segunda-feira, 12 de março de 2018

HAPPY BIRTHDAY: a Página do Facebook Cozinha Com Rosto faz hoje 4 anos!

Estando eu na posse de uma página de Facebook, intitulada de MR Kitchen desde o dia 12 de março de 2014, com o slogan “Onde cozinhar é uma delícia!”, cujo objetivo principal era o de, essencialmente, partilhar a confeção de receitas culinárias, incentivando outros a fazerem o mesmo, a partir do dia 6 de janeiro de 2017 fiquei tentada a desenvolver um projeto maior, o Blogue Cozinha Com Rosto, com o slogan “Nós somos o que comemos!”, já dizia Hipócrates há mais de 2500 anos, necessariamente ligado a outras redes sociais, tais como Youtube, Google+, Instangram, Pinterest ou Twitter.
 
Na verdade, durante estes últimos 4 anos, tenho passado muitas e muitas horas ao computador, mas também na rua, a ler, a investigar, a entrevistar, a experimentar, a fotografar, a filmar… para além de ter tido a oportunidade de frequentar vários tipos de formações, aguçando ainda mais o meu desejo de partilhar com os outros todo um conjunto de saberes, sabores e sensações, desejando que me acompanhem juntos neste meu percurso, sobretudo de partilha e união entre todos, rumo a um mundo cada vez melhor e mais salutar!
E se no passado dia 6 de janeiro de 2018 festejara, relativamente a este Blogue, o seu primeiro ano de atividade, hoje, dia 12 de março de 2018, festejam-se 4 anos de atividade relativamente à minha página do Facebook entretanto designada também de Cozinha Com Rosto!
Parabéns!
Desta forma, tenho todo o gosto em presentear-vos com a receita abaixo, que todos cá em casa provaram e aprovaram, portanto… bom apetite!
 
Já agora, porque não fazerem parte do meu grupo de Subscritores deste bolgue?
Para esse mesmo efeito, basta aceder ao link aqui e… até já!
RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Banana com Recheio de Leite Condensado, 
Cobertura de Chantilly e Calda de Caramelo com Leite 

Ingredientes:

Bolo:
  • 1 chávena de AÇÚCAR
  • 10 BANANAS maduras
  • 150 gr de MANTEIGA SEM SAL em temperatura ambiente
  • 1,5 chávenas de AÇÚCAR
  • 1 colher de sopa de AROMA DE BAUNILHA
  • 1 chávena de IOGURTE NATURAL
  • Sumo de 1/2 LIMÃO
  • 3 colheres de sopa de ÓLEO
  • 3 OVOS
  • 1 chávena de BANANA ESMAGADA madura
  • 2,5 chávenas de FARINHA DE TRIGO
  • 2 colheres de chá de BICARBONATO DE SÓDIO
  • 2 colheres de chá de FERMENTO EM PÓ
  • 1/2 colher de chá de SAL
Recheio:
  • 1 lata de LEITE CONDENSADO COZIDO
  • Sumo de ½ LIMÃO
Cobertura:
  • 1 chávena de NATAS
  • 2 colheres de chá de AÇÚCAR
Calda:
  • 1 chávena de AÇÚCAR
  • 1 chávena de LEITE
  • 1 colher de sopa de MANTEIGA
 
Confeção:
 
