Adoro jardins botânicos e visito-os, sempre que possível, em vários recantos do mundo. É uma mania como outra qualquer, mas que me incentiva o desejo de conhecer, cada vez melhor, o reino fascinante da flora. Em 2002, estive em Washington e logo que pude, fui visitar o “The U.S. National Botanic Garden”. Quase todo com estufas climatizado e relativamente pequeno, comparado com outros congéneres, o atraente espaço estava dotado de pormenorizadas descrições científicas. Uma, das que me sensibilizaram, referia a alfarrobeira, “planta exótica e quase sobrenatural, face às suas múltiplas virtudes”. E lá estava a árvore, ainda pequena, numa estufa envidraçada, objeto de grande admiração dos curiosos visitantes. Lembrei-me então de que, quando miúdo, muito gostava eu de roer as vagens de alfarroba que o meu avô comprava para dar ao cavalo. Planta exótica, qual quê? Basta ir à nossa Arrábida e, nas cercanias do Portinho, divisar alfarrobeiras por todo o lado… Contudo, a raridade da alfarrobeira à escala planetária, tem a ver com as exigências climatéricas desta árvore da bacia mediterrânica, conhecida desde remotas eras. Ela gosta de climas secos e suaves e não aguenta geadas. No que concerne ao nosso País e para além da vertente sul da serra da Arrábida, as alfarrobeiras concentram-se, sobretudo, no barrocal algarvio, onde assumem razoável expressão económica.
A Ceratonia siliqua L. é uma leguminosa de folha perene que logra atingir 10 metros de altura e durar cerca de 500 anos.
Possui tronco irregular, cinzento, com ramagens largas e pendentes. As folhas são elípticas, alternas, coriáceas, compostas, de verde-escuro brilhante e agrupam-se de três a cinco pares de folíolos. As flores, muito pequenas, aparecem reunidas em cachos axilares cilíndricos, verde-arroxeados. Os frutos (alfarrobas) são vagens de 10 a 30 cm de comprido por 1,5 a 3 cm de largura. Apresentam-se coriáceas, espessas e indeiscentes. Inicialmente são verdes, passando a castanho-escuras quando atingem a plena maturidade.
As sementes de alfarroba são duríssimas. Têm forma ovóide, biconvexa e cor castanha.
A espécie é, salvo raras excepções, dióica, ou seja, os indivíduos femininos encontram-se separados dos masculinos. Para uma frutificação eficaz, é necessário uma árvore “macho” para 25 “fêmeas” (um verdadeiro harém!). Geralmente, os frutos só aparecem (nas fêmeas, obviamente) a partir dos 15 anos.
Da alfarroba aproveita-se, sobretudo, a farinha que é a parte obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Ela contém cerca de 50% de vários açúcares, para além de fibra (celulose), proteína, cálcio, fósforo, magnésio, silício, ferro, taninos, pró vitamina A e vitamina B1.
O produto é amplamente utilizado na indústria alimentar, como sucedâneo do cacau, em pastelaria, alimentos dietéticos e papas para bebés. Podemos dizer que o consumo de alfarroba é mais saudável porque praticamente não possui gordura (o cacau tem cerca de 23% de gordura), nem glúten, nem cafeína, ou outro alcalóide. Em compensação, tem muito mais açúcares do que o cacau.
Da semente, que representa apenas 10% da vagem, extrai-se a goma, constituída por hidratos de carbono complexos com elevada qualidade como espessante, emulsionante e estabilizante, utilizando-se na indústria alimentar, farmacêutica, cosmética e têxtil.
Cada vagem costuma ter entre 10 e 16 sementes, chamadas quilates, de aspecto uniforme e peso quase invariável. Tal facto determinou o antiquíssimo uso dessas sementes para avaliar diamantes e ouro. Ainda hoje se utilizam os termos internacionais “kilat” e “karat”, provenientes da designação dos grãos de alfarroba.
Em fitoterapia e atendendo às propriedades medicinais da alfarrobeira que é hipertensora, laxante, antidiarreica e sedativa, ela está indicada para desinteria, prisão do ventre, enfermidades de brônquios, hiper acidez gástrica e sistema nervoso. Note-se que as vagens, quando verdes, são laxantes, mas quando castanhas, produzem o efeito inverso, isto é, prendem os intestinos.
Para terminar, não devemos esquecer que a alfarroba é excelente para elaborar rações para animais (com excepção das galinhas, devido ao alto teor de tanino) e que as alfarrobeiras, quer pela sombra que proporcionam, quer pela bela folhagem persistente, constituem apreciadas árvores ornamentais.
