos dentes, evitando a formação da placa bacteriana
– alternativas ao tradicional leite de vaca, tais como sardinha em lata, semente de gergelim e de linhaça, laranja e legumes de tonalidade verde escura; 
– bastante água, também sob a forma de sumos ou chás, por manter os níveis corretos dos minerais no organismo, estimulando a salivação e ajudando na manutenção e limpeza de toda a boca e dentes;
– níveis equilibrados de vitamina C, existindo nos citrinos, morangos, kiwi, bróculos, tomate e pimentos amarelos, não devendo ser ultrapassar, sob pena de desmineralizar os dentes, enfraquecendo-os.
– alimentos com vitamina D, existente no óleo de fígado de bacalhau, na gema do ovo, ostras, sumo de laranja, atum e sardinha enlatados, cogumelos, salmão, etc, para além da necessidade de apanhar banhos de sol.
Desta forma ficamos definitivamente preparados para «fugir» ao verdadeiro stress e ansiedade, faltando só quase aprender a controlar melhor os nossos próprios pensamentos negativos e incluir a atividade física na nossa vida quotidiana, para além de uma boa seleção de alimentos ao longo do dia!
 
E sendo este o ponto de partida para se conseguir gerar um certo metabolismo mais salutar em nós, onde predomine sobretudo o equilíbrio e a sensatez das nossas ações e reações perante os outros, logo está na hora de preencher a sua dieta com algo que seja capaz de estimular o bom funcionamento do sistema nervoso, desintoxicar o fígado e intestinos, ou seja, acabar de vez com aquela irritação precoce e mandar embora a tristeza que há em si!

Valorize-se então e tenha uma boa cumplicidade para com os alimentos que facilitem exatamente a limpeza das impurezas do seu próprio organismo, como por exemplo no caso da adrenalina que causa stress e ansiedade, ou dos cortisóis que causam melancolia e depressão.
 
E cuidado com o exagero na toma de certos alimentos, podendo gerar igualmente desequilíbrios hormonais que desencadeiem o seu mau humor e a sua falta de empenho no geral!
 
Idealmente devem serem escolhidos os da estação em que nos encontramos, para além de que devem ser consumidos crus, ou pelo menos confecionados da forma mais simples e natural possível, uma vez que muitos deles perderão as suas propriedades funcionais, sendo ainda preferível os de origem biológica!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A MERCEARIA SALOIA E A SAUDADE FLORES JUNTAS NUM SÓ ESPAÇO!

Em primeiro lugar, a Mercearia Saloia é um espaço com alguma dimensão, com cerca de dois anos e meio de existência, localizada numa zona muito bem posicionada de Lisboa, onde já fora predominantemente do tipo residencial. 
Em segundo lugar, a sua morada exata fica na Rua de São bento, em Lisboa, logo bem perto da Assembleia da República, estando sempre aberta ente as 9h e as 20h, exceto ao domingo que será só entre as 9h e as 19h, sendo que agora, durante o mês de julho, ao domingo fechará mais cedo, às 15h:

Neste momento, acolhe diferentes tipos de produtos e serviços, desde a venda de tudo quanto é necessário para encher a despensa da nossa própria casa, até ao facto de se puder encomendar um belo e genuíno arranjo de flores frescas da Saudade Flores enquanto se opta por tomar, ali mesmo, um simples café, bem como uma sopa acompanhada por uma sanduíche, uma tosta ou uma salada, e um sumo natural, por exemplo.

Logo ao entrar, deparamo-nos com uma decoração bastante simpática e acolhedora, com muitos traços em madeira e cestos de verga espalhados pelos vários conceitos que aí tão bem souberam conjugar: mercearia, florista e pastelaria. 

E apesar de ter sido pensado para um público estrangeiro, igualmente convida qualquer cliente português a entrar, podendo-se contar com todo um conjunto de produtos oriundos de várias zonas de Portugal, desde as marcas mais convencionadas que se podem encontrar em qualquer hipermercado, até às marcas mais antigas e tradicionais, como os sabonetes Confiança!

