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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Bolinhos de Abóbora do Convento de Odivelas!

O Mosteiro de São Dinis de Odivelas, ou Mosteiro de Odivelasclassificado, desde 1910, como Monumento Nacional, localiza-se no largo de D. Dinis, freguesia de Odivelas, Portugal. Acrescente- se ainda que este mosteiro, da Ordem de Cister, foi fundado, em 1295, por D. Dinis, o Lavrador, ou Poeta, ou seja, pelo Rei de Portugal e do Algarve de 1279 até a sua morte. 


Reza a lenda que D. Dinis tomou esta iniciativa como forma de pagamento de uma promessa feita a São Luís, quando, numa caçada no Alentejo, foi surpreendido por um urso. Perante a aparição do santo, o rei recobrou forças e conseguiu neutralizar o enorme animal.

A escolha do local para D. Dinis cumprir a sua promessa incidiu numa propriedade do Rei no termo de Lisboa, Odivelas, onde se situava a “Quinta das Flores”. Esta zona gozava de ótimos recursos naturais, nomeadamente: solos férteis, um curso de água, e ainda uma morfologia que formava um abrigo natural para as culturas. O mosteiro destinava-se a receber uma comunidade feminina cisterciense, e a escolha do local pretendia assegurar a subsistência das monjas e garantir o recato das mesmas, sendo criados campos de cultivo junto ao mosteiro. 

Em 1325 morre D. Dinis e, conforme sua vontade, é sepultado no mosteiro que representa talvez a obra arquitetónica mais emblemática do seu reinado; entre 1900 e 2015 funcionou no mosteiro o Instituto de Odivelas; em 2017 o Exército cedeu o mosteiro à Câmara de Odivelas.

Por outro lado, também se sabe que o chamado Pinhal de Leiria foi inicialmente mandado plantar pelo rei D. Afonso III (1248-1279), no século XIII, com o intuito de travar o avanço e degradação das dunas, bem como proteger a cidade de Leiria e o seu Castelo e os terrenos agrícolas da sua degradação devido às areias transportadas pelo vento. 
Mas, mais tarde, entre 1279 e 1325, foi aumentado substancialmente pelo mesmo rei D. Dinis I, para as dimensões atuais. 

E este mesmo pinhal foi muito importante para os Descobrimentos Marítimos, pois a madeira dos pinheiros era usada para a construção de embarcações e o pez (alcatrão vegetal extraído dos pinheiros) foi ainda usado para proteger as caravelas. 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolinhos de Abóbora do Convento de Odivelas

Estes bolinhos, de origem conventual, são portanto típicos de Odivelas, logo da região de Lisboa, de onde provêm outras receitas igualmente deliciosas, tais como a Marmelada Branca de Odivelas, que eu por acaso também já experimentei a fazer!

Os bolinhos de Abóbora são feitos à base de abóbora, açúcar, coco e ovos, mas também fáceis de preparar e ótimos para saborear a qualquer hora, bom proveito!

Ingredientes:

  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 200 gr de açúcar
  • 4 ovos
  • 400 gr de abóbora
  • 60 gr de coco ralado
  • 70 gr de farinha de trigo
  • açúcar em pó p/ polvilhar












 Confeção do modo Tradicional:

  1. Cozer a abóbora em água a ferver;
  2. Coar a água e reservar a abóbora;
  3. Retirar 130 ml da água da cozedura, juntar o açúcar e levar ao lume até levantar fervura;
  4. Adicionar a abóbora e deixar apurar um pouco;
  5. Passar o preparado com a varinha mágica e acrescentar o coco;
  6. Manter alguns minutos ao lume, a temperatura moderada;
  7. Retirar do calor e deixar arrefecer um pouco;
  8. Ligar o forno a 180º C;
  9. Adicionar os ovos ao preparado e misturar;
  10. Juntar a farinha e o fermento, envolvendo bem, até obter uma massa homogénea;
  11. Colocar formas de papel nas formas dos queques e deitar nelas a massa;
  12. Levar ao forno cerca de 20/25 minutos;
  13. Deixar arrefecer os bolinhos e polvilhá-los com açúcar em pó.


