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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Na cozinha das nossas avós!

A cozinha das nossas avós será o local perfeito para voarmos mais alto e saltarmos para trás no tempo, fazendo-nos sentir novamente crianças, numa altura em que a televisão era ainda a preto e branco, quando existia, ou dos candeeiros a petróleo, em que na rua, só as estrelas é que iluminavam a madrugada já esguia e escura.
 
As panelas em ferro transformavam os próprios cozinhados num autêntico banquete dos deuses, para o qual também o fogão a lenha ajudava a crepitar o verdadeiro sabor dos alimentos.
Estes, por sua vez, tinham sido até apanhados momentos antes de serem cuidadosamente preparados para um saudoso prato de bacalhau, por exemplo, depois de uma calorosa canja de galinha, sei lá, cuja galinha também fora atenciosamente criada ao ar livre, esgravatando o chão térreo, pelo meio das árvores de fruto ou de outros animais domésticos criados à solta.
A própria meteorologia era mais acertada e as quatro estações eram bem mais demarcadas, não dando origem a tanto desperdício de frutas ou legumes criados nos campos. 
 
E até as florestas eram mais vigiadas por quem passava a pé dezenas de quilómetros, ainda de noite, para dar de comer ao seu rebanho de ovelhas ou cabras. 
Mais tarde iria com certeza aparecer alguém com o respetivo farnel de almoço, para depois ir buscar água à fonte ou lavar roupa no rio, tal como a minha mãe conta, em que tantas vezes preenchia as horas com verdadeiras cantigas em grupo para espantar os maus espíritos!
Quanto aos bolos e sobremesas, faziam lembrar os respeitosos doces conventuais, como o pão de ló ou o arroz doce, conotando-se de um magnífico registo de família ao longo de várias gerações, bem como o modo caseiro de fazer vinho, pão ou azeite, em que no Salmo 104 inscrito na Bíblia, mais precisamente nos versículos 14 e 15, está escrito:
 
“É o Senhor que faz crescer o pasto para o gado, e as plantas que o homem cultiva, para da terra tirar o alimento: o vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que lhe faz brilhar o rosto, e o pão, que sustenta o seu vigor.”
É certo que os nossos antepassados viviam pior, descalços e com frio, fome e pouco dinheiro, tendo de trabalhar arduamente, tal como o meu pai contara já tantas vezes.
 
E, realmente, a Igreja era um assunto bastante presente no dia-a-dia, como que uma questão de segurança e paz interior, existindo por todas as casas das aldeias diversos objetos sagrados expostos, incluindo-se muitas vezes até um pequeno altar, onde se davam as respetivas graças e louvores à família de Deus e aos anjos dos Céus.
Por isso mesmo, eu acho que os avós são os nossos verdadeiros heróis e testemunhos vivos dos valores fundamentais de toda uma vida, tendo uma tarefa educativa bastante importante a desempenhar no seio de uma família.
 
E a hora da refeição era sagrada, em que não se saía da mesa sem antes pedir-se a devida licença!
Quanto a outros tipos de utensílios de cozinha porventura utilizados, temos que o material a que se recorria, como no caso dos talheres, era o latão, ou até mesmo o aço inox, porém não totalmente resistente à corrosão; todavia, de acordo com os devidos recursos, também podiam ser de prata ou banhados a ouro. Já agora, diversos potes, castiçais, fruteiras, taças, etc, podiam ser de bronze.
 
As toalhas de mesa eram normalmente de linho, com rendas de crochet ou bordadas à mão, sendo que os guardanapos, bem como até alguns panos de tabuleiro, nalguns casos eram devidamente identificados com a inicial do respetivo usuário.
Não esqueçam que, antigamente, era costume, sobretudo nos meios rurais portugueses, as meninas serem ensinadas, desde cedo, a criar um certo enxoval, cujo objetivo era ser acompanhado por um dote, este por sua vez constituído, quando possível, por dinheiro para ajudar o futuro casamento. Aliás, eu tenho guardado comigo, um certo conjunto de enxoval, que a minha mãe me ajudara a fazer, até uma certa altura em criança, guardando-o por isso com muito amor e recordação, dentro de uma mala ou arca de madeira.

Finalizo esta minha reflexão com o seguinte: vamos procurar dar mais valor à nossa história, aos produtos locais e da época, fugindo de dietas loucas e passageiras, ao mesmo tempo que damos mais valor à sustentabilidade do planeta e à nossa própria sobrevivência, porque as crianças de hoje serão os homens do amanhã!

segunda-feira, 13 de março de 2017

PARABÉNS PAI!

