terça-feira, 4 de agosto de 2020

Receitas Subscritores #1 Brunch

E se alguém lhe levasse o pequeno-almoço à cama, o que é que acharia? Gosta de surpresas?

Ou será que preferia ser você mesmo, uma vez que até se encontra, por agora, de férias em casa, meu caro Susbcritor deste Blog, a preparar um pequeno-almoço muito especial para alguém que ama?

Por isso, nada melhor do que começar esta nossa aventura pela publicação de artigos exclusivos só para si, sorridente de orelha a orelha e com bastante energia, certo?

Seguem então, desde já, 3 ótimas propostas de receitas, desde a mais saudável, até à mais, digamos que… charmosa e apetecível!

Muito obrigada também por continuar a fazer parte deste meu Projeto do Blog Cozinha Com Rosto e… bom proveito!

RECEITA DA CATEGORIA DE SNACKS: Granola com Bebida Vegetal de Aveia

Ingredientes:

  • 2 chávenas de flocos de cevada
  • 1 chávena de cajus partidos grosseiramente
  • ½ chávena de sementes de abóbora
  • 1/4 chávena de sementes de sésamo
  • flor de sal q.b.
  • 4 colheres de sopa de mel 
  • 1 colher de chá de gengibre em pó

Confeção:

  1. Colocar os ingredientes secos numa taça e misturar tudo muito bem, deixando a flor do sal e o gengibre para o fim;
  2. Adicionar o mel ligeiramente aquecido ao preparado anterior e mexer tudo novamente;
  3. Levar a mistura anterior num tabuleiro forrado de papel vegetal, durante cerca de 20 minutos a 180º C, sem esquecer de mexer a meio do tempo;
  4. Guardar a granola num frasco bem fechado, depois de arrefecer, sugerindo servi-la com bebida vegetal de aveia.

RECEITA DA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Bolo de Chocolate com Cobertura (sem ovos)

Ingredientes:

Bolo

  • 1 chávena de farinha de trigo
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó
  • ½ colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 pitada de sal
  • ¾ chávena de açúcar
  • 1 chávena de leite
  • ¼ chávena de óleo
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • ½ colher de chá de aroma de baunilha

Cobertura

  • 1 colher de sopa de óleo
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó
  • ¼ chávena de leite
  • ¼ chávena de açúcar

Confeção:

  1. Preparar uma forma redonda com o fundo removível, untando-a com spray e cacau em pó, e reservar;
  2. Pré-aquecer o forno a 180ºC;
  3. Peneirar a farinha de trigo, o sal e o bicarbonato de sódio para uma taça;
  4. Noutra taça, colocar o açúcar e adicionar o leite frio, mexendo tudo muito bem até o açúcar dissolver;
  5. Adicionar depois o óleo e mexer bem até obter uma mistura homogénea;
  6. Verter o vinagre e o aroma de baunilha, mexendo bem novamente;
  7. Juntar os ingredientes secos peneirados ao preparado anterior, misturando tudo muito bem;
  8. Despejar a massa do bolo na forma reservada, batendo depois um pouco a forma na mesa, para que as bolhas de ar saiam;
  9. Levar o bolo ao forno, cerca de 35 minutos ou até o palito sair limpo;
  10. Retirar o bolo e deixá-lo arrefecer um pouco antes de o retirar delicadamente para um prato;
  11. Preparar a cobertura, deixando ao mesmo tempo o bolo arrefecer completamente;
  12. Levar o óleo, o leite e o açúcar ao lume baixo, mexendo sempre até o açúcar dissolver;
  13. Adicionar o cacau em pó, nunca deixando de misturar tudo até que todo o cacau em pó se dissolva também;
  14. Ainda quente, despejar o preparado anterior sobre o bolo, espalhando-o uniformemente com uma espátula, depois de fazer uns pequenos furos na parte superior;
  15. Manter o bolo de chocolate coberto no frigorífico de um dia para o outro;
  16. No dia seguinte, cobrir o bolo com pepitas de chocolate e servir.

RECEITA DA CATEGORIA DE GELADOS: Gelado de Amêndoa (receita confecionada na Bimby))

Ingredientes:

  • 100 g de açúcar
  • 100 g de amêndoa s/ pele
  • 400 g natas c/ 35% gordura bem frias

Confeção:

  1. Colocar, no copo, o açúcar e a amêndoa e triturar 10 seg/vel 7; retirar e reservar;
  2. No copo limpo, inserir a borboleta, colocar as natas e bater na vel 3 até ficarem com a consistência desejada;
  3. Adicionar a mistura de açúcar e amêndoa reservada e envolver 15 seg/vel 2;
  4. Levar o preparado anterior ao congelador de um dia para o outro;
  5. No momento de servir, polvilhar com amêndoa laminada.