Posso ainda destacar a venda de produtos biológicos, envolvendo peças de fruta em geral ou legumes variados, para além de compotas, conservas, azeites, vinhos, licores, pães, queijos, chás e/ou chocolates artesanais; mas também existem alguns brinquedos do tempo das nossas avós, feitos em madeira ou envolvidos com cordas, artigos de toilette, bijuteria, tal como alguns exemplos de agendas, postais, cadernos, ímanes, etc. 

No que diz respeito ao tipo de refeições leves que aí costumam servir-se, perante um clima bastante descontraído e moderno, existem sempre opções vegetarianas e/ou vegan, bem como sobremesas do tipo sem glúten, para além da cerveja artesanal,tudo ao som de boa música ambiente!

Foi uma boa experiência e recomendase! 

Da próxima vez, quem sabe, eu não me decida a encomendar O Melhor Pão de Ló de Portugalou até o tão conhecido Pudim Abade de Priscos!

Para finalizar, a Saudade Flores, cuja autora desta simples mas grande ideia inovadora em Portugal é Ana Carolina, com quem tive então a oportunidade de falar um pouco enquanto trabalhava no seu balcão, começou por vender diversos tipos e tamanhos de arranjos florais numa simples bicicleta, por encomenda ou não, pelas ruas de Lisboa, que entretanto cresceu e logo se associou a Sara e Mariana, por sua vez mentoras do projeto Mercearia Saloia!

Resumindo e concluindo: temos à vista modernos arranjos florais, que resultam sempre bem, destinados não apenas a ocasiões especiais, muito bonitos e inspiradores, a preços acessíveis, sendo a frescura dos mesmos garantida através dos produtores locais e da preferência por flores da estação.

A reação das pessoas tem sido bastante positiva, vendendo-se, por exemplo, dependendo da altura do ano: sempre- vivas, cravos, hortênsias, malmequeres, rosas, girassóis, pnias, ranúnculos, túlipas, etc; distribuídas por arranjode diferentes tamanhos, contendo ainda algum tipo de verduras.
Também se pode ficar a par de todas as novidades a partir das respetivas redes sociais – Facebook e Instagram –, bem como através do site www.saudadeflores.com, onde de quando em vez se dão também a conhecer alguns workshops em torno de pormenores florais como tiaras e pulseiras.
Saudade Flores está igualmente patente no Jardim da Parada, em Campo de Ourique, Lisboa, aos finais de tarde de quintas e sextas.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O SOLSTÍCIO DE VERÃO E A TRAGÉDIA EM PEDRÓGÃO GRANDE!

Hoje assinala-se o solstício de verão de 2017, o que marca oficialmente o início da estação do verão, das praias, do calor, dos gelados, das férias escolares, mas também dos incêndios, que sendo eu natural da cidade de Leiria, não podia deixar de escrever sobre o inigualável incêndio na zona de Pedrógão Grande, que depois de tanta tragédia e de tantos operacionais envolvidos, ainda não nos deixou em paz!

O combate continua em curso”, disse à agência Lusa fonte do CDOS de Leiria, sublinhando que o incêndio “ainda não está dominado”.
Segundo a mesma fonte, ocorreram “várias reativações em vários setores, umas mais fortes do que outras”, sendo que “os meios estão a combater consoante as reativações que vão aparecendo.
Em Pedrógão Grande, encontravam-se, pelas 07:30 de hoje, 1.187 operacionais e 406 veículos, de acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). 
O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço provisório. 
O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria. 
Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco e de Coimbra.