Confeção na Bimby:

  1. Colocar no copo a água e o cesto com a abóbora e programar 20 min/ Varoma/ vel 2.
  2. Retirar e reservar a água da cozedura.
  3. Colocar no copo 130 g da água reservada, o açúcar e programe 20 min/ Varoma/ vel 1.
  4. Adicionar a abóbora, programar 30 segundos e triturar, progressivamente, até à velocidade 7.
  5. Acrescentar o coco e programar 5 min/ 100º C/ vel 2.
  6. Retirar o copo da base da Bimby e deixar arrefecer até aos 60º C.
  7. Ligar o forno a 180º C.
  8. Adicionar os ovos e misturar 1 min/ vel 2.
  9. Juntar a farinha e o fermento e programar 20 seg/ vel 3.
  10. Colocar formas de papel nas formas dos queques e deitar nelas a massa.
  11. Levar ao forno cerca de 20/25 minutos.
  12. Deixar arrefecer os bolinhos de abóbora e polvilhá-los com açúcar em pó.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O novo espaço Ayalla Sparkling Cakes fica em Odivelas!

Já abriu o novo espaço Ayalla Sparkling Cakes em Odivelas, mais precisamente na Urbanização Colinas do Cruzeiro, tendo a Cozinha Com Rosto passado por lá, para vos contar agora como é que tudo começou e o que é que afinal coloca à disposição dos seus clientes, para os fazer voltar!


Mas ainda antes de passar à entrevista formulada por mim ao próprio mentor do projeto, a quem eu agradeço, desde já, todo o tempo despendido, só para vos fazer uma breve introdução, meus caros leitores deste blog, adianto já que, Chef Pedro Ayalla e Costa, formado em Pastelaria e com um excelente percurso profissional iniciado na indústria hoteleira, optou por, há cerca de dois anos, criar o seu próprio negócio, na área da confeção e venda de bolos e sobremesas do tipo mais arrojado, mas tudo caseiro e igualmente fresco, sem quaisquer corantes ou conservantes.

E, tal como podem verificar abaixo, sem dúvida que o seu trabalho é deveras minucioso, logo imprescindível para se manter o padrão de qualidade que é pretendido, de sabor único e exclusivo!

1.      Afinal de contas, como é que surgiu toda esta ideia de negócio e qual pensa ser o seu verdadeiro contributo aqui para as Colinas do Cruzeiro, em Odivelas? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: A ideia surgiu de uma oportunidade de negócio que, para mim, fazia todo o sentido, o de ir a um Restaurante e ser presenteado com uma Sobremesa de Assinatura e caseira, em vez de muitas congeladas e carregadas de Conservantes e Corantes.
O facto de eu residir aqui, será o meu principal objectivo de ter instalado o meu Atelier aqui… quanto ao resto, serão os moradores da Urbanização que poderão responder!


2.      Qual a origem do nome Ayalla Sparkling Cakes? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: É o meu Nome de Família, o Ayalla… o restante é como eu gosto de olhar para o meu trabalho e adjectivar desta Forma.


3.      E o que é que o inspira mais? Qual é que é o seu maior ídolo pasteleiro?

Chef Pedro Ayalla e Costa: A conjugação de sabores e texturas devidamente. Tenho alguns, mas o Pierre Hermé será como um exemplo a seguir, para além de ídolo.

4.      Durante a sua infância, por acaso, quem é que ajudava mais lá em casa a fazer as sobremesas? Ainda se recorda do seu bolo preferido?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Não era eu decididamente, pois era mais fã de salgados… Adorava os Sonhos e o Bolo Inglês da minha Avó! 


5.      Sendo eu também Professora de Matemática, a sua área requer igualmente muita Aritmética, estou certa?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Certíssima, pois quando a encomenda envolve um grande número de convidados, temos que acertar tudo ao pormenor.


6.      Já agora, complete a frase: “para se ser um bom pasteleiro, o ingrediente principal é…”

Chef Pedro Ayalla e Costa: Colocar muito amor naquilo que fazemos… penso que em tudo o que se faz na Vida, deve ou deveria ser assim!

7.      Tal como refere no seu site, sendo formado em Pastelaria, numa das melhores escolas nacionais, CFPSA, o Chef Pedro Ayalla e Costa realizou também várias especializações em Portugal, em chocolate e em açúcar estirado, mas também em França, com o MasterChef Michalak e com Chef MOF Jean Michel Perruchon, por isso eu pergunto-lhe: o que pensa acerca da Pastelaria em Portugal, comparativamente com a de outros países, nomeadamente com a de França?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Gosto bastante da nossa Pastelaria, contudo acho que é um pouco à volta do Conventual, enquanto que a Francesa nos permite voar e ir mais longe.
Contente fico quando consigo misturar as duas.


8.      No que diz respeito ao seu percurso profissional na Indústria Hoteleira, como é que foi trabalhar, por exemplo, no Hotel Marriot ou no Sana Myriad? O que é que aprendeu aí efetivamente?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Aprende-se a trabalhar em grandes quantidades e com uma grande dinâmica, pois a Cozinha de Hotel não pára. Quanto à responsabilidade do bem servir e ser muito consistente, já era algo que trazia comigo, por isso não tive que aprender. 


9.      Quanto à comercialização das suas sobremesas e bolos frescos e caseiros, notei que não são adicionados quaisquer corantes ou conservantes, querendo isto dizer que se preocupa bastante com a qualidade do que seleciona para fazer as suas receitas, e consequentemente do próprio sabor e textura que se apresenta em cada um dos produtos que coloca à disposição de quem o procura, correto? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: Certíssimo, jamais deixarei de respeitar os produtos que utilizo e, acima de tudo, os meus clientes que nos procuram, pois sabem o tipo de Pastelaria que fazemos e oferecemos.

10.   Pode dizer-nos quais é que têm sido os produtos com maior aceitação por parte do público ao longo do tempo?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Cada vez mais vai existindo a procura de Sobremesas e Bolos que fogem ao standard do pão de ló e doce de ovos, então já existe uma grande procura pelos Frutos Vermelhos e, no nosso caso, o Redvelvet é um dos que mais procura tem.


11.   Por outro lado, também tem conseguido diversos tipos de parceiros, de forma a fazer crescer o seu número de pontos de venda, certo? E onde é que podemos então encontrá-los?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Todos os anos temos criado novas parcerias com Restaurantes que nos garantem também um serviço de excelência, nomeadamente: 

  • Restaurante Dom Feijão
  • Restaurante Marisqueira Queda D´Água
  • Restaurante Alecrim no Prato
  • Restaurante Kasa Mia 
  • Restaurante Flower Power
  • Restaurante Barracão de Alfama

São alguns dos nossos parceiros.


12.   Para finalizar: quais é que são então os seus contactos e qual o tipo de serviços que disponibiliza aos seus clientes?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Os nossos Contactos são: 

telemóvel – 93 6451733

Disponibilizamos um serviço completo de encomendas de Sobremesas e Bolos para Restauração, Eventos, Aniversários e Catering.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Já abriu o Mercado Biológico Alfazema na Urbanização Colinas do Cruzeiro em Odivelas!

De acordo com o site oficial da Câmara Municipal de Odivelas, conta-se que:
 
«D. Dinis tinha o hábito de deslocar-se à noite a Odivelas ao Mosteiro de S. Dinis e certa noite, sabendo a rainha do que se passava resolveu esperá-lo e quando o rei fazia o seu percurso para o encontro, a rainha interpelou-o e eis que proferiu as seguintes palavras: “- Ide vê-las senhor.” Pelo que, segundo a lenda, a expressão “Ide vê-las”, por evolução, terá dado o nome a Odivelas. Zona essencialmente residencial, Odivelas tornou-se, a partir de meados dos anos 60 do século XX, numa das freguesias mais populosas ao nível de todo o país e até da Europa, cobrindo cerca de 18 km² de área, com uma população perto de 80 mil habitantes.»
E realmente, Odivelas cresceu muito e está ligada à capital por metro, tendo cada vez mais comércio diferenciador no mercado, cujo bairro em questão, Colinas do Cruzeiro, continua a ser bastante requisitado, sendo a urbanização muito moderna e de arquitetura e design de interiores bastante apelativa, para além de se situar muito perto de Lisboa e de ter tudo ao alcance da porta para quem lá vive. 

O novo supermercado biológico, que abrira há cerca de dois meses, na Urbanização Colinas do Cruzeiro, em Odivelas, é também um café com esplanada, sendo, ao mesmo tempo, o segundo espaço da marca Mercado Biológico Alfazema, em que o primeiro já tinha sido aberto durante o ano de 2014, na zona da Estrela, em Lisboa.

E claro que, ao usufruirmos de um conjunto cada vez mais vasto de informações, temas como a agricultura biológica levam a que se partilhe um grande número de experiências e avaliações de certos produtos ou marcas, o que amplia o poder na tomada de decisão de compra por parte dos consumidores!
Atualmente, começa a notar-se que se valorizam mais as características dos alimentos, tais como o sabor e a qualidade nutricional, esperando-se que, com o tempo, se consiga influenciar a própria intensidade de produção dos mesmos, dando origem a novos movimentos de ordem económica, social, cultural e política, por isso concordo com o facto de se continuarem a promover determinadas práticas saudáveis e sustentáveis no nosso quotidiano!

Segundo Mário Rosário, o proprietário, a abertura desta loja em Odivelas surgira como uma grande oportunidade de expansão para a sua marca, partindo-se do pressuposto de que se vai gerindo a ideia de acordo com o bairro onde está instalado, e não a pensar numa localização industrial, ou seja, normalmente, estes tipos de negócios surgem integrados em comunidades, onde o mais importante é a tal ligação que se cria com as pessoas mais próximas. 
Por outro lado, praticamente só existirão supermercados biológicos na linha de Lisboa e de Cascais, querendo isto dizer que, numa linha como a de Odivelas, Loures e Amadora, a prioridade máxima será a de tentar dar resposta às pessoas que nela habitam, no sentido de se tornar numa boa solução em termos de uma alternativa mais próxima e sem grandes preocupações! 
No que diz respeito ao tipo de produtos expostos:
 
«O mercado cá, ainda está bastante incipiente, está no princípio, isto não é uma moda, é uma tendência, portanto irá crescer naturalmente; mas tem de crescer ainda significativamente, para puder responder à oferta e à procura que existe. 
Eu, por exemplo, no princípio do ano até à Páscoa, ainda trabalho com maçãs e pêras nacionais, mas a partir daí, já não há, temos de esperar outra vez pelo verão (…) os produtos hortícolas podem sair durante todo o ano, mas a fruta, como ainda não é suficiente para a procura, ainda não está a fazer o ano, porque ela é apanhada, nós começamos por comercializá-la próximo das colheitas, e depois, toda aquela que não é consumida no imediato é conservada no frio e vamos continuando a consumir, o facto é que a quantidade que existe ainda não cobre o ano todo e portanto, neste momento, tudo quanto é pêras, maçãs (…) já não há, temos que importar (…) são coisas que fazem parte de um cabaz de alimentos e que é difícil não ter.» 
Desta forma, neste estabelecimento, poderá encontrar-se uma grande variedade de  frutas, legumes, carne e peixe frescos, tudo biológico, entre outros artigos de mercearia ou ainda cosméticos e produtos de limpeza, com uma forte aposta no que é nacional! 
Porém, quando há necessidade de se diversificar a oferta existente, acrescenta Mário Rosário que «não se deixa de ir buscar lá fora aquilo que não há cá dentro».
Informo também que o seu horário de funcionamento é entre as 9h e as 20h, de segunda-feira a sábado.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A LOTA NO BAIRRO

Finalmente abriu ao público, em Odivelas, um estabelecimento comercial especializado na venda de peixes: a Lota no Bairro!

A sua localização exata fica na Rua Guilherme Gomes Fernandes, n.º 5 B, estando sempre aberto durante os dias úteis às 9:30 – 13:30 e 15:30 – 19:30, enquanto que aos sábados é só às 9:30 – 13:00.
 Também a partir da respetiva página do Facebook poderão ter acesso a diversos tipos de informações, tais como o tipo de peixe fresco à venda num determinado dia/hora, possíveis promoções ou até exemplos de receitas culinárias a adotar: 

Portugal é atualmente o país da União Europeia com o maior consumo anual por pessoa pescado, e o terceiro do mundo, só ultrapassado pela Islândia e pelo Japão.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAQ) e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de pescado é benéfico para a saúde devido aos lípidos, proteínas e outros nutrientes como os ácidos gordos polinsaturados ómega-3 presentes na sua composição.
(fonte: livro “As espécies mais populares do mar de Portugal: num restaurante perto de si”, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica)

Todo o peixe, fresco ou congelado, é oriundo da maior plataforma logística agroalimentar em Portugal, ou seja, do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, S.A. – MARL.

E para garantir a máxima satisfação a todos os seus clientes, ainda existe a hipótese de se fazerem encomendas, e de um dia para o outro, através também do telefone 21 933 9776.

Por outro lado, está igualmente disponível, em loja, esta por sua vez com cerca de 4 meses de existência, todo um conjunto devidamente selecionado de Produtos Gourmet, sempre na intenção de proporcionar, a quem a visita, produtos da melhor qualidade e a um preço bastante adequado!

Acrescente-se ainda que, ao longo de várias prateleiras, estão expostos, por exemplo, os seguintes produtos: vinhos, conservas Minerva, especiarias, sal de Rio Maior.

Resumindo e concluindo: Lota no Bairro define-se como sendo um espaço extremamente acolhedor, usufruindo de uma decoração que eu caracterizo como sendo moderna e muito convidativa a entrar, para além do facto do próprio atendimento transmitir desde logo bastante simpatia e gosto pelo trabalho que ali é realizado!