Uma vez que se aproxima, a passos largos, o dia 19 de março, decidi começar já a pensar em preparar algo tão especial quanto possível e dedicado ao melhor pai do mundo: o meu!

Quantas vezes é que ele não me sentou ao seu colo… quantas vezes é que ele não me ajudou a fazer os trabalhos da escola… quantas vezes é que ele não me contou histórias quando eu não conseguia dormir numa noite de trovoada…
Dia do Pai, de acordo com a história, nomeadamente de Portugal, coincide com o dia cristão em que se comemora o dia de São José, Pai de Cristo, e ao mesmo tempo esposo da Virgem Santa Maria, mãe de Jesus; ou seja, 19 de março é a data comemorativa em que se homenageia a figura paterna da família cristã e antepassados pais.
Todavia, também se evoca, para origem desta mesma data, que, um jovem, dBabilónia, há mais de 4 mil anos, chamado Elmesu, terá moldado em argila o primeiro cartão dedicado ao seu pai, um rei babilónico famoso, Nabucodonosor, através do qual lhe desejaria sorte, saúde e longa vida; facto este que levaria, a partir de 1972, o presidente americano Richard Nixon a decidir-se por marcar o “Dia do Pai” (Father’s Day) no então calendário cristão, tantos nos Estados Unidos, bem como em Inglaterra! 

Para finalizar por hoje, por que não experimentarem a fazer um bolo rápido, simples, fofo e húmido?
É um bolo que sai sempre bem, e ainda ideal para dedicarem, quem sabe, tal como eu fiz, um pouco do vosso tempo ao cake design, por sua vez tão simplesmente considerada como a “arte com sabor a açúcar“! 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Bolo de Iogurte

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 iogurte
  • 3 copos de iogurte de açúcar
  • 1 copo de iogurte de óleo
  • 3 copos de iogurte de farinha de trigo
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó

Confeção:

  1. Ligar o forno a 180ºC.
  2. Juntar os ingredientes num único recipiente, pela seguinte ordem: ovos, iogurte, açúcar, óleo, farinha e fermento.
  3. Misturar tudo muito bem até obter um preparado uniforme.
  4. Colocar o preparado anterior numa forma, previamente untada com manteiga e polvilhada de farinha.
  5. Colocar a forma no forno durante cerca de 40 minutos.

E no que diz respeito à cobertura apresentada no vídeo acima, eu utilizei, em primeiro lugar, ganache, e só depois pasta de açúcar de compra: 
 RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Ganache

Ingredientes:

  • 200 ml de natas
  • 200 g de chocolate negro

Confeção:

  1. partir o chocolate aos pedaços para uma taça.
  2. deixar ferver as natas, para logo de seguida serem vertidas sobre o chocolate anterior.
  3. mexer muito bem até toda a mistura se tornar homogénea.
  4. deixar arrefecer para depois cobrir todo o bolo, devendo esperar algum tempo novamente antes de colocar por cima a pasta de açúcar.
(fontes:
http://www.ideiasereceitas.com/bolo-simples-e-rapido-de-iogurte-fofo-e-humido/,
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Pais) 

segunda-feira, 6 de março de 2017

YOGA E ALIMENTAÇÃO

Umas vezes sentimo-nos cansados e com dificuldades em respirar; outras vezes sentimo-nos desanimados e desiludidos com o que a vida nos oferece. Para complicar o assunto, ainda há quem fume ou beba álcool, pensando que com este tipo de atos se consegue simplesmente ultrapassar a ansiedade e o nervosismo. E, sem quase nos apercebermos, ao longo do tempo, deixamos quase por completo de ter vontade de lutar também contra a inatividade física e os nossos maus hábitos alimentares, arranjando sempre desculpas para que tal ocorra mais uma e uma vez… 

Por outras palavras: estamos é a tomar partido de colocar em risco a nossa própria saúde física e bem-estar emocional!
Neste sentido, tomei a iniciativa de desafiar o meu Professor de Yoga, David Lacerda Matos, conhecendo-o já há alguns anos, a fim de responder a algumas questões a propósito da prática do Yoga e da sua verdadeira relação com a vida do quotidiano e a nossa mente, corpo e espírito, bem como a nossa própria alimentação, de forma a tirar melhor partido de uma vida mais saudável e rica, em plenitude connosco e os outros.