(fonte: https://www.mundodereceitasbimby.com.pt/sobremesas-receitas/gelado-de-amendoa/x7insw2l-6f492-082379-cfcd2-giy60lc3?fbclid=IwAR2qWXOWCNCb3kb3tfjk3SZIC467pmBH0IE5s8x66euFvVBFEJkTWq8KGq4,

https://www.vegrecipesofindia.com/basic-eggless-chocolate-cake-recipe/?fbclid=IwAR3W4l7TUkjBtyZZGXoqQ6uVig4W1a4s7uUyXGwuYg9P3nd4uEbUumAqrcU,

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/tecnicas/como-fazer-granola/)

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Sal-Gema, o que é + 23 Utilidades do Sal

SAL-GEMA, O QUE É?

Em primeiro lugar, o produto Sal-gema é o cloreto de sódio acompanhado de cloreto de potássio e de cloreto de magnésio que está alojado em jazidas na superfície terrestre, pertencendo ao grupo das rochas sedimentares.

Em segundo lugar, este termo aplica-se ao sal obtido da precipitação química pela evaporação da água de antigas bacias marinhas em ambientes sedimentares. Para isso, o mesmo é extraído pelo método de lavra por solução e pelo método de lavra subterrânea convencional. E os únicos locais de extração de sal-gema em Portugal localizados em Loulé e Rio Maior, tornaram-se num vestígio da presença do mar em épocas remotas.

AS SALINAS DE RIO MAIOR

sal

No que diz respeito às Salinas de Rio Maior, temos que estas situam-se a cerca de 3 km do centro da cidade de Rio Maior, encaixadas num vale no sopé da Serra dos Candeeiros, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Classificadas como Imóvel de Interesse Público desde dezembro de 1997, são portanto as únicas que se encontram em pleno funcionamento na Europa. E ainda que a primeira referência à sua existência seja de 1177, pensa-se que o aproveitamento do sal-gema já seria feito desde a Pré-história!

Uma mina de sal-gema, extensa e profunda, segundo os técnicos, atravessada por uma corrente subterrânea que alimenta um poço, faz com que a água dele extraída seja sete vezes mais salgada que a do mar. Da sua exposição ao sol e ao vento e consequente evaporação da água obtêm-se o sal, depositado no fundo dos talhos, o qual depois é colocado em montes, em forma de pirâmides, para secar até ser recolhido.

UM POUCO DE HISTÓRIA

E segundo o que se sabe, o poço atual foi aberto devido ao acaso: uma rapariga que apascentava uns animais, para mitigar a sede, tentou beber numa poça de água que aflorava num juncal; o sabor fortemente salgado foi-lhe extremamente desagradável e comentou isso ao chegar a casa; seu pai e vizinhos apressaram-se a ir cavar em tal sítio de onde surgiu o poço atual, tendo secado depois o primitivo.

As típicas tabernas eram montadas nalgumas das casas de madeira e funcionavam apenas durante a “safra”: com o trabalho duro da marinha, em noites frias e húmidas, os homens sentiam necessidade de ingerir doses avultadas de álcool, sendo por isso frequente passar-se pela taberna; o taberneiro montava a sua escrita em tábuas de madeira com cerca de 1,5 m por 10 a 15 cm, descrevendo a conta de um freguês; na régua era escrita, com sinais convencionais, a despesa que o cliente ia fazendo ao longo da safra e os pagamentos que ia efetuando. Desta forma: se, por um lado, o cliente sabia sempre quanto devia e os outros ficavam a saber se ele era ou não um bom bebedor, por outro lado, o taberneiro ia recebendo as suas contas mais facilmente, cujo pagamento era sempre feito em sal.

O COMÉRCIO DO SAL

sal

Acrescente-se que, antigamente, o sal era uma substância importante no comércio entre os povos como moeda de troca, sendo utilizado como pagamento de jornas, daí a proveniência da palavra salário. E para além de ser apreciado como condimento desde as civilizações mais antigas, começou também a ser usado como produto essencial para a conservação dos alimentos, já que eram desconhecidos os atuais métodos de refrigeração, bem como na preparação de peles e conservação de couros.

Por tudo isto, o domínio do comércio do sal foi sempre uma preocupação primordial dos mais poderosos e influentes, controlando o que era enviado, com outros produtos, para o Mediterrâneo e daí para Oriente, pelos Árabes, ou então para o norte da Europa, pelos Cristãos, através das Ordens religiosas.