Forma:
  1. Caramelizar as formas do bolo com 21 cm de diâmetro.
  2. Derreter o açúcar numa frigideira em lume médio/baixo até caramelizar totalmente.
  3. DICA: Quanto mais escuro o caramelo ficar, mais amargo ele se tornará.
  4. Dividir o caramelo nas duas formas, até que ambas estejam com o fundo completamente coberto.
  5. DICA 2: Se o caramelo solidificar antes de se completar essa tarefa, aquecer um pouco o fundo da forma.
  6. Cortar as bananas com aproximadamente um dedo de espessura e distribuir as rodelas sobre o caramelo das formas; reservar.
Bolo:
  1. Na batedeira, bater a manteiga com o açúcar e o aroma de baunilha, até obter um creme fofo e areado.
  2. Acrescentar o iogurte natural, o sumo  de limão e o óleo; bater novamente.
  3. Adicionar os ovos, um a um, batendo bem a cada adição.
  4. Peneirar os secos sobre a massa: a farinha, o bicarbonato de sódio, o fermento e o sal.
  5. Bater apenas até incorporar e, em seguida, adicionar a banana esmagada.
  6. Misturar mais um pouco e dividir a massa nas duas formas previamente preparadas.
  7. Assar os bolos em forno pré-aquecido a 180˚C  por aproximadamente 1h ou até que o palito inserido no centro de cada um saia limpo.
  8. Desenformar os bolos ainda mornos sobre uma grade (com uma forma em baixo para  recolher o caramelo que escorrer) e deixar arrefecer.
Recheio:
  1. Num recipiente misturar o leite condensado e o limão sem parar. (O limão fará que o leite condensado engrosse!)
  2. DICA: Não parar de mexer preferencialmente com um fouet (vara de arames)
Cobertura:
  1. Preparar a cobertura somente depois do bolo estar montado e bem frio.
  2. Bater as natas com o açúcar até atingir o ponto de chantilly.
Calda:
  1. Numa jarra de vidro, colocar o leite e levar para aquecer no micro-ondas cerca de 1 min – o leite deve estar quente ao ser misturado com o caramelo; reservar.
  2. Numa panela média, colocar o açúcar e levar ao lume médio; deixar derreter até formar um caramelo dourado e liso – mexer de vez em quando com uma espátula para não queimar.
  3. Desligar o gás e adicionar a manteiga; mexer bem com a espátula até derreter; acrescentar o leite quente em fio, mexendo com a espátula, até formar uma calda – cuidado: o leite pode borbulhar; se o caramelo solidificar, voltar a levar frigideira ao lume baixo e mexer até dissolver.
  4. Transferir a calda para um molheira e levar ao frigorífico para arrefecer um pouco.
Montagem:
  1. Com os bolos completamente frios, começar a montagem.
  2. Posicionar o primeiro bolo com as bananas viradas para cima.
  3. Espalhar o recheio de leite condensado, alisando bem.
  4. Em seguida, colocar o segundo bolo por cima disso tudo – desta vez, as bananas têm que estar viradas para  baixo.
  5. Levar o bolo ao frigorífico pelo menos durante 4h.
  6. Depois cobrir completamente o bolo com o chantilly.
  7. Com uma espátula, retirar todo  o excesso de chantilly das laterais para formar o efeito “semi naked cake”.
  8. Na hora de servir, despejar a calda de caramelo com leite sobre o bolo.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Ainda sobre o Dia Internacional da Mulher: quem cozinha melhor, o homem ou a mulher?

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de março, tendo sido uma ideia criada no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. 
Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.

As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, a depender do país. A primeira celebração deu-se a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes, usualmente durante a semana de comemorações da Comuna de Paris, no final de março. As manifestações uniam o movimento socialista, que lutava por igualdade de direitos económicos, sociais e trabalhistas, ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

Copenhaga, 1910. VIII Congresso da Internacional Socialista: na frente, Alexandra Kollontai e Clara Zetkin.

No início de 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917. A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), foi instituída como Dia Internacional da Mulher pelo movimento internacional socialista.

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas.

Pensando bem, na área profissional da cozinha, o homem é quase sempre visto como o “chef de cozinha” e a mulher como a “cozinheira”. 

Isto porque, nomeadamente devido a algumas questões culturais que ainda continuam a persistir, apesar de todo o progresso na sociedade atual, a mulher “cozinheira” parece que continua a estar mais relacionada às tarefas do dia a dia, enquanto que o homem considerado “chef” é aquela pessoa que revela mais sofisticação e personalidade, trabalhando mais em ocasiões especiais.  

Mas, na verdade, seja homem ou mulher, o “chef de cozinha” é alguém que gere toda uma equipa dentro da cozinha, criando o conceito da cozinha ao seu próprio estilo, através da criação de receitas.

O que é curioso é que, desde sempre, a cozinha fora associada mais às mulheres do que aos homens; contudo, ainda existe muita discriminação no que diz respeito às mulheres no mundo laboral de uma cozinha, especialmente ao nível da “alta cozinha” em que os homens dominam!

Por exemplo, de acordo com uma notícia datada de 24 de Fevereiro de 2018, nPÚBLICO publicasse que em França, das 57 novas estrelas Michelin atribuídas em 2018, apenas duas foram para chefs mulheres; em Portugal, nenhuma chef foi premiada.

Ou seja, num mundo onde aparenta ser só de homens, há que servir inspiração a outras mulheres, levando a própria sociedade a pensar que a cozinha profissional também pode ser afinal um mundo de mulheres, onde elas sabem tão bem ou melhor liderar e criar do que os homens, não concordam?

Termino então, este pequeno texto, com algumas sugestões minhas para vos ajudar a inspirar na cozinha, caras leitoras deste blogue, e assim alegrar mais as horas que muitas vezes são mais rotineiras ou cansativas, seja para o vosso marido ou namorado, filho ou neto, podendo e devendo convidá-los sempre para vos ajudarem a confecionar aquela receita mais apetecível para todos aí em casa, bem como a tratarem de arrumar depois todos juntos a cozinha e a gozarem também a seguir todos juntos o tempo livre que virá a seguir, não será mais justo?
Cozinha - O Coração da Casa - www.wook.pt

Dia a Dia Mafalda - www.wook.pt
MasterChef - www.wook.pt
Cozinhar é um modo de amar os outros.
Mia Couto 

segunda-feira, 5 de março de 2018

O Refeitório do Senhor Abel e o Heterónimo BAAR!