Desde já, seja muito bem-vindo ao meu blog Cozinha Com Rosto, e muito obrigada por ter aceite este meu convite para esclarecer algumas questões, nomeadamente aos nossos leitores, acerca do tema “Yoga e Alimentação”:

1) Como ponto de partida desta nossa conversa, o que o motivou a fazer formação em Yoga?

Prof. David: Obrigado eu pelo convite. Eu estudei no curso de História / Variante de Arqueologia durante vários anos e acabei por desistir no 4º ano do curso, porque depois de ter estado a trabalhar durante vários anos na área, confrontei-me com a falta de investimento neste tipo de cultura e conhecimento, e achei que não era para mim ficar apenas a escavar no meu buraquinho sem poder crescer e mostrar tudo à sociedade. Então, a partir de 2005, interrompi, o curso universitário, para me dedicar quase em exclusivo, à formação e à prática nas áreas do Yoga e da medicina Ayurvédica, bem como da Terapia de Som (taças tibetanas). Estava interessado em procurar uma via mais espiritual, que albergasse a prática profissional relacionada com a área, então iniciei os meus estudos de forma autodidacta na área do Yoga, que hoje em dia tento integrar no meu trabalho em conjunto com a Ayurveda.

 
2) Pelo que conhece da realidade do Yoga em Portugal, como descreve o cenário da sua prática atual e a justificação pela qual as pessoas sentem necessidade de a tomar como uma verdadeira aleada ao stress do dia-a-dia?
Prof. David: Existe, hoje em dia, uma proliferação muito grande de inúmeras escolas e tradições relativas ao yoga – no meu entender todas válidas – e que permitem que esta autêntica ciência milenar esteja a chegar a cada vez mais pessoas. Apesar de já termos passado o boom da sua procura, as pessoas que continuam a chegar até mim buscam o “eterno equilíbrio”, encontrar espaço interno para si próprias, relaxamento, descontracção, flexibilidade, rejuvenescimento, harmonia entre o corpo e a mente e temas do foro do desequilíbrio como a depressão, ansiedade, insónias ou problemas digestivos.

3) Então, como é que é a sua relação intrínseca com o Yoga, no sentido de como é que as pessoas, em geral, devem entendê-la?
Prof. David: Para simplificar, hoje em dia, como eu costumo dizer, tudo é Yoga – o que interessa é inspirar e expirar – e voltarmos a controlar este processo; tudo muda depois de fazermos uma inspiração profunda. Portanto, o Yoga ultrapassa a hora da sessão, está presente, ou deverá estar o mais presente possível, em todos os momentos do dia. Quanto maior consciência da respiração (do seu estado e de como corrigi-lo) mais voltamos ao nosso centro e à nossa essência. O Yoga é uma ciência! Os benefícios da sua prática diária são brutais e podem conduzir a grandes alterações – sobretudo internas e de estados de espírito ou emocionais. A minha relação com o Yoga, nesta fase da minha vida é diária, e só tenho a agradecer poder fazê-lo ensinando-o ou passando-o a outras pessoas.
 
4) Por outro lado, uma melhor compreensão do Yoga faz com que uma pessoa, na verdade, se afaste de uma má conduta ou de maus hábitos, como o álcool, tabaco ou alimentação desequilibrada?
Prof. David: Da minha experiência pessoal, o que posso salientar é que ajuda a termos uma maior consciência de determinados comportamentos que temos, que estão muito enraizados e que acabam por se manifestar como padrões. Quando começamos a aprofundar o estudo do Yoga, os seus conceitos, percebemos que deve ser entendido enquanto ciência, por se basear em leis fisiológicas e psicológicas, mas também observado enquanto modo de vida, com aplicação directa no quotidiano, e desta forma, serve para manter a mente pura e clara, utilizando a concentração na respiração (pranayama), recarregando, desta forma, de energia renovada o corpo e a mente. Trata-se de uma modificação e purificação consciente durante um longo processo que se baseia na concentração do nosso inteiro ser, na “existência individual”. Faz despertar a consciência, procurando controlar as emoções, desejos e sensações que resultam das diferentes qualidades da nossa consciência. Ajuda a desenvolver a intuição, o entendimento do corpo, das suas funções, tornando-o saudável. Trabalha no sentido da quebra no apego, seguindo ensinamentos milenares, que no fundo nos fazem regressar à vida original, aos propósitos universais sem rejeitar ou criar falsos mundos encarando a nossa situação real.