Portanto, o mar, os rios e as vias romanas, eram os elos de ligação entre os povos. E sendo Rio Maior navegável até parte do seu percurso, era natural que fosse utilizado para comunicação com o Tejo, porta de saída principal para o comércio externo, no qual se incluiria o sal pela sua extrema qualidade.

23 UTILIDADES DO SAL

SAL

Em conclusão, todos nós sabemos que o sal é um dos temperos mais tradicionais na culinária! Mas sabia que, os seus benefícios para a saúde estão relacionados com o iodo? E olhe que este composto é essencial para as hormonas da tiróide intimamente ligadas à produção de energia do nosso corpo.

Além disso, o sódio presente no sal, quando combinado com o potássio, ajuda a manter o ritmo cardíaco normal. Portanto, o tempero é só uma das múltiplas utilidades do mesmo, podendo, assim, ser utilizado para facilitar a nossa vida noutras áreas.

Neste sentido, tive o cuidado de selecionar, para si, uma série de utilidades, que de certeza vão ajudá-lo no seu dia a dia!

A LISTA

  1. eliminar os cheiros a alho, cebola ou peixe das mãos: utilizar uma mistura de sal com vinagre e lavar as mãos;
  2. remover os cheiros de comida nos recipientes plásticos: colocar uma colher de sal dentro dos potes e deixar atuar de um dia para outro;
  3. retirar odores dos pés no calçado: colocar um pouco de sal dentro do calçado;
  4. remover as manchas brancas que ficam nos móveis: passar uma mistura do sal com óleo vegetal sobre a mancha, em proporções iguais, deixando atuar 1 a 2 horas antes de esfregar;
  5. limpar o forno: borrifar uma mistura de água, sal e canela no forno, ainda quente, e deixar arrefecer, para remover tudo com uma esponja;
  6. evitar que as frutas, como a maçã e a pêra descascadas, fiquem escuras: aplicar nelas água com sal;
  7. ajudar a manter as panelas limpas e brilhantes: misturar um pouco de sal à água e esfregar com um pano;
  8. alargar a vida útil do queijo dentro do frigorífico:sal

    derramar um pouco de sal sobre ele;

  9. aliviar a dor de garganta ou ajudar a tratar as aftas na boca: gargarejar água quente com um pouco de sal de cozinha;
  10. aumentar a durabilidade de uma escova de dentes: mergulhá-la em água com sal antes de utilizá-la pela primeira vez;
  11. diminuir as chamas ou apagar o fogo durante os churrascos: aplicar sal para controlar as chamas;
  12. aumentar a vida útil das velas: antes de as usar, deixá-las durante algumas horas numa solução com água e sal, secando-as bem;
  13. deixar o frigorífico limpo e com um cheiro agradável: utilizar água gaseificada com sal na sua limpeza;
  14. evitar o mau cheiro e os entupimentos com restos de comida, nos canos da cozinha: despejar água quente com sal no ralo da pia;
  15. limpar utensílios de bronze e cobre: aplicar uma mistura com farinha, sal e vinagre sobre os objetos e deixar atuar 1 hora antes de limpar;
  16. remover a gordura da frigideira: 

    sal

    aplicar um pouco de sal e remover a sujidade com um pano húmido ou uma batata;

  17. realçar as cores dos tapetes de fibra ou das cortinas: colocar sal na água para lavar as peças;
  18. afastar formigas de certas zonas da casa: borrifar sal nos rodapés, cantos ou armários, afastando-as da área em questão;
  19. remover manchas de suor das roupas: usar uma mistura de 4 colheres de sopa de sal para 1 litro de água;
  20. retirar o cheiro a mofo: passar uma mistura de sumo de limão, água quente e sal, por cima do local, deixar atuar e limpar;
  21. desinfetar as esponjas: mergulhá-las numa mistura de água morna e 2 colheres de sal, deixar atuar algumas horas e lavar, retirandor o excesso de água;
  22. ajudar a refrescar as bebidas: num recipiente, colocar camadas de gelo e sal intercaladas junto com as bebidas até à hora de servir;
  23. aliviar o ardor e a comichão de uma picada de inseto: passar, por cima do local, com água gelada salgada ou sal misturado com azeite.

NOTA IMPORTANTE

Para ter acesso gratuito ao artigo sobre as Salinas de Rio Maior, na Revista Digital “P´ra Mesa” Nº13, no caso de não ser ainda Subscritor deste Blog, clique aqui para saber como recebê-la diretamente e de forma gratuita no seu email!

 

(fonte: https://pt.wikipedia.org,

https://www.turismoriomaior.pt,

https://guiadacozinha.com.br/)

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Arroz de Pato, quem é que não conhece?