No passado mês de janeiro, fora convidada a conhecer, por dentro, o Heterónimo BAAR, assim como o Refeitório do Senhor Abel, ambos situados na zona de Marvila, em Lisboa.
Era apenas mais uma noite fria de inverno, mas aquela iria ser diferente, pois iria ter a oportunidade única de também cumprimentar o próprio Chef Chakall, querendo desde já anunciar que dentro em breve publicarei aqui, no meu Blog Cozinha Com Rosto, algo exclusivo, ou seja, uma entrevista simplesmente feita a alguém tremendamente imparável e que fala da sua paixão pela vida e pela cozinha, e do que o faz afinal ter asas e voar pelos quatro cantos do mundo, dando ao mesmo tempo muito valor ao que é verdadeiramente tradicional!

Ainda do lado de fora, a fachada parecera-me quase inalterada e bastante imponente sobre a Praça David Leandro da Silva, no Poço do Bispo, abarcando com as antigas portas de ferro vermelhas e janelas envidraçadas, a ver com a antiga “Catedral do Vinho”, esta inaugurada em 1910, já que este edifício estaria situado na proximidade dos cais onde aportavam os barcos que transportavam vinhos da região do Ribatejo.

Lembro-me de ter entrado, em primeiro lugar, para a zona do Heterónimo BAAR, e de ter ficado, desde logo, bastante surpresa, quanto ao tipo de decoração presente no espaço, por ser autenticamente marcado pelos vários heterónimos de Fernando Pessoa, ou seja, o mais universal poeta português!

Na realidade, na Sociedade Comercial Abel Pereira Da Fonseca, acabara de abrir mais dois espaços, tendo algo surpreendente em comum: uma «árvore» que timidamente cresce no meio da sala do restaurante, para depois, os seus «ramos», darem origem a cada vez mais «folhas», que logo a seguir dão lugar a «livros», por meio de uma zona mais ou menos restrita, a biblioteca, numa forma de transição entre a própria fição e a realidade.

Já dentro da zona do bar propriamente dito, pode-se, por fim, brindar à «poesia» autenticamente inscrita nos candeeiros pendurados no teto, numa tentativa de nos ofuscar com a «luz divina», depois de se conseguir passar pela intitulada «porta secreta» e provar-se o melhor coktail de 2017 produzido por Sandro Pimenta, um dos melhores bartenders nacionais e vencedor da primeira Bacardi Legacy Portugal: o cocktail Flight 1862!

Também fiquei a saber que o bar fora pensado para deter um horário mais alargado do que os comuns, no sentido de ajudar todo um conjunto de pessoas a «combater» aquela parte do dia em que sai do trabalho e já só quer ir para casa, mas sem stress e na companhia dos amigos, porque já não se irá irritar depois no caminho de regresso, pelo menos como até então!
 
Desta forma, as bebidas expostas são das mais variadas possíveis, existindo, também, uma boa coleção de cervejas e de vinhos, convidando todos a irem beber um copo, numa zona de Lisboa definitivamente diferente do Cais do Sodré ou do Bairro Alto, logo se calhar a estarem ainda um pouco mais à vontade!
Enumerem-se, portanto, algumas das sugestões contidas na própria Carta:
  • Águas e Refrigerantes
  • Sumos Naturais
  • Cervejas
  • Cafetaria
  • Cocktails
  • Driver Cocktails
  • Sangrias
  • Gin
  • Vodka
  • Rum
  • Tequila & Mezcal
  • Whisky & Whiskey
  • Aguardentes & Cognac
  • Licores e Licorosos
Tal como podem imaginar, eu ficara mesmo bastante satisfeita por conhecer todo aquele espaço abraçado de histórias dedicadas tanto a miúdos ou a graúdos, logo preparem-se para estar sempre a postos de tirar mais e mais fotografias, e sob tão diferentes ângulos e perspetivas!
No que diz respeito ao Refeitório do Senhor Abel, à disposição de todos aqueles que o visitem, de uma maneira muito geral, existe o seguinte, no respetivo Cardápio, tratando-se sobretudo de “Pizzas Artesanais & Raw Food”: 
  • Entradas Quentes da Pizzeria, como “Focaccia al Rosmarinho” (4,5€) ou “Focaccia Francucci” (7,95€)
  • Entradas de Mozzarellas Frescas, como a “Burrata Caprese” (8,5€) ou a “Búfala com Porcini” (11,50€)
  • Couvert, como a “Bruscheta All´aglio” (2,50€) ou a “Bruscheta do Chef Chakall” (6,95€)
  • Pratos Principais, como as “Saladas” ou os “Carpaccios”
  • Pizza Di Qualitá (massa amadurecida 36-48 horas), como a “Margherita” (7,50€) ou a “Mastro Roberto” (14,95€)
  • Pizzas com Massas Especiais(+3€), como a “7 Cereais”, “Preta de Carvão Vegetal”, “Amarela com Gengibre” e “Com Cânhamo” (tudo sob a responsabilidade do Roberto Mezzapelle, o campeão europeu de pizza acrobática de 2016, tendo nascido em Sicília, no seio de uma família de cozinheiros, e começado a dedicar-se à restauração com apenas 14 anos, em que mais tarde fora convidado por Chakall para integrar a sua equipa, para além do facto de ter formado, juntamente com os seus colegas pizzeiros, uma associação em Mazara del Vallo, sua terra natal – a Acrobatic Pizza World –, cujo objetivo é a especialização em impasti – massa – mais saudável)
  • Calzone, como o “Calzone do Senhor Abel” (12,50€)
  • Pizzas Brancas (massa amadurecida 36-48 horas), como a “Alla Burrata” (12,95€) ou a “Tirolese” (13,90€)
  • 100% Glúten Free Pizzas (com Farinha de milho, arroz e trigo sarraceno), desde que seja feita com reserva antecipada de um dia
  • Sobremesas, como a “Pizza com Nutela” (7,50€)
E quero-vos também adiantar que tudo quanto me deram a provar naquela noite, me soubera muito bem e não me pesara nada o estômago, não contendo nenhum daqueles ingredientes esquisitos ou confecionados como que à pressa!
Note-se ainda que, por este lugar verdadeiramente encantador e aprazível, preocupam-se com a saúde de quem o procura, pois tal como se encontra igualmente descrito no tal cardápio, “Mastro Roberto, o nosso Pizza Chef, propõe as Pizzas com bases de massas especialmente saudáveis”, sendo ainda todos os produtos envolvidos oriundos de facto de Itália!
Resumindo e concluindo, pizzas artesanais sicilianas, raw food e cocktails são as novas propostas contidas nos antigos armazéns Abel Pereira da Fonseca, sob a forma de dois espaços que se complementam, por sua vez situados num dos bairros “sensação” do momento, da zona oriental da cidade de Lisboa: o Refeitório do Senhor Abel e o Heterónimo BAAR
 