5) Mas sendo grande parte desses mesmos hábitos relacionados com a cultura de cada um, como é que depois afinal se consegue adquirir, digamos que, essa “nova” realidade, de uma forma natural à medida que se vai praticando o Yoga?

Prof. David: Acho que essa resposta só se pode dar praticando. Passando muitas vezes pelos mesmos processos até nos deixarmos de questionar. As sensações e necessidades vão-se alterando e muitas vezes, e ouço bastantes relatos sobre isso, muitos comportamentos deixam de fazer sentido. Portanto, eu acho que é a rotina que nos traz a transformação. A dedicação (tempo e força de vontade) e o estudo (filosofia) são pilares importantes na prática do Yoga.

 
6) Portanto, posso admitir que o Professor David Lacerda Matos é um verdadeiro exemplo a seguir entre os demais, na medida em que um Professor de Yoga não deve ser somente igual a um praticante de Yoga, estarei certa?
Prof. David: É um peso grande essa questão de ser um modelo, e na verdade, acho que sou exactamente um praticante, e é o facto de levar as minhas práticas até aos outros que me torna professor! Com muitas imperfeições mas tentando transmitir e demonstrar os pilares que o Yoga me tem ensinado.
 
7) E como é que costuma planificar as suas aulas? Seria possível indicar-nos alguns exercícios e quais os seus principais benefícios?
Prof. David: As minhas sessões são elaboradas tematicamente – por norma baseio-me na leitura das próprias pessoas com quem vou desenvolvendo o meu trabalho – tendo quase sempre em vista a gestão dos elementos segundo a tradição da Ayurveda; tenho sempre bastante gosto por trabalhar os processos digestivos (que incluem digerir pensamentos, emoções, sentimentos profundos e comida) e limpezas internas (através de torções do corpo) e também formas de enraizamento, tentando fazer com que voltemos ao centro e a nós próprios. Posturas (ásanas) como ardha matsyêndrásana, paschimôttánásana, páda utkásana ou rája sarvángásana são bons exemplos destes trabalhos que proponho nas aulas. Dedico bastante atenção e tento desenvolver a parte da simbologia das posturas ao longo das sessões, não ficando só na dimensão física e tentando contribuir para o entendimento de cada pessoa que tenho pela frente do porquê de executarmos determinadas posições ou efectuarmos certas respirações específicas.
 
8) Para terminar, qual é então o seu tipo de alimentação habitual? Por acaso, tem algum prato favorito, ou alguma receita que gostasse de partilhar connosco?
Prof. David: Neste momento da minha vida sou Vegetariano estrito no que diz respeito à alimentação, não consumindo nenhum alimento de origem animal e tentando preservar um dos pilares do Yoga – o conceito de Ahimsâ (não-violência) – este é um dos princípios básicos, segundo o qual nos relacionamos com o mundo. Devemos procurar ser coerentes nos nossos actos, utilizando formas de não-violência, quer sejam acções, pensamentos ou até mesmo palavras, pois a prática de qualquer uma destas formas de violência reflecte-se em nós mesmos; diariamente acusamos o reflexo disso mesmo, e pode dizer-se que é, principalmente, no nosso pensamento e na consciência, gerando ignorância, ódios e frustrações, que ficam as marcas de todos os nossos actos e atitudes. Desta forma, muito rapidamente se perde a noção do nosso envolvimento e significado global, como o de pertencermos a um TODO, em que o mais pequeno pormenor faz parte do “Universo”. A prática da violência leva a nossa mente a focalizar-se em coisas negativas, destabilizando-se, levando a desfasamentos a nível imunológico que originam doenças. Na parte ética do consumo dos alimentos e vestuário estou a enveredar pelo Veganismo.
A minha receita de eleição acho que é o caril de grão com espinafres – refogar em azeite (ou óleo de coco) 1 cebola e cerca de 10grs de gengibre, e ir juntando uma colher de pimentão-doce, uma de caril, uma de açafrão e duas de cominhos para soltar o sabor das especiarias. Depois juntar 4 tomates triturados e 1 pimento vermelho e sal. Deixar cozinhar uns minutos antes de adicionar os espinafres (previamente cozidos – convém ser em bastante quantidade que eles ficam bastante pequenos durante o processo!) e o grão cozido, deixando cozinhar novamente até o grão soltar um pouco a casca. Quando servimos polvilhamos com garam masala e coentros picados e acompanhamos com um belo arroz basmati! Ommm…

Em conclusão, o Yoga não é o mesmo que exercício físico, vertendo muito mais a nosso favor: um ânimo maior e melhor em todos os sentidos, sendo até capaz de fortalecer os nossos próprios órgãos vitais, cuja prática correta e constante aliada a bons hábitos alimentares, ainda nos leva a muitos outros benefícios no combate a diversas doenças.