Em primeiro lugar, o Arroz de Pato é uma receita tradicional portuguesa que tem a sua origem no seminário mais antigo de Portugal: o seminário de Braga!

INTRODUÇÃO HISTÓRICA

Pelo que se sabe, a receita original costumava fazer-se com pato selvagem. Contudo, nunca deixou de ser um prato bastante saboroso e verdadeiramente típico da gastronomia portuguesa, sendo até mundialmente conhecido também por “Arroz à Portuguesa” ou  “Arroz de Braga”:

«As fontes sobre a origem deste prato não são claras, no entanto acredita-se que a sua origem esteja na culinária popular e na necessidade de aproveitar os restos do cozido do dia anterior.
Pratos parecidos são preparados na Espanha – principalmente nas regiões nortenhas – e há algum relato também na gastronomia Peruana onde o Arroz de Pato é conhecido como “ñuñuma” sendo que nesse caso o prato é confecionado com cerveja.

Diz a lenda que esta receita foi introduzida pela mulheres espanholas que a teriam utilizado para “encantar” os seus homens e fazer com que eles caíssem aos seus pés.
O segredo – segundo o que conta a historia – estava no coração da ave que, escondido no meio do arroz, uma vez comido pelos conquistadores teria feito apaixonar os homens pelas suas donzelas.»

(fonte: https://www.facebook.com/artesaosdacomida)

como fazer arroz de pato

Obviamente que este prato pode ser encontrado em diversos restaurantes espalhados por todo o país de Portugal, mas quase sempre fiel à sua receita original, em que o arroz é cozido com o caldo que serviu para cozinhar o pato lado a lado com o presunto e o chouriço, ganhando ainda mais sabor e vontade de o replicar nas nossas casas!

Em resumo: primeiro desfia-se a carne do pato e depois coloca-se tudo num tabuleiro, de preferência de barro, entre duas camadas de arroz, reservando o chouriço e o presunto para a sua cobertura final. Portanto, basta que tudo vá ao forno durante alguns minutos, só para ganhar aquele tom tostadinho… mmm!!!…

Vamos então à minha proposta de receita caseira do… Arroz de Pato?

RECEITA DA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Arroz de Pato

o que é arroz de pato

Ingredientes:

  • 1 Folha de Louro
  • 1/2 Pato cortado aos bocados
  • 1 Chouriço de Carne
  • 200 g Presunto
  • 1 Cebola
  • 2 dl de Azeite
  • Sal e Pimenta q. b.
  • 2 chávenas Arroz Carolino
  • 4 chávenas da Água da Cozedura do Pato

Confeção:

  1. Levar 1/2 pato cortado aos bocados a cozer numa panela com água a ferver e juntar o chouriço e o presunto;
  2. Retirar o pato do lume para logo a seguir ser desfiado, sem esquecer de reservar o chouriço, o presunto e a água da cozedura;
  3. Confecionar o arroz, mas fazendo primeiro um ligeiro refogado com a cebola e o azeite num tacho;
  4. Colocar o arroz carolino no tacho, contudo deixá-lo fritar um pouco antes de verter a água da cozedura do pato a ferver;
  5. Não esquecer de deixar cozer o arroz em lume brando;
  6. Entretanto, cortar o chouriço em rodelas e o presunto em pequenas lascas e reservar;
  7. Ligar o forno a 180ºC e, ao mesmo tempo, escolher um tabuleiro de ir ao forno; 
  8. No tabuleiro: fazer uma camada de arroz, colocar por cima o pato desfiado, voltar a tapar com arroz e, por fim, espalhar o chouriço cortado às rodelas e o presunto às lascas;
  9. Por último, levar o tabuleiro ao forno até a parte de cima começar a tostar e servir.

(fonte: https://www.24kitchen.pt/receita/arroz-de-pato-a-antiga,

http://iberismos.com/arroz-de-pato)

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Chefe António Amorim em Entrevista!

A ENTREVISTA À COZINHA COM ROSTO

Depois de abrir a Fábrica do Pastel de Feijão em 2017 e, cerca de um ano mais tarde, o Restaurante Puro, ambos os negócios localizados na cidade de Lisboa, tal como podem ler aqui e acolá, o Chefe António Amorim continua a lutar pelos seus sonhos, ainda que, em alturas de Pandemia, uma grande parte das empresas da área da restauração se encontrem com bastantes dificuldades em manter-se abertas ao público!

É que, mesmo cumprindo todos com os requisitos necessários de higiene e segurança, na verdade, muitos de nós, ainda sentem bastante receio de se descolar até a um restaurante, enquanto que outros, infelizmente, parece que só saem à rua para desafiar o próprio vírus, colocando outros em risco!