Realmente, é lamentável saber, como de facto começou tudo: trovoada seca!
Ora bem, de acordo com o site da Wikipédia, “uma trovoada seca é uma tempestade que produz relâmpagos, mas em que a maioria ou toda a precipitação evapora antes de atingir o solo (…) as trovoadas secas ocorrem essencialmente em condições secas, e os relâmpagos são uma importante causa de incêndios. Por este motivo, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, e outras agências em todo o mundo, emitem previsões da probabilidade de ocorrerem em determinadas áreas.” 
Então, muitos hoje se interrogam sobre o que é que afinal correu menos bem no que toca, por exemplo, à troca de informações entre as entidades competentes a ver com a Meteorologia e a Proteção Civil!
E no portal de notícias da Globo, do passado dia 18 de junho, anunciava-se que “mais da metade das vítimas (30) morreu carbonizada dentro de seus carros na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra”; mas como é que foi acontecer tudo isto desta forma, sabendo que “o fogo começou por volta das 15h de sábado”?
E se, um pouco por todo o mundo, até há bem pouco tempo, felicitava-se Portugal pelo facto do vencedor do Festival da Eurovisão da Canção 2017 ser Salvador Sobral, apesar de, entretanto, a própria União Europeia oferecer a sua preciosa ajuda a Pedrógão Grande, neste momento, encontra-se este mesmo país, caracterizado todo ele por um profundo luto nacional, em grande destaque por todo o mundo, muito embora pelas piores razões, em que, por exemplo, o jornal espanhol El Mundo aponta o dedo para a “inoperância de Portugal na luta contra os incêndios“, sendo “a tragédia com mais mortos num único fogo em quase um quarto de século em todo o mundo“; por outro lado, esse mesmo jornal afirma que “a tragédia de Pedrogão Grande deve desencadear a tomada de decisões ao nível europeu para fazer da luta contra os incêndios uma prioridade em todo o sul da Europa”, isto de acordo com um artigo que eu também li no site da Sábado, do passado dia 19 de junho.
Já por volta do ano de 2005, se escrevia pela Internet, o seguinte título, bastante atual, por sinal: “Floresta portuguesa: o desespero de hoje e a esperança no amanhã”; para além de que:

O fogo é um elemento presente nas paisagens dos países do Sul da Europa, tendo acompanhado o pastoreio e os desbastes da floresta, através do tempo, e condicionado o desenvolvimento ou regressão dos ecossistemas florestais (Alves et al., 2006). As mudanças socioeconómicas em curso nos países do Sul da Europa, na segunda metade do seculo XX, refletiram-se no uso tradicional da terra e estilo de vida das populações e traduziram-se no aumento de grandes áreas de terras agrícolas abandonadas, muitas das quais se tornaram paisagens propensas à ocorrência de incêndios de grande intensidade, devido aos elevados níveis de biomassa, acumulados ao longo dos anos e prontos para alimentar fogos catastróficos durante o Verão. Com os grandes incêndios a aumentar em frequência e extensão, tomando, por vezes, dimensões catastróficas, perdeu-se o seu importante papel de renovadores dos ecossistemas (Noss et al., 2006).”

Não esqueçamos que, se por acaso 2008 foi o ano em que a área ardida foi menor desde 1980, o pior ano continua a ser o de 2003, tudo de acordo com dados retirados do site da Wikipédia, donde já também se pode ter acesso a um pequeno texto sobre o “Incêndio florestal de Pedrógão Grande em 2017.

De facto, ao longo dos anos, tem-se assistido à saída de pessoas das zonas que compõem o interior para essencialmente as grandes cidades do litoral, dando origem a uma emigração demasiadamente ampla e desorganizada, sendo que, já em 2015, a Área Metropolitana de Lisboa somava cerca de:
2,8 milhões de habitantes, o que representa 27% da população portuguesa, enquanto a Área Metropolitana do Porto tem cerca de 18% da população total”!

Obviamente que a busca por melhores condições de vida a ver com a existência de desemprego repentino na família, bem como a procura por melhores serviços, a ver com o fecho ininterrupto de escolas ou unidades de saúde em certas localidades, serão algumas das grandes causas para todo este efeito catastrófico, cujas consequências mais diretas poderão ser: aumento de problemas de cariz social no litoral, como a pobreza ou a criminalidade, criando-se empregos cada vez mais precários para fazer face a todo um conjunto de necessidades, se calhar até inultrapassáveis, na minha opinião, ao mesmo tempo que acontece a desertificação de aldeias e o posterior envelhecimento da população, logo o aumento de impostos torna-se quase como que obrigatório, diminuindo-se ainda mais os recursos naturais, campos agrícolas e todo um vasto conjunto de costumes e valores humanos, perdendo-se também o posicionamento estratégico conseguido até então.