A Copa do Mundo FIFA, mais conhecida no Brasil pelo antigo nome Copa do Mundo e também conhecida em Portugal como Campeonato do Mundo de Futebol, Campeonato Mundial de Futebol ou mais recentemente Campeonato Mundial FIFA, é uma competição internacional de futebol que ocorre a cada quatro anos. Essa competição, criada em 1928 na França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado, em francês: Fédération Internacional de Football Association). A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção saiu vencedora.
Com exceção da Copa do Mundo de 1930, o torneio sempre foi realizado em duas fases. Organizada pelas confederações continentais, as eliminatórias da Copa permitem que as melhores seleções de cada continente participem da competição, que ocorre em um ou mais países-sede. O formato atual do Mundial é com trinta e duas equipes nacionais por um período de cerca de um mês. Apenas oito países foram campeões mundiais até hoje, sendo, o Brasil, a única seleção a jogar em todas as competições e o maior campeão com cinco títulos. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo país que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se deu na competição em 1970, com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história.
RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK: Requeijão com Chouriço e Espargos
Ingredientes:
200 gr de requeijão
1 ramo pequeno de salsa
sal, pimenta e gotas de limão q. b.
1 baguete
6 espargos
1/2 chouriço caseiro
Confeção:
esmagar o requeijão, com a ajuda de um garfo, para logo a seguir misturar muito bem com a salsa picada e algumas gotas de limão, temperando a gosto com o sal e a pimenta
cortar a baguete em fatias, para depois distribuir o preparado anterior por cima das mesmas
bringir os espargos, depois de lhes retirar a parte mais fibrosa, e assim serem distribuídos conforme as fotos, bem como algumas fatias finas do chouriço
RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE: Coxa de Perú com Batatas no Forno e Salada
Ingredientes:
1 coxa de perú
1 cubo de caldo de carne
sumo de 1 limão
1 cálice de vinho branco
sal, azeite, vinagre, piripiri, orégãos, tomilho, sementes de sésamo e alecrim a gosto
1 colher de chá de pimentão doce
batatas pequenas q. b.
1 cebola grande
50 gr de requeijão
6 tomates cherry
1 cenoura
1 embalagem pequena de compra de salada verde variada
Confeção: 1) colocar a marinar, durante algum tempo no frigorífico, a coxa de perú com a seguinte mistura: sal, piripiri, pimentão doce, cubo caldo de carne desfeito, sumo de limão, vinho branco, tomilho e alecrim
2) lavar bem as batatas para irem ao forno com a pele e misturadas com: azeite, cebola, orégãos e sal
3)colocar ambos os preparados anteriores no forno, a 180ºC durante cerca de 1h, tendo o cuidado de ir virando ou colocando o molho que se vai formando por cima dos mesmos
4) preparar a salada verde com: tomates cherry cortados ao meio, requeijão esmagado, sal, azeite, vinagre, cenoura ralada, sementes de sésamo e cebola cortada às meias luas
Não sei se já repararam que os seres vegetais são, de diversas maneiras, o nosso amparo, o nosso sustento e constituem os elementos primordiais do nosso equilíbrio físico, psíquico, emocional e espiritual, enquanto vamos esperneando neste vale de lágrimas desde o berço ao caixão. Acham que exagero? Ora pensem bem no que a humanidade retira para seu proveito das ervas, arbustos e árvores sem nada lhes dar em troca. Se proliferam associações de amigos dos animais, por que não as de amigos dos vegetais para os compreender, proteger e estimar?
Esta reflexão surgiu-me de supetão quando, em julho de 1997, andei a pé nas montanhas do Atlas até chegar ao cume do Tubkal. Foram 140 quilómetros caminhando e fruindo paisagens inesquecíveis. Só que, em determinada altura, fui-me abaixo. Uma dor persistente na perna direita tolhia-me a passada. Pensei em desistir, todavia ao atravessar uma floresta de nogueiras, colhi um ramo e com ele amanhei um cajado. Como por milagre, restabeleci-me e retomei a marcha devido àquele bordão improvisado ao qual devotei mil agradecimentos.