E Chakall e Miguel Tojal são então os seus criadores, naturalmente bem acompanhados por Roberto Mezzapelle, da parte da Pizzaria.
Segundo Miguel Tojal, pretende-se que estes dois novos espaços “sejam uma experiência gastronómica completa, que passe não só pelas pizzas e demais propostas gastronómicas, mas também pelos cocktails, pela música e, claro, pelo ambiente que se vive quer no Refeitório do Senhor Abel, quer no Heterónimo BAAR”; segundo Chakall, pretende-se que sejam “espaços despretensiosos, acolhedores e animados”, estando bem patente a própria figura de Fernando Pessoa, em que as iniciais de BAAR se devem aos Heterónimos Bernardo Soares, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis.
“Fernando Pessoa em flagrante de litro”: dedicatória na fotografia que ofereceu a Ophélia Queiroz em 1929.

sexta-feira, 2 de março de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 4 - Stevia (by Miguel Boieiro)

Para este escriba curioso da botânica, o que mais surpreendeu na visita efectuada à “Biofach”, maior feira mundial de produtos biológicos, que se realiza todos os anos em Nuremberga, foi a intensa divulgação e a grande variedade de alimentos que integravam a stevia, como elemento substituto do açúcar. Prevejo que, muito em breve, tenhamos em Portugal a promoção da stevia que é ainda, entre nós, pouco conhecida. 

Ora a stevia é uma erva plurianual, ou, vá lá, um arbusto que eu já conhecia desde o simpático convite do meu amigo Dr. Gonçalves Pereira para visitar a sua quinta de raridades botânicas, lá para os lados da Anadia. Trata-se de uma planta tropical, oriunda da zona do Paraguai, que pertence à família das Compostas ou Asteráceas e que engloba cerca de 40 espécies.

A que nos interessa denomina-se Stevia rebaudiana Bertoni. O botânico suíço Moisés Bertoni foi quem primeiro descreveu esta planta que pode medir 80 cm de altura e possui pequenas flores esbranquiçadas e raiz perene e fibrosa, proporcionando múltiplos rebentos. Acrescenta o Dr. Gonçalves Pereira um facto curioso: a folhagem, quando caída no solo, dificilmente se biodegrada ou é destruída por insetos.
Parece que os índios guaranis já utilizam a Stevia rebaudiana há séculos, como adoçante do “chá” de erva-mate e remédio eficaz para várias enfermidades.
 