E ainda temos depois a profunda alteração das nossas paisagens, dos nossos solos e das nossas florestas, que apesar de existir no presente uma grande chamada de atenção em torno de temas tais como o turismo em Portugal, a Gastronomia Portuguesa, a agricultura biológica, etc, assistindo-se atualmente, aos poucos, e ainda bem, a um deslocamento de pessoas no sentido contrário, ou seja, começam a surgir os intitulados “novos-rurais” com vontade de contribuírem para o desenvolvimento dessas mesmas áreas isoladas, por que não serem criados ainda mais incentivos ao nível do poder local e instituições governamentais?
Termino este texto, apenas dizendo o seguinte: é tempo de mudar mentalidades, é tempo de unir forças, é tempo de lutar pelas nossas crianças, pois no campo da educação e da formação, sendo eu também professora ao nível do ensino público, esta será outra área onde é preciso fazer muitíssimo!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

A QUINTA DA PEDRA BRANCA - PARTE 2

Tendo em conta o texto publicado durante a semana passada denominado de “A QUINTA DA PEDRA BRANCA – PARTE 1“, para um total de 5 hectares, cujo nome Quinta da Pedra Branca advém do facto do próprio terreno ser do tipo arenoso, aí poderão encontrar:

– uma estufa recheada de produtos hortícolas, permitindo o cultivo de, por exemplo, alfaces, couves, cenouras, feijão verde, salsa, coentros e tomates
espaço exterior de terreno destinado a vários tipos de árvores de fruto (pereiras, macieiras, medronheiros, laranjeiras, figueiras, nespereiras, etc), devidamente intercalados com diferentes exemplos de culturas mais rasteiras (favas, cebolas, curgetes, etc), para além da zona restrita aos morangueiros e às sementeiras
caminhosrodeados por alguns medronheiros, pés de maracujá, abacateiros ou kiwis, para além de ervas aromáticas, tais como a alfazema, embelezando também os campos 
– extensos vales apontados para o cultivo de vinhas, podendo ainda avistar-se ao longe algumas colmeias de onde se retira mel do tipo multifloral, naturalmente resultante da mistura do néctar colhido de diversas flores dos campos envolta 
– zona dedicada à criação de diferentes animais domésticos (galinhas poedeiras, patos, gansos, porcos arraçados com javali)
– sistema de aproveitamento de águas das chuvas e dos pátios envolventes, para além das charcas 
– zona de compostagem e de reaproveitamento de resíduos orgânicos, donde é extraído o chorume, em que não se contaminam os lençóis freáticos, sendo antes um processo realizado por vários microrganismos presentes e acelerado por minhocas, que por sua vez irão alimentar-se dos resíduos e transformá-los em húmus natural.
Desta forma, está demonstrado que existe uma preocupação constante quanto ao aproveitamento dos desperdícios em geral, fazendo por diminuir-se a chamada “pegada ecológica”, bem como à aplicação de fertilizantes ou de repelentes naturais, como a calda de urtigas. 
Por outro lado, também verifiquei que os diferentes espaços estão organizados segundo um sistema de culturas com associação, ou seja, em que plantas de crescimento mais rápido crescem misturadas com plantas de crescimento mais lento, bem como as plantas de maturidade mais precoce são alternadamente colocadas com plantas de maturidade mais tardia.
Desde logo, posso caracterizar todo este sistema de culturas como sendo cuidadosamente planeado a longo prazo, com o objetivo de integrar estruturas de diversos tipos e níveis, ao mesmo tempo que as plantas partilham entre si a água e o sol, fazem sombra e ainda protegem o solo, para além de assumirem um papel importante no que toca à prevenção de doenças entre elas!