Eis pois o introito para discorrer sobre a nogueira, árvore de madeira dura e flexível, que dá pelo nome científico de Juglans regia e pertence à família das Juglandaceae. Sendo nativa da região balcânica, tem hoje um vasto habitat desde a China à Califórnia. É caducifólia e de crescimento rápido, podendo atingir 35 metros de altura. O seu robusto tronco pode superar 2 metros de diâmetro. As folhas são alternas, imparipinuladas (folíolos articulados lateralmente) e estipuladas (apêndices da base do pecíolo), começando por ser bronzeadas no início e depois, verde-escuras. Os ramos são grossos e a copa ampla e arredondada. Sendo uma espécie monóica as flores, dispostas em amentilhos, apresentam os dois sexos. As masculinas, pendentes nas axilas nos ramos do ano anterior, são em maior número como aliás, acontece geralmente com todos os seres vivos (existe um só óvulo e numerosos espermatozoides). As femininas, mais escassas, surgem nos ramos formados no próprio ano. Toda a gente conhece o fruto que é uma drupa subglobosa de cor verde que enegrece quando cai. No interior da noz, o miolo está dividido em quatro lóbulos de forma cerebroide.
As nogueiras detestam a poda e as suas raízes contêm uma substância abundante (juglona) que produz alelopatia, ou seja, inibem o desenvolvimento de outras plantas para reduzir a concorrência dos restantes vegetais. Tal fenómeno ocorre também com os eucaliptos. As nozes são muito nutritivas contendo cerca de 60% de gordura composta por ácidos gordos insaturados, 15% de proteínas, vitaminas do complexo B, C e P, caroteno, cálcio, fósforo, zinco e cobre. As folhas integram tanino, ácidos gálico e elágico (propriedades antioxidantes) e juglona (princípio activo). Também o pericarpo da casca das nozes verdes (nogalina) é importante em fitoterapia, dado a sua riqueza em taninos de boa qualidade. São imensas as propriedades curativas da nogueira: adstringente, antisséptica, cicatrizante, depurativa, tónica, diurética, vermífuga, hipoglicemiante (reduz o açúcar no sangue), etc.
O infuso das folhas e das cascas verdes é aconselhável para diabetes, fígado, reumatismo, raquitismo, obesidade e parasitas intestinais (10 a 20 g por litro de água). Externamente, em decocção (100 g por litro de água), para problemas cutâneos, queda do cabelo, caspa, conjuntivite, hemorroidal, uretrite, cistite. Em gargarejos, para irritações da boca, garganta e faringite.
A ingestão do miolo das nozes, para além de constituir um alimento saboroso utilizado desde há 9 mil anos, pode vantajosamente substituir a carne pelo seu conteúdo proteico. Favorece a memória e é útil para combater o esgotamento, os transtornos do sistema nervoso e o colesterol LDL. Na gastronomia, as nozes são um ingrediente de luxo, quer para entradas, sopas, pratos principais ou sobremesas. Quando passo por Coimbra nunca me esqueço de entrar num estabelecimento na rua da Sofia que vende, ao peso, um delicioso bolo de nozes (passe a publicidade).
Convém que as nozes sejam guardadas ao abrigo do calor e da luz porque a sua gordura rança facilmente. Quando ingeridas devem ser bem mastigadas e ensalivadas. De notar, no entanto, a incompatibilidade que podem ter face aos remédios que contenham sais de ferro e determinados alcaloides. Finalmente, há que referir a excelência da madeira com agradáveis tons avermelhados, brilho natural e textura homogénea, tenaz e resistente. Ela é utilizada em marcenaria de alto valor e muito adequada para polimentos. A este propósito, lembro a recente visita efetuada à catedral nova de Salamanca, cujo riquíssimo cadeiral está todo manufaturado em madeira de nogueira. Lindo!
Imaginem só a alegria com que eu fiquei ao saber que tinha sido nomeada, pela autora do blogue Coisas de Feltro,para o Sunshine Blogger Award! Sem dúvida, um bem-haja para ela! Mas agradeço-lhe sobretudo pelo facto de me ter dado a oportunidade para me dar a conhecer um pouco mais neste mundo da blogosfera, esperando estar à altura para tal, vamos ver!