E, definitivamente, o Yoga também está naquilo que comemos: uma alimentação equilibrada contribui, por sua vez, para o aumento e reforço de todos os principais benefícios do Yoga; as refeições necessitam ser feitas com a devida consciência e paz interior, devendo saborear-se cada garfada ao ritmo de uma verdadeira respiração tranquilizante.

Tal como eu, proponham-se, assim, a atingir um tempo novo, procurando adotar ao máximo um conjunto de boas práticas e de experiências de vida mais salutares, onde cada vez mais urge elevar a vossa qualidade de vida e do mundo que vos rodeia!

Recomendo, por isso, uma alimentação da mais variada e simples possível, abrangendo sobretudo produtos frescos e sem toxicidade, sem esquecer um sem número de frutas e legumes, para além de que deve ser devidamente acompanhada por uma hidratação abundante.

Nota: contacto do Professor David Lacerda Matos para marcação de aulas de Yoga – 919886056 ou davidlacerdamatos@gmail.com

sábado, 7 de janeiro de 2017

AFINAL, COMO TUDO COMEÇOU...

Tudo começou no dia 12 de março de 2014, altura em que eu decidira alterar alguns padrões na minha vida e ao mesmo tempo na minha cozinha e na minha relação com os alimentos.
E se por um lado estamos a cada dia que passa mais informados sobre os principais benefícios no que toca ao tipo de dieta que seguimos, por outro lado há que fazer um esforço maior por interpretar os verdadeiros sinais do nosso corpo, resumindo-se tudo, no fundo, a uma questão de consciência e boas práticas.
Quanto às gerações mais novas, eu creio que as mesmas herdaram todo um conjunto de ideais demasiadamente alusivas a um tipo de informação pouco criteriosa. Desde logo foram fustigados pelo tempo extremamente curto que têm para almoçar, por exemplo, tornando-se nas vítimas perfeitas num mundo em que o marketing se tornará cada vez mais agressivo!
hambúrgueres
Por outras palavras, se a esperança média de vida humana aumentou bruscamente nos últimos anos, também em consequência do desenvolvimento da medicina, se calhar, daqui a alguns anos estaremos a assistir a um nefasto retrocesso, não? E como atuar perante o progressivo envelhecimento da população?
Sendo eu professora, logo detentora de uma formação profissional ligada ao ramo da educação em Portugal, sou da opinião de que nas nossas escolas se deveria começar por oferecer outro tipo de produtos alimentares nos bufetes e nas máquinas de venda automática. Isto é algo para o qual tenho sempre a preocupação e a moral suficiente para alertar em ambiente de sala de aula, quanto aos correspondentes malefícios para o que é praticado habitualmente.
Existe, sem dúvida, uma série de incongruências que urgem ser combatidas, que é tanto mais grave quando se prefere pactuar com toda esta situação, por simples conveniência!
frutas e legumes biológicos
Neste sentido, para todos os que gostam de cozinhar, ou que simplesmente sabem apreciar um bom prato de comida, daqui vos lanço um desafio: o de continuarem a lista de definições abaixo.

Cozinhar é:

 – provar o sentido real das coisas
– reequilibrar a balança dos nossos direitos e deveres
– ter o dom de recriar a cada dia que passa os nossos sentidos e emoções
– ultrapassar os maiores medos e frustrações com a ajuda da varinha mágica
– deixar a cozer em lume brando os nossos maiores sonhos
– tornar os finais de dia bem mais interessantes
– ter o prazer de degustar o vinho mais doce
– ousar ser criativo, crente e mais belo
– experienciar uma nova mistura de especiarias
– ao mesmo tempo uma brincadeira suave de crianças e um prazer zeloso de adultos
– reviver a infância mais ténue
– tecer um singelo manto de aromas e texturas
– não ser obrigado a procurar um fastfood à beira da estrada
– contar a história da nossa aldeia
– sinónimo de diversão e confraternização
– um estilo de vida maior
– não ter preço nem pressa
– …

Para finalizar, clique abaixo para saber mais de