Tivéssemos nós preparados ou não, para toda esta situação a nível mundial, fomos forçados a alterar o nosso quotidiano, aumentado as nossas fragilidades, ao mesmo tempo que se começaram a criar muitas incertezas para o futuro, em que a força de vontade, parece ser, no final das contas, a única coisa que marcará a diferença, quando tudo isto passar!

A TERRA NATAL DO CHEFE ANTÓNIO AMORIM

Baião

  1. Para começar, esta nossa entrevista, conte-nos tudo acerca da sua terra natal, ou seja, de Baião, uma vila portuguesa pertencente ao distrito do Porto, sobre a qual outro dia lia aqui que “Para quem procura um destino “fora da caixa”, Baião é uma excelente escolha. Vá e descubra o seu imenso património, explore os recantos naturais, as paisagens vinícolas e prove a saborosa gastronomia que tanto encantou o escritor Eça de Queiroz.”

Chefe António Amorim: Baião, a minha Terra natal, é uma vila no Norte do país junto ao Douro.

Uma Terra com História, com uma Gastronomia Rica, como em qualquer parte do país, onde se destacam: o anho assado com arroz do forno, o basulac, os enchidos com sabores únicos e muito característicos. Estamos rodeados por vinhas e serras, e como dizia Eça de Queiroz: “A Cidade e as Serras”.

Para além da boa gastronomia e vinícola, temos um grande impacto histórico romano, como as Antas, monumentos e igrejas onde consta uma rota Romana, e toda a História e Museu da Casa de Eça de Queiroz. Baião é um povo acolhedor, genuíno, em que nada fica ao acaso quando por ali alguém passa, ficando sempre com vontade de voltar.

  1. Então, quer dizer que, o facto do Chefe António Amorim continuar a lutar pelo que é seu, tendo dois negócios próprios ligados à restauração, a Fábrica do Pastel Feijão e o Restaurante Puro, resistindo a todo um desenrolar de situações menos agradáveis em tempos de Pandemia, implicando, naturalmente, múltiplas incertezas num futuro mais ou menos próximo, deve-se sobretudo à sua forma de ser «fora da caixa», é isso?

Chefe António Amorim: Esta situação da Pandemia era algo que ninguém esperava e muito menos ter as proporções atuais, e ao nível mundial. Na minha situação dos negócios próprios, em que parte dos clientes eram sobretudo turistas, e estando inseridos em zonas turísticas, agora é difícil conseguir manter e suportar todos os encargos, existindo dificuldades em manter uma porta aberta e em funcionamento. Em relação ao Pastel de Feijão, quando esperava abrir mais uma loja, em que as pessoas, de toda a parte, imploravam pelo Famoso Pastel Feijão, agora ainda mantemos a porta encerrada e a analisar o futuro, embora mantenha a sua confeção no Restaurante Puro, por encomenda, e que mais tarde abrirá noutro local. Não vejo alternativas, nem mais ajustes possíveis, para continuarmos sem uma previsão acertada.

EM ALTURAS DE PANDEMIA

Pandemia

  1. Já agora, será que concorda com a afirmação da secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Ana Jacinto, em declarações à agência Lusa aqui, em que “a medida mais certa e que mais contribuiria para solução era, de facto, o Governo permitir a abertura dos bares e das discotecas, porque teriam de funcionar com regras apertadas, com protocolos e estes jovens seriam controlados”?

Chefe António Amorim: Para a economia, para os negócios, para a área da Restauração, sobretudo seria bom, mas nem com regras, nem com medidas apertadas, as pessoas, e sobretudo os jovens, respeitam. Existe uma grande falta de responsabilidade social em que as pessoas não acatam qualquer ordem de autoridades, ou mesmo governamentais.

  1. Aliás, foi até criado um site, Juntos Pela Noite, onde é possível consultar a Proposta de Guia de Boas Práticas para Animação Noturna apresentado ao próprio Governo, em que este setor “representa mais de 140.000 postos de trabalho e 5.143 espaços”. Mais uma prova de que muitas das empresas portuguesas estão a passar por um momento cada vez mais próximo do «insustentável»! Neste sentido, que caminho é que o Chefe António Amorim está, portanto, a tomar, no sentido de não deixar de seguir a chamada «luz ao fundo do túnel», mesmo que, de acordo com os entendidos, seja previsível que a vacina contra Covid-19 só esteja disponível daqui a alguns meses?