E, sem mais demoras, enumerem-se, para já, todas aquelas regras necessárias a cumprir:
Agradecer à/ao blogger que nomeou
Responder às 11 questões feitas
Nomear 11 bloggers e fazer 11 perguntas
Colocar as regras e o logótipo no post
Desta forma, acho que estou efetivamente pronta para começar a responder a todas as perguntas que me foram pedidas: 1) Pensa num dia em grande. O que não poderia faltar? Cozinha Com Rosto: Para mim, o mais importante seria ter, ao meu lado, todas aquelas pessoas que mais gosto e se preocupam comigo! 2)Quando estás deprimida, o que te anima? Cozinha Com Rosto: Adoro ir para a cozinha; aliás, dizem, os mais entendidos, que é uma entre muitas outras possibilidades de terapias, e eu cá posso comprovar! 3)Se tivesses de cantar em público, qual seria o tema e porquê? Cozinha Com Rosto: Apesar de eu já ter tentado esse tipo de proeza uma vez, mas sem muito sucesso, talvez escolhesse algo sobre o «Amor», por me considerar uma pessoa romântica, para além de que, tal como expresso em “About Me” no meu blogue, sou alguém que «acredita no amor pela vida e pelos outros». 4) Oferecem-te uma viagem. Tens que partir amanhã e podes estar 5 dias fora. Onde vais e como? Cozinha Com Rosto: Gostaria muito de dar, digamos que, a volta ao mundo num balão de ar quente; mas, como uma das condições impostas é a de demorar só 5 dias, eu escolheria, em primeiro lugar, o avião e, depois, ir em direção a uma das nossas ilhas tão sobejamente portuguesas, ou seja, a ilha da Madeira, para depois a mostrar ao mundo no meu blogue, por que não? 5) Tropeças e cais na rua. Olham todos para ti. O que fazes? Cozinha Com Rosto: Dou uma gargalhada e… levanto-me, mais ou menos devagar, não recusando a ajuda de alguém, dependendo do tipo da queda, é claro! 6) Conversam em grupo e alguém mente descaradamente. Qual a tua reação? Cozinha Com Rosto: Se eu tivesse a certeza de que a pessoa em questão estaria mesmo a mentir, prejudicando ainda mais pessoas, eu não me importaria nada de a contradizer! 7) Qual o último filme que viste? Cozinha Com Rosto: Sendo eu também Professora na área da Matemática, recentemente descobrira o filme “O Jogo da Imitação”, de 2014, que é uma cinebiografia do criptoanalista inglês Alan Turing, baseado no livro Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges. Segundo a história, Turing, interpretado por Benedict Cumberbatck, liderava um grupo da inteligência britânica para decifrar os códigos da máquina Enigma, usada pela Alemanha Nazista, durante a 2.ª Guerra Mundial. Portanto, ao ser um inovador na área da ciência da computação que ajudou a salvar vidas, apesar de ser entretanto condenado, devido à sua homossexualidade, fora um pequeno exemplo de que «a Matemática é a ciência mãe de todas as ciências», que eu quis mostrar aos meus alunos! 8) E o último concerto ao vivo? Cozinha Com Rosto: Por acaso, já há algum tempo que não vou a concertos, mmmm… não sei bem. 9) Alguma vez tiveste um ataque de riso onde e quando menos se esperava? Cozinha Com Rosto: Sim, enquanto estava a decorrer uma reunião de trabalho, logo… algo difícil de disfarçar, não?! 10) Tens alguma aversão? Cozinha Com Rosto: Pessoas ingratas e que têm “duas caras”.
11) Uma receita culinária que não falha numa urgência, se aparece alguém assim de repente: Cozinha Com Rosto: O forno dá sempre jeito para essas situações, pois podemos pôr a conversa em dia ao sabor de um «Martini», enquanto o prato não fica pronto, como, por exemplo: uma pizza caseira com o que tiver mais à disposição, ou um frango assado no forno com sopa de cebola de compra e sumo de pêssego. Também costumo ter mais ou menos sempre sopa feita no frigorífico. E agora, muita atenção aos nomeados para o próximo desafio:
E as perguntas, às quais farão o favor de responder, são as seguintes:
1. Porque é que decidiu criar um blog?
2. Qual é que é a sua melhor qualidade e o seu pior defeito?
3. Se por acaso pudesse voltar atrás no tempo, o que emendaria na sua vida?
4. Se acertar na chave vencedora do Euromilhões desta semana, o que irá fazer em primeiro lugar?
5. Será que, em criança, acreditava no Pai Natal?
6. Qual é que foi o livro que mais gostou de ler até hoje?
7. Qual é que é a sua maior inspiração para escrever?
8. Quando é convidada para ir a uma festa de aniversário, prefere ir à procura de uma prenda ou ser original e “fazer algo seu”?
9. Quem é que cozinha lá em casa?
10. Quais é que são os seus maiores desejos para o futuro?
11. Para terminar: costuma fazer muitas compras pela Internet?
E pronto, desafio superado, ficando então a aguardar pelos posts relativos aos bloggers indicados acima, agradecendo, desde já, todo o vosso tempo dispendido, bom trabalho para todos, e… até ao próximo texto!