A análise química das suas folhas apresenta dois compostos de sabor adocicado: o esteviosídeoe o rebaudiosídeo A que são 200 a 300 vezes mais doces do que a própria sacarose proveniente da cana do açúcar. Aliás, em relação ao açúcar apresenta apreciáveis vantagens porque não altera o nível da glicose no sangue, não contém calorias e é absolutamente natural, ou seja, é isenta de ingredientes artificiais.
Há todavia um “inconveniente” de peso porque a planta cresce espontaneamente e não pode ser patenteada. Logo, coloca em perigo a rendibilidade das agressivas multinacionais de edulcorantes que tudo fazem, muitas vezes sem qualquer escrúpulo, para obter chorudos lucros. Tem havido uma autêntica guerra à stevia movida pelos fabricantes de aspartame (um autêntico veneno) e de outros adoçantes químicos preparados para diabéticos. 
Nos Estados Unidos da América e na União Europeia baniu-se inicialmente a venda de produtos com stevia e mais tarde lá se admitiu a comercialização, mas com fortes restrições. Entretanto, a China tornou-se o principal produtor mundial, enquanto o Japão que já fabrica e utiliza extratos de stevia há trinta anos, é hoje o seu maior consumidor, onde o produto representa cerca de 40% do respetivo mercado de adoçantes.
 
Efectuadas várias análises químicas e estudos, eles confirmaram as vantagens da stevia, cujo emprego corrente chegou a ser proibido nos EUA por pressão do poderoso “lobby” industrial de adoçantes artificiais, como antes se aludiu.
Para além dos glicosídeos já mencionados (estiviosídeo e rebaudiosídeo), detetaram-se outros princípios ativos importantes, saponinas, taninos e óleo essencial, formando um todo harmónico não fermentável e com pH estabilizado.
Estão comprovadas as propriedades medicinais desta planta singular, como a de exercer efeitos calmantes sobre o sistema nervoso, eliminar a azia, reduzir a fadiga, a depressão e as insónias e controlar a hipertensão arterial. Verifica-se ainda que estimula as funções digestivas e cerebrais, faz baixar os níveis de ácido úrico e favorece a eliminação de toxinas.
 
É particularmente útil no caso da diabetes, dado que substitui o açúcar, não deixando qualquer sabor residual e permitindo a redução da quantidade de insulina ministrada diariamente aos doentes.
 

No Brasil usa-se a infusão da planta para combater a diabetes, picando a stevia seca a qual é deitada sobre água a ferver. Dizem que basta apenas uma colher de chá por chávena, deixando repousar dez minutos e tomar duas vezes por dia no intervalo das refeições.

Apesar da poderosa movimentação contra a stevia, usando vários argumentos como, por exemplo, a de possuir ação anticoncecional, diversas empresas de suplementos alimentares já comercializam quer o esteviosídeo, quer o rebaudiosídeo, componentes adoçantes extraídos naturalmente das respectivas folhas, cuja apresentação é de um simples pó branco.
 
Na casa particular onde fiquei alojado, em Nuremberga, ao abrigo do sistema esperantista “Pasaporta Servo”, tive oportunidade de verificar o uso corrente dessas substâncias na dieta alimentar dos residentes. 

Fiquei fortemente convencido de que se trata de um elemento revolucionário na actual ciência da nutrição, constituindo uma alternativa ideal para as pessoas diabéticas ou para as que seguem regimes de emagrecimento, prevenindo o abuso do açúcar. Por outro lado, afasta os efeitos colaterais, comprovadamente nocivos, dos edulcorantes fabricados através de processos de química de síntese que só logram singrar porque o lucro fácil continua, infelizmente, a ter a primazia na sociedade propagandística e consumista que nos enleia.

Miguel Boieiro

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 3 - Figueira (by Miguel Boieiro)

Uma das tertúlias mensais, sabiamente coordenadas na Associação dos Cozinheiros Profissionais de Portugal (ACPP) pelo professor e gastrónomo Virgílio Gomes, versou sobre o figo, alimento de subsistência e hoje apreciado produto “gourmet”. Não cabe a este humilde cronista, aqui e agora, tecer encómios sobre as excelências dos oradores. De resto, seria estultícia alastrar-me num tema que já se encontra bastante explanado por insignes sapientes. Assim, limitar-me-ei a contar histórias pessoais em breves pinceladas para suscitar a curiosidade dos leitores.

Na terra onde nasci e cresci eram parcos os recursos alimentares. Só no fim da primavera se tirava a barriga de misérias quando apareciam as frutas temporãs. No tempo dos figos não havia fome. Em duas courelas arrendadas tínhamos figo branco, figo borracho, figo moscatel, figo da ciência e figo rebanqui (atenção que os nomes populares divergem de terra para terra). As nossas figueiras eram altas e ramalhudas e as pernadas pendentes chegavam ao chão. Os primeiros figos, os lampos, eram vendidos à dúzia que integrava 13 unidades e não 12. As principais clientes eram as “gafanhotas” e as “ratinhas”, mulheres oriundas das beiras, que vinham sazonalmente trabalhar para as secas do bacalhau. Depois quando o preço baixava vendiam-se em canastras bem amoiadas, para encher os maceiros dos porcos do Alberto Silva. Estas tarefas entregues à criançada desafogavam frouxamente o orçamento familiar dando assim jus ao popular ditado: “o trabalho do menino é pouco mas quem não o aproveita é louco”. Na década de 50 do passado século, uma dúzia de figos temporãos valiam por volta de 1 escudo, mas os destinados às malhadas dos porcos não passavam de 10 ou 20 centavos o quilo.