Chefe António Amorim: Com certeza que a área da Restauração e Turismo são as mais afetadas com esta Pandemia, e logo a que emprega mais pessoas. Neste momento, qualquer empresa no setor do turismo está com sérias dificuldades e o facto de encaminhar pessoas para o fundo de desemprego, ou simplesmente dispensar colaboradores, não são as únicas soluções. Os custos fixos dos espaços dos negócios são muito elevados, mantendo-se e com ou sem clientes, e no caso de estar aberto, a faturação não chega para cobrir esses custos fixos.

No meu caso, reduzi a equipa, o número de colaboradores, mas nem assim resulta: o movimento é tão baixo que por vezes nem dá para o consumo de energia.

As pessoas continuam a sair, mas com muitas restrições e receios, pois só mesmo com a chegada de uma vacina é que poderemos retomar a uma normalidade. Mas entretanto, já se perderam muitos postos de trabalho e muitas empresas e negócios fecharam.

A MELHOR FRANCESINHA DE LISBOA Francesinha

  1. Então e o que é que tem a dizer acerca da “Melhor Francesinha de Lisboa”, ou o que é que ela tem de tão especial, de forma a levar as pessoas a querem degustá-la? Será que o seu segredo reside também no molho?

Chefe António Amorim: Sem medo e de boca cheia digo que sim, “a Francesinha do Puro é a melhor de Lisboa”!

Em relação à francesinha, é um prato ingrato, em que todas as pessoas acham que sabem fazer e todos dizem «a minha é boa» ou «a melhor», mas na realidade são as pessoas que avaliam e se sentem confiantes e analisam as diferenças.

A francesinha não é apenas o molho, ainda que o molho seja o principal, sem dúvida, mas todo o recheio conta, e muito, e agora as pessoas já fazem essas comparações.

Eu cresci no Porto e aprendi a base da receita com a casa-mãe das francesinhas, “A Regaleira”. Sempre, e dentro do meu percurso profissional, me acompanharam, e cheguei a cozinhar na Bósnia, ainda como Militar, para 230 homens, em que grande parte são do Norte e até hoje comentam e falam das “Francesinhas do Amorim”. Embora tenha ajustado a receita, os 4 meses de testes, antes de a implementar no Restaurante Puro, foi nessa perspetiva, na de «não vai ser mais uma Francesinha, mas sim a “Melhor Francesinha”»: o molho demora 8 horas a confecionar, sendo à base de ossos e rabo de boi; o pão de forma é caseiro e de forno de lenha; a carne é macia, que parece lombo; a linguiça fumada e a salsicha fresca especial; tudo isto a acompanhar com batata frita no momento, e ovo.

A “Francesinha do Restaurante Puro” come-se e fica-se satisfeito, não deixando azia no estômago. E a seguir, ou no dia seguinte, já apetece outra, ao contrário do comum em que, enquanto não se esquece aquela, não se quer repetir.

A RECRIAÇÃO DO PASTEL DE FEIJÃO DE TORRES VEDRAS

  1. No que diz respeito ao seu Pastel de Feijão, o que é que tem a acrescentar acerca da sua mais bela e doce recriação com origem conventual, em Torres Vedras, e onde, ou como, é que o poderemos, afinal, adquirir?

Chefe António Amorim: O Pastel de Feijão continuará o seu caminho, fazendo-se por encomenda, via telefone ou redes sociais, para ser entregue em casa, ou então ser levantado no Restaurante Puro. No futuro, com certeza que iremos analisar esta situação em pormenor, mas sempre quisemos estar perto do público e o povo português é assim que nos implora.

  1. Para finalizar, pode dizer-nos quem é que cozinha mais lá em casa? E qual é que é o seu prato favorito e a sua receita?

Chefe António Amorim: Em casa, em 90% das vezes, sou eu que cozinho, embora seja cada vez com menos tempo livre. Para mim, é fácil criar e fazer algo para comer rapidamente, sendo uma tarefa que cabe a mim cumprir. Mas depois, é sempre complicado, para quem está do outro lado, achar que não se consegue surpreender ou agradar, embora admita que, em casa, a cozinha deva ser mais simples e direta, como mais grelhados, o mais tradicional possível e sem grandes invenções. Na Quarentena é que confecionei receitas diferentes, porque havia muito tempo e, de certa forma, as pessoas também estavam à espera que os Chefes ajudassem ou dessem algumas dicas ou receitas.

O meu prato favorito são todos os que levem bacalhau e o Arroz de Cabidela.

Chefe António Amorim

segunda-feira, 13 de julho de 2020

4 Vouchers de Desconto + Revista “P´ra Mesa” 13

E porque hoje é dia 13… tenho a dizer-vos que, meus caros leitores, hoje irá ser, certamente, um dia de sorte para todos os Subscritores deste Blog! Por outro lado, se 1+3=4, então será que estão preparados para receber, como oferta, 4 Vouchers de Desconto?