Todos nós precisamos de alguém que nos inspire no dia-a-dia, seja no trabalho, no amor, na amizade, na família, etc. De modo algum gostamos de nos sentir tristes ou sozinhos, quando decidimos, por exemplo, tomar um rumo diferente, em vez de nos obrigarmos a cumprir tarefas que só nos desgastam e aniquilam… No meu caso, eu admiro pessoas que, em primeiro lugar, gostam de partilhar ideias ou conhecimentos, para logo a seguir me fazerem sentir que estou a aprender algo útil ou interessante para mim, relacionando-se comigo de alguma forma! Por outro lado, sendo eu também professora, essas mesmas pessoas em questão, sejam elas da área da política, da educação, da televisão, da rádio, da escrita, etc, terão de saber forçosamente o que é estar à frente de um público cada vez mais vasto e exigente, donde importa dizer a palavra certa no momento certo!
Isto porque o mundo de hoje parece que só giraà volta da globalização e do fascínio pelo que é mais efémero, ficando a saber-se sobre tudo num só clique, perante uma vontade quase cega de querer ser melhor do que o outro imediatamente ao lado, ainda que signifique interferir no seu âmago, só porque sim…
Estou certa de que um bom influenciador tem o seu carisma próprio e a coragem precisa para apontar o dedo, estando sempre pronto para riscar o que não interessa, concordam?
Mas chega de introdução e avancemos já para o que mais importa: alguns dos meus livros de eleição que eu adquiri na Feira do Livro de Lisboa deste ano!
Tal como o próprio site 24kitchen anunciou logo no início do programa «Prato do dia»: “Filipa Gomes foi a grande vencedora do casting 24Kitchen sendo (…) simpática, energética e genuína, (…) uma verdadeira amante da cozinha, dos aromas, dos sabores e dos ingredientes do mundo“.
Acrescente-se ainda que: “vinda de uma família de agricultores e sem medo de “deitar mãos à obra”, a Filipa tem preferência por uma culinária mais fresca, saudável e com o uso de produtos biológicos“.
Desta forma, apresento-vos um livro bastante cativante, no que toca às receitas apresentadas, mas também às imagens escolhidas, fazendo-me recordar, com alguma graça até, a sua forma divertida de estar na televisão, momentos através dos quais retirava (e ainda continuo a retirar!) algumas notas importantes, para depois ir para a cozinha experimentar algo diferente e apetitoso, ora não tivesse sido distinguido com o Prémio Portugal Cookbook Fair de livro de culinária mais vendido de 2017!
No que diz respeito ao livro «A cura pela alimentação alcanina», da autoria do nutricionista Alexandre Fernandes e do Nutrichef Duarte Alves, de acordo com a própria sinopse do mesmo livro também exposta no site wook, temos que: “Já em 1931, o Dr. Otto Warburg, Prémio Nobel da Medicina, afirmava: “Nenhuma doença, nem mesmo o cancro, pode existir num ambiente alcalino“. (…) Para ser saudável, o corpo precisa do equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade (um pH a rondar os 7). E para isso é preciso conhecer os alimentos certos, saber como cozinhá-los e como distribuir as refeições ao longo do dia“.
Ou seja, ouse-se exclamar o seguinte provérbio português, proveniente da melhor sabedoria popular, «mais vale prevenir que remediar»,tendo a ver também com a minha própria maneira de ser e de estar na vida em múltiplos aspetos, ao qual se pode adicionar o meu lema escolhido para este blogue, «nós somos o que comemos», já dizia Hipócrates, o pai da medicina ocidental, há mais de 2500 anos!
Para finalizar, quero-vos chamar à atenção para um livro que eu estou a pensar em comprar, apesar da Feira do Livro já ter terminado: Cozinha Confidencial – Aventuras no submundo da restauração – de Anthony Bourdain. Como todos nós tão bem sabemos, muito recentemente falecera, com 61 anos, Anthony Michael Bourdain: chef, escritor, e apresentador de televisão norte-americano. Tornara-se sobretudo conhecido ao lançar o seu livro Kitchen Confidential: Adventures in the Culinary Underbelly, em 2000, para além de que atualmente ainda apresentava o programa de aventuras culturais e culinárias Anthony Bourdain: No Reservations, no Travel Channel. Curiosamente, na sua última entrevista, publicada pela revista Peoplepoucos dias antes de cometer suicídio, ele próprio assumira que ainda iria morrer na estrada, estando a ter bastante dificuldade em aposentar-se, após tanto tempo passado a viajar e a conhecer culturas e gastronomias diferentes. Já agora, Anthony Bourdain gravara três programas em Portugal – Açores, Lisboa e Porto -, dando a conhecer ao mundo lá fora, algumas das nossas melhores iguarias, mas também uma parte do nosso passado, presente e futuro.