Os figos são das frutas que mais aprecio. Fazia refeições completas com pão e figos. Os mais apetitosos eram comidos de manhãzinha junto à árvore, ainda orvalhados da frescura da noite. Já adulto quando fui morar para outra localidade sentia a falta dos figos da minha terra e até sonhava com eles.

Vamos agora à parte científica. A Ficus caria encontra-se classificada na família das Moraceae. O género Ficus agrupa mais de mil espécies e tem a particularidade de florir internamente num recetáculo fechado (sicónio) apenas com um orifício por onde entra uma pequena vespa (Blastophaga psnes) para proporcionar a polinização (caprificação). O processo é assaz complexo porque a polinização é cruzada e alguns bichinhos acabam por morrer dentro do sicónio. 

Se querem saber mais, recomendo o excelente livro “Algarve Mediterrânico, tradição, produtos e cozinhas” de Maria Manuel Valagão, Vasco Célio e Bertílio Gomes (Edição Tinta-da-China). É uma maravilha! 
Temos vindo a falar do Ficus caria, abundante na Ásia Menor e em toda a bacia mediterrânica, mas não se espantem se vos disser que há mais 40 Ficusque dão frutos comestíveis. Isso mesmo se pode constatar na “Fruticultura Tropical” de J. E. Mendes Ferrão, obra editada em três volumes pelo Instituto de Investigação Científica Tropical. Curiosamente, o segundo volume, onde se descriminam as várias espécies de figos tropicais possui na respetiva capa a reprodução da fotografia “As mangas no mercado local em 1995, cedida pelo meu amigo Engº Fernando Rego que tive o prazer de conhecer pessoalmente em Pangim quando há anos visitei Goa. 
Há dias, em plena Avenida dos Oceanos, no Parque das Nações, encontrei a Ficus religiosa provida de minúsculos figuinhos. Ela é uma das figueiras tropicais mais famosas não só pela sua beleza ornamental mas também porque é árvore sagrada dos hindus e budistas. Diz a lenda que foi à sua sombra que Buda alcançou o nirvana.
Voltemos à nossa Ficus carica, árvore que atinge dez metros, de grandes folhas alternas, palmatilobadas, rugosas e caducas (parece que foi com essas folhas que Adão e Eva taparam as suas vergonhas quando foram expulsos do paraíso – mas não seria no inverno porque nessa estação as figueiras estão despidas e em completa letargia). 
As infrutescências (afinal o figo é um pseudo fruto) são riquíssimas em açúcares complexos (glucose, sacarose e frutose), cálcio, magnésio, fósforo, potássio, provitamina A, vitaminas B, C e K, fibras solúveis, taninos e substâncias oxidantes. 
O figo é um alimento energético e alcalinizante de polpa suave e doce, regulador da digestão, laxante, expetorante, desinflamante do aparelho respiratório (tosse, catarro …), estimulante do poder de concentração e beneficiante da flora intestinal. 
Os frutos são frágeis e facilmente perecíveis, mas se forem bem secos constituem uma reserva duradoira importante (100 g de figos passados contêm cerca de 250 calorias).
As folhas possuem um látex irritante que permite erradicar as verrugas e outrora servia para coalhar o leite destinado às queijarias. 
Os figos, frescos ou secos, têm lugar privilegiado na elaboração de sofisticados pratos, uma vez que combinam bem com muitos alimentos. Inúmeras receitas estão ao dispor dos interessados nas ementas de consagrados “Chefs”. Chamo a especial atenção para a gastronomia da Turquia onde o figo é rei, visto que a sua produção anual (a maior do mundo) ronda as 300 mil toneladas. 
Para terminar, não se esqueçam de visitar o Museu da Cidade da Horta (Faial) onde o acervo do artesanato em miolo de figueira, é único em todo o mundo e contribui para alargar a versatilidade desta árvore descrita e consagrada em todas as grandes religiões.

Miguel Boieiro

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Fique a Saber Mais Sobre o Esparguete + 6 Receitas de minha Autoria com Esparguete

A etimologia da palavra spaghetti significa “uma pequena corda”, exatamente como o primeiro esparguete, irregular e feito a mão, deve ter sido.

Esparguete (português europeu) (do italiano spaghetti) ou macarronete é uma pasta alimentícia desidratada e dura à base de sêmola de trigo, consumida sob a forma de fios. Há vários tipos de esparguete conforme o seu diâmetro (spaghettone, spaghettino, capellini, vermicelli, vermicelloni). O prato é consumido tradicionalmente com diferentes molhos (bechamel, tomate, ragu, quatro-queijos etc.). Os tipos e nomes variam de acordo com o diâmetro das massas alimentícias e a região de produção. Eles são fervidos em bastante água salgada.

Também é conhecido como: Fide (na Sicília, fidillini). Para o mais fino, capelli d’angelo (cabelo de anjo), Capellini (cabelo), capelvenere (cabelo de Vénus), fedelini, fidelini e sopracapellini, mas também vermicelli mezzi, spaghettini e vermicellini. Para o mais grosso, filatelli, Spaghettoni, vermicelloni e vermicelloni giganti. As formas finas são servidas no caldo de carne; as mais grossas, como Pastasciutta, com molhos tradicionais locais.

O escritor Giuseppe Prezzolini disse que “o esparguete tem o mesmo direito ou mais de pertencer à civilização italiana que Dante tem”. As massas, de fato, tornaram-se num símbolo da Itália. Têm o lugar de honra no menu e, devido à variabilidade dos condimentos que podem ser combinados com ele para se fazer uma refeição substancial e equilibrada, é, atualmente, a mais popular comida nas mesas italianas de todas as classes sociais.

Por muito tempo, discutiu-se qual povo teria inventado o spaghetti e as massas em geral: os chineses, os árabes ou os italianos. A origem até recentemente admitida era árabe, na forma do spaghetti seco, a chamada Itrjia, que entrou na Europa quando da dominação árabe na Sicília, no século IX. Aí, essa massa foi sendo mais elaborada desde sua chegada a Trabia, próximo a Palermo. A Sicília ficou sendo a “pátria” dessa iguaria, até ser substituída por Nápoles, já no século XVIII.

Outra teoria sobre a chegada na Itália do spaghetti atribui esse feito a Marco Polo, que teria trazido essa novidade na volta de sua viagem à China, entre 1271 e 1295. Hoje, porém, sabe-se que já havia registos anteriores de spaghetti e maccheroni (macarrão) na Península Itálica.

Pesquisas do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia de Ciências de Pequim, sob o comando do professor Houyuan Lu, mostraram que, embora os mais antigos registos escritos em chinês acerca dos spaghetti datassem dos anos 25 a 220, durante a Dinastia Han, essa massa alimentícia era bem mais antiga. Houyauan Lu escavou no sítio arqueológico de Lajia (junto ao Rio Amarelo, em Haidong, na província Qinghai, no noroeste da China) da cultura Qijia, onde teria nascido a civilização chinesa. O local fora destruído por um terramoto, seguido de inundação, no final do Neolítico. Ali, um recipiente soterrado sob diversas camadas de argila continha um fio cilíndrico, espesso em diâmetro e com cerca de meio metro de comprimento, feito de milheto. Tratava-se de um precursor dos spaghetti. Os árabes teriam sido, tão somente, os introdutores dessa invenção chinesa na Europa.

Feito com farinha de trigo e água, o esparguete era, originalmente, confeccionado à mão e, mais tarde, passou a ser obtido por extrusão através de uma fieira. Hoje, ele é produzido em fábricas.

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Esparguetada de Gambas e Rúcula

Ingredientes:
  • esparguete com sabor a caril q. b.
  • 2 dl de azeite
  • sal q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 folha de louro
  • 1 embalagem de gambas descongeladas
  • sumo de limão q. b.
  • 2 dl de vinho branco
  • orégãos q. b.
  • 1 embalagem de rúcula
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 1 ramos de salsa picada
  • queijo ralado q. b.
  • sementes a gosto q. b.
Confeção:
  1. cozer o esparguete com sabor a caril conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite, os alhos e a cebola e a folha de louro num wook a refogar em lume brando, para depois juntar as gamas e deixar cozinhar em lume médio
  3. verter o sumo de limão e o vinho branco, para além dos orégãos
  4. quando se adicionar a embalagem de rúcula, colocar também a margarina, tal como o esparguete entretanto cozido e escorrido da água e ainda a salsa
  5. para finalizar, basta juntar o queijo ralado a gosto, já com o lume apagado, e servir, depois só no prato com umas sementes a gosto por cima
  • Esparguete de Atum com Ervilhas e Milho
Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • 1 lata de atum
  • 1 dl de azeite
  • sal q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 lata pequena de milho
  • 1 lata pequena de ervilhas
  • 1 embalagem de «molho base» para massas napolitanas ou outro a gosto
Confeção:
  1. cozer o esparguete conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite e os alhos a fritar um pouco em lume brando, para depois juntar o milho e as ervilhas, deixando cozinhar tudo um pouco em lume médio
  3. mais tarde, adicionar o tal «molho base», deixando cozinhar conforme a embalagem indicar
  4. retificar temperos, desligar o lume e servir

RECEITAS NA CATEGORIA DE CARNE:

  • Frango Guisado com Esparguete e Salada

Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • azeite q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 folha de louro
  • sal q. b.
  • 1 frango cortado aos pedaços
  • 1 tomate
  • polpa de tomate q. b.
  • 1 colher de sopa de pasta de pimentão
  • 2 dl de vinho branco
  • 2 dl de vinho do Porto
  • orégãos q. b.
  • 1 embalagem de rúcula
  • 1 dl de óleo
  • 1 ramos de salsa
  • folhas de alface q. b.
  • 1/2 cebola pequena cortada às meias luas
  • vinagre de vinho branco q. b.
  • crutons de pão integral
Confeção:
  1. preparar um refogado com o azeite, a cebola, o alho e a folha de louro;
  2. ao mesmo tempo, num outro tacho, ir cozendo o esparguete em água a ferver, à qual se juntou um pouco de óleo e sal;
  3. juntar os pedaços de frango ao tacho anterior, para primeiro deixar corar um pouco em lume brando;
  4. adicionar o tomate ao preparado anterior, tal como a polpa de tomate, a pasta de pimentão, o vinho branco e o vinho do Porto;
  5. colocar o raminho de salsa e o sal;
  6. deixar cozinhar a carne com o tacho tapado e em lume brando;
  7. preparar a salada: juntar a alface, a cebola e os crutons, tudo temperado a gosto com o sal, o azeite e o vinagre de vinho branco;
  8. retirar os dois preparados do lume e colocar no prato de servir, escorrendo a água ao esparguete, bem como a salada de alface já preparada anteriormente.
  • Esparguete de Presunto, Bacon e Cogumelos, servido com Molho de Natas com Sabor a Cogumelos
Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • 2 dl de azeite
  • sal q. b.
  • 3 alhos picados
  • 1 lata pequena de cogumelos laminados
  • 100 gr de presunto cortado aos pedaços
  • 100 gr de bacon cortado aos pedaços
  • 1 embalagem de molho de natas com sabor a cogumelos
Confeção:
  1. cozer o esparguete conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite e os alhos a fritar um pouco em lume brando, para depois juntar os cogumelos, o bacon e o presunto, deixando cozinhar tudo em lume médio
  3. mais tarde, adicionar o molho de natas com sabor a cogumelos, deixando apurar tudo e retificar temperos
  • Costeletas de Porco de Cebolada acompanhadas de Esparguete, Brócolos e Pepino 
Ingredientes:
  • costeletas de porco q. b.
  • esparguete q. b.
  • brócolos q. b.
  • 2 latas de cogumelos laminados
  • 1 dl de azeite
  • sal q. b.
  • piripiri q. b.
  • 3 alhos picados
  • pimentão doce q. b.
  • 2 folhas de louro
  • 1 cebola grande laminada
  • 1 dl de vinho branco
  • 1/2 pepino descascado e cortado aos cubos
  • 1 colher de sopa de margarina
  • umas gotas de sumo de limão
Confeção:
  1. cozer o esparguete conforme as respetivas informações contidas na embalagem
  2. colocar o azeite, a cebola, o louro e os alhos a refogar um pouco em lume brando, para depois colocar por cima as costeletas, distribuindo-se o sal, o piripiri, o vinho branco, o sumo de limão e o pimentão doce, deixando cozinhar tudo em lume brando
  3. mais tarde, virar as costeletas e adicionar os cogumelos
  4. retificar temperos, desligar o lume e servir as costeletas de porco com o esparguete, os brócolos anteriormente bringidos e o pepino
  • Coelho Guisado com Esparguere com Esparquete e Salada Verde
Ingredientes:
  • esparguete q. b.
  • azeite q. b.
  • 4 alhos esmagados
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 folhas de louro
  • sal q. b.
  • 1 coelho cortado aos pedaços
  • 1 tomate maduro cortado aos pedaços
  • polpa de tomate q. b.
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • 2 dl de vinho branco
  • 2 dl de vinho do Porto
  • 1 dl de óleo
  • 1 raminho de salsa
  • folhas de alface q. b.
  • 1/2 cebola pequena cortada às meias luas
  • vinagre de vinho branco q. b.
  • sementes a gosto
Confeção:
  1. preparar um refogado com o azeite, a cebola, os alhos e as folhas de louro, juntando depois o tomate;
  2. ao mesmo tempo, num outro tacho, ir cozendo o esparguete em água a ferver, à qual se juntou um pouco de óleo e sal;
  3. juntar os pedaços de coelho ao tacho anterior, tal como a polpa de tomate, a massa de pimentão, o vinho branco, o vinho do Porto, o sal e a salsa, deixando cozinhar tudo com o tacho tapado e em lume brando;
  4. preparar a salada verde: juntar as alfaces e as sementes, temperado a gosto com o sal, o azeite e o vinagre de vinho branco;
  5. retirar os dois preparados do lume e colocar no prato de servir, escorrendo a água ao esparguete, bem como a salada verde já preparada anteriormente.