O LANÇAMENTO DA NOVA EDIÇÃO DA REVISTA DIGITAL “P´RA MESA”

Em primeiro lugar, sejam muito bem-vindos ao lançamento de mais uma edição da Revista Digital Trimestral “P´ra Mesa”: a Número 13!

E se, na passada edição Número 12, eu já vos tinha dado a conhecer mais uma bonita zona de Portugal, que é nada mais nada menos do que a Capital do Gótico e do Ribatejo, ou seja, Santarém, desta vez passo a apresentar-vos uma, digamos que, “visão scalabiana pós-confinamento“!

Quero com isto dizer que vou partilhar convosco, por exemplo, alguns testemunhos de pessoas em que a Pandemia se em autênticas oportunidades de negócio, mas também de crescimentos pessoal!

4 vouchers de desconto

Convido-vos, portanto, a desfolharem comigo, cerca de 40 páginas envoltas em ideias úteis e projetos únicos de pessoas com espírito aberto e ansiosas por vos receber em Santarém!

Temos então:

  • Neida Andrade e os seus projetos de Animação Turística “Gotiks Sanses” e Agência de Viagens Online “Senses”
  • Rita Montez e o seu Alojamento Local de Turismo de Aldeia “A Cada da Avó Rosa”
  • Adriana Lemos e Marco Carvalho em entrevista à Cozinha Com Rosto, juntos pelo Grupo Salgema e pela venda de produtos 100% portugueses a ver com as Salinas de Rio Maior
  • Isabel Zibaia Rafael em entrevista à Cozinha Com Rosto, a reconhecida detentora do Blog Cinco Quartos de Laranja, mas também natural de Santarém e autora de vários livros de culinária, em que a Cozinha Portuguesa é sempre o seu ponto de partida
  • Texto da autoria de Miguel Boieiro, acerca de mais uma planta medicinal em tempos de Pandemia, atualmente Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Naturalogia, para além de ser autor de vários livros

COMO RECEBER A OFERTA DE 4 VOUCHERS DE DESCONTO

E, para terminar em «grande», e pela primeira vez na história desta Revista Digital “P´ra Mesa”, tenho todo o gosto em anunciar aqui, meus caros leitores, que, quem for Subscritor deste Blog Cozinha Com Rosto, irá ter ainda a grande oportunidade de usufruir de 4 Vouchers de Desconto a ver com:

  • Estadia num Alojamento Local
  • Passeios Turísticos acompanhados de um Guia
  • Tomada de Refeições num Restaurante
  • Compras Online de produtos de excelência

E atenção que, a referida Oferta, será válida até… ao final do mês de setembro de 2020!

Em conclusão: acedam já ao link http://eepurl.com/gdUQnT, subscrevam a Revista Digital “P´ra Mesa” e recebam de imediato, no vosso email, de forma totalmente gratuita, a Edição Número 13 anunciada abaixo!

4 vouchers de desconto

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Pãezinhos Arrepiados de Queijo

Precisa de preparar um lanche rápido para assistir àquela série televisiva preferida no sofá, ou só pouco tempo antes de ir dormir é que reparou que, afinal, não tinha nada para tomar ao pequeno-almoço do dia seguinte, juntamente com o seu leite com chocolate ou café com leite? Então prepare-se para fazer o apontamento de uma receita crocante por fora e macia por dentro, podendo ser recheada com o que preferir mais, seja algo doce ou salgado: Pãezinhos Arrepiados de Queijo!

NOTAS INTRODUTÓRIAS

Em primeiro lugar, dirija-se já ao seu frigorífico e reveja se tem ovos, queijo e leite, ok?

E depois, desloque-se também até ao seu armário da cozinha, onde habitualmente guarda as farinhas ou produtos similares, para verificar se por acaso tem, para além de óleo alimentar, o chamado “polvilho doce”, conhece?

É que, a minha proposta de hoje tem a ver com o “Pão de queijo”, que normalmente contém «polvilho», dizendo este por sua vez respeito a um produto derivado da mandioca, que existe em duas versões, o polvilho doce e o polvilho azedo, dependendo sobretudo do próprio processo de fabricação utilizado, já que a sua principal diferença reside no facto do seu teor de acidez ser cinco vezes mais alta no polvilho azedo do que no doce.

E ainda que, no meu caso, eu tenha optado por utilizar o “polvilho doce para confeção de pãezinhos de queijo”, de acordo com o que se pode ler aqui, a melhor forma será até a de misturar um pouco dos dois tipos, uma vez que, por um lado, “de sabor suave, o polvilho doce confere elasticidade aos pratos, funcionando como uma espécie de cola que dá liga aos demais ingredientes“, enquanto que, por outro lado, “o polvilho azedo (…) tem um sabor mais ácido (…) o que confere um gosto mais intenso às preparações“, permitindo “que se formem bolhas de ar dentro da massa, fazendo o papel do fermento, de modo que ela cresça mais e fique mais leve“.

DOCE DE ABRUNHOS E GELEIA DE PÊRA SÃO PERFEITOS

PARA OS PÃEZINHOS ARREPIADOS DE QUEIJO

Prepare-se para saborear os seus deliciosos Pãezinhos Arrepiados de Queijo com os mais variados doces, por se contrastar, na minha opinião, muito bem com o sabor salgado do próprio queijo, que no meu caso foi a vez do “doce de abrunhos” e da “geleia de pêra“. Todavia, ficarão igualmente bem, dependendo da ocasião e do tipo de queijo incorporado, naturalmente, com presunto, fiambre, carnes assadas ou fumadas, entre outros produtos do género.

Entretanto, já agora acrescento que eu chamei-lhes ainda de «arrepiados», devido ao seu próprio aspeto final, não acham bem?

Só mais uma nota importante antes de avançar: ambos os tipos de polvilho “são livres de glúten, fazendo do polvilho um bom substituto para a farinha de trigo na alimentação de pessoas com doença celíaca ou que evitam consumir essa proteína.” (fonte: caldobom.com.br)

pãezinhos arrepiados de queijo

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE O TRADICIONAL PÃO DE QUEIJO ORIUNDO DA AMÉRICA DO SUL

“É uma variação da chipa, receita criada pelas missões jesuíticas, com influências indígena e europeia, que é típica de países como Paraguai e Argentina. Teria entrado no Brasil por volta da década de 1860.

Os primeiros registros do pão de queijo brasileiro são da década de 1950. Nos anos 1960, a receita foi disseminada pela cozinheira e empresária mineira Arthêmia Chaves Carneiro, que vendia a iguaria em diversos restaurantes do estado de São Paulo.

Apesar de ser denominado como “pão”, o pão de queijo consiste basicamente em um tipo de biscoito de polvilho azedo ou doce acrescido de ovos, sal, óleo vegetal e queijo, de consistência macia e elástica, existindo pequenas variações.

Há várias receitas diferentes, onde os ingredientes e o tipo do queijo variam muito – bem como o resultado final. Algumas usam polvilho doce, outras o azedo, ou mesmo ambos. Mas o que dá a sua principal característica é o fato de ser feito à base de polvilho de mandioca e algum tipo de queijo.

A gordura – banha de porco, óleo vegetal, manteiga ou margarina – funciona como um lubrificante molecular, contribuindo para a textura elástica da massa. O ovo contribui com a cor e seu sabor.

O tipo de queijo varia de acordo com a preferência ou disponibilidade, dando prioridade aos de sabor mais forte, como os curados. Os mais utilizados são o canastra, a mussarela, o parmesão e o minas frescal. O queijo dá o sabor típico do pão de queijo, daí seu nome.

Existe também o pão de queijo escaldado, técnica de preparo que exige utilizar água fervente, às vezes misturada com óleo vegetal no polvilho. O pão de queijo escaldado tem um sabor mais próximo do natural, já que no processo de escaldamento a massa fica pré cozida. Algumas receitas usam batata.“

(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A3o_de_queijo)

RECEITA DA CATEGORIA DE ACOMPANHAMENTO:

Pãezinhos Arrepiados de Queijo (receita confecionada na Bimby)

pãezinhos arrepiados de queijo

Ingredientes:

  • 150 de queijo
  • 200 g de leite
  • 100 g óleo
  • 1 colher de chá de sal
  • 250 g de polvilho doce para confeção de pãezinhos de queijo
  • 2 ovos

Confeção:

  1. colocar, no copo, o queijo aos pedaços, e ralar 10seg/ vel 9;
  2. retirar o queijo ralado do copo e reservar;
  3. colocar, no copo, o óleo, o leite e o sal, e programar 7min/ 90º/ vel 1;
  4. adicionar o polvilho e programar 20seg/vel 6;
  5. deixe arrefecer e, de seguida, adicionar os ovos, o queijo reservado e programar 1min/vel 6;
  6. amassar 2min/ vel espiga e deixar repousar cerca de 20 min;
  7. fazer bolas pequenas com a mão e levar ao forno pré aquecido a 160º cerca de 30 minutos.

(fonte: https://www.mundodereceitasbimby.com.pt/massas-levedas-receitas/pao-de-queijo/ncwnqb96-5cbcc-179046-cfcd2-99df75k4)