Por tudo isto, espero também continuar a inspirar quem me segue, tendo como base: pessoas de vários géneros, ligadas, por sua vez, a projetos brilhantes, com imensas histórias para contar, bem como receitas apetitosas e naturalmente confecionadas à custa dos melhores ingredientes, possibilitando um contacto cada vez mais próximo com as nossas raízes, rumo a um futuro mais sustentável e mais coeso de e para todos. Boas leituras e… até ao próximo texto!
Cada vez mais, um livro é um bem, fruto do consumismo imediato, pautado pelo nosso desejo ávido de obter depressa múltiplos conhecimentos numa dada matéria, mas que também pode ser visto como sendo um dado conjunto de palavras e/ou imagens que nos apela à maior sensibilidade interior e a uma vontade louca de tomar uma realidade que não é nossa! De acordo com a história, a escrita foi sendo desenvolvida, sob diversos tipos de suporte: argila, pedra, pergaminho, papiro, papel; mas também sempre com a ideia de que a leitura deve ser cada vez mais «portátil».
Entretanto, com o aparecimento do computador, surge o fenómeno do «livro digital», com acesso a muito mais informação, numa era cada vez mais global e aliciante, sob o ponto de vista do uso das «novas tecnologias» e das atuais «redes sociais», no que toca a diferentes estilos de interação humana. E se acha que já se perdera um pouco daquele encanto, relativo ao momento em que, enfim, se abrira um livro pela «primeira vez», ou o momento mágico em que se ía até à última página, só para descobrir quem afinal seria a personagem mais vilã da história, por que não passar pela Feira Do Livro em Lisboa, até ao próximo dia 13 de junho, para conhecer mais de perto o próprio autor dessa mesma história, pedindo-lhe um autógrafo ou uma selfie?!
Ainda há a possibilidade de assistir a vários tipos de lançamentos, debates a cargo da Fundação Francisco Manuel dos Santos juntamente com a Rádio Renascença, concertos de música, atribuição dos prémiosPortugal Cookbook Fair 2018 e a Supper Stars Battleou, realização de showcookings na zona mais a norte, iniciativas no âmbito do Plano Nacional de Leitura. De quando em vez, pode passar pela área da restauração, para provar algum tipo de iguaria, aproveitando para descansar um pouco numa das esplanadas viradas para o Rio Tejo, ao mesmo tempo que deixa as suas crianças a jogarem xadrez, damas ou o jogo da glória. Acrescente-se ainda que a feira está pautada de personagens bem conhecidas por parte dos mais pequenos: Princesa Poppy, Moranguita, Alfa, a equipa do Zig Zag, Ruca, etc.
Pois bem: a intitulada Feira do Livro de Lisboa, se fizermos bem as contas, teve o seu início durante os anos 30 do século passado, tendo sido inaugurada na zona do Rossio; portanto, convido-o a passar pela exposição que procura retratar exatamente todo o decorrer da sua história, demonstrando o quanto tem crescido em termos de editores e livreiros, e consequentemente atraído em questão de público! Desta forma, relativamente à edição do ano passado, somem-se os seguintes números, de acordo com o que fora referido pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Bruno Pacheco, aquando da apresentação da edição deste ano: mais oito pavilhões, mais 25 marcas editoriais, mais 3.000 metros quadrados. No entanto, a hora de encerramento entre segunda e quinta-feira passou das 23h00 para as 22h00, fazendo com que a intitulada “Hora H” – momento de descontos especiais – fosse antecipada uma hora.
Para finalizar, e tendo em conta que este texto não acaba aqui, pois tenciono retomá-lo dentro em breve, no sentido de dar a conhecer melhor, aos caríssimos leitores e seguidores deste blogue, qual é que foi a minha «experiência mais pessoal e enriquecedora», nomeadamente a ver com a minha passagem pela Feira do Livro no passado dia 31 de maio, donde tive a excelente oportunidade de conhecer pessoas que verdadeiramente me inspiram, deixo-vos agora qual foi a minha experiência ocorrida na edição do ano de 2017: